Terça-feira, 2 de Julho de 2013
por Maurício Barra

“São gestores de massas falidas e eu, no fundo, tenho é pena deles “

Com esta sentença sobre o trabalho do actual Governo, o Prof. Daniel Bessa matou dois anos de análises políticas de Pacheco Pereira e António Costa na Quadratura do Círculo.

Atirar sobre tudo o que mexe está ultrapassado e estes agentes de ódios fáceis e revisões da democracia estão fora do que vai acontecer.

A quadratura de pensamento impede-os de verem rodar o círculo das circunstâncias.    

 

E. inesperadamente, neste rodar permanente das circunstâncias, foi também uma frase premonitória que enquadra adequadamente a demissão do ontem, executada ao retardador, de Vítor Gaspar.

Nos locais do costume, já iniciaram o seu curso as análises tremendistas justificativas das mais diversas teorias de conspiração. Passarão todas, tal como nem é preciso chuva para lavar o sangue de acidentes que só os voyeurs vêem e que querem que os outros vejam. Tal coma verdade vai nua na maioria da imprensa invisual de todos os dias, agora de Vítor Gaspar farão o bode expiatório temporário da fuga à realidade económica e financeira que nos oprime e de que nos querem impedir de assumir a responsabilidade.

Pois o senhor, fugir à responsabilidade, foi coisa que nunca fez.

Foi timoneiro forçado num barco a meter água, que convinha trancar, para seguir uma rota de cartas de marear que lhe indicavam que os bons portos da Europa estavam fechados. À espera que o barco adornado, afundasse.

O barco não afundou.

Mas o timoneiro forçado esgotou-se porque não via, ou não queria ver, mais do que as cartas lhe diziam para ver.

Faltava-lhe Mundo.

O mesmo Mundo que não faltou, anos antes, a Ernâni Lopes.


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4 comentários:
De jo a 2 de Julho de 2013 às 12:55
Um administrador de massa falida tem por objetivo fechar a empresa e entregar os ativos aos credores.
Realmente parece que este governo tem por missão entregar tudo o que tem valor aos credores.
Mas como é fechar um país? Matam-se os habitantes? Expulsam-se? Escravizam-se?
Há gente que ainda não percebeu que os países não são empresas.


De Tiro ao Alvo a 2 de Julho de 2013 às 13:35
Concordo inteiramente com Prof. Daniel Bessa: os nossos ministros das Finanças têm que funcionar como uma espécie de administradores da massa falida.
Apesar dos erros do Gaspar, e sobretudo do erro, por ele assumido, de não ter imposto, desde o início, cortes substanciais na despesa pública, em especial na despesa improdutiva, muito nos vamos lembrar destes tempos, mormente quando a ministra das Finanças (ou o ministro, deste ou de outro governo, tanto faz) anunciar que tem que atrasar por uns dias o pagamento dos salários ao funcionalismo público, por falta de dinheiro. Então, sim, é que vão ser feitos os cortes nas gorduras do Estado.
Até lá, vamos ver os ministros e as ministras a empurrarem os problemas com a barriga para a frente, capitaneados pelo mestre do empurrão Paulo Portas.


De Português Suave a 2 de Julho de 2013 às 17:56
Manda uma cópia do post ao Portas, que ele deve gostar de se rir.


De falcão a 2 de Julho de 2013 às 18:28
Os meus pêsames. Quando é funeral?...


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