Terça-feira, 2 de Julho de 2013
por Carlos Faria

Confesso que após décadas a acompanhar a política nacional nunca assisti a um espetáculo de crise governativa tão degradante quanto ao que hoje se assisti.

Compreendo que numa coligação existam negociações na repartição de ministérios e cargos de ministros, até admito descontentamentos a determinados nomes de uma das partes face a outra e se ao Primeiro-ministro cabe a prerrogativa de aprovar o nome final, ao parceiro cabe o direito de assumir atempadamente veto na negociação.

Agora não compreendo que um descontentamento sem ameaça de veto ou de demissão durante a negociação se torne depois do nome ser tornado público e de ser constituído o gabinete pluripartidário do novo ministro, o parceiro apresente uma carta de demissão no dia seguinte publicamente.

Quando há um casamento, o representante legal ou da religião questiona na hora de se dar o nó se alguém conhece algum impedimento para o contrato que se vai celebrar, implícito que se não for nesse momento, quem se calou deve continuar calado se não surgir nada de novo. Hoje assisti a alguém desrespeitar todos os princípios de confiança numa negociação, rompendo depois de ter sido publicamente assumido o nó…

Na política não pode valer tudo...


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5 comentários:
De makarana a 2 de Julho de 2013 às 22:22
E Paulo Portas tinha de aceitar um ministro em que não se revê? Não.PPC meteu MLA á revelia de Paulo Portas.Pior, não sabemos se informou ou não Paulo Portas da decisão.
Mas partindo do pressuposto que PPC informou Portas, este não concordou com a escolha de Passos para o cargo, Passos sabia disso e meteu prego a fundo, sem medir as consequencias.
Enfim, são atitudes em coerencia com a idiotice dele.


De Carlos Faria a 2 de Julho de 2013 às 23:03
Se tivesse lido o texto com atenção nem precisava de fazer essa pergunta, a resposta está lá.


De makarana a 3 de Julho de 2013 às 00:32
Sim, se partindo do pressuposto que Passos informou Portas..Mas fica por esclarecer se Passos informou ou não Portas.É que as versões de um e outro contradizem-se.Necessitávamos de um gravador na sala onde essas conversas se realizaram :D


De Equipa SAPO a 3 de Julho de 2013 às 20:53
Boa noite,

O seu post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

Atenciosamente,

Catarina Osório,
Gestão de Conteúdos e Redes Sociais - Portal SAPO


De António tia-tia a 4 de Julho de 2013 às 08:12
O senhor Carlos Faria entrou com um texto fechado, assim não é fácil comentar!
Deixe-me tentar abrir o texto:

Ora bem, na era moderna, sejam qual for as religiões – salvos as que nem se pergunta se os noivos se querem – existe a instituição Divórcio, e agora, quanto maior é a crise mais divórcios vão havendo, e até há divórcios de luxo onde se dividem milhões sendo o exercício do Advogado limitado ao simples averbamentos das fortunas.

No casamento a que se reporta, estávamos avisados de que um dos cônjuges é de fazer birra e que não perde a melhor oportunidade para mostrar o génio, nem que seja para não mostrar, porque não fez, o que outro cônjuge lhe disse para fazer (arruma a sala, já que me dissestes que eras capaz)

Os casamentos e divórcios entre o PSD e este cônjuge são “frequentes”, o que acontece é que nunca tinham dado tanto prejuízo e tanta revolta num país onde a maioria acreditava, e a grande maioria sofre de há não sei quantos anos a esta parte; agora, convencida de que este casamento era duradouro e que se estava no bom caminho.

O que o senhor Paulo Portas fez não se faz.

O senhor Paulo Portas branqueou o estado em que recebeu o país.

O senhor Paulo Portas, com a birra de agora regrediu dois anos e ofendeu o esforço de um país.
Admirava o trabalho do senhor Paulo Portas e admiro o dos restantes governantes do CDS/PP, mas assim não senhor Paulo Portas; então não terá lá este partido outro “cônjuge” que não seja de fazer birra e que respeite a sua significância eleitoral e que (…). O resto já o senhor Carlos Faria escreveu.

António tia-tia


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