Quarta-feira, 3 de Julho de 2013
por Maurício Barra

Depois do abismo em que fomos lançados pelo governo de Sócrates, estava ( e estou ) convencido que as imposições que os credores nos exigiram para cumprimento do ajustamento iriam ajudar a tirar Portugal da espiral recessiva que um Estado sobredimensionado suportado por conceitos ideológicos ultrapassados nos condenou nas últimas décadas.

 

Par tal era preciso uma maioria eleitoral, determinação no cumprimento dos objectivos e grande qualidade de liderança política.

Eram ( são )  tempos excepcionais que necessitam de políticos excepcionais.

Estes dois últimos anos elucidaram-nos que, excepcionais, foram a larga maioria dos portugueses que, independente da sua opinião em democracia, suportaram resilientes os sacrifícios que assumiam para sair desta situação.

Excepcionais, também, têm sido alguns ministros que ultrapassaram a sua própria circunstância.

 

De resto, afinal, homens comuns, demasiado comuns para a excepção dos tempos. A começar numa oposição desonesta perante os seus próprios erros. Agora completada por desistentes de um governo , desistentes  em nome de orgulhos particulares que não passaram de travestis de corredores de fundo que afinal desistem à primeira dor de burro.

É este o problema de hoje em Portugal.

O problema da fraqueza de homens comuns perante situações excepcionais.


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4 comentários:
De falcão a 3 de Julho de 2013 às 11:11
Tanta dor, tanta dor...


De Equipa SAPO a 4 de Julho de 2013 às 19:42
Boa tarde,

O seu post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

Atenciosamente,

Catarina Osório
Gestão de Conteúdos e Redes Sociais - Portal SAPO


De Naçao Valente a 4 de Julho de 2013 às 23:21
Não tente tapar o sol com a peneira. Este Governo, com medidas de austeridade extremamente violentas, agravou todos os indicadores da economia, desde o défice à divida. O abismo é agora. Não precisamos de homens excepcionais, precisamos de homens competentes. E essa é a diferença entre o antes e o depois. E foi para isto que derrubaram o governo de Sócrates? Na luta política não vale tudo. Um bocadinho de honestidade intelectual precisa-se.


De João Carlos Reis a 5 de Julho de 2013 às 02:18
Prezado Maurício Barra,
não é um "Estado sobredimensionado" que temos... o que temos (e temos tido desde o tempo do Marquês de Pombal, salvo raríssimas exepções) são infelizmente governos e empresários incompetentes que não têm desenvolvido a indústria e a economia nacionais de modo a poder suportar o Estado que temos... todos os países mais ricos que o nosso têm um rácio de funcionários públicos superior ao nosso... logo nunca nos tentem atirar areia para o olhos e deixemos de pensar em pequeno (que é o que os nossos governos e a esmagadora maioria dos nossos empresários têm feito), mas sim pensemos em grande... é que nunca nos podemos esquecer de que da única vez em que pensámos em grande, dominámos "meio mundo"... e isto não é saudosismo ou qualquer outro sentimento idêntico... são os factos históricos que o suportam... quer queiramos ou não, gostemos ou não...


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