Sexta-feira, 5 de Julho de 2013
por Luís Naves

Um comentador de TV criticava o governo e defendia eleições e logo outro comentador ironizou, acrescentando que nós não podíamos fazer eleições, mas os alemães já podiam. Ambos ignoravam, com pompa e sentença, as diferenças entre as duas votações. A Alemanha termina uma legislatura e não pratica a modalidade de eleições antecipadas; Portugal está sob resgate e entretém-se em crises ruinosas; nos últimos vinte anos, concluímos três legislaturas e outras três ficaram a meio. Este governo vai desempatar. Talvez isso explique a razão de sermos devedores e os alemães credores. Nós sem sabermos quando votamos, eles com data marcada há quatro anos.


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2 comentários:
De Pedro Correia a 6 de Julho de 2013 às 09:17
Muito bem.


De João André a 8 de Julho de 2013 às 21:20
Caro Luís, fora o tom algo paternalista a despropósito em relação aos portugueses, uma nota: os alemães também praticam as eleições antecipadas. A primeira vitória de Merkel (2005) veio em eleições antecipadas após uma moção de confiança a Schröder ter falhado.

É coisa rara, é certo, até porque os partidos (qualquer um deles) têm mais noção de estado que os portugueses (igualmente qualquer um deles). Creio que terá acontecido mais uma ou duas vezes apenas, mas seja como for é perfeitamente possível.

Por oposição temos o sistema dos EUA que eu vejo como muito pouco democrático em que senadores que perdem o lugar (morte, impugnação, etc) são escolhidos pelos governadores (sem necessidade de eleição) ou uma pessoa que nunca foi eleita pode chegar a presidente em casos excepcionais (Gerald Ford como exemplo).


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