Segunda-feira, 8 de Julho de 2013
por Maurício Barra

O PSD e o CDS vão ser Governo apesar deles próprios. Não haverá eleições antecipadas, como, a partir de Julho de 2014, não irão haver eleições postergadas.

 Os partidos, todos, excepto os não democráticos ( que tiveram de passar pela humilhação de um parágrafo da carta de demissão de Portas ter mais poder que éne manifestações para conquistar o poder na rua ), a partir de agora posicionam-se de acordo com os seus estratagemas porque, estratégia política consistente, só o Presidente da República é que a tem.

A  estratégia presidencial tem sido denominada “ acordo pós-troika” . Mas não passa da seguinte assunção : se quisermos ser europeus, a realidade obriga a coexistirmos no espaço económico comum com as regras definidas pelas instituições europeias. Regras que podem ser “mais brandas”, mas, seja com tons de esquerda ou com tons de direita, os ajustamentos orçamentais estão para ficar em nome da estabilidade do espaço europeu, e o investimento e criação de emprego, cada vez mais urgentes para assegurar a competitividade global do todo e das suas partes, estruturar-se-á sobre esse equilíbrio orçamental.

Dos partidos do arco do poder, o PS foge com o rabo à seringa de assumir esse compromisso, na expectativa que o Pai Natal faça o tempo voltar para trás quando forem governo ( por isso é que quando os portugueses vão para a rua, lembram-se de Seguro e voltam para dentro -  a frase não é minha mas está muito bem achada ). Por outro lado, o PSD e o CDS, reconheçamos, não revelaram até agora ter arcaboiço para liderar politicamente esse caminho, porque estavam convencidos que bastava cumprir objectivos técnicos financeiros, e, agora, estão fragilizados e com a sua credibilidade muito reduzida devido às peripécias da semana passada (*).

Todos são filhos do regime da IIIª Republica.

Antes de serem obrigados a mudar, vão utilizar todos os estratagemas para evitar a única estratégia que inexoravelmente tirará, este país cansado, do abismo em que o colocaram. Porque ainda não perceberam, ou fingem não perceber, que os próximos governos, quaisquer que sejam, vão ser instrumentais e transitórios, com ou sem resgates “ brandos”, com ou sem “haircuts” da monstruosa dívida que acumulámos, e que a única estratégia, que agora chamamos de pós-troika, é no fundo a estratégia de continuarmos europeus.

 

(*) infelizmente, e mais uma vez,  nenhum analista político conseguiu perceber que a atitude de Paulo Portas, e, sobretudo, a sua sequência, é uma tentativa deste, e do CDS que dirige, para fugir ao lugar irrelevante que lhe caberá num futuro e previsível governo  PS-PSD.


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2 comentários:
De jo a 8 de Julho de 2013 às 18:21
Coexistimos com outros no espaço europeu e temos de cumprir regras.
Há é uma diferença entre os que coexistem como iguais, e participam e discutem as regras, e os que paricipam como servos e fazem o que lhe mandam.
É curioso que quem tem alma de servo tem tendência a ser prepotente com os que dele dependem. Penso que está aqui a explicação para a prepotência deste governo.


De O Autor a 9 de Julho de 2013 às 16:37
Caro Maurício

Deixo aqui o segundo episódio da saga envolvendo Paul Entrance, Viktor Gus Par, Maria Alvin Kirk, Francis Ball Seaman e uma sociedade secreta.

http://antologiadeideias.wordpress.com/2013/07/09/part-2-the-secret-society/

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