Terça-feira, 16 de Julho de 2013
por José Meireles Graça

A trela do meu cão é verde de um lado e bege do outro, mas esta delicada combinação de cores não resultou da escolha, aliás avisada, de quem a comprou, mas de puro acaso.

 

O mesmo acaso poderia ter determinado a cor amarela, e isso seria potencialmente uma grande alhada. É que a visão de um cão com uma fita amarela na trela significa que o animal "precisa de espaço", razão pela qual devemos ou afastar-nos ou dar tempo à alma compassiva que passeia o bicho para passar ao largo.

 

É pelo menos o que é defendido em 45 (!) países, tendo os materiais pedagógicos já sido traduzidos para 12 línguas.

 

A notícia não esclarece se uma dessas línguas é o Português. Mas, se esse urgente trabalho ainda não estiver feito, sê-lo-á asinha. Que não há causa parva, bandeira imbecil, ou iniciativa estapafúrdia que cá não chegue, se vier embrulhada na bandeira da defesa de causas boazinhas, em nome de "direitos".

 

Direitos dos animais, neste caso. Que não basta que quem aprecie não possa ver uma tourada; é ainda necessário que, se nos cruzarmos com um canídeo perigoso devidamente assinalado, mudemos de passeio, não vá, além de corrermos o risco de pisar o cocó do animal, ainda lhe ofendermos os sentimentos. 

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3 comentários:
De fado alexandrino a 17 de Julho de 2013 às 09:05
Qunato a cães não sei, mas no futebol se virmos (nós Benfiquistas) uma equipa a equipar de amarelo, devemos aumentar 300% as cautelas.


De José Meireles Graça a 17 de Julho de 2013 às 16:25
Também vos convém, Fado, aumentar as cautelas três minutos por jogo, ao fim de hora e meia. Abraço.


De Xico a 17 de Julho de 2013 às 20:33
Vou passar a andar de cachecol amarelo. Depois quero ver quem invade o meu espaço!


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