Quarta-feira, 31 de Julho de 2013
por jfd

Rui Rio não quis ser oportunista. Nem hipócrita. Apenas foi aquilo que sempre foi. Umbiguista, com pouco sentido partidário e de estado. É um político e não um Político. Essa prerrogativa lhe assiste. Mas ontem mostrou (de novo) as suas verdadeiras cores. Fica para a história julgar. Vergonhoso, digo eu. Houve e continua um bom trabalho no Porto. Merece a cidade ver isso marcado por vinganças pessoais? Por necessidade de preparar o seu pós-executivo? Por se esquecer qual o desígnio do seu mandato, da sua filiação e da sua responsabilidade?

Isto não é uma brincadeira de crianças mas sim um assunto muito sério.

Não creio que os apoiantes de Rui Rio, e principalmente de Portugal, se revejam no triste discurso a que ontem assistimos na RTP.

 


tiro de jfd
tiro único | comentar | gosto pois!

4 comentários:
De Orlando Sousa a 31 de Julho de 2013 às 10:27
De acordo. Importa referir que Rui Rio foi da administração da empresa Metro do Porto. Nunca lhe ouvi qualquer comentário sobre os tais contratos swap.
E quanto a acusar L. F. Menezes de despesista, é bom nem falar do Mercado do Bolhão.


De brmf a 31 de Julho de 2013 às 12:54
Uma das críticas que lhe faz é o maior elogio que se lhe pode fazer:ter pouco sentido partidário.


De jfd a 31 de Julho de 2013 às 13:16
Assim não o vejo.
Rui Rio não se atravessou em nada que lhe fosse dificil em prol do partido ou do país. Veio sempre falar, mas não se atravesou.
Assim fez e faz Marcelo.

Assim não o fez Manuela Ferreira Leite (que ultimamante padece de memória seletiva).

Só para enquadrar alguns exemplos no meu comentário.


De jfd a 1 de Agosto de 2013 às 10:32
Continuo sem entender Rui Rio...
texto do CM
Já se percebeu que as próximas eleições autárquicas vão ter de ser geridas com pinças pela maioria no poder, mas o Grande Porto parece ser a zona mais armadilhada em termos políticos. As declarações de Rui Rio na terça-feira sobre o seu inimigo de estimação, Luís Filipe Menezes, reabriram um cenário de guerra que promete cenas de faca e alguidar. Mas também de contabilidades comparadas entre o Porto e Vila Nova de Gaia.
O Correio indiscreto sabe que os homens de Rio têm a artilharia toda preparada, incluindo a diferença abrupta entre os números das câmaras do Porto e de Gaia. O longo documento a que tivemos acesso começa pelo "Passivo a curto, médio e longo prazo a 31 de dezembro de 2012", adiantando que a Câmara Municipal do Porto devia à altura 111 milhões de euros enquanto a sua congénere de Vila Nova de Gaia voava ingloriamente para os 217,9 milhões.
Reza ainda o texto dos adversários de Menezes que "a 31 de dezembro de 2012, o passivo de médio e longo prazo da Câmara Municipal do Porto era de 101,6 M € e o da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia de 156,7 M €." Mais: "Se incluirmos o passivo de curto prazo, o passivo da Câmara Municipal do Porto é de 111 M € e o da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia é de 217,9 M €."
A descrição continua em tom acusatório: "Se incluirmos o passivo do universo municipal (o das Câmaras Municipais acrescidas do das Empresas Municipais), o passivo da Câmara Municipal do Porto de curto, médio e longo prazo é de
133,7 M € (tudo isto a 31.12.2012)."
É verdade que Rio não se comprometeu com nenhum dos candidatos alternativos. Mas é também certo e sabido que o seu eleito como "sucessor" abençoado dá pelo nome de Rui Moreira, o independente apoiado pelo CDS-PP e por muitos antigos correligionários do edil social-democrata.
Falta saber se esta "guerra de números" não acaba por beneficiar terceiros, como é o caso do candidato socialista, Manuel Pizarro. Não deixaria de ser bizarro...


comentar tiro

Regimento
outras cavalarias
tiros recentes
tiros mais comentados
cofre
tags
Arregimentados
Subscrever feeds