Domingo, 4 de Agosto de 2013
por José Meireles Graça

Há com certeza textos que regulam a actividade dos Provedores de Leitores, jornal a jornal, e se calhar há também legislação - em Portugal tudo o que mexe é regulado.

 

Não vou pesquisar, que nem a legislação nem os estatutos podem iluminar o estranho caso Óscar Mascarenhas.

 

Um Provedor do Leitor tem como função puxar as orelhas aos jornalistas quando estes ofendem princípios do jornalismo são, direitos dos leitores ou o estilo do jornal (se o tiver), pontapeiam a Gramática ou ignoram o senso.

 

Age por sua iniciativa ou por reclamação dos leitores, não tem poderes hierárquicos, e é independente. A sua arma é a opinião escrita, e a força dela vem do prestígio que tiver granjeado pela sua carreira, a sua independência, o seu equilíbrio e a sua experiência.

 

Da carreira de Óscar sei nada, excepto o que pude respigar, que é um percurso anódino de jornalista, e o que pude constatar, que é uma relação com a expressão escrita, digamos assim, desconfortável; da independência ficamos conversados, que tachar de fascistas dois excelentes moços, de impecáveis credenciais académicas e percurso de cidadania exemplar, com a indemonstrada afirmação de que "nos poucos dias que levam de governo, já deram provas de terem sido aldrabões" pode excitar o universo alvar do comentarismo oposicionista mas não passa de um insulto gratuito; equilíbrio quer dizer ponderação, equidistância e contenção, tudo o que um texto espumando raiva e ressentimento não tem; e quanto à experiência, existirá decerto, mas ganhava se lhe fosse dado melhor uso.

 

Óscar Mascarenhas colou, no JN, um cartaz de campanha. A minha sugestão é que deixe o lugar de Provedor para um colega que saiba bater ao de leve nos colegas.

 

E que vá colar os cartazes nas paredes.


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7 comentários:
De Pedro Freire a 4 de Agosto de 2013 às 23:37
O texto de Óscar Mascarenhas deveria ser apresentado ao Provedor do Leitos do DN como um exemplo do que um jornalista não deve escrever, por conter acusações gratuitas, afirmações duvidosas, insultos grosseiros, prosa muito pobre. Só é pena que Óscar Mascarenhas seja exactamente o Provedor que deveria dar a sua opinião independente sobre o assunto. Para mim, este texto é a prova de que Óscar Mascarenhas não tem qualquer qualidade que o recomende como Provedor.


De Bento Norte a 5 de Agosto de 2013 às 13:55
Que o recomende ainda menos como jornalista. De cata-ventos de todos os lixos está a nossa asquerosa baboseira cheia.


De promover-se a 5 de Agosto de 2013 às 02:28
É acima de tudo uma auto-promoção,um auto-polimento.
Senão teria ido directamente ao assunto e em três curtos parágrafos apontado o essencial.E nem pensar em ameaças,só se lhas permitirem.


De Bento Norte a 5 de Agosto de 2013 às 09:59
ÓscarAlho.


De Tiro ao Alvo a 5 de Agosto de 2013 às 15:05
O Mascarenhas está mascarado de Provedor do DN e o Meireles Graça fez muito bem em desmascará-lo.


De murphy a 5 de Agosto de 2013 às 22:41
Se um dia sentisse o meu posto de escriba em perigo, escreveria algo assim... daria um excelente alíbi para depois dizer que estava a ser perseguido politicamente... e mais não digo!
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/08/agarra-que-e-fassista.html


De Caetano a 7 de Agosto de 2013 às 08:57
Reconheçamos que mesmo que ele quisesse deixar o lugar para um colega que saiba bater ao de leve nos colegas não podia, esses estão ocupados no momento, ora como secretários de estado, ora como assessores, ora como especialistas.


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