Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
por João Gomes de Almeida

Cardeal Cerejeira

 

Desculpem-me voltar ao tema, mas ainda não consegui perceber o porquê de uma certa direita do CDS andar tão exaltada com o seu próprio partido, acusando-o de ser "modernaço" e de violar os princípios da "democracia-cristã". Sinceramente, não compreendo certo tipo de "personalidades", obcecadas com o catolicismo político militante, o naftalismo (vem de naftalina) e o conservadorismo pacóvio.

Há muito que Portugal deixou de ser um país isolado do resto do mundo, preso aos valores do antigamente provinciano, onde o estado obrigava os cidadãos a uma conduta pessoal que só diz respeito ao seu intimo. Basta de tacanhice serôdia!

Felizmente que a direita portuguesa conseguiu renovar-se nas últimas décadas, concentrando-se no essencial (a nossa economia e crescimento) e abrindo um espaço de liberdade para que cada um possa orientar a sua vida pessoal da forma que desejar. A isto podemos chamar a direita da liberdade. Tudo o resto não passa de gente do passado, presa a resquícios salazarentos. É duro de dizer, mas é a mais pura das verdades.

Só tenho pena que estas "personalidades", à falta de aceitação das suas ideias na sociedade, se vão refugiando nas franjas políticas dos partidos de direita e também em algumas associações, que tudo o que mereciam era terem dirigentes com uma visão mais fresca e esclarecida do mundo actual.

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31 comentários:
De José Tomaz de Mello Breyner a 2 de Abril de 2012 às 21:36
Uma vez debochado sempre debochado. Este post só pode ser escrito ou por uma pessoa que apoia a bandalheira, ou por alguém frustado por nem sequer se conseguir candidatar a nada.

Que Sua Excelência Reverendissima o Senhor Cardeal Cerejeira reze por si e que o ilumine.


De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 21:44
Caro José Tomaz,

Estimo a sua presença por aqui.

No que diz respeito a apoiar a bandalheira, digamos que apoio a liberdade e um estado laico, progressista e tolerante. Quanto a frustrações não tenho muitas, muito menos eleitorais.

Quanto às rezas do cardeal fascista, deixe lá o sr. ficar a jogar às cartas lá em cima, sossegado, na companhia do Professor Salazar. De certo que estão os dois no paraíso.

Um abraço.


De alexandre forjaz de sampaio a 3 de Abril de 2012 às 08:54
sou republicano todos os sabem ....
aprecio e partilhei o seu texto ,
mas....

não consigo compreender
que ainda por cima dê um abraço a quem o insulta .....

certo, o seu texto comentario ..........

mas mesmo assim .....
--
alexanrdre
espero que outros textos seus me cheguem às mãos ...


De Cobarde a 2 de Abril de 2012 às 22:01
Juro que não percebi mas devo ser eu que sou estúpido. Primeiro: porque é que defender um estado laico é incompatível com a democracia-cristã? Porque raio não pode haver um partido democrata-cristão em oposição aos partidos liberais? Ou no CDS deve lá caber tudo?
Ser-se de um partido democrata-cristão não obriga à fé católica nem à crença religiosa, nem tem nada a ver com o salazarismo. Nos tempos em que o CDS era democrata-cristão, um dos seus dirigentes era da religião hindú. Democracia-cristã é uma opção política, não religiosa.
Um partido ou é liberal ou é democrata-cristão ou é social-democrata ou é comunista. Não pode ser duas ou mais coisas ao mesmo tempo.
Desde quando Cerejeira era fascista? Ou só insulta por insultar? Ou não sabe o que é o fascismo, tal como desconhece o que é a democracia-cristã.


De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 22:12
Caro "Anónimo",

Eu não acho que não possam haver democratas-cristãos, bem pelo contrário. Acho é que grupos políticos não devem impor condutas sociais e pessoais na vida da população portuguesa, através do poder coercivo do estado. Principalmente em assunto tão íntimos como a orientação sexual de cada um.

Quanto ao cardeal Cerejeira, parece-me óbvia a sua convivência pacífica com o ditador fascista Oliveira Salazar. E não sou eu quem lho diz, é a própria história.

Obrigado pela sua participação.


De xico a 2 de Abril de 2012 às 23:10
Se sou anónimo é para terceiros. O dono do blogue possui o meu email e IP do computador.
Nunca me escondi no anonimato para insultar seja quem for. Se me identificasse era irrelevante uma vez que não me conhece. Assinar como xico ou José Maria da Silva é igual.
O insulto que escarrou no meu comentário ficou-lhe pegado a si.


De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 23:14
Caro Xico,

Mas quando é que eu o insultei? Fiquei sem perceber isso no meu texto...

Obrigado.


De xico a 3 de Abril de 2012 às 00:00
O epíteto de cobarde é para mim um insulto uma vez que não uso o anonimato para insultar ou vilipendiar seja quem for.


De Herr Flick a 2 de Abril de 2012 às 23:10
Simples. Contava a minha queridíssima avó (mulher de rara beleza, inteligência e de espírito aberto e livre para a época) que uma das frases, dessa infeliz criatura (um dos maiores insultos) com o nome da árvore da minha fruta preferida era: " o povo para ser humilde tem de passar fome".
E acentuo que devemos conservar o que merece ser conservado tudo o resto, como muito bem diz o João, não passa de bolor, bafio e "naftalina".


De Pedro a 2 de Abril de 2012 às 22:30
João,

O que é isso da " conduta pessoal que só diz respeito ao seu intimo. " ?

No CDS não se questiona as condutas pessoais do intimo de cada um. Essas coisas ficam para um.

No aborto não está em causa nenhuma conduta pessoal que só diga respeito ao seu intimo. Está também um ser humano que podemos, ou não, querer defender.

Na PMA como método alternativo de procriação não está em causa uma conduta pessoal do intimo de cada um, mas a eventual consagração de regras de filiação no nascimento de crianças.

Finalmente da adopção por duas pessoas do mesmo sexo não está em causa também qualquer conduta pessoal que diga respeito ao seu intimo, mas uma opção sobre o conceito de filiação.

Todos estes temas são debatíveis e é isto que fizemos no CDS, sem reservas. A Naftalina não entra ali e asseguro que o CDS está bem fresquinho.

Como posso ter percebido mal, deixe-se lá de tacanhice e de naftalina e explique lá quais são as condutas pessoais que só dizem respeito ao intimo que com estamos obcecados.

Pedro



De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 22:55
Caro Pedro,

São todas aquelas que afectam a vida pessoal de cada um. Como as que muito bem referiu. Ao estado o que é do estado, às pessoas o que eu seu por direito.

Um abraço.


De José Tomaz de Mello Breyner a 2 de Abril de 2012 às 22:36
O CDS nunca apoiou o Aborto, a Eutanásia, o Casamento entre pessoas do mesmo sexo, a adopção por casais homosexuais e o resto de todas as bandalheiras e deboches conhecidos.

Já agora, copiado do actual programa do CDS :

Declaração de principios
O C.D.S. representa, em primeiro lugar, os portugueses que estão dispostos a lutar pela consagração, em Portugal, do humanismo personalista
Programa
"Para nós, a vida é uma graça de Deus e não se encontra na livre disposição do Estado."

O Partido Popular, por ser democrata-cristão, é o único representante legítimo, em Portugal, de uma das grandes escolas do pensamento democrático europeu, a escola do humanismo cristão."

Estatutos
Art.º 2.º dos Estatutos do CDS:
São fins do CDS - Partido Popular:
b) Propor para a sociedade portuguesa um modelo assente nos valores éticos, sociais e democráticos do humanismo personalista de inspiração cristã

Quanto ao facto do Reverendissimo Cardeal Cerejeira ser fascista nem quero comentar pois esta afirmação é de uma total e completa ignorância.

João Gomes de Almeida, não seja ressaibiado nem compelxado, por mais que tente nunca vai conseguir chegar aos calacanhares nem do Professor Salazar nem do Eminentissimo Cardeal Cerejeira.


De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 22:58
Caro José Tomaz,

Nunca ambicionei cheguei aos calcanhares de nenhum fascista. Por que me toma...

Aconselho-o a ler esta entrevista:
http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000019-0000-0000-0000-000000000019&contentid=3535C18E-D700-4E42-9D82-C40589AC1D5C

E aconselho-o a estar atento a estes parágrafos:

"- O que resulta para a Igreja e para a figura do Estado da amizade entre Cerejeira e Salazar?
- A doutrina da Igreja Católica constituiu uma das componentes da matriz ideológica do regime salazarista. A Igreja serviu basicamente o Estado Novo e este serviu-se dela. Em troca, a Igreja reconquistou de novo muito do que havia perdido no início do regime republicano e que ainda não tinha reconquistado no final da I República.

- O que fazia o cardeal aos elementos do clero que se opunham ao regime?

- Começava por discutir com eles e entrava em ruptura ou chegava por vezes a reprimi-los, como aconteceu, em 1968, com os casos do seminário dos Olivais e do padre Felicidade Alves, que removeu de prior da igreja de Belém."

Obrigado pela sua participação no debate.


De José Tomaz de Mello Breyner a 2 de Abril de 2012 às 22:39
Por outro lado estes posts contra a posição tomada com coragem pelo João Távora no Conselho Nacional do CDS mostram uma certa frustação por não ter conseguido levar avante a sua ânsia de conquista da RAL. Mas como se costuma dizer " não atinge o João Távora quem quer, só quem pode", e você João não pode.


De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 23:01
Caro José Tomaz,

Não percebo a sua obsessão com o João Távora. Eu nunca falei dele, mas sim de uma tomada de posição de vários conselheiros nacionais do CDS, o que me parece bastante diferente.

Quanto à RAL também não percebo o porquê de ser para aqui chamada. Águas passadas não movem moinhos, e a RAL, tal como os seus dirigentes, são coisas do passado.

Um abraço e obrigado pelo contributo ao debate.


De Pedro a 2 de Abril de 2012 às 23:03
João

Se tiver disponibilidade explique lá quais são as condutas pessoais que só dizem respeito ao intimo que com estamos obcecados no tal CDS do Graças a Deus.

É que li, uma e mais vezes, o seu post e não percebi mesmo.

Pedro


De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 23:08
O próprio Pedro fez questão das referir.

Obrigado.


De Pedro a 2 de Abril de 2012 às 23:20
Há já percebi. Que cabeça a minha.

A questão do aborto livre não se deve debater porque abortar é conduta pessoal que só diz respeito ao intimo de cada um.

Quem acha que se deve debater é um tacanho, fascista e rei da naftalina.

A PMA como metodo ao serviço de todos é obviamente uma conduta pessoal que diz respeito ao intimo de cada um e apenas tacanhos e fascistas é podem colocar tal facto em causa.

Finalmente sugerir que não é indiferente para uma criança ter dois pais ou duas mães em vez de um pai e uma mãe é, obviamente coisa de nazis e tacanhos. A ideia de maternidade e paternidade são obviamente bafientas e de extrema-direita.

Já está compreendido. Adorei debater consigo. Agora vou para casa comer um bifinho com molhe de naftalina.

Abraços e viva o Rei, esse arauto da pos-modernidade.

Pedro




De João Gomes de Almeida a 2 de Abril de 2012 às 23:31
Caro Pedro,

Se a sua opinião é que a IVG, PMA e a adopção por casais do mesmo sexo, são para si uma grave ofensa à sua moral e às suas convicções, por e simplesmente não as pratique e não se relacione com quem o faz.

Agora, não queira por favor interferir na vida das mulheres que têm que recorrer à IVG e na vida dos casais homossexuais que decidem, na sua vida intima e pessoal, pela PMA ou pela adopção de crianças - que de outra forma estariam em orfanatos.

É isto que se espera de um estado livre.


De Cobarde a 2 de Abril de 2012 às 23:41
Caro João,

Mas quem é que falou de moral?
A política não tem nada a ver com as opções de cada um e o estado não tem de se meter na cama de ninguém.

Estava a falar de política e de opções políticas.
É natural que exstam correntes políticas a favor do aborto livre e outras contra o aborto livre.

O mesmo em relação à pena de morte à filiação de crianças por duas pessoas do mesmo sexo etc etc.

Para o Joao só uma concepção fascista e tacanha é que pode defender por exemplo uma solução em que o aborto não é livre.

Já defender a Monarquia é do mais arejado que para aí existe.




De João Gomes de Almeida a 3 de Abril de 2012 às 13:59
Meu Caro,

Em verdade lhe digo que os direitos das pessoas, que dizem respeito à sua intimidade, na minha óptica, não devem ser passíveis de discussão.

Obrigado.


De João Silveira a 3 de Abril de 2012 às 01:44
Lol! Muito raramente vi uma argumentação tão fraca feita por alguém tão cheio de si. Se a vida humana começa na concepção (como afirma a ciência), a decisão de acabar com essa vida deve pertencer apenas a uma decisão pessoal de outro indivíduo? Felizmente para si os seus paizinhos quiseram interromper a sua vida.

Os Nazis também faziam isto, decidiam quem merecia viver e morrer. Tudo a bem do progresso, claro está.


De João Gomes de Almeida a 3 de Abril de 2012 às 13:58
Caro João,

É a sua opinião sobre a IVG. Felizmente a maioria dos portugueses não concorda consigo. Nem os restantes povos europeus.

Obrigado.


De João Silveira a 3 de Abril de 2012 às 15:28
Não sabia que a verdade era definida por maioria, mas passei a saber.

Já agora, presumo que seja a favor do incesto e da poligamia. A proibição destas práticas não é também discriminação e intromissão do Estado nas liberdades pessoais?


De João Silveira a 3 de Abril de 2012 às 15:35
E não esquecer o programa do CDS:

1. Em defesa da vida.

A vida é o primeiro de todos os valores morais. O Partido Popular considera que a defesa da vida, a certeza da respectiva inviolabilidade e o reforço da sua protecção jurídica são bens absolutos que excedem os programas políticos e constituem a base fundamental da harmonia em sociedade.

Se uma das conquistas da civilização é a dignidade do valor da vida, o primeiro contributo das ideologias humanistas deve ser, precisamente, a defesa permanente dessa dignidade e a recusa por princípio de medidas legislativas que a diminuam, limitem ou excepcionem.

Para nós, a vida é uma graça de Deus e não se encontra na livre disposição do Estado. Para nós, o direito à vida transcende a questão política. É por isso que o Partido Popular, na melhor tradição humanista portuguesa, declara a sua oposição de consciência à pena de morte. E é esse mesmo dever ético de respeito integral pelo direito à vida, incluindo a vida do nascituro, que determina a oposição de consciência do Partido Popular ao aborto. Uma vez mais, declaramos que o nascituro não deve ser a vítima escolhida dos males sociais.


De Diogo Bronze a 3 de Abril de 2012 às 01:52
Apenas isto, se liberalizarmos a adopção e procriação de crianças conforme os gostos de cada um, de acordo com o defensor deste blog, onde a hierarquia familiar natural não deverá ser normativa e o sentido à vida é meramente de interpretação pessoal, pergunto :

O que impede o Benfica de trocar a águia Vitória, por uma menina ( não deficiente, tem de ser bela e esbelta) adoptada? Já que não é preciso que seja um pai e uma mãe, porque não aliás cada quartel de bombeiros adoptar um regimento para daqui a 20 anos estarem a trabalhar, como categoria Beta ou Gama nos quartéis completamente isentos de complexos por saberem enfrentar os perigos e exigências da vida?

Se quiser responder com seriedade agradeço, já que a pergunta é sincera.


De João Gomes de Almeida a 3 de Abril de 2012 às 13:57
Diogo,

O seu raciocínio parte de pressupostos errados. Eu defendo que um casal homossexual possa adoptar uma criança. Porque são um casal e uma família.

Obrigado.


De Pedro a 3 de Abril de 2012 às 14:09
Serão seguramente uma familia mas não é indiferente uma criança ter dois pais ou duas mães em vez de um pai e uma mãe.

E isto nada tem a ver com a orientação sexual de cada um mas com o facto de maternidade e paternidade não se confundirem.

Pedro


De Diogo Bronze a 3 de Abril de 2012 às 19:13
Como errados? Se dois homens podem adoptar, porque não onze? O plantel do Guimarães ou até mesmo o Circo Chen? Aliás, onde homens teriam mais tempo para a criança, justifique os pressupostos errados caríssimo.


De José Mexia a 3 de Abril de 2012 às 16:37
Este post é mau, mas as respostas aos comentários da parte do João Gomes de Almeida, são ainda piores.
Tenha respeito pelo CDS, pelos seus militantes e dirigentes.



De José Tomaz de Mello Breyner a 9 de Abril de 2012 às 14:55
O João Gomes de Almeida é muito fraquinho...


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