Segunda-feira, 18 de Junho de 2012
por Maurício Barra

Todos os que apostavam no caos, no fim do euro, no fim da Europa, os que já preconizavam a  reformulação da democracia, foram derrotados... pela democracia.

O tempo das Cassandras que, aqui em Portugal, foi um massacre contínuo de meses e meses à custa das agendas simpatizantes que os partidos não democráticos têm nas redacções da nossa imprensa, esboroou-se. Tudo o que escreveram caiu por terra.

Não temos de aturar mais as sinopses esquerdistas do jornal "delas" (segundo uma feliz definição do nosso mais estimado embaixador), as "viagens" de Clara Ferreira Alves que, armada em jornalista, fez a incensão apologética do Syriza com a irrelevância histérica que a define, nem as profecias de "professores" que colocam as suas obsessões ideológicas à frente da honestidade intelectual (claro que agora vamos ter para aí duas semanas de programas televisivos com os mesmos do costume a tentarem "ler" o contrário da realidade que têm em frente dos olhos, mas, o que é que querem, alguns dos principais proprietários da comunicação social portuguesa esquecem que o compromisso essencial das suas políticas editoriais deveria ser com a democracia).

O PC sai derrotado na sua estratégia de provocar um crescendo de agitação social que culminaria numa moção para derrubar o governo, o BE perde a única esperança de reanimação existencial que o Syriza lhe poderia dar. Os dois juntos nunca passarão dos 15%. Nem agora que atingimos o momento mais depressivo da austeridade em que fomos colocados pelo anterior governo.

A Grécia vai acomodar-se numa renegociação que lhe facilite o cumprimento do acordo com a União Europeia, Portugal está bem colocado para começar a recuperar a sua economia com estabilidade financeira e coesão social.

Ambos vão "ganhar" o euro.

Como ontem fizeram, no outro Euro. 


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