Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
por Rui C Pinto

O Marcelo já criticou. E também o Pacheco, a Ferreira Leite, o Vasco Graça Moura, Marques Mendes. Um festim de baronetes. Horas, muitas horas, dias! Depois somam-se às criticas Rui Rio e Morais Sarmento, claramente vitimas de jet lag crítico. Pois é, nesta coisa da rentrée não se pode vacilar... Perderam aqui uns pontinhos. Aguardamos, todos, serenamente, a crítica já tardia de António Capucho. É que isto de criticar ou se faz logo de início para se ficar com os méritos ou depois é uma bronca...

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9 comentários:
De xana a 6 de Setembro de 2011 às 12:13
A mim interessa-me mais perceber qual o intuito. E acredito que este é diferente conforme o protagonista. Se é Pacheco Pereira ou Marques Mendes, saberemos à partida que é uma questão de sobrevivência mediática. Se for Vasco Graça Moura, António Capucho ou Morais Sarmento, saberemos que se trata de opinião livre e responsável. O mesmo com Rui Rio. Agora, Ferreira Leite? Hum... desconfio sempre. E não percebo o intuito. Intrigada? Não. É algo que não me preocupa. Até porque, no limite, concordo com a crítica.


De Rui C Pinto a 6 de Setembro de 2011 às 13:28
A opinião livre de cada responsável partidária não é posta em causa. O que entristece é o timing. Marcelo deu o tiro de partida no Domingo e todos agarram a primeira oportunidade mediática para juntar a sua crítica. Todos eles se querem distanciar das medidas duras que sabem ser inevitáveis.

E isso é mais politiquice que política...


De xana a 6 de Setembro de 2011 às 16:16
Entristece o timing? Ó Rui!
A mim o que entristece é ver que quem continua a ser sacrificado é o zé povinho!
Já o disse, volto a dizer, agora aqui: não tenho mais crédito disponível para este governo. É mais ou menos como a conta bancária. Está a zerar. E como também não há como mutuar, é bom que os cortes na despesa comecem depressa. E em força! Com tanta força como vai ter a factura da eletricidade! Entendes a ideia?

Críticas? Pois! É normal! E independentemente de onde elas vêm, eu acho que são bem merecidas!


De Alexandre Carvalho da Silveira a 6 de Setembro de 2011 às 18:37
Xana, queria que o governo portugues pedisse os sacrificios a quem? Aos espanhóis? aos habitantes das Berlengas? O Zé Povinho somos todos nós, não são apenas os que ganham o ordenado minimo, ou os que vivem do RSI. Portugal não é um país de gente rica, é, e sempre foi um país de gente pobre. Puseram-nos a gastar o que não tinhamos, agora temos que pagar. É evidente que os que menos têm, sofrem mais.
De qualquer maneira, parece-me que cem dias, é insuficiente para se julgar com seriedade a acção de um governo. Vamos esperar até à apresentação do OE/2012, e do rectificativo de 2011. Depois disso, se as medidas do lado da despesa não forem satisfatorias, ou por falta de coragem para as tomar, ou para proteger clientelas, aí sim, puxamos da ripa e toca a desancar quem deve ser desancado!


De xana a 6 de Setembro de 2011 às 21:29
somos todos somos... então não somos. Ainda hoje ouvi de um amigo, daqueles que tem um bom ordenado e teve óptimas condições para crescer, viver, ir para faculdade passear e etc, que os malandros do ordenado mínimo e do RSI não querem trabalhar "e eu é que lhes pago essa mama"!
Isto é basicamente a reacção do centro direita às dificuldades que milhares atravessam.

Somos todos Zé Povinho? Não sei. O que sei é que há quem ganhe pouco mais que o ordenado mínimo e há quem não saiba o que isso é. Ou então, como queira, há quem ganhe 4 dígitos e muitos outros não saibam o que isso é.
O que eu sei, é que para uns vai custar mais pagar a factura da eletricidade do que para outros. Pode-se cortar nuns jantares fora, mas há quem não tenha mais por onde cortar. É desse Zé Povinho que falo.
Não me venham dizer que somos todos.


De Alexandre Carvalho da Silveira a 7 de Setembro de 2011 às 11:45
Xana, há sempre a alternativa de por toda a gente a ganhar o ordenado minimo, ou o rsi, como era na Albania, ou como é na Coreia do Norte, p. ex., quer dizer sermos todos iguais, embora haja sempre uns mais "iguais que os outros".


De Alexandre Carvalho da Silveira a 6 de Setembro de 2011 às 12:42
Não sou adepto de teorias da conspiração, mas lembro que o tiro de partida deste estenso rol de criticas por parte de gente de peso no PSD, ( não gosto do termo barões), foi dado por Cavaco himself há duas semanas, quando disse que os portugueses estão a atingir o limite da carga fiscal, e simultaneamente veio com aquela "conversa mole" do imposto sobre as heranças.
Foi uma critica publica às medidas do governo, agora secundada por todos estes cavaquistas ilustres. Isto é o principio do fim deste governo, que depois de tomar as medidas mais impopulares, se tornará dispensavel.
Estou convencido que até ao proximo verão, teremos um governo de iniciativa presidencial, apoiado pelo PSD anti-Passos, pelo CDS, e pelo PS do Tozé.


De Rui C Pinto a 6 de Setembro de 2011 às 13:34
Alexandre, não sendo adepto de teorias da conspiração, acabou de enunciar uma bem cabeluda...


De Herr Frederick a 6 de Setembro de 2011 às 16:38
O Marcelo é igual a si próprio.
É como o Acácio Barreiros, quando interpelou o Vasco da Gama Fernandes: «Sr. Presidente, se eu não disser malo destra gente, o que é que vou dizer»?


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