Domingo, 16 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

 

Primeiro foi Monteiro, Manuel Monteiro. Confiou no homem e foi trucidado politicamente até aos dias de hoje (uma das grandes injustiças da política nacional e castigo enorme pelo erro da criação do PND). Manuel Monteiro criou o Partido Popular nas cinzas de um CDS moribundo, ouvia Portas e este, quando se viu alçado ao poder, como verdadeiro número dois de Monteiro, foi aniquilando políticamente o seu amigo. Quem soprava para as redacções que era ele que escrevia os discursos de Monteiro? Que Monteiro só defendia e transmitia aquilo que ele lhe dizia? Quem lhe tirou o tapete independentemente da inabilidade política de parte substancial da equipa de Monteiro?

 

Mais tarde, foi Marcelo Rebelo de Sousa. Contra boa parte do seu partido, em especial o baronato, decide avançar com uma coligação com Portas. Pouco tempo depois, foi politicamente esfaqueado por Portas. Mais uma traição para o seu currículo e o fim da AD. Marcelo nunca mais foi líder do PSD e é hoje comentador televisivo.

 

Agora, Passos. Pedro Passos Coelho é a nova vítima. Em nome de um patriotismo bacoco, Portas manteve um silêncio ensurdecedor ao longo da semana mais negra deste governo para, hoje, uma vez mais travestido de virgem ofendida, espetar uma faca nas costas do Primeiro-ministro. Uma vez mais. O mesmo actor principal. São coincidências a mais. E só não vê quem não quer.

 

Contudo, posso estar enganado, mas desta vez, como na parábola do sapo e do escorpião, Portas mediu mal as consequências e vai terminar politicamente afogado. Como o escorpião.


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4 comentários:
De alice gois a 16 de Setembro de 2012 às 22:58
Esperemos que sim! Com traidores é um problema de "Mulecagem" como dizem os brasileiros


De O cão que fuma a 16 de Setembro de 2012 às 23:27
Tenho a mesma impressão...


De Chico Cabaço a 16 de Setembro de 2012 às 23:27
o governo português acabou de cair e, como se esperava, não foi obra de Seguro.

Por outro lado, o Portas sempre disse que mais impostos, não, logo... Atirem-lhe um ovo.

E pensar que o que se vislumbra no horizonte é mais Passos ou novo Seguro. ´Da-se!


De Marão a 17 de Setembro de 2012 às 10:54
O que Passos não pode deixar é que um miserável cobarde venha a colher frutos de asquerosa traição para aparecer aos olhos dos incautos como calibrador pairante que nos protege do governo tenebroso a que pertence. Este manhoso quer convencer-nos que o que não ajuda a limpar por dentro quer e pode branquear sozinho por fora.
Um 1º ministro, que estupidamente infantil e sinistramente mal acompanhado se põe a jeito para as investidas exteriores e da própria família. Crucificado às mãos de ladrões, corruptos, vigaristas, déspotas , aldrabões e sabujos, que cobardemente se juntam ao povo na legitimidade do protesto contra medidas violentas que esta trupe sempre protagonizou. Entre a casta de tantas elites a fazer o papel de revoltadas, deve sobrar gente para tomar conta cá do nosso estimado rectângulo. Se o 1º ministro tiver coragem faça-lhes um manguito, pire-se e mande-os tomar conta da loja. Até a armadilha Portas está a entrar de mansinho na onda. De recordar as vítimas deste malabarista que um histórico de cobardias e traições não desmente: Marcelo, Monteiro e Ribeiro, com a próxima vítima da sua sinistra lista em ponto de rebuçado, para já não falar dos submarinos, dos carros de combate e dos helicópteros. Para a fogueira com ele que até os pêlos do cu lhe batem palmas. A si D. Manuela espero vê-la mais logo na marcha sem o passo trocado. Não se misturem com os legítimos queixosos, e juntem-se ao novo cristo que agora lançam na fogueira, cambada. Todos merecem sem piedade as nalgas a arder.


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