Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

O primeiro-ministro foi ao Porto Canal. Uma boa entrevista conduzida por Júlio Magalhães - sem ruído, as perguntas foram feitas e foi permitido ao entrevistado responder sem passar a vida a ser interrompido, por tudo e por nada.

 

No meio de um fim-de-semana intenso, o primeiro-ministro falou em vários locais e disse várias coisas. Entre as que disse ao Porto Canal e as ditas noutros locais, foram destacadas duas pela agenda: a Portugal pode acontecer o mesmo que na Grécia e a contribuição solidária nas reformas. Vamos por partes.

 

Pode Portugal ficar na mesma situação da Grécia? Claro. Para tal, basta uma crise política a sério. Ou seja, o Governo cair. De tal ninguém está livre. A acontecer, não tenho dúvida alguma de que o resultado será idêntico ao que se passa na Grécia. 

 

E a contribuição solidária nas reformas? Vou socorrer-me dos dados publicados no Diário de Notícias. A saber: As taxas vão de 3,5% a 10% nas reformas com valores compreendidos entre €1350 e €3750; de 15% para valores entre os €5030 e os €7545 e a partir deste valor, 40% de corte na pensão. E diz mais o DN: nas chamadas pensões milionárias, acima dos 5 mil euros brutos temos cerca de 2400 pensionistas, a maioria ex-governantes, juízes, professores catedráticos e médicos.

 

Tendo em conta que o mesmo DN dá como exemplos Eduardo Catroga (€9690/mensais), Cavaco Silva (€9400/mensais) e Mário Soares (€5520), fica a questão que ainda ontem coloquei no Porto Canal: canelada ou puro bom senso? Querem que se corte 40% a quem?


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