Sábado, 9 de Fevereiro de 2013
por Carlos Faria

O facto de António Borges referir que o corte de 4000 milhões de euros, com efeitos permanentes nos orçamentos das despesas do Estado, é acessório, considerando como importante o reformar efetivamente o Estado; pode indiciar que o Governo estima não atingir este montante de reduções, mas que vêm aí outras reformas duras na estrutura do Estado.

Ouço dizer frequentemente que este Governo está a destruir Portugal tal como o conhecíamos, a verdade que este Estado, tal como o temos conhecido após o 25 de Abril, nunca tirou o País da cepa-torta, nunca nos permitiu ser autossuficientes, nunca foi justo e levou-nos 3 vezes à bancarrota…

Só reformando o Estado para nos tornar autossuficientes e num País justo é que Portugal pode sair deste miserabilismo em que mergulhámos e nos manteve na cauda da Europa, mesmo com milhões de euros vindos de Bruxelas que mais não foram que um Plano Marshall desaproveitado.

Num Estado autossuficiente e justo, o Estado Social é equilibrado e sustentável por natureza do sistema, não por favor de uns ou medidas populistas de políticos.

Agora tornar este Portugal, tal como o conhecemos, num Estado justo e autossuficiente dói pela desintoxicação dos vícios instalados. Pode também provocar problemas durante a transição que importa minimizar, embora suspeite que têm faltado cautelas. Depois continuará a doer àqueles que se habituaram a tirar proveitos dos defeitos do modelo em que temos vivido e são estes os maiores opositores à reforma necessária do País, pois bem os vejo na comunicação social e a mobilizar tudo para que nada mude.


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