Segunda-feira, 29 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

A actual situação política no concelho de Oeiras não pode deixar de preocupar os oeirenses. Na semana passada, a prisão do Presidente Isaltino Morais veio alterar o consenso até então existente sobre a governação da câmara, garantida com o apoio dos vereadores do PSD, pois o grupo de cidadãos independentes criado por Isaltino Morais não tem maioria no executivo. A entrega dos pelouros por parte dos vereadores do PSD foi uma decisão sensata e justificável face ao sucedido. Actualmente, Oeiras é um caso excepcional - por maus motivos, ao contrário do que é habitual - entre os 308 municípios do país: o presidente da autarquia continua a gerir a câmara da prisão. Se é certo que "à justiça o que é da justiça, à política o que é da política" e nenhum partido deve pronunciar-se sobre as decisões judiciais, esta situação prejudica a imagem e a reputação do concelho, pelo que tem de ter consequências políticas. A entrega dos pelouros por parte do PSD é a decisão certa para defender Oeiras. O caso é ainda mais grave politicamente se constatarmos que Isaltino Morais é o cimento cola da coligação existente no executivo municipal, pois é na sua obra e no desenvolvimento que liderou em Oeiras que a esmagadora maioria dos oeirenses se revê e votou nas últimas eleições autárquicas. Na sua ausência, e nestes termos, não faz sentido manter o acordo no executivo, pois seria estar a lesar a reputação do concelho. Embora o mandato autárquico 2009 - 2013 esteja perto do fim, o que também coloca um ponto final numa situação que se arrasta, o entretanto é penoso e prejudicial para Oeiras. Esta situação, mesmo que por poucos meses, é insustentável. Oeiras e os oeirenses não merecem isto.


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2 comentários:
De Helder Sá a 1 de Maio de 2013 às 19:45
Caro Alexandre Poço, a situação não é, em meu entender, tão simples, nem tão gravosa. Não é peixe, nem é carne. Entendo que enquanto não se souber a posição do Presidente democraticamente eleito, Dr. Isaltino Morais, os vereadores deveriam ter mantido os pelouros. Como é sabido a greve dos guardas prisionais terminou às 24h de 3.ª feira e como o próprio vice-presidente Dr. Paulo Vistas afirmou, o Presidente está incontactável. Vamos supor que o Dr. Isaltino Morais já tinha tomado a decisão de renunciar caso viesse a ser detido? Se não pode contactar nem ser contactado como se pode saber a sua posição ou decisão? O PSD quando aceitou pelouros colocou como condição que renunciaria aos mesmos se o Dr. Isaltino Morais viesse a ser detido e não renunciasse ao cargo?


De Bicifila a 1 de Maio de 2013 às 22:05
Quem votou no Isaltinar sabia ao que ia e foi a maioria dos votantes de Oeiras. Os que ficaram em casa, pela sua abstenção sancionaram que tal acontecesse. Só lamento ser tão tarde e depois de tanta lama sobre a justiça.


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