Segunda-feira, 9 de Abril de 2012
por José Meireles Graça

"Todos os dias o Sol, o mar e a evaporação se combinam para fazer mais de 170.000 litros de chuva para cada homem, mulher ou criança na Terra."


O homem, apropriadamente com nome de peixe, diz que a água não está a faltar, que a água engarrafada não é melhor que a água na torneira, que o nosso século não será o século das guerras por causa da água, que o consumo por cabeça não está a aumentar e que não é preciso beber muito mais água do que a nossa sede nos impele a ingurgitar.

Isto é um conjunto de não-notícias. Das notícias que vamos ler temos uma amostra na caixa de comentários (230, na altura em que escrevo isto): vai ser uma grande desgraça, ai que são necessários novos regulamentos, os grandes consumidores têm que ser severamente penalizados e, é claro, os preços têm que subir mesmo que os custos não.

Lembrei-me disto por causa da seca extrema em que está o nosso País (a seca no Sara não é extrema, é apenas particularmente teimosa): se isto assim continua, não sei do que estão à espera nas administrações da Águas daqui e dali para equilibrar as contas.

Ah, e não se esqueçam de pôr um tijolo dentro dos autoclismos, a fim de ter um intrigante dilema ecológico: ou descarregam duas vezes ou cheira mal.


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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Até os Abrantes andam todos contentes com Rui Rio. Coisa bonita de se ver e ler. Pé ante pé, como quem não quer a coisa, Rui Rio entrou na corrida, com António José Seguro, Louçã e Jerónimo, à liderança da oposição.

 

No meio de tanto ruído reparo em duas notícias da Câmara Municipal do Porto. Ela vive, quem diria. A primeira é a putativa privatização do estacionamento e a segunda é a privatização da Água e Serviços Municipalizados. Hummm. Estranho. No caso dos SMAS do Porto fica a dúvida: um processo destes demora mais de dois anos a concretizar. O mandato de Rui Rio é inferior a dois anos. O valor proposto é muito, mesmo muito, abaixo do valor real dos SMAS a preços de mercado (e que mercado, meus amigos). Além disso, existem dúvidas, muitas e reais, que tal possa ser aprovado superiormente - a exemplo do que é prática recorrente em casos semelhantes nos últimos tempos. Sem esquecer que, por percentagens idênticas, concelhos bem mais pequenos privatizaram por valores bem superiores. Bem, o melhor é pedir ao parceiro de blog Pedro Froufe, especialista na matéria, que nos possa elucidar. É que eu não estou a perceber.

 

E não acredito que Rio, esse não político, tenha caído na tentação do soundbite que tanto critica aos outros...

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