Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Não faz sentido homenagear quem se dedicou aos negócios e venceu nesse mundo. A menos que tenha havido sacríficio pessoal a favor dos outros. A menos que tenha oferecido alguma coisa aos outros. Dado, doado, etc..

 

A única e melhor "homenagem" com muitas aspas que podemos fazer, por exemplo, a Steve Jobs é comprar-lhe os produtos. A menos que ele nos tenha dado alguma coisa, não vejo que motivo existe para homenageá-lo: ele já recebeu em dinheiro o valor das suas contribuições. Ele forneceu-nos valor, nós pagámos-lhe com valor. Ninguém deu nada a ninguém. E, em verdade, tudo está bem quando é assim.

 

Já agora, os valores que Steve Jobes recebeu não foram nada pequenos, tendo em conta que entre produtos de igual qualidade os da Apple são sempre muito, muito mais caros. Por vezes estão acima da concorrência, outras vezes são muito piores (que raio de coisa é essa de só ser possível gravar músicas para dentro de um leitor de mp3 através de um software especial??).

 

Tentar passar por Madre Teresa de Calcutá quem dedicou uma vida aos seus próprios lucros não tem qualquer razão de ser. Viver para os lucros é eticamente aceitável, só os medíocres não compreendem isso mas daqui não decorre que faça sentido celebrar quem já viu os seus méritos remunerados em dólares.

 

Homenagem?? Mas eu já paguei! Querem que vos mostre a factura?

 

Update a 7 do 10 de 2011 às 14:35 hora de Lisboa: recomendaram-me, li e recomendo este artigo da BBC News Magazine.


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