Sábado, 20 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

No ponto 1.1.1 do documento de propostas para o "compromisso de salvação nacional", o PS reafirma a sua oposição aos cortes de 4.7 mil milhões de euros exigidos pela troika até ao final de 2014. "Parar com os cortes de 4,7 mil milhões de euros acordados entre o Governo e a troica na sétima avaliação", lê-se. O PS além de não querer dimininuir a despesa pública, pretendendo "parar com os despedimentos na função pública, com mais cortes nas pensões atuais, com a “contribuição de sustentabilidade do sistema de pensões” e com a redução de vencimentos" (Ponto 1.1.1), propôs ainda um conjunto de medidas que aumentam a despesa pública. Esta atitude assemelha-se à do indivíduo que, já estando à beira do coma alcoólico, quer continuar a beber whisky. O Partido Socialista propõe portanto um aumento "das pensões mais baixas e a extensão do subsídio social de desemprego por mais seis meses" (Ponto 1.1.2), "reposição dos níveis de proteção social assegurados pelo complemento social para idosos e pelo rendimento social de inserção" (Ponto 6, alínea 4) ou ainda a criação de um "programa de reabilitação urbana como prioridade para a eficiência energética" (Ponto 1.4.7). Se a estas medidas somarmos os cortes de impostos também defendidos, chegamos à conclusão de que o PS esqueceu-se por completo dos compromissos assumidos com a troika em termos de défice orçamental. Outro ponto interessante é o facto de todas as medidas que aumentam a despesa pública não estarem quantificadas. Apenas vemos manifestações de interesses, do jeito de panfleto eleitoral. Na prática todo o documento parece um sumário executivo de um programa eleitoral, o que mostra bem qual a prioridade de António José Seguro e dos seus compagnons socialistas. O défice do Estado situou-se em 2012, não contando com medidas extraordinárias, nos 10.6 mil milhões de euros. A dívida pública ronda os 127% do PIB. O país encontra-se sob assitência financeira, sendo a troika a financiar o défice. Perante este cenário, qual a resposta do PS? Gastar, gastar, gastar. 2 anos depois (ou melhor, 39 anos depois), o PS ainda não aprendeu a lição. 


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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
por Pedro Correia

Mário Soares governou duas vezes aliado com partidos à direita do PS. Enquanto foi primeiro-ministro, viu Portugal sob intervenção do Fundo Monetário Internacional nessas duas vezes: a primeira originou aliás um célebre disco de José Mário Branco, intitulado FMI. Em 2011, segundo ele próprio admitiu, teve uma intervenção decisiva junto de José Sócrates para que o Governo socialista solicitasse uma intervenção externa de emergência destinada a salvar as malogradas finanças nacionais. Lá veio o FMI pela terceira vez a Lisboa, desta vez partilhando a tutela do resgate com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.

Este extenso currículo, espantosamente, não inibe agora o fundador do PS de alertar António José Seguro contra o risco de "uma cisão" no partido caso o secretário-geral socialista estabeleça um acordo com o PSD e o CDS. Com uma sobranceria que nenhum notável do PS lhe transmitiu quando ele se entendeu em 1977 com o CDS de Diogo Freitas do Amaral e em 1983 com o PSD de Carlos Mota Pinto.

Soares nunca resistiu à tentação de condicionar as lideranças de todos os secretários-gerais que lhe sucederam no Largo do Rato - de Vítor Constâncio a Sócrates. A deselegante ameaça que hoje deixou no ar constitui um excelente teste para Seguro. Este só pode agradecer-lhe a oportunidade que o fundador do partido acaba de lhe proporcionar para demonstrar a sua efectiva capacidade de liderança.


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Sexta-feira, 12 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

"Alguém acredita que Passos, Portas e Seguro façam um acordo que viabilize medidas de governo até Junho de 2014? Se alguém fosse ao cinema ver um filme destes, diria que é um filme de ficção – para maiores de 12, 16 ou 18, depende. Se fosse possível, era bom, mas não era feito assim. Eu fui educado no ‘sá-carneirismo’, que tem uma regra básica: coisas claras, nada de águas pantanosas ou turvas. A clarificação exigiria isto: ‘Ou há um governo com toda a força do mundo ou eu tenho um governo para propor aos partidos. Se não há uma coisa nem outra, vamos para eleições’. Isto eu perceberia, aplaudiria e ficaria contentíssimo."


Pedro Santana Lopes, em entrevista ao Sol


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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013
por jfd

Só mesmo o Tozé para me quebrar o imprevisto jejum de aqui escrever.

Então o líder do PS está espantado com o fato de que um Governo conheça os números da sua execução orçamental?

Escapou-se-me algo?

Há-de ser interessante o debate de hoje...

 


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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

“Proponho que a UE estabeleça como objetivo para o ano 2020 que nenhum país possa ter uma taxa de desemprego superior à média europeia.”


António José Seguro


PS: A prova aqui


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Sábado, 6 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

"Quem criou o problema que o resolva", reacção do provável futuro Primeiro-Ministro de Portugal, António José Seguro, ao chumbo de várias normas do OE2013 pelo Tribunal Constitucional.


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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
por jfd

Corre uma petição contra a presença de José Sócrates na RTP.

Um autêntico disparate no meu entendimento.

O senhor que venha comunicar. Tem esse direito. E assim como pedi respeito ao ex-PM Santana Lopes, também o faço para o ex-PM Sócrates.

Agora, que não se misture respeito com direito à crítica e ataque político.

É muito interessante assistir aos editoriais, opiniões e pseudo-opiniões. O twitter então está um festim.

 

 

Será que Seguro vai interromper a primeira entrevista a José Sócrates?

 


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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013
por Sérgio Azevedo

António Costa diz que Seguro tem 10 dias para unir o PS. Tudo se diz sobre uma liderança quando aceita ultimatos desta natureza. E sejamos francos, em 10 dias nem com fita cola.


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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
por Rui C Pinto

A política não está para fígados fracos e os últimos dias têm sido de antologia.

 

António Costa, possivelmente inspirado em Jorge Sampaio, lançou ultimato a António José Seguro. Devo confessar que tenho muita dificuldade em perceber como é que um líder partidário, que se pretende líder da oposição, se expõe a tal precariedade política. António José Seguro tinha como única solução viável precipitar eleições para enfrentar os opositores internos. António Costa não teve a coragem necessária para responder às exigências do momento e, de caminho, cometeu um erro básico que lhe poderá sair caro

 

Longe da capital e das urgências partidárias, o já celebre candidato à CM de Matosinhos, que o Fernando apresentou, já debate soluções para o país:

 

Como ninguém poderá adivinhar as ambições políticas de Parada e dada a fragilidade da liderança de António José Seguro, julgo que todos nos devemos preocupar... 


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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013
por Rodrigo Saraiva

 

António José Seguro está entalado desde que assumiu a liderança do PS. Começou entalado entre a escolha de cumprir o memorando e a pressão das tropas ditas socráticas que desde inicio não lhe facilitaram a vida. Ao invés de fazer um caminho de ruptura com estes, decidiu a ruptura com o memorando. E Seguro chega ao final de Janeiro de 2013, lá está, entalado. Mas desta vez entalado entre notícias positivas para o Governo, que não fez rupturas com quem nos emprestou dinheiro, e as tais tropas (ditas) socráticas que na verdade nunca fizeram um período de nojo, passaram meses a afiar garras e facas e agora aí estão eles prontos para o ataque.

 

Mas analisemos bem o cenário actual e tentemos perceber se pelas bandas socialistas é só Seguro que está entalado. Vamos directos ao assunto, directos a quem se fala: António Costa.

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem que decidir, se já não o fez, várias coisas rapidamente. E estão todas interligadas.

Será recandidato a Lisboa? Será candidato ao PS? Há quem pergunte se será candidato a Belém …

António Costa deixou condicionar-se pela sua ambição. Tem pouca margem de manobra para sair bem no cenário, pois é tanta a encenação. Se havia dúvidas que nunca se sentiu confortável no papel de autarca e apenas olhava para a autarquia lisboeta como um trampolim, mesmo que assuma recandidatura, fica claro que assim foi e é.

A somar à ambição está o facto de António Costa não conseguir esconder que não gosta de Seguro (e percebe-se que o sentimento é recíproco) e não lhe reconhece capacidades. Sente-se melhor que Seguro, sente que é ele o “escolhido”. E uma turba de saudosistas dá-lhe gás, que se confunde com nevoeiro, criando um ambiente de sebastianismo.

 

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.


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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
por Rodrigo Saraiva

Eis o último soundbite da política nacional.

Convém treinar as feições no próximo media training. É que elas também "falam".

 


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por Francisco Castelo Branco

António Costa garante que vai ao congresso. A reunião magna não está marcada mas o actual Presidente da Câmara de Lisboa já disse que vai estar presente. Na qualidade de Presidente da maior Câmara do pais ou como futuro candidato a secretário-geral do PS? E o que pensa o actual secretário-geral do PS de uma eventual recandidatura de António Costa a Lisboa? Dará o seu apoio?

Seguro já não tem margem para fugir à realidade. Se conseguir vencer os adversários internos pode ser que ainda tenha uma esperança de vir a ser Primeiro-Ministro, no entanto eu duvido porque a cama há muito que está feita. 


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por Rodrigo Saraiva

eu não gostava de ser um retrovisor do Tozé Seguro.


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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013
por Pedro Correia

Os primeiros sinais positivos das finanças portuguesas desde o pedido de intervenção externa (regresso aos mercados após 30 meses, com juros abaixo dos 5%, garantindo as necessidades de financiamento de Portugal para este ano; execução orçamental abaixo do limite do défice para 2012 previsto no memorando de entendimento; seis avaliações positivas ao cumprimento das metas de consolidação orçamental impostas pelos nossos credores do FMI, do BCE e da Comissão Europeia; primeira balança comercial positiva desde 1943) estão a acelerar algumas pulsações nas fileiras do Partido Socialista. A economia é o melhor barómetro para entendermos certas movimentações políticas.

António José Seguro bem tentou reclamar para si os louros da dilatação dos prazos previstos para o pagamento da nossa dívida, mas não consegue convencer ilustres socialistas, que lhe vão apertando o cerco, conscientes que a recuperação da economia portuguesa daqui a um ano já será realidade, de acordo com as previsões do Banco de Portugal: aguardar pacientemente um longo processo de desgaste dos rivais internos deixou de ser a palavra de ordem.

Os sinais são evidentes. Pedro Silva Pereira, ex-ministro da Presidência, afirma em entrevista à Rádio Renascença que a principal força política da oposição ainda não se apresenta como uma "alternativa credível" ao Governo PSD-CDS, enquanto reclama a antecipação do congresso do partido - cenário já rejeitado pelo dirigente socialista José Junqueiro. Outro deputado do PS, José Lello, defende também um congresso "o mais breve possível", pressionando Seguro. O ex-ministro da Defesa e dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, no seu habitual espaço de comentário na TVI 24, diz sem papas na língua que a recente trapalhada no PS em torno da ADSE resultou de "um erro de liderança".

E - superando em acutilância os seus camaradas de partido - António Costa aproveitou também a sua tribuna de comentário televisivo semanal, na SIC Notícias, para acusar Seguro de partir para as próximas batalhas políticas "diminuído, sem autenticidade, sem convicção, sem capacidade de confrontação, sem capacidade de formulação de uma alternativa sustentada". Isto enquanto tarda em confirmar a sua recandidatura à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

Terminou o tempo de esperar para ver: estas vozes não se levantam agora por acaso. Em política, nunca há coincidências.

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por Sérgio Azevedo

No regresso de Portugal aos mercados, oito meses antes do previsto, o PS vira-se para dentro. Pedro Silva Pereira, neste mesmo dia que assinala um novo começo embora não constituindo a libertação absoluta da dependência económico-financeira nem do difícil caminho de austeridade, entende "que o PS precisa de fazer mais para se apresentar como uma alternativa credível" defendendo que o congresso do PS, para a eleição do secretário-geral, deve realizar-se "o mais rápido possível".

 

Pedro Silva Pereira entendeu bem o significado da importância de Portugal em regressar mais cedo que o previsto aos mercados. Assim como também entendeu bem que o PS perdeu em toda a linha. Porque nunca defendeu estes pressupostos e porque nunca, o PS, soube estar ao lado do governo em todos estes momentos para que, com legitimidade, reclamasse vitória.

 

O PS tem sido isto. António José Seguro ainda não percebeu. Pedro Silva Pereira e os portugueses em geral já!


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Sábado, 12 de Janeiro de 2013
por jfd


 

O líder do Partido Socialista, António José Seguro, prevê visitar a China em 2013, a convite do Partido Comunista Chinês (PCC), confirmando as “relações amigas” entre as duas organizações, revelou esta sexta-feira a presidente do PS, Maria de Belém Roseira. (...)

 

* o post poder-se-ia ter intitulado também de "Notícias sem interesse".

 


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Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2012
por Pedro Correia

 

A esquerda radical nunca perdoou o reformismo de Mário Soares. O fundador do PS descolou o partido da órbita comunista, integrando-o ainda antes do 25 de Abril como força autónoma da oposição à ditadura. Após a Revolução dos Cravos, Soares liderou o PS no combate ao extremismo esquerdista - e foi mil vezes atacado por isso. Enfrentou com sucesso as tentativas do PCP de hegemonizar a esquerda portuguesa, fez alinhar os socialistas com a social-democracia europeia, opôs-se aos militares radicais que após 1976 pretenderam manter a tutela sobre o poder civil, decretou políticas de contenção financeira quando esse era um imperativo patriótico destinado a evitar a bancarrota, encaminhou o País para a integração europeia e nunca hesitou em separar águas na defesa permanente da democracia representativa.

Este é o Soares que todos conhecemos. Já o Soares dos últimos anos, que parece querer transformar o PS numa espécie de partido irmão do Bloco de Esquerda, está irreconhecível. Porque desmente a todo o passo a sua própria biografia política - uma biografia que sempre se opôs ao "frentismo" de esquerda, ao aventureirismo extremista e a todas as tentativas de cortar o passo à democracia representativa, nomeadamente através da diminuição do papel do Parlamento no conjunto das instituições políticas portuguesas.

 

O Soares de 2012 diz coisas semelhantes às que o PCP disse dele quando foi Governo, entre 1976 e 1978, primeiro, e de 1983 a 1985, depois - dois mandatos que decorreram sob o signo da crise financeira e da intervenção de emergência do FMI para sanear as contas nacionais. Também os comunistas disseram então que Soares queria "destruir a democracia". Também os comunistas se apressaram a passar certidões de óbito aos governos que liderou. Também os frentistas de esquerda chegaram a propor Executivos "de iniciativa presidencial" sem o recurso a eleições, como mandam as boas regras democráticas. Também a esquerda radical lhe apontou por diversas vezes a porta da rua, para "mudar de política".

Bem fez António José Seguro, através do seu líder parlamentar, ao lembrar ao fundador do PS que os governos não caem por pressão das ruas ou de cartas abertas: a democracia tem regras próprias que devem ser respeitadas. Era isso, aliás, que o Soares das décadas de 70, 80 e 90 defendia - por vezes contra fortíssima pressão partidária e mediática. É isso que, estranhamente, o Soares de 2012 parece ter deixado de defender.

 

Tudo isto sucede quando outra figura de referência do socialismo europeu, Felipe González, recomenda aos socialistas espanhóis um percurso inverso ao que Soares hoje defende: em vez de um partido a caminhar cada vez mais para a esquerda, o homem que há 30 anos levou o PSOE a um triunfo esmagador nas urnas aconselha os seus pares a retomar a "vocação de maioria" para recuperar o centro.

"O PSOE [Partido Socialista Operário Espanhol] perdeu a vocação de maioria e tem de recuperá-la. Tem de conseguir isto encarando a sociedade e auscultando as suas necessidades. Não de forma sectária, mas com espírito de consenso." Palavras de González que Seguro deve escutar com atenção. Por estarem em linha com as teses do Mário Soares que venceu eleições em 1976, 1983, 1986 e 1991. Não com o Soares que saiu derrotado das presidenciais de 2006 e desde então parece caminhar em colisão com a rota que sempre traçou.

 

Imagem: Felipe González e Mário Soares (2010). Um quer hoje os socialistas a virar ao centro, outro defende um PS ainda mais à esquerda

 

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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012
por Rodrigo Saraiva

Pessoas protestarem nas galerias do parlamento não é novidade. E mandam as regras que sejam retiradas, sendo as galerias encerradas, o que também não é novidade. Depois o protesto segue na rua, com declarações à imprensa, o que também não é novidade. E normalmente há deputados de partidos marginais que se juntam para cavalgar a onda. Mas ontem não se viu o PCP nem o Bloco. Viu-se Tozé Seguro. É o vale tudo.


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Sábado, 20 de Outubro de 2012
por Rui C Pinto

Acabei de ouvir o discurso de António José Seguro na convenção autárquica do PS, em Felgueiras. (os media nacionais entraram em modo de campanha eleitoral e there's no turning back. só assim se explica que tal acontecimento político seja notícia)

 

É notável que todo o discurso político alternativo do secretário geral seja assente na acção do Banco Central Europeu... O PS devia ser processado por se recusar a fazer um discurso credível, realista e alternativo.

 

Enquanto os Antónios Costas desta vida andam entretidos com experiências de trânsito, a oposição ao governo continua a fazer-se nas ruas por manifestações "espontâneas". 


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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012
por Maurício Barra

Desculpem a ironia, mas a afirmação de A J Seguro de que não está "contra os objectivos do acordo com a troika, mas está contra as medidas", faz-me lembrar - e pedindo desculpa à Virgem Maria -, faz-me lembrar, dizia eu, aquele cavalheiro que queria ter um filho com a sua senhora mas, "coisar com o coiso na coisa", ai isso é que não !


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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
por Rui C Pinto

Rodrigo, é mesmo oficial. António José Seguro, que ontem recusava "aproveitar-se" dos incêndios para fazer política partidária, rumou hoje ao Algarve a ouvir os relatos de pessoas que perderam tudo no incêndio do Algarve, na companhia dos autarcas socialistas de Tavira e São Brás de Alportel. 

Apenas 21 horas separam as duas notícias. O pior desta contradição é demonstrar inequivocamente que o Tozé foi ao Algarve consciente de que "A responsabilidade de um político não é aproveitar-se dos incêndios para fazer política partidária". Nem vale a pena criticar. O Tozé de ontem já criticou o Tozé de hoje. 


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Terça-feira, 3 de Julho de 2012
por Rodrigo Saraiva

“A alternativa à receita do Governo é pedir mais um ano à troika”

Tozé, Julho 2012.


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Sábado, 26 de Maio de 2012
por Sérgio Azevedo

António José Seguro diz que "há duas formas de governar o país".

Não podia estar mais de acordo. Uma delas, que conhecemos bem e o PS mais gosta, é a gastar o que não se tem. Outra é a pagar pelo desvario dos outros.


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Domingo, 13 de Maio de 2012
por jfd

Pois é, caros do Jugular. De facto, o Tiro pela Culatra.

Que bonito é brincar às frases e palavras e tirar as coisas de contexto.

Que bonito é não ver the big picture mas sim fazer análises de ocasião que servem de gasolina para uma fogueira que lentamente consumia o nosso país e que este Governo nada mais tem feito que, com cabeça estruturada e sustentada, atirado água.

Que bonito que é ver Seguro no seu novo discurso alimentado desde as pilhas novas compradas em Paris. Esqueceu rapidamente o antigo.

Que prestígio para aquilo que sempre foi, ao lutar com aquilo que agora é e terá de ser a bem de todos nós.

Pedro Passos Coelho falou. Para um novo Portugal. Para aquilo que temos de ser. Deixar de ser coitadinhos. E avançar para a frente.

Como pais, filhos, avós, netos, sobrinhos, temos um dever para com os nossos familiares e com o nosso futuro. Não baixar os braços e ao invés de ir pedir pelo fim do capitalismo, encarar os novos tempos como o mais corajoso dos forcados. Esta é a hora de acção e de mudança e não de repetição de fórmulas e discursos passados.

 

 

(...) Defendi que tudo deveríamos fazer para transformar as crises numa nova oportunidade (...)


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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
por José Meireles Graça

Seguro defende eleição de um 'presidente da Europa'

 

Com o aprofundar da crise do Euro, cresce a pressão para que a solução venha do estado federal que imponha a disciplina dos países do Norte com contas sãs, na versão federalista de Direita, ou o estado federal que apenas eurobondize a dívida, na versão federalista da Esquerda. O simpático e patético Seguro não se limita a querer que os ricos paguem a crise - constata que há "Estados que mandam mais do que outros", pelo que espera confiantemente que, logo que comecem a assumir as dívidas, fiquem mais iguaizinhos - não é mal visto, realmente.

Tudo isto quer dizer que o mesmo fato delirante vestido a corpos diferentes ameaça esgarçar de vez. Alguns dos grandes, enormes estadistas que engendraram esta estranha peça de vestuário one-size-fits-all não ignoravam isto; e o terem levado a iniciativa a bom porto foi uma engenharia de contrabando quase-continental para impôr aos povos europeus a federalização que eles não escolheram, à boleia de uma calculista irreversibilidade.

 

Temos assim, com crescente nitidez, dois campos, a saber:

 

I

 

O dos que acham que big is beautiful - no séc. XXI é preciso falar a uma só voz, para que essa voz seja ouvida pela América, pelos BRICs, pela ONU e tutti quanti; a história da Europa, que é uma de guerras, perseguições e rivalidades, passará doravante a ser, como a dos E.U.A. depois da Guerra Civil, de unidade de propósitos, paz entre os estados federados e representação externa comum; a economia, essa, terá o rigor e a eficiência do Norte, com a alegria, a imaginação e as estâncias de férias do Sul; e o Euro será sólido como uma rocha, tal como o dólar o é, não obstante a falência da Califórnia e a dívida estratosférica. E

 

II

 

O dos que entendem que: a competição entre estados, modelos de sociedade, fiscalidades, modos de organizar a representação política e o resto da coisa pública, é a melhor garantia de progresso e da detecção de erros de políticas sociais e outras; está por provar que os grandes países sejam mais eficientes, mais "justos", mais felizes do que os pequenos; as superpotências falam a uma só voz, mas a defesa dos seus interesses implica que periodicamente alguns dos seus cidadãos regressem a casa em sacos de plástico preto; as guerras do passado foram por conquista de terra, domínio, esbulho, religião e ideologia. A história não acabou e elas não se tornaram impossíveis, mas não se vêem no horizonte guerras intestinas na Europa - vêem-se porém no resto do Mundo; os pequenos estados gerem as suas dependências - se diluídos em grandes não gerem coisa alguma; a riqueza não funciona pelo princípio dos vasos comunicantes - há estados e regiões pobres e estados e regiões ricas dentro das federações e dos países unificados. E, finalmente, que há, nos estados europeus antigos, culturas, tradições, línguas e sentimentos de pertença - as instâncias centrais europeias, como quaisquer outras burocracias, tendem fatalmente a tentar anular tudo isso, a benefício da unicidade e da camada de apparatchicks de Bruxelas e dos seus delegados nos 26 Terreiros do Paço.

Depois, o nacionalismo, que foi, e ainda é (lembremo-nos dos Curdos e dos Bascos), o fundamento ou o adjuvante de muitas guerras; e que funcionou como cimento e legitimação de regimes detestáveis (lembremo-nos do Salazarismo) - não está em odor de santidade. E é também objecto de desvalorização por correntes de pensamento internacionalistas e fantasiosas: diz-se ser uma construção do romantismo, confundindo-se o ideal de fazer coincidir geograficamente as Nações com os Estados (que é uma ideia do séc. XIX) com o sentimento de pertença, que é a base do nacionalismo e uma pulsão antiga e natural. Este sentimento faz com que, ainda que tenhamos, e temos, muitas, boas, antigas e modernas, razões para detestar o nosso País, não deixemos de ser estrangeiros...no estrangeiro.


Em resumo: O Euro foi um erro caro - e a maior parte do preço estará ainda em revertê-lo. As élites querem corrigir o erro com outro maior, ignorando tradições, nacionalidades, idiossincrasias, fugindo para a frente para fazer um Mundo Novo.

Já vimos disto com outras vestes. É como diz uma amiga minha: as reformas são para políticos aborrecidos. As grandes engenharias de pátrias e revoluções, digo eu, são para políticos visionários - daqueles que engendram grandes desastres.


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Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
por Rodrigo Saraiva

Seguro, em relação a Hollande, está a querer ser o que Paulo China era para o Luís Figo.

 

tweet de João Quadros.


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por Rodrigo Saraiva

Resultados do envolvimento do PS nas eleições francesas: franceses que votaram em Portugal deram vitória a Sarkozy.


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Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
por Sérgio Azevedo

Seguro hoje na Assembleia da República: "Sr. Primeiro Ministro, escolheu o seu caminho. Boa viagem, vai sozinho!". Isto é como diz o ditado, "antes só que mal acompanhado".


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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
por Sérgio Azevedo

Seguro garante Zorrinho como líder parlamentar, os deputados do PS é que nem por isso. 

 


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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
por Pedro Correia

Seguro pronto a enfrentar a obstrução permanente


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