Mas ficaria bem ao CDS, tal como aconteceu noutras situações nesta legislatura, não impor consequências políticas a quem pensa pela sua própria cabeça. Cortinas de fumo à parte, no caso de Ribeiro e Castro não ficaria nada bem. Se esta alteração ao Código do Trabalho não é matéria de disciplina de voto, qual é que será? Resta o orçamento e pouco mais. Além disso, as alterações ao Código do Trabalho resultam do memorando de entendimento com a troika, o qual, pensava eu, comprometia todos os deputados do CDS. Se Ribeiro e Castro, furando a disciplina de voto, vota contra nesta matéria e isso não tem qualquer consequência, então a partir de agora, pelo menos no que ao ponto de vista do CDS diz respeito, todos os deputados do PS ganham liberdade para deixar de respeitar o memorando que o partido pelo qual foram eleitos também assinou. Um deputado do CDS arranjou um pretexto para votar contra, muitos outros pretextos não faltariam na bancada socialista.
Sim pois piratear não é outra coisa que não furtar. Se esta lei (referida no post anterior, de Mr. Brown) for avante, é criada uma justificação ética para piratear tudo o que seja produzido por aqueles que são representados pela Sociedade Portuguesa de Autores.
Sobre este assunto, ler este excelente e completíssimo post de JCD no Blasfémias.
Presumo, posso estar enganado, que a maior parte dos deputados queiram ser vistos como representantes do povo e não como representantes de grupos minoritários com grande capacidade de pressão. A aprovação de uma proposta deste género, espero que o percebam, não ajuda a essa causa.