Quarta-feira, 29 de Maio de 2013
por jfd


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Domingo, 26 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

"Ou, para usar o léxico em voga, os políticos não têm credibilidade. Ai, quanta saudade do tempo em que os políticos eram credíveis. Lembro-me como se fosse hoje de quando elegíamos gente cumpridora, unicamente preocupada com os célebres interesses do País e alheia quer a interesses partidários quer pessoais. Gente altruísta que sacrificava a popularidade a fim de servir o bem-comum. Gente ponderada, que nunca criaria as condições para entregar a nação ao FMI. Gente lúcida, que jamais permitiria a destruição, paga em cheque, do sector primário. Gente esclarecida, que sabia aplicar com rigor e parcimónia os "fundos" europeus. Gente determinada, que não cedia à atracção dos sindicatos pelo caos. Gente precavida, que se negou a autorizar o crescimento incessante da máquina estatal. Gente racional, que preferiu perder votos a alimentar a ficção de um assistencialismo desaconselhável e inviável. Gente insubmissa, que não sossegou enquanto não desmantelou uma Constituição devotada ao socialismo e acarinhada pelos comunistas. Gente avisada, que sempre preservou o equilíbrio das contas públicas. Gente decente, que combateu por dentro os naturais apetites do Estado para controlar a ralé desde o bolso até ao hábito. Gente democrática, que acautelou a probidade do sistema judicial. Gente visionária, que garantiu a exigência e a qualidade do ensino. Etc."

 

"Para os media e os "especialistas" da política e da economia, logo para a vasta maioria da opinião pública, a austeridade em que caímos é opcional. O Governo desatou a empobrecer os portugueses só porque retira farto gozo do exercício e não porque uma dívida descontrolada nos deixara próximos do colapso e em plena dependência da caridade (a juros) do exterior. Poucos se dão ao trabalho de notar que sem os apertos vigentes (e os que faltam) a troika não nos atura, que sem a troika os apertos serão imensamente maiores e que no mundo real não há descontos: os golos sofrem-se muito antes dos 92 minutos."


Alberto Gonçalves no Diário de Notícias


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Terça-feira, 30 de Outubro de 2012
por Constança Martins da Cunha

 

“Não gostamos, mas [Portugal] aguenta, e choca-me como há tanta gente tão empenhada, normalmente com ignorância com o que está a dizer ou das consequências das recomendações que faz, a querer nos empurrar para a situação da Grécia”.


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por José Meireles Graça

 

Se os milhares de empresas que têm caído como tordos tivessem acesso a financiamento das instâncias europeias garantido pelo Estado (quer dizer, por nós), para reforço do seu capital; se tivessem um fornecedor incansável de matéria-prima (o BCE) para revenda a cliente certo e seguro (nós - a compra de dívida pública pelos bancos não é outra coisa); se a falência não fosse possível por a comunidade achar isso uma grande desgraça, evitável a todo o transe; e se comercializassem um bem que, por representar todos os bens, tem uma procura só limitada pela capacidade dos clientes para pagarem:

 

Haveria tantas falências?

 

Não, não haveria, a lógica não é uma batata. Mas os administradores, gerentes, sócios dessas empresas, pertencentes a uma casta privilegiada, andariam por aí de peito estufado, a produzir opiniões pesporrentas, dislates sortidos, e insolências várias, esfregando no focinho da turba miserável a sua suficiência de falidos inimputáveis?

 

Claro que não andariam. Porque não são bancários.


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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2012
por Rui C Pinto

Que dirá esta senhora ao esforço da sobretaxa de 4%, em sede de IRS, pedido por Vitor Gaspar?

 


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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012
por José Meireles Graça

 

(*)

 

Hoje é dia de orçamento, o documento que, via fugas, antes de o ser já o era.

 

É um documento trágico: quase ninguém acredita que a pauperização da classe média seja caminho para lado algum. Não porque seja possível pagar dívidas sem apertar o cinto, mas porque o violento esbulho do rendimento ainda disponível é feito em nome de uma inevitabilidade sem outra esperança que não seja os credores abrirem os olhos a tempo de verem que nem para eles estão a ser bons.

 

Entendamo-nos: o caminho que alguma esquerda defende (renegociar a dívida sem reforma séria do Estado, sem diminuir as despesas sociais, e sem nenhuma receita para o crescimento que não seja o consumo) esbarra na incredulidade dos credores e no senso comum. E a ideia de que se pode dizer aos mercados que para já não pagamos, mas que o crédito deve continuar a fluir para importarmos combustíveis, alimentos, matérias-primas para a indústria e o mais que mantém o país de pé - ou decorre de ignorância, ou ingenuidade, ou má-fé.

 

Nas circunstâncias a que nos deixamos chegar o Governo que temos teve uma curta oportunidade de reformar o Estado, se tivesse concentrado todos os seus esforços na correcção do défice pelo lado da despesa e não hesitasse no tratamento a dar aos poderes fácticos do sector financeiro, dos plutocratas, dos sindicatos, das associações patronais e das opiniões estatistas, que são quase todas. Não foi assim e agora é tarde. Haveria convulsões, a popularidade ficaria num frangalho, o ambiente social não seria muito diferente do que é, a berrata das esquerdas seria, se possível, ainda mais estrídula, quando houvesse eleições perdê-las-ia - mas nem a queda do produto seria tão grande, nem a perspectiva de recuperação tão distante, nem a autoridade para discutir com os credores tão enfraquecida.

 

Numa palavra, preferiu-se a água choca do diálogo social, dos panos quentes, das reformazinhas, dos cortezinhos e das medidinhas. Quando, numa reforma do instituto das fundações, se faz um corte de apenas 30% à Fundação Mário Soares, um monumento dispendioso ao ego daquele heróico fóssil; quando se tratam com panos quentes os empresários de retorno garantido das PPPs e a banca que está por detrás; quando se deixa em paz o sorvedouro da RTP; ou quando se deixa cair a reforma dos municípios, para não perturbar as doces sinecuras dos senhores autarcas treteiros e sempre grávidos do próximo melhoramento - está tudo dito.

 

Alguma coisa ficará, muito mais do que ficaria se fôssemos pastoreados por um Seguro, ou um Costa, ou qualquer outro da longa lista de criadores de riqueza via Decreto-Lei e dinamismos públicos sortidos. Mas será pouco.

 

Para quem defende o que eu defendo, e que agora me dispenso de repetir, um pouco de cinismo autorizaria que pensasse: quanto pior, melhor. Nada disso: pena-me que o Governo mais à direita em quase 40 anos deixe de si a imagem de ter querido fazer tarde o que não teve coragem de fazer cedo; de ter sido forte com os fracos, por ter que ser, sem ter sido forte com os fortes, como devia; e que em momento algum tenha parado para pensar que futuro sem Euro e que, se não acredita já no caminho que os credores apontam, deveria ter o carácter de dizer: não sei para onde vou, mas sei que não vou por aí.

 

____________

 

* Fotografia: Margarida Bentes Penedo

 


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Sábado, 6 de Outubro de 2012
por Dita Dura

Odeio números. Ao contrário de muita gente, acredito que o mundo da ciência, da cultura e da política não se estabelecem segundo sistemas rígidos e vivências concretas. Mas como sou profundamente masoquista, resolvi formar-me em números e trabalhar durante anos fechado num cubículo de dois metros quadrados. O problema é que aquilo que somos não se pode fechar num pequeno escritório, porque de repente tudo vagueia e os números começam a ganhar asas, o “3” espreguiça-se, o “7” começa a voar, o “6” zanga-se com o “9”, o “1” deixa de estar sozinho e o “4” fica feito num “8”.

 

Volto à terra e à política nacional. O noticiário repete sempre os mesmos números, com interpretações ignorantes de jornalistas e conclusões abusivas de políticos. Os números podem ser chatos, irritantes, reincidentes, incessantes, mas não mentem. E a verdade dos números é a verdade dos factos:

 

1) a dívida pública aumentou 93% durante o reinado do Zé que agora anda a viver à grande e à francesa; tudo o que o Governo tem feito é condicionado exteriormente porque temos de pagar os disparates que se fizeram.

 

2) não se pode combater esta dívida monstruosa com a ideia abstracta de “crescimento e emprego” de que falam os mesmos arquitectos da desgraça; não se pode curar a doença com as mesmas políticas facilitistas que nos levaram ao pesadelo.

 

3) não basta cortar na despesa; se por hipótese despedaçarmos a despesa, é verdade que acabaremos com as gorduras, mas também mataremos de vez o corpo. Porque mais de 70% do que se gasta é na na Saúde, na Educação e na Segurança Social.

 

De repente salta um “9” da dívida pública e começa e procurar o “6”, o “3” do PIB abre a boca de sono e o “1” sai do alinhamento para ir à procura do “7”. Encosto-me e deixo os números à solta, penso sobretudo que a alma de um povo não é matemática, que a melhor forma de prevermos o futuro é olharmos para o passado. E o passado português é feito de conquistas, de coragem e superação, de combate aos oportunistas e de vitória perante os que nos quiseram explorar e oprimir. Quando a paciência se esgotar, o futuro vai voltar a ser nosso.


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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
por Judite França

Quando um amigo desesperançado encarar um qualquer acontecimento como algo perene e imutável, eu falo-lhe nisto. PCP e BE acertam estratégia conjunta de combate ao Governo In http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---politica/francisco-louca-jeronimo-de-sousa-louca-jeronimo-videos-tvi24/1379326-5796.html


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Sábado, 15 de Setembro de 2012
por jfd

Até agora, fora o FMI, parece que o povo se manifesta legitimamente e sem a desejada revolta pelas franjas.

Grande chapada de luva branca. Grande povo. A minha opinião continua a mesma, mas é salutar ver a panela de pressão soltar o pipo na rua...

Que tenha ressonância onde tem de ter.

 

PS - tive vergonha de ouvir declarações de certos sindicalistas das forças de segurança, mas espero não estar a agoirar antes do tempo.


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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
por jfd


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por Carlos Faria

Já sintetizei a quente em que consistiam as novas medidas conhecidas de austeridade aqui, bem como o que se tem especulado depois sem se saber ainda aqui e, apesar de não ter emitido uma opinião global sobre o pacote, a verdade é que o comportamento dos Portugueses e da Comunicação Social é de tal forma preconceituoso que quem descreve genericamente as medidas e as lacunas a esclarecer sem dizer taxativamente mal, é logo conotado como estando a favor ou em defesa da decisão comunicada.

Infelizmente sistemas democráticos já ruíram e guerras se geraram por manipulação da informação que deturparam a realidade e alimentaram preconceitos, por momento a realidade é esta: O pacote conhecido até ao momento não altera de modo significativo a austeridade para 2013 de quem trabalha no setor público e teve já os dois subsídios cortados em 2012, pessoas com vencimento base perto de 1000€, e para os privados é de facto ocorre em 2013 a perda equivalente a um subsídio no rendimento disponível por via do aumento da taxa para a segurança social . O resto até ao momento é especulação, intencional ou não.

Até ao momento a minha principal preocupação prende-se precisamente com quem ganha o salário mínimo, que embora não perdendo nenhum subsídio diretamente, corre o risco de perder um vencimento por via do aumento da taxa e mesmo salvaguardando o anunciado crédito fiscal para baixos rendimentos, mas não explicado, importa ter em atenção que o mecanismo não deve de modo algum fazer diminuir no dia a dia o já escasso dinheiro disponível destes trabalhadores.

Espero que o Governo não diminua ao longo do ano de 2013 o rendimento disponível destas pessoas no dia a dia face a 2012 e depois faça um acerto por esse crédito só em 2014. Lembro-me bem que no PEC4 o que mais me revoltou foi serem afetadas precisamente pensões e rendimentos da classe mais baixa de todas e mantenho o mesmo princípio de não aceitar que agora essas mesmas pessoas possam ser afetadas.


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Sábado, 8 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Contrariamente ao que se especulava há muito tempo sobre o provável aumento da austeridade já este ano para cobrir o desvio do défice de 2012, nada foi anunciado e os especuladores desse boato não assumem o seu falso prognóstico, nem os OCS que deram cobertura a tal especulação fazem agora um mea culpa.

O aumento da taxa para 18% na segurança social é aplicado 14 vezes nos privados, o que dá de facto a quase perda de um salário ou subsídio (98%), mas é de apenas 12 vezes na função pública, pois o subsídio é reposto por duodécimos, o que deve equivaler a um corte de 91% (84+7 sobre o duodécimo). Logo por esta via não é linear o corte dos dois subsídios integralmente.

Não se fala do crédito de IRS a atribuir aos salários mais baixos, aspeto que mostra preocupações sociais neste governo, não só por este pormenor não estar devidamente quantificado, mas talvez por não importar a alguns evidenciar esta circunstância de justiça para com os mais desfavorecidos.

Não se fala também, porque se desconhece em pormenor, como serão implementadas outras medidas sobre outros rendimentos conforme o Primeiro Ministro deixou claro no discurso, mas já se diz, sem se saber, que não há austeridade para os ricos e os rendimentos de capital.

Não se fala ainda, porque também se desconhece em pormenor, os efeitos das alterações de escalão de IRS, mas já se diz que vai ser desfavorável aos trabalhadores, o que é admissível, mas é ainda mera especulação.

Em resumo: as medidas são de austeridade, mas com uma comunicação social amiga procura-se branquear os aspetos que evidenciem preocupações sociais, especula-se sobre injustiças que ainda se desconhecem e ainda apaga-se da memória as especulações negativas exageradas que já se propagaram como se nada tivesse sido dito.


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por jfd

D'o Arrastão pouco surpreende pela positiva. Mas convém destacar quando se ultrapassa o responsável, necessário e saudável contraditório.

Isto é simplesmente nojento:

 

 

Boa, Sérgio Lavos. Sempre a marcar pontos!


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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
por jfd

 


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Quarta-feira, 25 de Julho de 2012
por Alexandre Poço

No meu primeiro tiro neste blog, queria cumprimentar aqueles a quem me junto nesta casa, e em particular, ao Pedro Correia, pelo gentil convite que me fez para me juntar a este batalhão. Poderia começar na defesa, pois também elas conseguem vencer jogos, mas entendi que o primeiro disparo deveria ser de peito aberto e sem medo do que virá do lado de lá. Assim, acabo de arrumar a pistola na cintura e deixo no ar, não sei se apenas fumo, mas também a vontade de "acertar em cheio" no inimigo. Conto com a vossa observação, que é como quem diz leitura, da bala:

 

Crescimento e emprego, dizem eles por contraponto com a direita que quer recessão, desemprego e pobreza generalizada. A receita da esquerda é “políticas de crescimento e emprego” por contraponto com a política malévola da direita assente na austeridade neoliberal de cariz fascizante. O debate está partido ao meio, portanto, com o governo, a troika e a Alemanha a quererem sangue e com a bondosa esquerda a  querer espalhar benesses, subsídios e boa vida.

 

Ora, comecemos pela semântica: a palavra “crescimento” é, intuitivamente, positiva, leva o nosso imaginário colectivo a pensar em coisas boas; da mesma família, é o “emprego”, ninguém é contra o emprego, querer dar “emprego” é portanto uma coisa que fica bem de se dizer e ainda melhor de se ouvir, principalmente nestes últimos tempos. Agora, vejamos a palavra “austeridade”, uma palavra grande e feia, que remete para algo frio, seco e sem sentimentos. Ser austero é coisa do passado, hoje ninguém diz que tem um amigo muito porreiro, porque ele é austero.

 

Da semântica, passemos para a realidade dos factos. Em Portugal, entre 2000 e 2011 foram gastos 2 mil milhões de euros em medidas para o emprego. Sim, 2 mil milhões de euros. E o resultado: o desemprego nunca parou de aumentar. A taxa de desemprego passou de 3.9% (2000) para 12.7% (no final de 2011). E mesmo antes da crise internacional (2008), o desemprego manteve sempre a mesma tendência de subida. Daqui é possível concluir que os rios de dinheiros públicos (ou seja, dinheiro dos contribuintes) gastos neste período não trouxeram mais emprego. Os incentivos estatais apenas trouxeram mais desemprego. Quanto a crescimento, vemos que na primeira década desde século, crescemos por volta de 0.7% ao ano. Estamos conversados, então.

 

E porque devemos ter em conta estes dados e números do passado para resolver os problemas de hoje? Porque os mesmos que nos conduziram até este estado de pré-bancarrota e de protectorado (em que se incluem todos os governos desde 1995) querem novamente “políticas de crescimento e emprego” que em bom português significa colocar o Estado a injectar dinheiro na economia, aumentando a despesa, o défice e por conseguinte, a dívida. Isto só é possível, com mais impostos, sugando dinheiro aos portugueses. Ou seja, a esquerda pretende recorrer a uma solução que, a curto prazo, até poderia gerar emprego – se bem que de valor duvidoso – mas que a longo prazo iria continuar a viciar a nossa economia em estímulos e mais estímulos, tornando-a dependente para crescer e sufocando a iniciativa privada, aquele que deve ser a verdadeira geradora de emprego. Porque não baixar os impostos para as empresas, por exemplo a TSU? Veja-se o caso da Irlanda neste aspecto particular. Isso é neoliberalismo que quer privatizar a segurança social, dizem eles.

 

Estas propostas à la Hollande parecem vir de Marte, pois esquecem o estado em que estão as nossas contas públicas. Não há forma de crescer com o país no limiar do endividamento, pois não há recursos - ou seja, capital - para tal. Esse está a ser utilizado para pagar dívidas. No mínimo, e se tivesse vergonha na cara, o PS deveria ter conhecimento. Da esquerda radical do não pagamos (BE e PCP), não se pode esperar outro comportamento. A sua essência é esta. O que custa é ver um país alimentado pelos jornais, comentadores e televisões (também eles sempre dependentes do paizinho estatal) a cair nesta lenga-lenga dos “estímulos”  que não são nada mais nada menos do que ter o coração na boca e a mão na carteira dos outros.


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Quarta-feira, 11 de Julho de 2012
por jfd

*e Rajoy mentiu para ser eleito. Certo?

 

A taxa máxima do IVA sobe de 18 para 21 por cento e a taxa reduzida salta de 8 para 10 por cento. Os funcionários públicos espanhóis também não vão rebecer o subsídio de Natal. Estas são algumas das medidas que fazem parte de um rol de políticas fiscais que o executivo espanhol acaba de anunciar para cumprir com a meta da redução do défice.

SAPO


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Terça-feira, 13 de Março de 2012
por José Meireles Graça

Mário Soares terá, daqui a uns cem anos, direito a uma nota de rodapé, uma página ou um capítulo, consoante a espessura e o número de volumes da História de Portugal. Esta condição não partilha no mesmo plano com ninguém vivo, e por assim se intuir é que é lido com atenção, mesmo por quem não tem ilusões sobre as suas pesadas responsabilidades na situação de província distante e miserável do Império, em que nos encontramos.

Porque dos três Dês que encarnou, mais completamente que qualquer outro político, um foi um monumento de ignomínia fujona (é verdade que com muito maiores culpas de oficiais comunistas e de um povo farto da guerra colonial), outro está em regressão porque foi feito com crédito, e até mesmo a democracia, para imaginar que está sólida e não é reversível, requer alguma dose de fé no futuro.

A história de Mário Soares é a história de um falhanço parcial, e pode vir a ser a de um falhanço total; e todas as decisões que criaram o pano de fundo do estado a que chegamos (aposta acéfala e total na UE e no Euro, aprofundamento do Estado Social sem economia para o suportar, atribuição ao Estado de um papel central como motor do desenvolvimento) contaram com a bênção e o entusiasmo militante do hoje velho Senador.

Infelizmente, dar incessantemente com a mesma cabeça na mesma parede faz parte da condição humana - é pouco provável que Estaline, Hitler ou Mao, três dos maiores criminosos sociais do séc. XX, se tivessem arrependido, ainda que no último minuto. Com perdão da comparação forçada, que o nosso Mário Soares é genuinamente um Democrata tolerante e civilizado.

Tolerante, civilizado e incapaz de aprender: Portugal, depois dos Cravos, pediu por duas vezes a intervenção do FMI; e de ambas se reequilibrou, e em ambas teve recaídas, a segunda das quais não foi reconhecida como tal porque entretanto se tinha arranjado um analgésico para não curar a doença, que entretanto se agravou.

À cura Mário Soares chama neoliberalismo. E como para o crescimento, anémico embora, da última década, se encontrou quem emprestasse, e isso não é mais possível, ou reconhecia que o caminho não podia ser o seguido até ali, ou inventava um caminho novo, pavimentado a leite e mel.

O caminho parece novo mas é velhíssimo: "...sem um Governo europeu, financeiro e económico (e mais tarde político), não há austeridade que, por si só, valha à União, à beira do abismo".

Eu traduzo: os outros que paguem - entrega-se a nacionalidade, como já se deu de penhor a independência.

Grande, enorme Mário Soares. Mas, como dizia Eça, Sancho Pança - era maior.


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