Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O CDS do Porto lançou um comunicado por causa das dívidas de Gaia e do Porto. Por vezes, os comunicados são bastante úteis para compreender algumas coisas. Uma das conclusões que resultam dos vários quadros desse comunicado é que o Porto, a Câmara do Porto, está com uma dívida de médio/longo prazo de 101 milhões de euros e Gaia com 156 milhões. 

 

Ora, Gaia tem mais 100 mil habitantes que o Porto e é quatro vezes maior em território. Ou seja, em termos reais, a dívida de médio/longo prazo do Porto é bem mais preocupante. Ou será que estou a fazer mal as contas???

 

Ainda vamos descobrir que a CMP afinal não é assim tão boa de contas como pintam. Vamos aguardar por mais comunicados para perceber melhor...


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Terça-feira, 11 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

A sondagem publicada no Correio da Manhã durante o fim-de-semana para Oeiras traz excelentes notícias a um concelho que nos últimos tempos tem andado no lamaçal mediático. O estudo feito pela SGEST (empresa acreditada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ERC), revela que 34,7% dos eleitores votam em Francisco Moita Flores, seguido de longe pelos 17,9% que votam em Paulo Vistas, vice-presidente de Isaltino Morais, e ainda mais longe pelos 12,2% que votam em Marcos Sá, candidato do Partido Socialista.


Estes dados mostram que a candidatura mais agregadora e que une verdadeiramente os oeirenses é a do independente Moita Flores, que nesta jornada conta com o apoio do PSD, do PPM e do MPT. O perfil e a história de Moita Flores fazem com que tenha o voto de todos os grupos do eleitorado e que, em termos de alinhamento político, consiga ter naturalmente o voto da direita em Oeiras, mas também entre muito bem no filão da esquerda, fruto de um discurso coerente e verdadeiro no que toca aos problemas e desigualdades sociais, bem como, por ser um homem da cultura e das artes. 


Hoje, os objectivos para Oeiras já não são os lugares cimeiros dos rankings nacionais, o concelho deve procurar competir a nível europeu no que toca a educação, qualidade de vida, desenvolvimento sustentável, coesão social, inovação tecnológica, competitividade, empreendedorismo. Para tal, Francisco Moita Flores tem procurado transmitir esta ambição em todos os sítios do concelho a que se desloca, dos cafés às empresas, das escolas às associações e sociedades recreativas, dos clubes desportivos às instituições de solidariedade social. O programa eleitoral que está a ser construído visa estes objectivos, seguindo a máxima de pensar global, agir local. No seio da candidatura Nova Ambição estão a preparar-se as bases para que Oeiras fique mais próspera, coesa e desenvolvida, pensando numa lógica do município como parceiro, como agilizador e como impulsionador dos projectos que todos - os oeirenses e os das outras terras - querem fazer no concelho de Oeiras. Ora, os oeirenses estão em sintonia com esta Nova Ambição para Oeiras. Nas ruas, quando se fala com as pessoas, a candidatura de Moita Flores colhe a simpatia e o agrado de muitos. Esta sondagem vem apenas confirmar numericamente aquilo que temos assistido no dia-a-dia desta jornada por Oeiras. A candidatura de Moita Flores é uma lufada de ar fresco num concelho a precisar de energias novas para continuar na senda do desenvolvimento.

 

Quanto aos mais directos adversários, estes números parecem significar algo: a candidatura de Paulo Vistas não consegue passar a ideia que pretende, a de ser a continuidade de Isaltino Morais, pois os oeirenses sabem bem que Isaltino só há um e que por mais que se tente fazer a colagem, o partido do Isaltino - movimento criado em 2005 - só faz sentido com o seu mentor e inspirador. Isto que escrevo é também um factor de instabilidade dentro do próprio movimento de Isaltino, já com várias saídas de elementos com destaque nos últimos anos, por discordarem deste rumo que o projecto tomou. No que toca aos socialistas, em 2009, o PS apostou forte em Oeiras com Marcos Perestrello. Em 2013, o PS desistiu de Oeiras, não conseguindo trazer um bom candidato, limitou-se a escolher um homem da concelhia, alguém que a maioria dos oeirenses não conhece. Porém, sendo o objectivo da candidatura do PS mais interno, para os jogos de poder dentro do partido, do que externo, para um novo projecto em Oeiras, Marcos Sá não ficará totalmente surpreendido com estes números. 

 

Sendo apenas uma sondagem - devemos ter sempre isto em conta - os números são optimistas para quem deseja ver o virar de página em Oeiras. Francisco Moita Flores está a conseguir transmitir a sua mensagem de esperança aos oeirenses, tendo sido até ao momento o único candidato a apresentar propostas concretas, não tendo receio de dizer ao que vem, porque vem e com que objectivos. Uma candidatura bem estruturada, criativa e que pretende incluir todos, que não se fecha em capelinhas ou grupinhos. Um candidatura de esperança, optimista naquilo que todos são capazes de fazer por esta bonita terra. Uma candidatura em sintonia com os oeirenses. Em suma, uma candidatura que coloca Oeiras no Rumo Certo!


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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

A discussão começou no Jornal de Negócios, passou pelo Forte, aterrou no Imagens de Campanha e na Briefing e agora continua no Aventar.


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Terça-feira, 30 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

"Rui Moreira tenta descolar do CDS" era o título de uma peça da TVI24. Ao longo dos últimos dias, o candidato Rui Moreira, através de recados na comunicação social e uma ou outra intervenção (de forma sempre indirecta), aparenta um desconforto e quase vergonha pelo apoio que lhe foi dado pelo CDS. Não percebo.

O CDS, como qualquer outro partido, terá os seus defeitos e as suas virtudes. Como já fui seu militante posso testemunhar que, independentemente desta ou daquela divergência - e tive/tenho muitas - no CDS encontrei excelentes pessoas, gente muito capaz e dedicada. Alguns bons amigos continuam por lá e um ou outro até apoia o seu candidato ao Porto. Sendo certo que muitos outros apoiam Luís Filipe Menezes. Ora, fica a minha pergunta: Rui Moreira tem vergonha de quê? Existe algum mal em ser candidato do CDS? Será que acredita que ainda existem almoços grátis?

Hoje, Rui Moreira tem vergonha do apoio do CDS e de ser o seu candidato. Ora, ele que já afirmou que o Porto é muito pequeno para si, não me admirava que amanhã sinta o mesmo sobre o Porto. Quem sabe se no dia seguinte às eleições autárquicas não o vamos ver a afirmar ter vergonha do Porto...


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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

No outro dia, um amigo de Lisboa dizia-me que o Paulo Morais é o Pacheco Pereira do PSD Norte. Errado. Por muito que não aprecie o Pacheco Pereira, nada me impede de lhe reconhecer uma enorme cultura geral. 

 

Alguns pensam que ele é jurista. Não, embora quem o ouça falar seja levado a pensar semelhante. É licenciado em Matemática (ramo Matemática Aplicada) e professor universitário (pelo menos na Lusófona). Foi (não sei se ainda é) militante do PSD e foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto com Rui Rio. Quando Rio o descartou da lista, tornou-se presença habitual na comunicação social graças a ter afirmado umas coisas sobre corrupção que, depois de investigadas (aqui entrou a famosa Maria José Morgado), deram em nada. Mais tarde, alegadamente, andou convencido que seria convidado por Passos Coelho (que apoiou) a candidato a deputado pelo Porto ou mesmo cabeça de lista por Viana do Castelo. Não foi. Coincidentemente, poucos meses depois, lançou um ataque forte, bem forte, sobre o Parlamento. Afirmando que a AR era um "centro de corrupção". Recentemente, escolheu como alvo Luís Filipe Menezes. Entende Paulo Morais que LFM deveria ser proibido de fazer campanha eleitoral no Porto, como se pode ler no Público, "Paulo Morais, acusa Menezes de «reincidir na legalidade decretada pelos tribunais ao continuar a fazer campanha eleitoral como candidato do PSD à Câmara do Porto». Uma vez mais, este matemático de formação entra pelo direito como se fosse especialista na matéria.

 

Quando vejo Paulo Morais na televisão ou nos jornais fico com a ideia que não conhece as fábulas de Esopo, em especial a do menino pastor e o lobo. É uma pena. Conhecendo, certamente deixaria de gritar tanto e de evitar cair no ridículo. Mesmo para um matemático aparentado de jurista.


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por Alexandre Poço

Há anos que ouvimos a ladainha que nos diz que é preciso trazer "nova gente" para a política. Gente que faça a "renovação" do desgraçado e pútrido sistema político, maioritariamente constituído por políticos profissionais. Diz-nos o senso comum que devemos sentir repulsa pelo carreirismo partidário que se inicia nas inefáveis jotas e tem continuidade no parlamento, nas autarquias ou no governo. Um movimento novo, qual agrupamento de D. Sebastiões independentes, é urgente para a restauração do regime. Esse movimento novo tem de nascer para lá dos partidos, como que por geração espontânea, e o ódio ao partidarismo e ao caciquismo deverá ser o cimento cola. A política feita por políticos profissionais é um nojo. Os partidos têm de trazer pessoas de outras áreas.

 

Ora, é engraçado ver a reacção dos que passam a vida a apontar os defeitos dos políticos quando os partidos vão buscar pessoas fora da esfera política para desempenharem cargos ou para se candidatarem a algum lugar. Se é alguém da academia ou da ciência, essa pessoa não conhece a realidade e não será um homem de acção, pois falta-lhe senso político (o mesmo que é simultaneamente odiado). É ver a forma como o Ministro Álvaro é tratado desde que tomou posse. Neste artigo no Blasfémias, o João Miranda já abordou o assunto de forma muito feliz. Nos últimos dias, as novidades do PS Oeiras e do PSD Porto para as respectivas candidaturas autárquicas deram-nos mais dois exemplos desta cultura que odeia políticos profissionais e que pede "renovação" mas que quando confrontada com as personalidades vindas de fora do meio político reage lembrando o populismo das escolhas, a decadência partidária e a falta de perfil para desempenhar cargos políticos. Como alguém disse no Twitter sobre estas escolhas: "Acenam com cromos para ganhar votos".


Ficamos então a saber que um professor universitário, um apresentador de televisão, um ex-futebolista ou um antigo árbitro não servem para a dita renovação, sendo que no caso dos últimos três isto é claramente uma manobra para ganhar votos devido à visibilidade mediática alcançada nas anteriores profissões. Esta gente na política é que não. A política tem de ser tratada de outra forma. São uma vergonha estes movimentos e estas candidaturas. Viva os políticos profissionais!


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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

O Partido Popular Monárquico (PPM) declarou hoje publicamente o apoio à candidatura independente de Francisco Moita Flores à Câmara Municipal de Oeiras. Depois do apoio do PSD e de históricos do PS, a candidatura Uma Nova Ambição soma e segue. A forma como o projecto tem sido recebido nas ruas do concelho pelos oeirenses é um bom augúrio para o difícil desafio do próximo Outono. Uma candidatura bem pensada e estruturada, em torno de um homem com valores, visão e experiência, que tem procurado envolver as pessoas na construção de um programa eleitoral à medida das ambições e dos sonhos de cada um daqueles que vivem, estudam e trabalham em Oeiras. Moita Flores segue para bingo!


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Segunda-feira, 15 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

De uma regra de limitação de mandatos (discutível, mas plausível) que visa evitar a perpetuação no mesmo cargo passa-se para uma interpretação extensiva da limitação de um direito político básico e, o que é pior, para uma campanha que invoca essa mesma interpretação extensiva visando claramente evitar a candidatura de pessoas concretas cuja vitória se antecipa difícil de travar no campo eleitoral.


Nem vale a pena entrar em grandes discussões. Agora, em Portugal, mandam os juízes. Os mesmos que, certamente entretidos com a política, demoram dezenas de anos a decidir casos como "Casa Pia", "Monte Branco", "Operação Furacão", entre muitos outros, demasiados, casos. Sem esquecer os "fazedores" das leis, os mesmos que preferiram não esclarecer a tempo e horas para, ironia do destino, mais tarde, virem para a praça pública (como o fez e faz Rangel) lançar palpites, dizer uma coisa e o seu contrário. Eu, no lugar de Paulo Rangel, andava envergonhado por ter sido autor de uma lei cuja interpretação suscita dúvidas a tudo e todos, que já resultou em, pelo menos, três interpretações distintas de outros tantos tribunais. Uma lei cuja interpretação, pasme-se, divide os seus autores - com a particularidade de Rangel ser o únicos, entre estes, que a entende/interpreta de forma extensiva...

 

Por isso, concordo plenamente com o citado post de André Azevedo Alves.

 

 

 

Nota: Uma breve e sentida nota para sublinhar o regresso do Luís Naves a esta (sua) casa. Que saudades, Luís!


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Sexta-feira, 5 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O Rodrigo escreveu um post que, obviamente, subscrevo. Mesmo que tenha de lhe fazer um pequeno, minúsculo reparo, quase nada: foi preciso a coisa bater à porta, na capital do império, para acordarem para esta pequena maravilha. Ainda bem.

 

Realmente, Paulo Rangel escreveu uma lei que dá azo a várias interpretações e que está a ser interpretada de todas as formas e feitios pelos diferentes tribunais. Aliás, num excelente exemplo da qualidade dos nossos legisladores (e dos nossos tribunais), sobre a mesma lei temos tido uma coisa e o seu contrário no que toca a decisões judiciais. "Porreiro, pá".

 

No texto do Rodrigo existe uma coisa que me chamou a atenção: contratar um parecer de "Rangel, o advogado" para esclarecer "Rangel o legislador". Ora bem, não está mal pensado, não senhor. Até por "parecer" que, no que toca ao Porto (câmara) é algo que não será estranho. A tal ponto que, por vezes, no caso dos seus ataques à candidatura de Luís Filipe Menezes, não consigo perceber se Rangel está a falar na qualidade de legislador, na de político ou como profissional (na de prestador de serviços)...


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Terça-feira, 2 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O Movimento "Revolução Branca" - um nome que parece tirado de um qualquer manual de usos e costumes do KKK - recorreu aos tribunais para impedir as recandidaturas de autarcas. Até aqui, tudo bem. Um dos seus mais activos membros é um advogado de Matosinhos: Pedro Pereira Pinto. Nada a apontar. Até ver esta notícia e respectivo vídeo.

 

Nada que me espante. Olhando para boa parte dos principais mentores e promotores destes "movimentos", destes pseudo-independentes, fico sempre com a mesma sensação: o problema é "colinho". Tretas, portanto...


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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013
por Alexandre Poço

O vídeo mais viral das últimas semanas chegou às campanhas autárquicas para as eleições de Outubro. A campanha do Francisco Moita Flores, em Oeiras, deu o pontapé de partida. Uma forma engraçada de transmitir boa energia e de dar mais côr ao cinzentismo que tantas vezes marca as campanhas políticas. Chamem-lhe política-espectáculo, mas que alegra, alegra. Será caso único? O mais difícil seria sempre ser o primeiro, mas como esta ousadia já tem dono, parece-me que o mote está lançado.


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Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Com três letrinhas apenas, se escreve a palavra sal.

Com duas letrinhas apenas, se resolve um problema eleitoral.


Ok, é uma rima descabelada mas ninguém leva a mal :)


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Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Em 2010, o Bloco de Esquerda publicou um documento no qual entendia, a exemplo do PCP, PS e PSD, que a limitação decorrente do artigo 1º da Lei nº 46/2005, de 29 de Agosto é restrita ao exercício consecutivo de mandato como presidente de órgão executivo da mesma autarquia local.

 

Deixo para vossa leitura:


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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

E depois de afirmar tal e linkar a notícia em causa, aguardo os comentários anónimos recordando que sou um grande e perigoso comunista...

 

 

O deputado comunista António Filipe defendeu hoje que a lei permite que os autarcas que tenham atingido o limite de mandatos numa câmara municipal se podem candidatar a outra, tendo recebido aplausos de alguns socialistas e sociais-democratas.

Numa declaração política na Assembleia da República, o deputado do PCP insurgiu-se contra as "diversas tentativas de lançar a confusão em torno das candidaturas às próximas eleições para autarquias locais".

"Os cidadãos que tenham exercido três mandatos consecutivos como presidente de câmara municipal ou junta de freguesia não podem recandidatar-se a um quarto mandato consecutivo, mas não ficam inibidos de exercer o seu direito cívico e político de se candidatar a um primeiro mandato em outra autarquia", advogou.


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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O i conseguiu juntar dois juízes e a partir da douta opinião de dois, repito, dois juízes fez lei.

 

Para os juízes Rui Rangel e Eurico Reis, Menezes e Seara não se podem candidatar. Para Gomes Canotilho, Marcelo Rebelo de Sousa e outros especialistas em Direito Constitucional (os principais, por sinal) assim como para vários juízes (bem mais de dois) e boa parte dos deputados envolvidos na criação da dita lei, podem. O i e os dois juízes em causa juntam-se assim ao Paulo Rangel e a dois juristas reconhecidos: o economista Rui Rio e o matemático Paulo Morais. 

 

Entretanto, Marques Mendes (na TVI24) diz que podem. José Luís Carneiro (PS Porto) disse o mesmo (hoje em entrevista à TSF, ouvir do minuto 28:33 ao 30:45). A CDU alinha pela mesma interpretação.

 

Para o i, dois juízes são "os juízes". Espero, ansiosamente, ouvir a opinião do Prof. Caramba e da Lili Caneças no i ou no Público. Assim, temos novela até agosto...

 

Enquanto isso, um e outro, em Lisboa e no Porto, continuam a fazer o seu trabalho. Siga para bingo.


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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

 

A escolha de Carlos Abreu Amorim como candidato a Vila Nova de Gaia é uma excelente notícia.

 

O actual presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, demonstrou estar atento aos sinais e ter "faro" político. Quando Marco António Costa decidiu não ir a Gaia, naturalmente, multiplicaram-se as vontades e as ambições. Qualquer solução interna seria, como se viu noutros concelhos de Norte a Sul, abrir uma guerra de consequências nefastas. Como se viu nos primeiros dias.

 

Uma vez mais, LFM, aguentou os ataques, deixou as várias vozes gritarem na praça pública sozinhas. Nesse entretanto, fazia o trabalho de casa: convencia o Carlos Abreu Amorim, falava com todas as partes e obteve os consensos necessários. É obra!

 

O Carlos é um excelente candidato e uma grande surpresa. Um independente, conhecedor do terreno e da realidade do Grande Porto. Em Viana do Castelo todos diziam que não era conhecido, que não tinha ligação ao distrito, que isto e aquilo. No fim, teve o segundo melhor resultado de sempre do PSD em Viana...

 

O Carlos Amorim tinha tudo para recusar. É vice-presidente da bancada do PSD, está a ser um dos melhores deputados, está em várias comissões e a sua imagem interna está em alta. Além disso, existe uma tendência, uma espécie de maldição centralista, de os políticos do Norte chegarem a Lisboa e esquecerem, rapidamente, as suas origens e as suas gentes. O Carlos, uma vez mais, provou ser diferente. Prefere o risco ao conforto. Prefere lutar na sua terra e pelos seus. A bancada do PSD vai perder um dos seus melhores. Vila Nova de Gaia, o Grande Porto e o Norte ficam a ganhar.

 

Ainda bem.

 


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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Nos últimos dias, graças ao candidato Luís Filipe Menezes, regressou o tema da fusão entre as cidades do Porto e Gaia.

 

Nos últimos anos, Luís Filipe Menezes, Paulo Rangel e Rui Moreira foram os grandes animadores desta ideia. Infelizmente, um deles, por meros interesses paroquiais e por influência do politicamente correcto importado de Lisboa, mudou de opinião. Estou a falar de Rui Moreira.

Como eu gostei e partilhei este seu artigo:

A vantagem de juntar Porto e Gaia, ou Porto e Gaia e Matosinhos, ou mesmo Porto, Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar num único concelho seria óbvia, em termos de massa crítica, de políticas de urbanismo, de planeamento estratégico, de afirmação, de capacidade de reivindicação, de articulação de investimentos públicos, de promoção internacional. Nesse caso, sim, valeria a pena redefinir o mapa das freguesias, e reforçar os seus poderes. Teríamos pois uma autarquia com todas as competências estratégicas em que a massa crítica produz sinergias, e as pequenas autarquias (as freguesias com poderes acrescidas como os borroughs ingleses ou os arrondissements franceses) com competências que salvaguardassem os aspectos identitários, a proximidade e sensibilidade ao detalhe. Certamente, a interacção entre essas freguesias com poderes e competências reforçadas e o município resultaria em vantagens.

Quanto à questão de Gaia (tal como Matosinhos, Maia e Gondomar) ter descontinuidades e uma dualidade em termos de densidade (a Gaia Cidade e a Gaia suburbana e pouco densa), não me parece um problema. Pelo contrário. Se tomarmos como exemplo as cidades hanseáticas alemãs (caso de Bremen e principalmente de Hamburgo) veremos que se passa o mesmo, as cidades articulam-se em círculos concêntricos, num cone de densidades se assim preferirem, em que para quem parte do centro densificado encontra progressivamente uma menor densidade. Para que as cidades sejam viáveis, para que o ambiente e os aspectos ecológicos sejam preservados, para que o todo seja auto-sustentável, parece-me que só haveria vantagens em que o grande município tivesse esta geometria variável.

O escrito em causa, de Rui Moreira, viu a luz do dia no blogue “A Baixa do Porto“. O Rui Moreira de hoje, candidato dito independente, discorda do Rui Moreira de ontem, nessa altura verdadeiramente independente. É uma lástima.

O Porto sempre sofreu deste problema: o complexo de inferioridade das suas elites perante o poder central. Rui Moreira, ao escolher o caminho da servidão, perdeu parte substancial do seu poder.

 

Só entendo esta mudança de opinião por questões eleitorais, de conveniência e de oportunismo. Não tarda nada e será mais um a erguer a bandeira contra a regionalização. Mais uns dias em más companhias (politicamente falando, entenda-se) e ainda entrega o seu cartão de sócio do FC Porto.

Alguém convenceu Rui Moreira de que venceria as próximas eleições autárquicas. Só se esqueceu de o avisar para algo tão simples e básico: não se vence eleições vendendo a alma ao diabo. Sobretudo no Porto.


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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá
Mas gostava de ser?
Não sei. Não acredito muito em candidaturas independentes. Os partidos quando escolhem pessoas para as grandes câmaras, não escolhem independentes, e a escolherem-me poderiam impor nomes que eu não queria.

A fusão Porto-Gaia é viável?
Eu acho que o Porto (autarquia) se devia fundir com Matosinhos, que se devia fundir com Maia, Gondomar e Gaia.

Sabem quem disse isto em 16/10/2011??? Pois foi, ele mesmo, Rui Moreira...
Mais um que se diz "não político". Como costuma comentar sobre futebol, sempre se pode dizer que é da escola Pimenta Machado: "o que hoje é verdade, amanhã é mentira"...


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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O Nuno Gouveia lembrou bem. O nome do Rui Moreira aparece sempre que uma qualquer instituição vai a votos. Sempre. No meu facebook, o Pedro Pereira da Silva lembrou mais uma possibilidade, citando: Tenho aqui uma Associação Recreativa em Campanhã que vai a eleições agora, se ele quiser acho que existe espaço para uma candidatura dele..


É o eterno candidato. Numa entrevista a um jornal até lhe perguntam se abre a varanda da câmara aos festejos do Porto campeão. Ao que responde que abre ao FCP como abre ao Benfica. Fica-lhe bem esta crítica ao Rui Rio. E agora compreendo este post do Dia de Clássico.


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