Sábado, 13 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

Salário mínimo pode aumentar nos Açores


Diploma foi aprovado pelos votos a favor do PS, PCP, BE e CDS, com a abstenção do PPM e votos contra do PSD. Proposta será agora enviada a Lisboa para decisão final.


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Sábado, 6 de Julho de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Muitos dos meus amigos que militam no CDS-PP, volta e meia, ficam zangados com os meus escritos. Dizem que sou sempre mais duro a criticar o CDS que os partidos de esquerda. Não concordo. Embora respeite. Porém, hoje, não posso deixar de sublinhar o sentido de responsabilidade que a grande maioria dos militantes e dirigentes do CDS-PP demonstrou nos últimos dias.

 

Por aquilo que se sabe e se lê nas entrelinhas, foram eles que conseguiram obrigar Paulo Portas a recuar. Provaram que, afinal, existe CDS para lá das ambições pessoais de um líder que se julga escolhido pela divina providência. Foram eles que evitaram o abismo, que colocaram o interesse nacional acima do interesse pessoal. Este é o CDS-PP que respeito. E fico orgulhoso por ter visto muitos desses meus amigos na primeira linha do combate a este momento de insanidade política.

 

Que grande lição para Portas. Provavelmente, a maior lição da sua vida política. 


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Terça-feira, 30 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

"Rui Moreira tenta descolar do CDS" era o título de uma peça da TVI24. Ao longo dos últimos dias, o candidato Rui Moreira, através de recados na comunicação social e uma ou outra intervenção (de forma sempre indirecta), aparenta um desconforto e quase vergonha pelo apoio que lhe foi dado pelo CDS. Não percebo.

O CDS, como qualquer outro partido, terá os seus defeitos e as suas virtudes. Como já fui seu militante posso testemunhar que, independentemente desta ou daquela divergência - e tive/tenho muitas - no CDS encontrei excelentes pessoas, gente muito capaz e dedicada. Alguns bons amigos continuam por lá e um ou outro até apoia o seu candidato ao Porto. Sendo certo que muitos outros apoiam Luís Filipe Menezes. Ora, fica a minha pergunta: Rui Moreira tem vergonha de quê? Existe algum mal em ser candidato do CDS? Será que acredita que ainda existem almoços grátis?

Hoje, Rui Moreira tem vergonha do apoio do CDS e de ser o seu candidato. Ora, ele que já afirmou que o Porto é muito pequeno para si, não me admirava que amanhã sinta o mesmo sobre o Porto. Quem sabe se no dia seguinte às eleições autárquicas não o vamos ver a afirmar ter vergonha do Porto...


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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
por Dita Dura

Não sou militante de nenhum partido. Nunca fui e não me estou a ver como político, ainda mais com os partidos que temos: não seria capaz de apoiar o PS ou o PSD, os responsáveis pela desgraça em que vivemos. Depois há o CDS, dos submarinos, das trapalhadas, da incoerência, dos deputados que não defendem a vida e apoiam o lobby LGBT, o CDS muito PP e pouco democrata-cristão. Do outro lado, temos o BE que, embora defenda valores que não são os meus, tem militantes que sabem servir as causas e não eles próprios, que normalmente acreditam no que dizem e levam-no até ao fim, que não beneficiam de cargos, cunhas ou favores. Por exemplo, a coordenadora Catarina Martins, que é frontal e inteligente. E o Francisco da Silva, de quem esperamos grandes coisas e que nos faz querer voltar a acreditar nos políticos.

 

Não sou de direita ou esquerda, embora normalmente diga que sou de direita para desviar a conversa e escapar a explicações que a maior parte das pessoas não entenderia. Venho de uma família profundamente conservadora, com sólidos valores cristãos e assente em raízes tradicionalistas. No entanto, fui profundamente tocado na infância por uma tia de esquerda, assistente social e várias vezes enclausurada pela PIDE.

 

O propósito geral da direita é puro e inerente às necessidades e exigências da pessoa humana. O objectivo primordial da esquerda é mais artificial, mas é uma resposta às injustiças sociais e uma ambição fundamental inerente a todos os seres humanos. A direita foi corrompida por uma minoria que se apropriou dos seus valores para mascarar intenções individuais. A esquerda foi estragada por outro minoria, que se aproveitou da ingenuidade da maioria que jurou defender. Entre cada uma existe o centro, que é uma mentira que alguns escolhem acreditar. No final, quem perde são sempre os mesmos. É assim desde sempre.

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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012
por Francisco Castelo Branco

Concordo inteiramente com o Fernando. Resta saber se João Almeida falou em nome próprio, da bancada parlamentar do CDS, do CDS ou de Paulo Portas. Não é ele o provável sucessor do líder?


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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

 

O deputado do CDS, João Almeida, ainda não percebeu.

 

É uma pena. Se tivesse percebido, não teria de fazer esta figurinha triste. Não percebeu algo simples e claro em política: coragem. Mais, honestidade intelectual. Se tivesse percebido, tinha feito como o seu colega Rui Barreto. E no fim, tirava a conclusão lógica, a mesma que espero Rui Barreto tire: adeus AR ou, quando muito, adeus CDS. É o mínimo.

 

Aceito que se vote contra. Aceito que se viole a disciplina partidária. Mais vale do que violar a nossa consciência. Agora, votar a favor do orçamento e depois lançar umas "bojardas" contra o que se votou antes, é circo. É não ter tomates. É não se dar ao respeito.

 

Tenho pena, sempre admirei o João Almeida. Lamento este seu número de circo. Mesmo sendo quase Natal. Altura em que o circo chega à cidade. Pelos vistos, já chegou à AR e o deputado do CDS quer assumir o papel de palhaço. É, repito, pena.


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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
por catarinabaptista

Um resumo sobre a última novela politiqueira nacional: O autarca de Gaia, Luís Filipe Menezes quer ir ao Porto. Rui Rio, ainda presidente, não quer. O PSD, pelo menos a sua maioria, quer. E o CDS?

 

O CDS quer. E não quer. Segundo o CDS Porto e Sampaio Pimentel (de cuja existência nunca me tinha apercebido até ler um texto sobre a personagem no Forte Apache - pelos vistos escreve no Público e depois o Público admira-se de andar a perder leitores) não pode ser pois o autarca de Gaia é um despesista e a sua gestão má. Para o CDS dos Lugares, pode. O CDS de Gaia faz parte da coligação. A Distrital do Porto sempre apadrinhou.

Sendo Sampaio Pimentel Director da Segurança Social do Porto, cargo de nomeação política e que tem como Secretáro de Estado a quem ele responde, o anterior vice da Câmara de Gaia, Marco António Costa, só pode.

 

Em suma, quando toca a "tacho" o CDS pode. Quando toca a fazer o jogo político da seriedade e competência de algibeira, não pode.

 

Enquanto Sampaio Pimentel estiver num cargo de nomeação política (o que lendo o seu CV é um velho hábito) respondendo, entre outros, perante um dos principais obreiros da obra que agora tanto critica em Gaia, MAC, é de latosa criticar a gestão de LFM em Gaia. Ou será que Sampaio Pimentel, como todo o menino bem comportado, só está a criticar Menezes, fazendo de conta que a malta não se lembra que o seu chefe esteve ali mesmo, lado a lado e de braço dado??? Ou será que Sampaio Pimentel também criticou MAC e eu não ouvi?

 

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Sábado, 20 de Outubro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Hoje, no Público (pág. 43) tropecei num artigo de opinião de Manuel Sampaio Pimentel intitulado “Desculpe Dr. Menezes, não posso votar em si (II)”. Pecando por não ter lido a parte I, só posso supor que a primeira não deve ter sido muito diversa no seu objectivo final.

 

O actual Director do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, nomeado pelo actual governo, compara o endividamento da Câmara do Porto com o da Câmara de Gaia e, perante tal cenário, chega a uma conclusão definitiva: Luís Filipe Menezes não pode ser o próximo Presidente da CMP ou, coisa mais prosaica, pelo menos não o será com o seu voto.

 

Este militante do CDS, ex-vereador de Rui Rio não aprecia LFM. Está no seu direito. Não gosta da obra de LFM em Gaia. É a democracia. Porém, é bom lembrar que LFM governa Gaia em coligação com outro partido, o de Manuel Sampaio Pimentel e, pelo que sei, nunca vi o CDS de Gaia nem a Distrital do Porto do CDS criticar a gestão de LFM em Gaia. Bem pelo contrário. Nem sei se Manuel Sampaio Pimentel, quando foi nomeado para a CCDRN, em 2003, evitou aprovar ou se opôs a candidaturas de Gaia ao QREN que ajudaram, certamente, ao avolumar do tal endividamento de que agora fala tão crítica e preocupadamente. Não sei.

 

O problema não está, obviamente, em Sampaio Pimentel não apoiar uma candidatura de LFM (mesmo que o seu partido, aposto, o vá fazer). Não. É um direito seu e que merece o respeito de todos. O problema é outro: comparar o endividamento de Gaia com o do Porto. Seria o mesmo, para facilitar a compreensão de todos, que comparar o endividamento do FC Porto com o do Vitória de Guimarães. É intelectualmente desonesto fazê-lo.

 

Em pouco mais de 15 anos, Vila Nova de Gaia transformou-se de forma incrível. O valor do património que a CMGaia tinha em 1997 e aquele que hoje tem cresceu mais do triplo, atingindo um valor superior a 600 milhões de euros; foram construídas/remodeladas mais de 50 novas escolas; o apoio social à população menos favorecida ultrapassou os 160 milhões de euros; o número de empresas mais do que duplicou e o mesmo se refira quanto ao número de turistas não nacionais. O saneamento básico passou de praticamente inexistente a uma taxa exemplar em termos europeus, próxima dos 100% e, pelo caminho, Gaia tornou-se um dos territórios europeus com melhor taxa de m2 de área verde por habitante. E que dizer da recuperação da frente marítima e ribeirinha de Gaia? Ou o investimento feito no desporto, na cultura, em suma, na qualidade de vida da população?

 

Quando olho para Gaia lembro-me de um outro exemplo, anterior, a Maia e Vieira de Carvalho. Quando a Maia atingiu patamares de excelência que a tornaram uma referência europeia e Vieira de Carvalho um autarca modelo ainda hoje recordado pelo seu legado, os seus críticos apontavam o valor da dívida. Em 2002, Vieira de Carvalho faleceu e muitos vaticinaram o declínio da Maia por força do valor da sua dívida. Hoje, passados 10 anos, a Maia diminuiu o seu endividamento sem colocar em causa a qualidade de vida dos seus habitantes. Porquê? Porque a obra estava lá, a taxa de saneamento básico com cobertura de 100%, as infraestruturas que permitiram a continuidade do progresso no seu concelho como a Zona Industrial, o Parque Escolar, as rodovias, etc., ficaram. Bastou gerir o património deixado (vendendo até determinadas partes com enorme mais-valia) sem ter de fazer investimentos avultados pois esses já tinham sido realizados.

 

Luís Filipe Menezes em Gaia, como antes Vieira de Carvalho na Maia, souberam investir, estar à frente do seu tempo e apostar na qualidade de vida das respectivas populações. Querer comparar Gaia com o Porto é um duplo erro. Por um lado, porque em Gaia tudo estava por fazer e ao comparar fragiliza-se a posição e os mandatos de Rui Rio. Por outro lado, seria comparar necessidades orçamentais diversas e legados de qualidade de vida das populações muito diferentes. Jogam em campeonatos diferentes pois são duas realidades distintas.

 

Por último, não consigo perceber se existem dois CDS diferentes no distrito e por isso mesmo, fico na dúvida, qual a parte do CDS nesta história que me escapou?

 

 

Nota: Podia ser Pimental mas não é, é mesmo Pimentel. E "De" Sampaio Pimentel que nestas coisas temos sempre de ser rigorosos...


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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2012
por Alexandre Poço

É normal existirem diferenças dentro de uma coligação governamental, pois cada partido tem os seus valores, propostas e eleitorados - veja-se o caso inglês, onde ainda há uns meses, o primeiro-ministro (Conservador) e o vice-primeiro-ministro (Liberal-Democrata) estiveram em lados diferentes num referendo sobre o sistema eleitoral. É certo que há muita mentira na comunicação social sobre o que se passa dentro da coligação, é exemplo disso a notícia que esse pasquim denominado jornal i publicou sobre uma putativa conversa entre Passos Coelho e Paulo Portas. Porém, uma coisa é notória, para lá do exagero mediático, o CDS anda numa crise existencial, já todos demos conta disso e as declarações de deputados e dirigentes, quer no facebook, quer à imprensa, demonstram o tal mal-estar centrista. Provavelmente, o CDS não sabia ao que vinha - como???? - ou então, esperava que se ficasse com determinados ministérios - Agricultura e Segurança Social - daria para alimentar e fazer boa figura junto das clientelas, ou ainda, não contava com tanta contestação após um ano e pouco de governo. E não querendo abordar a demagogia sobre os impostos e a despesa, passo para a fase em que me interrogo sobre se o partido de Portas já sabe o que vai acontecer se precipitar a queda do governo: será que o CDS sabe de antemão que tem lugar garantido num governo-sopa com PS e PSD, patrocinado pelo Presidente da República e com o apoio do Conselho de (pensionistas que trouxeram o país à falência) Estado e dos comentadores de serviço? Ou será que o CDS pensa que se for a eleições hoje escapará à tareia mais do que provável que o PSD levará, por ser o parceiro "bonzinho" da coligação? Ou será que o CDS vai desistir de vez de ser bengala dos dois maiores partidos e está-se nas tintas para o resultado das eleições, desejando apenas eleger deputados para se juntar ao Bloco e ao PCP no eterno espaço de contestação? Não sei se Portas e seus correligionários têm os poderes da Maya, mas tanto tacticismo parece sugerir que há uma "bola de cristal" no Largo do Caldas.


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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012
por Dita Dura

Um dia o Passos Coelho vai trabalhar e o Portas remodelou o Governo através do "Querido, mudei a casa" 

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012
por Rodrigo Saraiva

Para o bem e para o mal, uma coligação pressupõe mais que um partido, logo, no minímo duas diferentes maneiras de pensar e actuar. E juntam-se para um mesmo fim. Para tal discutem, analisam e entendem-se. No Governo está uma coligação de dois partidos. E nem o PSD é o PCP, nem o CDS é "os verdes".

 

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Domingo, 16 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Ao ler esta notícia fiquei a perceber. Portas imita Clinton: "Fumei mas não inalei"....

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Uma coisa é estar descontente ou discordar com algumas medidas deste governo e apresentar propostas de melhoramento, outra é desacreditá-lo perante todos. Que os partidos da oposição optem por esta última via sem propostas sérias e a acenar com sugestões populistas é algo que já nos habituámos em Portugal.

Agora que membros responsáveis dos partidos do Governo de Portugal discordem publicamente das diretrizes do executivo, não apresentem propostas, desafiem os deputados a explicitar as suas oposição às medidas do orçamento e ficar à espera para ver, mas que não sejam capazes de internamente reunir as estruturas do partido, discutir a sério e disponibilizar-se para enfrentar todas as consequências daí resultantes é, além de cobardia política, uma forma de terrorismo político que mina qualquer executivo eleito em democracia.

Se o poder executivo depende do Parlamento, se os deputados são eleitos e os seus mandatos não terminam com as crises internas dos partidos. Então este corajosos mensageiros reúnam as hostes, apresentem internamente as suas medidas, proponham alternativas internas e disponibilizem-se a assumir uma solução que pode até passar por ocupar o lugar daqueles que hoje estão no poder, compromentendo-se a fazer melhor, se possuem de facto uma alternativa seguramente correta para enfrentar o problema.

Pelo menos é um comportamento mais honroso e patriótico que minar apenas tudo à sua volta com ar da sábio e dar condições para que seja a troika a ter a iniciativa de propor um líder de Governo. O que, infelizmente também, não era totalmente inédito nesta Europa em crise.

Agora, só minar e destruir tudo o que os outras fazem, já basta! O Povo de Portugal merece mais.


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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Penso que na coligação governamental, fora dela e sobretudo da parte dos cidadãos já todos têm plena consciência que a carga fiscal está a atingir ou atingiu o limite, pelo por questões de sobrevivência política ou pessoal ou meramente por defesa do valor do seu trabalho estão todos contra o aumento de impostos.

Todavia, nos últimos dias tem-se assistido a um intensificar de divergências públicas entre os partidos da coligação governamental, sobretudo por parte do PP, que ora mostra discordâncias de assuntos na ordem do dia na comunicação social, como foi o caso da concessão da RTP; ora apresenta por antecipação posições políticas sobre questões ainda não assumidas por parte do governo, como foi agora o aumento de impostos.

Uma coisa é comum: o PP tenta mostrar sempre uma posição política em sintonia com a opinião e desejos maioritários da população, um comportamento de quem está no poder mas não quer assumir os espinhos das decisões polémicas ou impopulares e como se estivesse em campanha para eleições a curto-prazo.

Conhecendo o facto de se estar em pré-campanha nos Açores, onde o CDS-PP aspira a aumentar a sua expressão eleitoral, não estranho que se esteja perante uma estratégia de solidariedade e de apoio político do partido nacional com os objetivos dos centristas açorianos e não de um esticar da corda dentro da coligação no Continente.

O comportamento do PP seria assim o oposto ao do líder nacional do PSD quando disse que "se lixem as eleições", primeiro está Portugal, pouco antes do início desta campanha e até hoje nenhum sinal para salvaguardar os objetivos do PSD-Açores foi mostrado do lado de Passos Coelho.

Recorde-se que na Madeira o CDS ascendeu ao segundo lugar no parlamento e tal objetivo, embora difícil de alcançar, deve ser um sonho para os centristas nos Açores. Mas esteve bem Passos Coelho em travar esta imagem de divisionismo interesseiro do CDS no Continente, pois uma coligação implica também uma corresponsabilização dos amargos da governação.


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Quarta-feira, 5 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

A alteração da actual Lei Eleitoral Autárquica ficou pelo caminho. Infelizmente. As Assembleias Municipais continuarão a ser uma espécie de fiscal sem meios para fiscalizar. O CDS defendeu os seus interesses partidários. Tendo apenas uma câmara (Ponte de Lima) e vereadores em várias coligações (algumas dezenas deles), temeu a perda de boa parte com a proposta apresentada – o que diz muito da confiança nas qualidades de cada um dos seus candidatos.

 

O processo de privatização da RTP arrisca o mesmo triste fim. Uma vez mais, o CDS. O CDS entende que os portugueses, os contribuintes, devem continuar a subsidiar com os seus impostos uma empresa de comunicação social. São opções.

Até posso entender a manutenção da RTP2 que passaria a ser o espaço em sinal aberto para o tal serviço público (esperando que se elabore um verdadeiro e vinculativo manual que defina o que é serviço público) e que serviria de base à RTP Internacional assim como a existência de uma RDP Internacional. O resto, por muito que me esforce, não consigo perceber para quê e muito menos com o dinheiro dos nossos impostos.

 

Depois temos os submarinos e o próximo(a) Procurador(a) Geral da República. Realmente, esta história dos submarinos já cheira mal. O processo assemelha-se a um carro velho que hesita entre o arrancar e o parar. Ou seja, anda aos soluços. A exemplo de muita coisa na nossa justiça. Tal como no caso Freeport, o caso dos submarinos apenas tem servido para agitar as águas políticas. Uma espécie de novela sem fim à vista. Que apenas serve para queimar sem matar. Da mesma forma que sempre me custou (e custa) acreditar que José Sócrates se fosse envolver em semelhante e depois arriscar ser Primeiro-ministro, o mesmo raciocínio adopto no caso de Paulo Portas – ainda por cima sendo este um dos políticos mais inteligentes da nossa praça.

 

Só espero que a escolha do próximo(a) PGR não sirva para mais zangas. Caso contrário, o estado de espírito do CDS começa a assemelhar-se, imenso, com o do Cristiano Ronaldo... 


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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
por Rui C Pinto

Nunca tinha percebido porque se denominam fracturantes as causas que visam o reconhecimento de direitos básicos a meia dúzia de contribuintes. Sobretudo por nunca terem fracturado coisa nenhuma. As ditas causas ameaçam, finalmente, causar a primeira fractura... no CDS. 

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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
por Miguel Félix António

EM QUEM VOTOU UM CONSERVADOR LIBERAL?

 

Em quem deveria/poderia ter votado nas últimas eleições legislativas, um Conservador Liberal?

 

Um Conservador Liberal que assenta o seu pensamento em valores sólidos, que se opõe ao relativismo, que não tem medo de proclamar a distinção entre o bem e o mal.

 

Um Conservador Liberal, portanto, que não aprecia corruptos, nem de suspeitos de corrupção que não esclarecem de forma cabal e definitiva as dúvidas que sobre eles pairam, por muitos méritos e competências que detenham, designadamente capacidades de comunicação e de persuasão.

 

Um Conservador Liberal que defende a vida e a sua qualidade, como pressuposto fulcral da sociedade, e que, independentemente das legítimas opções individuais de cada um e que deverão ser respeitadas, sustente a perenidade da família.

 

Um Conservador Liberal que, naturalmente é pelo casamento tal como o conhecemos há muitos, muitos anos, entre um homem e uma mulher e não com qualquer outro formato, sem recear, por isso defender, ser acusado de retrógrado ou reaccionário.

 

Um Conservador Liberal que é por uma alteração profunda da actual Constituição, na qual não se garantam direitos aos cidadãos que o Estado sabe antecipadamente não poder providenciar.

 

Um Conservador Liberal que defende um estado regulador, e interventor só quanto baste, que estimule a iniciativa e que reconheça o esforço dos indivíduos, e que não induza uma mentalidade assistencialista.

 

Um Conservador Liberal que propugne que o Estado, que é financiado com os impostos dos cidadãos que os pagam, tem que começar por definir as suas funções num modelo em que elas sejam efectivamente indispensáveis, reduzindo ao mínimo a despesa pública. E não, ao contrário, construir um arquétipo em que o Estado absorve largas fatias de recursos dos cidadãos, apenas porque sempre assim foi. 

    

Um Conservador Liberal que, em consequência, defende um Estado forte e com autoridade, mas com o mínimo de presença na sociedade e na economia.

 

Um Conservador Liberal que sustente que os detentores de cargos políticos não devam ser beneficiados nem prejudicados financeiramente por assumirem tais responsabilidades. 

 

Um Conservador Liberal que gostava que os partidos nos quais já votou inutilmente fizessem alguma coisa do que prometem nas campanhas eleitorais e não tivessem posições distintas sobre o mesmo tema, consoante estejam no Governo, ou na oposição.

  

Um Conservador Liberal que avalia muito positivamente uma efectiva e profunda reestruturação da Administração Central, Regional e Local, com todas as consequências que daí necessariamente advêm, não porque a “troika” o impõe, mas por que acredita que esse é o melhor rumo para o seu país.

 

Um Conservador Liberal que não estima como adequado que o Estado propicie de forma generalizada e gratuita serviços de saúde e de educação a todos os cidadãos, independentemente dos seus rendimentos.

 

Um Conservador Liberal que não entende qual a razão para que o Estado concorra com os privados num conjunto de áreas da actividade económica.

 

Um Conservador Liberal que não aceita que, a rendimentos do trabalho de nível médio correspondam impostos e taxas que mensalmente lhe retiram quase metade dos seus proventos.

 

Um Conservador Liberal que entende que os recursos do Estado são para serem utilizados com parcimónia e que as prestações sociais estão essencialmente destinadas aos comprovadamente carenciados.

 

Se tivesse optado pelo pragmatismo puro e duro e tivesse como objectivo principal que o PS fosse substituído na chefia do Governo, um Conservador Liberal não poderia deixar de ter votado no PSD, por muito que lhe tivesse custado “engolir” um Nobre ou outros plebeus.

 

Se, pelo contrário, um Conservador Liberal quisesse exclusivamente ser fiel aos princípios em que acredita e nos quais realmente se revê, a escolha no passado dia 5 de Junho era muitíssimo estreita, como o CDS de forma institucional reconheceu na madrugada do passado sábado…


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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
por João Gomes de Almeida

Importante ler o que o Francisco Mendes da Silva escreve no 31 da armada.

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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
por João Gomes de Almeida

Cardeal Cerejeira

 

Desculpem-me voltar ao tema, mas ainda não consegui perceber o porquê de uma certa direita do CDS andar tão exaltada com o seu próprio partido, acusando-o de ser "modernaço" e de violar os princípios da "democracia-cristã". Sinceramente, não compreendo certo tipo de "personalidades", obcecadas com o catolicismo político militante, o naftalismo (vem de naftalina) e o conservadorismo pacóvio.

Há muito que Portugal deixou de ser um país isolado do resto do mundo, preso aos valores do antigamente provinciano, onde o estado obrigava os cidadãos a uma conduta pessoal que só diz respeito ao seu intimo. Basta de tacanhice serôdia!

Felizmente que a direita portuguesa conseguiu renovar-se nas últimas décadas, concentrando-se no essencial (a nossa economia e crescimento) e abrindo um espaço de liberdade para que cada um possa orientar a sua vida pessoal da forma que desejar. A isto podemos chamar a direita da liberdade. Tudo o resto não passa de gente do passado, presa a resquícios salazarentos. É duro de dizer, mas é a mais pura das verdades.

Só tenho pena que estas "personalidades", à falta de aceitação das suas ideias na sociedade, se vão refugiando nas franjas políticas dos partidos de direita e também em algumas associações, que tudo o que mereciam era terem dirigentes com uma visão mais fresca e esclarecida do mundo actual.

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por João Gomes de Almeida

Em Portugal existem duas direitas: a do passado e a do futuro. A primeira conservadora no "mau sentido" da palavra, tacanha, retrógrada e com laivos de catolicismo reaccionário do tempo da outra senhora. A segunda marcadamente liberal, economicamente e no campo dos costumes.

A diferença entre uma e outra, é que a segunda acha que o estado não deve interferir e regular a vida privada das pessoas. Defender valores não é necessariamente obrigar as outras pessoas, através do poder coercivo do estado, a segui-los. O CDS este fim-de-semana, felizmente, deu a prova de estar cada vez mais próximo da segunda opção e mais longe da primeira. É caso para dizer: graças a Deus.

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Sábado, 31 de Março de 2012
por Mr. Brown

Mas ficaria bem ao CDS, tal como aconteceu noutras situações nesta legislatura, não impor consequências políticas a quem pensa pela sua própria cabeça. Cortinas de fumo à parte, no caso de Ribeiro e Castro não ficaria nada bem. Se esta alteração ao Código do Trabalho não é matéria de disciplina de voto, qual é que será? Resta o orçamento e pouco mais. Além disso, as alterações ao Código do Trabalho resultam do memorando de entendimento com a troika, o qual, pensava eu, comprometia todos os deputados do CDS. Se Ribeiro e Castro, furando a disciplina de voto, vota contra nesta matéria e isso não tem qualquer consequência, então a partir de agora, pelo menos no que ao ponto de vista do CDS diz respeito, todos os deputados do PS ganham liberdade para deixar de respeitar o memorando que o partido pelo qual foram eleitos também assinou. Um deputado do CDS arranjou um pretexto para votar contra, muitos outros pretextos não faltariam na bancada socialista.


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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida

 

A nova lei do tabaco não é simplesmente má, mas absolutamente idiota. Poderia agora, sem acrescentar muito ao debate, discorrer um longo e interminável discurso sobre a estupidez de dinheiro que o estado vai perder em impostos com a diminuição da venda de cigarros, ou ainda, referir que não me parece muito inteligente aumentarmos os impostos à restauração e ainda por cima penalizarmos os empresários que gastaram rios de dinheiro a equiparem os seus estabelecimentos com extractores de fumo.

 

Se quisesse ser mais dramático, poderia também falar dos postos de trabalho que se irão perder na Tabaqueira e por fim do número imenso de cidadãos como eu que simplesmente vão deixar de jantar fora ou ir beber um copo, para não serem perseguidos pelos púdicos ASAE's, todos eles condecorados com a Grã-Cruz da Sagrada Ordem Rosa Coutinho, certamente presidida pelo Supremo Juiz Grau 69 do Incentivo à Dieta, o inefável e inenarrável Francisco George.

 

Acontece que esta lei também não é apenas idiota, mas sim um grave atentado a dois direitos fundamentais da pessoa humana num estado democrático. O primeiro deles é o direito a fazermos aquilo que quisermos com a nossa saúde, sem termos que gramar com uma terrível perseguição legislativa por parte de um ridículo gnomo de barbicha, que por ausência de vida própria parece perder demasiado tempo a julgar a vida dos outros - e preparem-se, estes fundamentalistas da rúcula e do agrião começaram pelo tabaco, mas de hoje para amanhã vão estar a querer legislar sobre o número de alheiras e amêndoas doces de Portalegre que podemos ingerir, por causa da calamidade na saúde pública que é o colesterol em excesso. 

 

O segundo direito claramente atentado por esta cambada de puritanos, é o direito de iniciativa privada. Retirando o poder a cada empresário de decidir se no seu estabelecimento - o qual paga impostos para estar aberto - quer ter fumadores ou não. Mais uma vez, o estado paizinho de todos nós arroga-se do supremo direito de mandar no nosso negócio e se tal não bastasse, também no nosso corpo.

 

Por fim, resta-me dizer: não votei num governo de direita para isto. Ponham os olhos no nosso vizinho Rajoy e vejam as alterações que a lei do tabaco vai sofrer em Espanha. Como podem uns fanáticos como o Francisco George e o seu gangue, mandar mais que o Primeiro Ministro, o líder do CDS, o Ministro da Saúde e o Ministro da Economia juntos? É triste, muito triste meus amigos.

 

Só espero que os deputados do PSD e do CDS chumbem estas alterações à lei, próprias de regimes pouco democráticos e que nada têm haver com o liberalismo ideológico que pensava ver a primeira vez representado no espírito de uma maioria governamental.

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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

É interessante que o partido português mais à direita do parlamento nacional consiga um dos seus melhores resultados (segundo lugar) precisamente na região portuguesa mais influenciada pelo "socialismo" enquanto multiplicação dos factores despesismo, endividamento e favoritismo aos amigalhaços.

Será caso para o cliché "os extremos atraem-se"? É possível.


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Domingo, 9 de Outubro de 2011
por Pedro Correia

Numa parcela do território nacional, o PS deixou de ser o principal partido da oposição. Hoje, na Madeira, o CDS ultrapassou claramente os socialistas, conquistando 17,6% dos votos e fazendo eleger nove deputados regionais, subindo da quarta para a segunda posição no quadro político madeirense. Qualquer cientista político estará aqui perante um fascinante caso de estudo: é possível ser um sólido parceiro de coligação com os sociais-democratas em Lisboa e um opositor reforçado ao PSD no Funchal.

Isto pode vir a ter repercussões mais vastas? Ninguém duvida que sim.

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por Pedro Correia

 

Adolfo Mesquita Nunes numa intervenção certeira.

(via Luís M. Jorge, do Delito de Opinião)


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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011
por Ricardo Vicente

Há sinais de estar em curso uma guerra meio tépida entre PSD e CDS. Se a coligação de governo se quebra e deixa de ter apoio no parlamento, não servirá de nada que o PSD lembre ao CDS e ao PS que também esses partidos são signatários do acordo com a tróica: na prática, sem coligação fica garantido o boicote à implementação do acordo.

 

Por outro lado, só muito dificilmente a direita ganhará umas eleições legislativas antecipadas. Deixar o plano da tróica a meio e enfrentar eleições antes do fim da legislatura é entregar o poder numa bandeja aos socialistas.

 

Assim sendo, deixo dois conselhos a Pedro Passos Coelho: primeiro, uma coligação governamental é tempo para apaziguamento entre os partidos que a constituem: logo, o cessar-fogo deve durar pelo menos uma legislatura, até porque, em Portugal, o poder da direita é frágil  - e raro.

 

Segundo: dizia o outro que o bem deve ser feito aos poucos e espaçadamente, enquanto que o mal deve ser feito todo de uma vez e o mais rapidamente possível. Então, para quando os cortes na despesa? Os cortes a sério, não os remediozinhos que só trazem impopularidade e não alteram essencialmente nada do que interessa.


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