Quinta-feira, 9 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

... continuam numa relação difícil. Até quando?


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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria
 

 

Saber o passado é sem dúvida uma das vias para melhor se compreender o presente e perspetivar o futuro, com  estas memórias Winston Churchill foi laureado com o prémio Nobel da literatura em 1953, livros que não pertencem ao domínio da ficção ou da poesia.
O presente livro é uma compilação do autor dos seus anteriores 6 volumes de memórias, mesmo assim, este resumo continua extenso, mas tem a virtude de mostrar uma visão pessoal dos tempos que foram desde o fim da primeira grande guerra até uma década depois do fim da II Grande Guerra (IIGG), época em que se começou a sonhar com uma Europa unida que deu origem à União Europeia.
A obra apresenta uma escrita descomplicada, por vezes com excertos de correspondência oficial e pessoal do período a que dizem respeito os acontecimentos relatados, o que permite compreender como este homem viu, temeu e previu o que levou à IIGG e como lhe foi parar às mãos a árdua tarefa de enfrentar Hitler, isto após um conjunto de erros que conduziram a que este ditador, não só tomasse o poder na Alemanha, como também se tornasse uma ameaça a todo o mundo livre da Europa.
Uma ideia é justificada na primeira parte do livro: nunca a Europa teve tanto tempo e possibilidade para evitar uma guerra como antes da IIGG, mas a cobardia minou as democracias e deu força ao ditadores.
Depois dá para ver como os erros do passado saem muito caros no futuro e por vezes quem os tem de corrigir não são os culpados da história, contudo a determinação é difícil embora fundamental, sobretudo quando taticismos ensombram a boa vontade nos momentos de enfrentar os problemas, mas não se pode desistir quando os valores da liberdade estão em perigo.
Ironicamente, o homem que salvou a democracia foi o primeiro a ser derrotado por esta na época da sua vitória na guerra.
Um extenso livro repleto de pensamentos que dão para perceber muitos dilemas de alguém que teve de enfrentar os problemas dos povos num período que mudou a Europa... que talvez tenha sido mesmo o início do declínio do velho mundo, mas isto já é uma reflexão minha.

 


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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
por Carlos Faria

 

Há livros cuja dimensão da sua estória e mensagem se tornam o cerne de uma obra prima literária que forma espíritos e por isto devem ser lidos.
"Gente Independente", de Halldór Laxness, já tem 77 anos e o seu protagonista, em vez de ser um islandês, poderia ser o povo português do século XX e a revolta contra o sistema poderia ter sido escrita hoje 14 de novembro em Portugal.
"O homem não é criminoso o bastante para saber viver dentro deste sistema social."
É uma frase forte, mas muito bem demonstrada pela resistência e lição de vida, roçando a obstinação e por vezes cruel, de Bjartur para se tornar num homem livre.
Um romance duro, cruel, terno, irónico, doloroso, romântico, comovente e revoltante que - apesar de uma escrita densa, alguns parágrafos muito extensos, com nomes de personagens impronunciáveis e por vezes demasiado semelhantes que obrigam a um certo esforço - deveria ser lido por todos.
Provavelmente será o romance que maiores marcas me deixará em 2012 e só por si justifica o Nobel que o seu autor recebeu, sem dúvida alguns não concordarão com tudo o que Halldór pretendia dizer, aliás o autor evoluiu no pensamento político e inclusive sentiu-se defraudado com muitos comportamentos dos sistemas que defendeu, mas também dá perceber muita da revolta que gente honesta hoje em Portugal sente sem nunca ter partilhado ideais políticos de esquerda.


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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2012
por Carlos Faria

Pelo menos nos tempos mais próximos parece que o 1.º de novembro deixará de ser o feriado religioso de Todos os Santos. Em paralelo, a noite que o antecede vem desde algum tempo a sofrer a aculturação anglossaxónica e a transformar-se na noite das bruxas ou do halloween.

Nada tenho contra as tradições anglossaxónicas em terras com predominância de cultura inglesa, até porque partilho uma dessas nacionalidades, mas em países católicos latinos deixar-se influenciar por ritos pagãos estranhos, apagando as tradições locais, já é algo que considero ridículo e de falta de brio na cultura de raiz desse povo. Todavia, a hierarquia católica, no conjunto de vários feriados religiosos, optou por manter uma série de vários relacionados com o culto mariano, que não precisa de ser incentivado por estar bem vivo, em detrimento de celebrações fixas no calendário de outras festas litúrgicas. Nisto o Todos os Santos foi um dos sacrificados.

Todos os Santos, mesmo sendo parcialmente desvirtuado pelo aproveitamento do culto dos finados do dia 2 (uma confusão que em nada retirava o caráter cristão da data), esquecendo o comércio em torno do Natal, era o único feriado religioso ameaçado por uma retoma pagã da data e foi precisamente esta ameaça que a hierarquia católica alimentou com a sua opção.

Doravante, a noite de 31 de outubro será cada vez mais halloween para um 1.º de novembro sem santos e quando quiserem trazê-los de volta, talvez tal só sirva para que os festejos pagãos se possam prolongar mais pela noite dentro.


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Sábado, 4 de Agosto de 2012
por Joana Nave

Existem milhares de teorias sobre o ser humano e a sua capacidade ou incapacidade de sociabilizar. Por um lado, as pessoas que não têm amigos, ou são muitas vezes vistas sozinhas em público, são logo rotuladas como pouco sociáveis, mau feitio, antipáticas, manientas, e por aí fora. Por outro lado, um psicólogo poderá inferir uma teoria muito interessante acerca das pessoas que nunca vão sozinhas a lado nenhum. Uma pessoa que não vai ao café, restaurante, cinema, teatro, concerto, etc, porque não tem companhia, poderá sofrer de uma incapacidade de estar consigo mesma.

Eu sou uma pessoa sociável e, por vezes, até tenho bom feitio e sou simpática, embora não consiga abdicar das minhas manias. No entanto, gosto muito de estar comigo mesma e de fazer programas sozinha. Não me considero mais do que ninguém por poder fazer coisas acompanhada ou sozinha, simplesmente defendo os meus gostos e, se não for possível conciliá-los com os dos outros, não deixo de fazer nada por não ter com quem partilhar aquilo que gosto.

Concordo que é muito agradável poder partilhar com alguém aquilo que nos dá prazer, mas os meus hobbies preferidos - ler e escrever - são praticados em silêncio ou com uma música inspiradora. De facto, não preciso que ninguém me segure o livro ou a caneta. E a parte da partilha é o que faço, por exemplo, através dos blogues em que escrevo. O mesmo se aplica aos filmes que vejo, até porque acho insuportável que as pessoas comentem o filme enquanto o estão a ver (lá está a mania).

Já marquei mesa para um, já comprei muitos bilhetes individuais e a verdade é que me divirto imenso comigo mesma e reconheço que, se não formos uma boa companhia para nós mesmos, não o seremos para ninguém. Além disso, acho que é fundamental termos os nossos próprios interesses e não andarmos simplesmente à boleia dos outros. Quando alguém me convida para uma actividade que nunca experimentei, nem que mais não seja pela curiosidade, aceito quase sempre e com muito entusiasmo, mas só o farei de novo se a actividade for realmente do meu interesse. Acima de tudo, temos de ser em primeiro lugar verdadeiros connosco para depois o sermos também com os outros. Ninguém vai gostar mais de nós por estarmos a fazer algo que não gostamos. Fazermos algo contrariados pode criar mágoas e dissabores que de futuro não servem nenhuma relação.

Por isso, e com muito gosto, continuo a frequentar espaços como a Cinemateca, o King, a ouvir jazz, música clássica, ópera, e a ler autores portugueses, entre muitas outras coisas com que me rotulam de "intelectual". Pouco me importa! E tenho a certeza que fazendo estas coisas acabo por encontrar pessoas muito interessantes que partilham os meus gostos. Além do mais, amigo não empata amigo!


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Domingo, 22 de Julho de 2012
por José Meireles Graça

Lembrei-me dele por causa deste post, no qual um interminável soporífero é recomendado, sem piedade, a indefesos meninos e meninas.


É triste, mas as coisas são o que são: na ordem natural das coisas, Manuel de Oliveira não durará muito mais. Antecipo, para quando morrer, uma longa série de declarações oficiais, uma comoção nos meios de comunicação social, horas e horas de entrevistas, recensões de publicações no estrangeiro, bandeiras a meia haste e o mais de que se lembre quem há muito o promoveu a génio.


Enquanto é vivo, posso ainda dizer: Manuel de Oliveira é um realizador cujos únicos méritos consistem em fazer filmes de tal modo maus que quase ninguém acredita que possam ser tão maus como parecem, teimar em fazê-los para lá de todo o enjoo e toda a indiferença de quem não o tolera mais de dez minutos, e durar há décadas. Esta durabilidade é em parte chave do sucesso - em Portugal qualquer artista que produza tenazmente e ultrapasse os quarenta tem pelo menos talento e, se ultrapassar os setenta, passa automaticamente ao estatuto de génio - é a genialidade em regime de diuturnidades.


Fosse eu a personagem importante que com grande pena minha não sou, estas linhas singelas mereceriam um coro de indignados protestos de quanto intelectual profundo leu dez livros da moda e viu uma dúzia de clássicos da VII Arte; não falando dos que defendem a produção artística a golpes de subsídios, que são quase todos os que têm importantes mensagens a comunicar aos seus contemporâneos distraídos.


Se houver porém quem goste genuinamente das estopadas que Oliveira regularmente debita, relevar-me-á o atrevimento se se lembrar que, como contribuinte, paguei; e era o que mais faltava se, além de pagar, não pudesse refilar.


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Sábado, 19 de Maio de 2012
por Luís Naves

Dois vencedores do Prémio Nobel da Literatura (Orhan Pamuk e Mario Vargas Llosa) escreveram recentemente pequenos ensaios, com a característica comum do estilo elegante e da riqueza de ideias.
O escritor turco publicou um livro já traduzido em português O Romancista Ingénuo e o Sentimental (Ed. Presença) que junta as suas conferências sobre literatura, na Universidade de Harvard. Estas conferências são uma velha série que já deu pelo menos um outro livro famoso sobre a arte da escrita, Aspects of the Novel, de E. M. Forster (este último escrito nos anos 20, é provável que esteja em português, mas só conheço a versão inglesa).
Julgo que o livro de Pamuk não é apenas sobre a escrita, mas sobre o prazer da leitura. O texto está repleto de observações acessíveis, nada pretensiosas ou demasiado técnicas. A certo ponto, o escritor explica como um dos seus prazeres na leitura de romances é o de tentar adivinhar aquilo que num texto é imaginário ou vivido. O autor explora de forma muito inteligente conceitos como a autenticidade, os jogos entre o real e o imaginário, a fragmentação e a noção de que os grandes romances têm um “centro”, enfim, chamem-lhe eixo ou núcleo, mais ou menos escondido e cuja busca é, para Pamuk, o essencial do prazer da leitura. “A escrita do romance, para mim, é a arte de falar de coisas importantes como se fossem insignificantes e de coisas insignificantes como se fossem importantes”, escreve o romancista na pág. 120 deste breve ensaio que não se esgota numa única leitura.


O peruano Vargas Llosa publicou entretanto em Espanha um trabalho, La civilización del espectáculo,  (Alfaguara) que certamente não tardará a ser traduzido em Portugal, pois é o seu primeiro livro escrito depois do prémio. A obra é bem mais pessimista do que a de Pamuk, tratando-se de uma reflexão sobre a degradação da cultura e o declínio dos intelectuais e das elites. “Na civilização do espectáculo, o intelectual só interessa se seguir o jogo da moda, tornando-se num bobo” (pág. 46), afirma Vargas Llosa, descrente da qualidade da literatura contemporânea e muito crítico da falta de originalidade e do excesso de niilismo nas artes. “Nos nossos dias, o que se espera dos artistas não é o talento nem a destreza, mas a pose e o escândalo, os seus atrevimentos não são mais do que as máscaras de um novo conformismo” (pág. 49).
O livro explora outros aspectos do quotidiano, da educação à política, a banalização do poder e das ideias, a superficialidade nas próprias relações humanas, o consumismo desenfreado. São amplamente citados e discutidos outros autores que exploraram esta ideia da civilização do espectáculo (a expressão não é de Vargas Llosa) e talvez o autor seja demasiado pessimista na sua visão de que a cultura está a ponto de desaparecer. Estas ideias foram exploradas pelo romancista peruano em crónicas antigas, algumas das quais são incluídas no volume. É inegável que, tal como diz Vargas Llosa, hoje triunfa o frívolo e o entretenimento, ao mesmo tempo que os intelectuais (como os concebemos no passado) se tornam invisíveis na nossa sociedade, desprovidos de qualquer influência. Enfim, este é um livro muito bem escrito e de grande clareza, cuja rápida tradução será bem útil.

 

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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
por Francisco Castelo Branco

Para Gabriela Canavilhas, a existência de candeeiros de Siza Vieira em todo o parque escolar, deveu-se ao facto de ele ser "um grande artista".

A ex-secretária de Estado da Cultura promoveu os nossos artistas à custa do erário público.

Isto é para contribuinte ficar de boca aberta!


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Quarta-feira, 28 de Março de 2012
por João Gomes de Almeida

Esta medida pode ser polémica. Facilmente caricaturável e para muitos até irrelevante. Para uma certa esquerda, em última instância, pode até tornar-se ofensiva. Na verdade, não afecta a dignidade de ninguém. Pelo contrário, trata-se do Estado assumir o seu papel de chamar mais cidadãos à cultura, da forma que pode numa altura de crise, e minorizando o impacto na carteira dos que mais precisam. Simples e bem pensada. Parabéns.

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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
por João Gomes de Almeida

Não conheço pessoalmente o José Mário Silva e as únicas vezes que falámos por correio electrónico. Talvez por isso, me sinta à vontade para sugerir que visitem o Blogtailors e leiam esta entrevista a um dos maiores críticos literários do país. Gostei em especial desta resposta.

 

Se pudesse fazer uma pergunta ao atual secretário de Estado da Cultura, qual seria?

Quando é que voltas, Francisco?

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Quinta-feira, 1 de Março de 2012
por João Gomes de Almeida

Com organização da Booktailors e da editora Nova Delphi. Terá painéis com escritores e as habituais visitas às escolas da região. Um bom serviço à cultura e uma iniciativa que se devia repetir em todas as autarquias do país. Contará com a presença de Francisco José Viegas, escritor e Secretário de Estado da Cultura.


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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
por Rodrigo Saraiva

O governo apresenta para consulta pública a proposta da nova lei para o cinema e audiovisual, elogiada por João Botelho, mas os arautos da cultura preferem andar a discutir a aplicação ou não do acordo ortográfico numa fundação de direito privado.


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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida


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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida



Sou de São João da Madeira, nascido e criado. Seria pois natural que perante o post do Alexandre no 31 da armada, rápidamente me subisse o espírito bairrista e viesse argumentar com todas as vantagens do "Turismo Industrial". Acontece que enquanto ser humano não o consigo. É absolutamente inacreditável que alguém ache que no século XXI consegue atrair o "turismo" com visitas a fábricas. Por definição é parolo e absolutamente provinciano.

 

Como o Alexandre sugere no seu post, se querem turistas invistam na cultura - mas na verdadeira cultura. Cultura que existe um bocadinho apenas em São João da Madeira (ainda que muito pouca e atabalhoadamente). Mas que não existe em absoluto na esmagadora maioria das cidades portuguesas, em que as autarquias esbanjam milhões a promover o folclore, o toucinho, trajes regionais, cantores pimba nas festas populares, "espécie" de teatro main stream, livros de autores locais financiados pelas autarquias que em nada acrescentam à cultura e actividades que servem para dar uns cobres e prestígio "na terra" aos "artistas da região", que na maioria das vezes não são conhecidos fora da região porque efectivamente não têm qualidade para tal.

 

E de quem é a culpa? Das populações pouco instruídas, sem dúvida. Mas principalmente dos titulares autárquicos das pastas da cultura, que na maioria das vezes pecam por falta de mundo, cultura, visão e coragem necessária para fazer iniciativas diferentes e com verdadeiro valor cultural. Fossem mais criativos e vanguardistas, menos bairristas e fechados, e todos seríamos um bocadinho menos parolos. 


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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

O Rodrigo Leão apresentou na semana passada o seu novo trabalho no Grande Auditório do CCB e depois no Frágil, intitulado "A Montanha Mágica". Longe vão os tempos dos Sétima Legião e dos seus primeiros trabalhos a solo, que marcaram a música nas últimas décadas em Portugal - mas a vontade de fazer diferente e melhor continuam bem visíveis nos temas deste novo disco. Merece mesmo ser comprado.

 

Entretanto, chegam-nos boas notícias de que os Sétima Legião vão voltar em 2012. Desta vez, não só na versão anual habitual no Frágil, mas para comemorarem os 30 anos de carreira, com sete ou oito concertos a realizar entre Junho e Julho.

 

Até lá, temos o novo disco a solo do Rodrigo Leão para oferecermos e recebermos no Natal.


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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

A Assírio & Alvim, políticas editoriais e sucessos económicos à parte, é a casa editorial de referência em Portugal. Numa época de grande crise, este pequeno grupo editorial mantém a coragem e a convicção de editar, por exemplo, boa poesia e ensaio, de autores portugueses, muitas vezes desconhecidos do grande público - maioritariamente embrutecido pela Casa dos Segredos e restante lixeira televisiva.

Todos os anos, a Assírio & Alvim lança o seu "Poemário" reunindo versos roubados aos livros por si editados no ano transacto e restantes anos. Ao folhearmos aquelas páginas, muitas vezes encontramos poemas quase esquecidos numa qualquer prateleira, que nos servem para alegrar o dia e termos a certeza que não somos os únicos a ter sentimentos. 

Podem adquirir o "Poemário 2012" nas mais diversas casas livreiras e também nas duas livrarias da editora, uma na Rua Passos Manuel e a outra no Pátio Siza, na Rua Garrett.


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por João Gomes de Almeida



A Tinta da China, no panorama português, é das editoras que títulos com maior qualidade lança para os escaparates das nossas livrarias - um destaque para a colecção de humor editada pelo Ricardo Araújo Pereira e a de viagens dirigida pelo Carlos Vaz Marques. Para este Natal, uma das grandes apostas é a biografia de Luiz Pacheco, escrita pelo João Pedro George, com o sugestivo título "Puta que vos pariu!" - para quem não sabe, esta foi a última frase que o Luiz Pacheco proferiu numa entrevista em 1995 à revista LER.


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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida



Andava aqui à volta deste interessante tema das prendas de Natal, eis se não quando me lembrei do jovem entrevistado pela revista Sábado que falava do "Miguel Arcanjo", que depois veio a público redimir-se e contra-atacou dizendo que até se considerava uma pessoa culta por "ler jornais gratuitos no caminho para a faculdade". Está visto que os jornais gratuitos não chegam.

Andei então a investigar um pouco sobre assinaturas de jornais e cheguei à conclusão que a grande maioria são demasiado dispendiosas - a não ser que optemos por versões e-paper para computadores ou mesmo tablets - lembro-me que em tempos o i chegou a ter um pacote de assinaturas interessante e económico, mas ao que parece foi descontinuado, é pena.

De todas as publicações que gosto de comprar, descobri uma mensal que tem uma modalidade de assinatura bastante económica e que ainda vem com uma oferta. Falo da revista LER, dirigida até há uns meses pelo Francisco José Viegas e que agora está nas mãos do João Pombeiro. O preço de cada edição é de 5€, mas para quem assinar a LER só terá que pagar 40€ por 12 edições e ainda recebe um livro do Bill Bryson. Podem saber mais aqui.

 

Aqui está uma prenda que adorava receber.


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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

Há uns anos fiz esta brincadeira noutro blog. Todos os dias, durante mais de um mês, até ao Natal, fui escrevendo o que gostaria de receber, o que estava a pensar oferecer e o que achava que os leitores deviam oferecer uns aos outros. O ponto alto foi quando uma escritora amiga me enviou o seu livro, que eu tinha pedido ao Pai Natal da blogosfera. Desta vez, volto a não esperar prendas, mas continuo a deixar sugestões.

 

O meu primeiro presente para este natal chama-se "Anatomia dos Mártires" e é o novo livro de João Tordo, ex-Prémio Saramago, ex-colega de blog de muitos dos que aqui escrevem e o escritor da nova geração que mais admiro pela sua extraordinária capacidade de contar estórias. Ainda não li o livro e por esse motivo é que o gostava de receber. No entanto, maravilhei-me com as "3 Vidas", com o "Hotel Memória" e com o mais recente "O Bom Inverno".

 

Sobre a qualidade do autor e do seu "Anatomia dos Mártires", o João Céu e Silva foi peremptório este fim-de-semana no Diário de Notícias: "Os quatro volumes que antecederam este mostram que estamos perante a maior revelação do século XXI da literatura portuguesa e Anatomia dos Mártires só vem confirmar".

 

Querem melhor sugestão para começarem a lista de prendas do Natal?


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