Terça-feira, 30 de Julho de 2013
por Maurício Barra

O sistema de contra-informação que Sócrates deixou instalado na imprensa portuguesa continua no seu melhor. Transformou o dolo público das swaps aprovados durante o seu consulado em. . . . .culpa de actual Ministra das Finanças, precisamente a responsável pela sua denúncia e negociação determinada da sua solução.

De uma penada, a Ministra arranjou um pacote de três inimigos: o propriamente dito, que quer reescrever a história, os bancos “benevolentes “, que pensaram que  “mamar o Estado” era a coisa mais natural do mundo e a imprensa “amiga” , hoje já tão previsível que se conhece com antecedência o road-map ( órgãos de informação e autores ) da cadência das campanhas de “ deformação “.


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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
por Maurício Barra

António Costa, Sócrates e Mário Soares inviabilizam acordo de salvação nacional !


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por Maurício Barra

Doeu muito fazer um acordo de compromisso que garante, seja a quem for que ganhe as eleições, que terá uma plataforma de objectivos de política económica em banda larga que não impedem a expressão própria das opções políticas de cada partido ?

Doeu muito colocarem os interesses do bem comum dos portugueses à frente de obsessões destrutivas ?

Doeu muito optarem por assegurar que Portugal seja um país com os dois pés dentro da Europa e do Euro?

Doeu muito aumentarem a capacidade negociadora de Portugal nas difíceis circunstâncias económicas e financeiras que actualmente vivemos ?

Doeu muito fazerem o que 80% dos portugueses queriam que fizessem ?

 

Claro que não doeu.

A pergunta, que em todo o Portugal de faz, é porque isto não foi feito há mais tempo.

Ter-nos-ia salvo da bancarrota.

 

Mas vou dizer-lhes a quem doeu.

Doeu ao PC e ao BE, que viram em duas semanas quebrar-se o controlo ideológico que sempre pretenderam exercer sobre o PS, através de “benevolentes” companheiros de estrada.

Doeu aqueles que defendem a tese da extrema-esquerda marxista de que “esquerda” é a esquerda que não aceita a democracia representativa, a integração na Europa, a integração no Euro e a participação na NATO.

Doeu a Sócrates e aos seus bobby’s, que, para justificar o seu governo, tem de estar contra tudo o que signifique a solução dos sarilhos em que nos deixou metidos.

Doeu a Mário Soares e Manuel Alegre, que em 2013 querem reviver a irresponsabilidade instável da Iª Republica.

Doeu àqueles comentadores que, na imprensa e televisões, têm como objectivo ser porta-vozes de uma agenda política minoritária, e doeu a uns tantos outros responsáveis editoriais e jornalistas, artistas da manipulação da informação e da pequena política, que viram as suas narrativas ultrapassadas pela realidade.

 

E sei a quem não deve doer.

Não deve doer aos portugueses mais do que tem doído. Com a bancarrota e com o remédio que tivemos de engolir para a resolver.

Se aquele pequeno Portugal rancoroso e mesquinho que mata um vizinho por causa de um rego de água, o mesmo que cercou José António Seguro durante toda esta semana, impedir este acordo que a grande maioria dos portugueses desejam, podemos esperar que a com a dor que vão infligir aos portugueses virá o ódio, um ódio profundo a quem os devia representar mas não os representa.

Se isso acontecer, podemos começar a escrever o epitáfio do regime desta IIIª República.


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Quinta-feira, 4 de Julho de 2013
por Maurício Barra

 

 

A soberba dos proprietários e do Comandante do Titanic encontrou um parceiro à sua dimensão, muitos anos depois, na irresponsabilidade de outro comandante, o do Costa Concordia.

Ambos naufragaram os seus navios. Quando o poderiam ter evitado. Foram ( são ) homens que não estão à altura das suas responsabilidades e, no momento em que não podiam falhar, revelaram as piores características do seu carácter. A soberba infalível de um, o diletantismo irresponsável no outro.

Paulo Portas juntou os dois defeitos num só acto.

Depois da esquerda de Sócrates deixar-nos no primeiro resgate, Paulo Portas não se importa de levar-nos à beira do segundo. O tacticismo dos seus interesses ( que hoje passaram de reais a imaginários, porque nunca mais ninguém aceitará um CDS dirigido por Paulo Portas como parceiro), são, para a personagem, superiores às suas obrigações nacionais. É um homem que põe os seus quereres conjunturais acima dos seus deveres e da sua palavra, um homem que prefere destruir caminhos se sente que a pose que construiu para si próprio não está devidamente ilustrada no momento que passa.

Politicamente será mais uma figura especialista em golpes de rins, com sucessivos cinco minutos de fama no mundo dos espertos, mas autodestrutiva, sem credibilidade, sem grandiosidade e sem lastro histórico, uma figura igual a tantas outras, tão típicas da desastrada Iª Republica, cujos efeitos os nossos avós sofreram na pele.

Do resto a pequena história tratará.

Porque, homens brilhantes sem carácter, que no jogo das aparências escondem a falta de pundonor e a ausência de dignidade, com birras e inconstâncias pintadas de enfant terrible, sempre foram e serão actores menores, reconhecíveis nas personagens que Eça de Queiroz com ironia nos brindou, fogos-fátuos de um Portugal que querem permanentemente transformar num Portugalzinho reduzido à dimensão das suas ambições.

Tal como quer reduzir o seu partido, o que já foi de Adelino Amaro da Costa, a um grupo de indefectíveis que não têm existência para além da sua figura de dandy da política portuguesa.


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Sexta-feira, 28 de Junho de 2013
por Maurício Barra

Estes dias são sempre uma espécie de “talvez” para a minoria não democrática que, com o argumento das difíceis condições económicas em que vivemos, o que realmente quer é ver o Governo cair na rua com uma grande manifestação das “massas”, à boa moda marxista da revolução popular.

Não há maneira de aprenderem.

Este país velho de 900 anos, se alguma coisa sabe, é que já viu de tudo e, revoluções a sério, só contra quem nos invadiu ou pôs em causa a nossa sobrevivência enquanto Nação, porque, entre nós, passadas as pauladas, os sopapos e as caneladas, só deu para os mortos não ficarem vivos e os vivos não ficarem mortos.

Quiseram matar o rei e levaram-nos a Salazar, quiseram aproveitar-se do golpe de Estado em 25 de Abril para fazer uma revolução e perderam logo as primeiras eleições. E as segundas, as terceiras, as quartas, enfim, todas até hoje.

Por isso, hoje, uma greve geral em Portugal é sempre a mesma coisa. Uma grevezinha sem gravidade por aí além ( tal como a de há alguns dias dos professores aos exames : 76% dos alunos fizeram os exames na mesma ). Uma grevezinha quase exclusivamente do sector público, sobretudo transportes e serviços ( saúde, educação ), os tais serviços que são o Estado Social,  acolitados pelos guichets de atendimento das Ministério das Finanças. E os deputados do PC e do BE.

Com os transportes privados a trabalhar e as empresas privadas a laborar.

Ou seja, greve à portuguesa é uma greve de mais ou menos metade de 700.000 pessoas, enquanto seguramente 90% das outras 3.700.000 continuam a trabalhar. E é uma greve que tem uma curiosidade. É uma greve em que o país que esteve a trabalhar lê, nas primeiras páginas dos jornais do dia seguinte, que afinal não esteve a trabalhar.

 

Obs : esta greve teve a curiosidade de ver o novo secretário geral da UGT a ultrapassar pela esquerda a CGTP. Primeiro defendendo a ilegalidade dos piquetes de greve terem o direito de impedir de trabalhar quem quer trabalhar, depois a caucionar a agressão e a semi-destruição do carro de um cidadão que se insurgiu publicamente contra os piquetes de greve.


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Segunda-feira, 17 de Junho de 2013
por Maurício Barra

 

 

Recorro a um artigo de Martim Avillez Figueiredo no Expresso para discorrer sobre o assunto.

(…) Davis Osborne, que promoveu a reforma da administração pública no Governo Clinton, esteve em Lisboa numa conferência em que abordou o sistema de ensino português. Mencionou que o sistema português não premeia a concorrência entre as escolas ( e, por inerência, entre os bons e os maus professores ) nem oferece liberdade de escolha aos pais dos alunos .

Simulou a nosso sistema de educação à restauração: imaginem que teríamos de comer no restaurante mais próximo de casa, e apenas nesse – apesar de todos os outros serem iguais uma vez que as ementas, os cozinheiros e empregados são distribuídos centralmente - , as portas estariam abertas apenas nove meses por ano, a ementa evoluía com a idade do comensal, as refeições eram grátis pagas pelos contribuintes e os salários do  pessoal dependiam dos anos de serviço e não do seu mérito. Finalmente os restaurantes funcionariam mesmo que os consumidores não gostassem deles. E o sistema não existe assim porque é financiado pelo Estado: na Suécia, em que todas as escolas têm financiamento público e integram o sistema público de formação, as escolas, públicas ou privadas, têm liberdade de escolha dos seus projectos educativos e de contratar os professores que melhor de adequem ao que pretendem e o Estado, no final, avalia as escolas baseado nos resultados dos exames finais, acompanhadas de inspecções frequentes para garantir que  as escolas não tenham só bons alunos.(…)

 

Em Portugal os pais não têm liberdade de escolher a escola para os seus filhos no sistema público, os manuais escolares são iguais para todos e escolhidos por uma entidade que considera as crianças pobres selvagens que devem evoluir naturalmente sem que o ensino as impeça de fazer o que lhes apetece, e até recentemente não havia exames nem chumbos em parte dos anos lectivos para todos serem iguais. Iguais aos que não estudavam.

O nosso modelo de educação pública, nos últimos trinta e nove anos, tem sido um modelo de tendência sovietóide que não deve ser muito diferente do que se pratica actualmente em Cuba. Sempre sob pressão e/ou controlo de sindicatos comunistas, que, excedendo largamente o que o seu âmbito de actuação, ou seja, defender profissionalmente os professores, têm intervindo no próprio modelo de formação e nos conteúdos formativos, obstaculizando sistematicamente a liberdade docente e curricular que permitiria escolha dos pais dos alunos baseada no mérito de formação, ferindo gravemente a qualidade do futuro dos alunos que recorrem ao ensino público, precisamente incluindo os mais desprotegidos e com menos recursos económicos.

Isto funcionou até ao momento em que este Governo tomou posse, e, com ele, o melhor e mais esclarecido Ministro de Educação que temos nesta IIIª República. Centrou a educação nos alunos e não nos direitos adquiridos dos professores, melhorou os conteúdos formativos e criou sistemas que poderão permitir aos pais escolherem as escolas dos seus filhos, transformando o ensino público em escolas que realmente ensinam e não em fábricas de horários ocupacionais de grande parte dos jovens portugueses.

A greve dos professores em dia de exames, precisamente no dia de exames, depois de o Ministro da Educação ter cedido no horários de trabalho e na mobilidade e mostrar disponibilidade para mudar a data de exames desde que o sindicato não marcasse greve para a nova data, é a instrumentalização dos professores, angustiados pela reforma em curso no sector público, por parte do PC para os utilizar como carne de canhão contra os alunos, contra os pais dos alunos e, sobretudo, contra eles próprios, obrigando-os a abdicar de um acto essencial da sua profissão de ensinar para servilmente servirem um modelo ideológico que não respeita os direitos dos alunos.

No fundo, tenho pena dos professores: estão entre a parede das circunstâncias que hoje obrigam à reforma da dimensão do Estado, e a espada da minoria comunista que durante trinta e nove anos criou as circunstâncias em que agora se encontram. 

 

Em tempo:

“depois de terem marcado a greve para dia de exames, alegando a defesa da escola pública, sindicalistas e grevistas queixam-se que se os exames não forem adiados, os alunos do privado são beneficiados porque os professores dos colégios privados não fazem greve”.

Pois é !

E também em relação aos alunos do ensino público que puderam fazer os exames.

 

Entretanto, hoje, dia de greve, às 16,00 hrs:

O MInistro da Educação, Nuno Crato, em conferência de imprensa, fez ainda um balanço desta greve, apontando dados provisórios do Júri Nacional de Exames: “mais de 70% dos alunos realizaram os seus exames e 73% das escolas com exames marcados realizaram-nos a 100%”.

Posto isto, Nuno Crato deixou uma palavra de “apreço” pela “grande responsabilidade de directores e professores que puseram acima de tudo o interesse dos seus alunos”.


E às 19,00 hrs:

O líder da Fenprof, perante o falhanço do que pretendia, garante que a greve não era contra os exames, era uma greve de professores. A sério ? Então porque a fez no dia de exames ?

Registe-se a lamentável falta de probidade profissional de parte da imprensa, com destaque para a SICn e o Público, que tomaram como suas as justificações comunistas da Fenprof.



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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013
por Maurício Barra

« 55,3% defendem que o governo cumpra todo o mandato. Seria o primeiro a fazê-lo em coligação.Mais ou menos cambaleante, profícuo em confrontos internos, mas aparentemente resistente às pressões que também chegam da rua, da oposição e dos parceiros sociais - mais de metade dos portugueses (55,3%) querem o governo em funções até 2015, para que cumpra, assim, a totalidade do mandato. ( sondagem i/ Pitagórica, 28 de Maio )»

 

Ao contrário do pretenso clima insurreccional que grande parte da imprensa portuguesa todos os dias alimenta, ajudando a atirar areia para os olhos dos portugueses a toque de caixa da agenda política do PC, BE e amigos de Mário Soares, a maioria dos portugueses, democraticamente, incluindo aqueles que não votaram neste Governo, querem que se cumpra a legislatura até ao fim.

Assim vamos ter a oportunidade de continuar a ver, durante mais dois anos, o José Pacheco Pereira vomitar ódio todas as quintas-feiras, a insuficiente Constança Cunha e Sá tartamudear diariamente na TVI24 lógicas inconsequentes, a perfídia de Ana Lourenço exibir a agenda “gauche nouveau chic”, o Miguel Sousa Tavares a concorrer com a Clara Ferreira Alves nos comentários tremendistas, o director da SICN a convidar todas as réplicas de Mário Soares, a Maria Flor Pedroso sentar as amigas do BE à mesa para dizerem que o governo acaba sempre amanhã, o Nicolau Santos a escrever sempre sobre o mal da cura sem nunca referir o autor da doença, o autor da doença, Sócrates, falar contra o Presidente da República nas noites de domingo com uma audiência inferior à  da missa dessa manhã, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes a competirem por "twists" e “inside information””, a Eurosondagem a fazer sondagens sempre a favor do PS, mais umas cinco ou seis greves gerais com a indiferença geral do país, o “abaixo a troika” passar a ser “ abaixo o euro” e depois  “ abaixo a Europa”, os comentadores do costume a dizerem as coisas do costume como se nós todos ainda não estivéssemos acostumados,  o Expresso a ( continuar ) recentrar a opinião política porque percebeu que a perda de leitores não é só da crise e o Público, finalmente, a deixar de mentir quando a caridade da Sonae acabar.

Isto vai ser giro !

 


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Terça-feira, 4 de Junho de 2013
por Maurício Barra

O grupo anti.troika e anti.euro ( PC, BE , esquerda marxista republicana do PS ) quer, declaradamente, corromper a democracia representativa em que vivemos, provocando a queda do Governo na rua. O que se passa neste momento em Portugal está no limite da insurgência insurreccional, incluindo arruaças permanentes atingindo a liberdade de expressão dos membros do Governo, eleitos livremente pelo povo português.

Estas acções coordenadas por grupos organizados, alguns sob a capa sindical, representando uma minoria dos portugueses, tem uma agenda diária de agitação e propaganda puramente ideológica, a qual encontra na maioria da imprensa, cujas redacções ocuparam pacientemente durante anos a fio, o megafone perfeito para as suas acções, simulando uma situação insurreccional que não corresponde à realidade ( tal como se comprovou com as  pequeníssimas “grandes” manifestações do passado fim de semana ).

A insatisfação que existe em relação ao Governo é, obviamente, e sobretudo, democrática, o que pode ser comprovado pelas sondagens que periodicamente são publicadas. E o debate permanente dos partidos democráticos sobre a situação política tem observado os princípios democráticos do debate político, com interpretações diferentes sobre o momento político, mas partilhando uma plataforma comum de pertença à União Europeia, à União Monetária do Euro e à Nato.

Mas este tipo de debate não interessa a quem não é democrático, não interessa aos perdedores do PREC que quiseram conduzir Portugal a uma nova ditadura depois de termos conquistado a liberdade em 1974.

O que vemos hoje na rua é o grau zero de democracia por parte da esquerda não democrática. O que, ao contrário das suas intenções, a irá separar definitivamente da esquerda democrática, deixando de a coagir ideologicamente (*) como o tem feito ao longo dos últimos trinta e nove anos.

 

(*) impedindo que a separação das águas seja feita entre democratas e não democratas, impondo à maioria democrática do partido socialista uma agenda  de “ esquerda” exterior ao partido, controlada ideologicamente por  uma minoria antidemocrática herdeira da “ verdadeira esquerda de Cunhal”.


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Segunda-feira, 27 de Maio de 2013
por Maurício Barra

O ódio jacobino pela diferença de opinião nasce do pecado original do desprezo pela democracia. O anátema que MST atribuía ao Presidente da República é um deslize exemplar de um comentador frequentemente desbocado que exprimiu o rancor que está no ADN da esquerda, hoje marxista, que desbordou do PC e BE para a ala irresponsável que habita o canto esquerdo do PS.

Os nossos bisavôs viram isto nas últimas duas décadas da Monarquia, os nossos avôs viram a sua reedição aumentada no nojo que foi a palhaçada de democracia da Iª República. A tal que criou as condições e motivou o apoio à ditadura de Salazar.

Hoje, enfrentando o resultado vergonhoso do uso capião de décadas de poder que nos levou à bancarrota, esta esquerda marxista vê-se encurralada nas circunstâncias que ela própria criou: não há nem haverá dinheiro para sustentar os projectos ideológicos que impuseram aos portugueses, e estes já não estão dispostos a continuar a pagar desperdícios estatizantes.

Assim, e antes que os portugueses assumam que não são “ o cavalo do inglês “ e reflictam seriamente sobre o modelo de regime do qual só têm sofrido as consequências, a aliança jacobina quer condicionar a democracia, impedir o seu funcionamento representativo, e, na rua, nos jornais que controlam, nas televisões de todas as noites, tentar esboroar o poder legitimo para que este não cumpra as soluções acordadas que viabilizam a nossa permanência na Europa, porque essas mesmas soluções são a consequência e a causa que inviabilizará a sua estratégia de poder.

Quando o Presidente da República garantiu que, com ele, a Constituição é para respeitar e que um Governo eleito e maioritário tem de cumprir a legislatura, o jacobinismo dos “usufrutuários da Pátria” explode, porque para eles os republicanos não são todos iguais. Uns são mais iguais do que outros.

O que, obviamente, é verdade. Pelas más razões.

Muitos deles têm uma perspectiva muito limitada da democracia.

 


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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Apesar da maioria da opinião publicada e comentada em Portugal, por ser controlada e formatada à esquerda (repetindo até à exaustão, todos os dias, variações das teses do PC, BE e dos amigos do Mário Soares), criar e divulgar narrativas antidemocráticas de derrube do Governo com  o objectivo de impedir o ajustamento orçamental e a reforma do Estado que lhes retirará acesso ao Estado sobredimensionado que têm ocupado ao longo desta IIIª República, a verdade é que o tempo não pára e a realidade desmente os seus desejos.

Ontem, Vítor Gaspar decretou o fim do primado da consolidação orçamental. Realizado o ajustamento externo e conquistado o regresso aos mercados, o Governo quer iniciar uma nova fase de investimento, crescimento e criação de emprego.

E como é no sector privado que está a solução para sairmos das dificuldade económicas em que estamos, para começar, a estrela do pacote de medida é um "supercrédito fiscal", um novo passo da nova fase que irá caracterizar os próximos dois anos da legislatura: relançamento do investimento e à criação de emprego, sobretudo para os jovens.

As medidas aprovadas incluem incentivos fiscais ao investimento, o Crédito Fiscal Extraordinário ao Investimento (CFEI) que poderá, no limite, reduzir a taxa efectiva de IRC para 7,5% face aos atuais 25% a que são tributadas as empresas. O ministro anunciou ainda um novo Reforço do Regime Fiscal de Apoio ao Investimento, o Alargamento dos Benefícios Fiscais ao Investimento de Natureza Contratual, Redução do Prazo de Resposta de Informações Vinculativas e a Criação do Gabinete Fiscal do Investidor Internacional, tudo medidas que faziam parte do plano apresentado há um mês por Álvaro Santos Pereira e que representam "um incentivo fiscal ao investimento sem precedentes em Portugal".

Depois de depois anos de austeridade, aproximam-se dois anos de investimento e criação de emprego, mantendo o défice controlado.

De facto, para a nossa imprensa conservadora de esquerda, a realidade é reaccionária.


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Quarta-feira, 22 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Ora vejamos . . . 

. . .“equilíbrio entre disciplina financeira, solidariedade e estímulo à actividade económica" foi uma aparente decisão sensata do Conselho de Estado

 

O Presidente da Republica quer.

O Governo agora também quer, mas até ontem o Vítor Gaspar só queria disciplina financeira.

O PS não quer disciplina financeira à custa da solidariedade, e o estímulo económico que quer é só o público, o tal que só cria mais dívida pública.

O PC quer uma solidariedade social soviética e nacionalizar a actividade económica.

O BE quer ver se dá a volta ao PS para Portugal sair do Euro, afastando o país da Europa e das suas regras.

 

Enquanto uns querem procurar soluções e resolver os problemas estruturais da nossa economia, outros querem continuar a fazer de conta que, se não estamos em bancarrota, é porque os nossos credores nos estão a financiar, e, se não sairmos da bancarrota, é porque, apesar de ajudados, queremos continuar a gastar o que não temos em vez de reformarmos os custos sobre-dimensionados do Estado.

Fazer o que se faz em qualquer outro pais europeu ( como recentemente a Itália ), sentarem-se à volta de uma mesa , analisarem o que podem acordar em comum e colocarem os interesses nacionais acima dos interesses do seu grupo, isso não. 

 

Isto é Portugal. À custa uns dos outros, uns vão bem outros mal.


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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Ordem de Trabalhos do Conselho de Estado

 

1. o risco da política de ajustamento seguida por este Governo não prosseguir no próximo.  

2.  fomentar o crescimento económico e a criação de emprego.

3. preparar a renegociação do período pós-troika.

 

Ordem de Trabalhos do PS

 

“ O país não deveria discutir o além” José Sócrates

“ Crise de regime no horizonte de Portugal “ A.J Seguro


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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
por Maurício Barra

Dois dias antes de Portugal dar um passo de gigante no regressos aos mercados internacionais, João Ferreira do Amaral, um economista próximo da área socialista, deu uma entrevista ao Expresso, no qual continuou a defender que Portugal nunca deveria ter entrado no Euro, e a solução para os nossos problemas é, agora, sair da moeda única europeia.

Argumenta que “ um país fraco não pode ter uma moeda forte”. Não lhe passa pela cabeça que o país não é fraco por causa da moeda, mas sim pelo desperdício acumulado de quinze anos, nos quais Portugal recebeu a maior apoio financeiro alguma vez recebido nos últimos dois séculos, da Europa e em Euros, a maior parte a fundo perdido, e em vez de o transformar em crescimento e emprego, como o fizeram a maior dos países que receberam idênticos Quadros de Apoio, colocou-o quase todo em cimento armado e a engordar o Estado a caminho do socialismo, com uma gestão de tal forma incompetente que, em vez de enriquecer o país, criaram uma “bolha” interna de crédito fácil, geraram défices orçamentais anuais permanentes e aumentaram o rácio da dívida portuguesa para números estratosféricos.

Mas pela boca morre o peixe !

Via João Navarro de Andrade, no Delito de Opinião”, tive acesso ao conteúdo da entrevista que o dito economista deu a Clara Ferreira Alves. Leiamos um excerpto.

 

« A receita para tão suave milagre anda JFA a bradá-la há anos neste deserto: sair do €. Limpo, cirúrgico e indolor, ou pelo menos sem austeridade exageradas como a que hoje penamos – certo?

Vai daí e Clara, senhora de grande astúcia, pergunta pelas consequências de tão elegante e airosa magicação segregada pelo auspicioso cérbero de JFA:

Como seria pagar a dívida externa nesse cenário de saída ordeira?

Seria o cenário argentino. Teríamos dois anos infernais e depois resolvia-se. O pior seriam os dois anos, do ponto de vista democrático. A violência, a bandidagem… a dívida externa, a pública só me preocupa na media em que é externa, é brutal.”

Persiste Clara:

“Mas as prestações sociais teriam sempre de aumentar, o que aumenta o risco de hiperinflação.

E aí, o que me preocupa mais são os medicamentos, que são quase todos importados. Teria de ser feito um programa especial para isso. A despesa também não seria por aí além.”

Ou ainda:

“As pessoas fazem perguntas concretas sobre a vida delas. Se tiverem uma dívida ao banco de uma casa, como é que essa dívida vai ser paga? Em euros? Em escudos?

Acho que o Estado se deve substituir ao devedor na proporção que resulta da desvalorização cambial. Pode fazer um empréstimo junto do banco de Portugal. A outra hipótese é a bonificação da taxa de juro. Ou se reduz o capital ou se reduz a taxa de juro.” »

 

Ou seja, o douto senhor, que teoriza sobre a saída do euro, diz-nos que o “day after” é um  caos tão indiscritível que não é mensurável. Ou seja, propõe sair de uma situação onde há falta de crescimento e desemprego para uma nova situação onde haverá muito mais desemprego e uma acentuada regressão económica.

Na qual a ordem pública terá de ser controlada. E os contestatários, a vadiagem, bem amordaçados..

E depois uma ditadurazinha, não é ? 


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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
por Maurício Barra

“Com as contas externas equilibradas, o país não precisa de mais austeridade. O Estado, sim, continua com défices demasiado elevados, necessitando austeridade.”

Daniel Bessa in Expresso

 

Como diz o professor, o caminho das pedras para a segunda parte desta legislatura é óbvia e incontornável: por um lado reduzir o défice de Estado, por outro lado criar medidas para reactivar a economia que diminuam o desemprego.

Os portugueses já perceberam.

O Governo parece que está compreender.

O PS ainda não. Ou melhor, compreender, compreendeu, mas os seus militantes da “frente marxista” e os “amigos de Sócrates” não os querem deixar compreender.


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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013
por Maurício Barra

Todas as eras, todas as gerações e todos os regimes têm os seus Velhos do Restelo.

Muitos ainda nos lembramos de, pouco tempo antes de 25 de Abril de 1974, os generais, que ficariam conhecidos pela brigada do reumático, fazerem preito de fidelidade à ditadura que iria acabar dai a poucos dias. E do velho deputado Cazal Ribeiro, na Assembleia Nacional de então, a vociferar contra a ala liberal, onde pontificara Sá Carneiro, por estes não aceitaram a verdade única que o regime de Salazar impôs e que Marcello Caetano “evoluiu na continuidade”.

O regime em que actualmente vivemos também tem um notório Velho do Restelo : Mário Soares.

É confrangedor constatar que, sendo Mário Soares um dos mais ilustres políticos que em 1975 lutou contra a tentativa de controlo do poder por parte do PC, se afunde na incongruência e desonestidade intelectual (estava no Governo na bancarrota de 1982 e o PSD ajudou-o a sair dela), e se remeta hoje à figura patética de esmolar ao mesmo PC (e BE) apoio político, confessando que “anda a falar com toda a gente para derrubar este governo”. Um Governo eleito, sublinhe-se.

O que Mário Soares já percebeu foi que a credibilidade do regime de que se intitula “pai fundador”, o tal regime a “caminho do socialismo” que em 39 anos provocou três bancarrotas e levou à penúria os cidadãos portugueses, é um regime cuja validade caducou e que nunca mais vai poder esbanjar dinheiro para o financiar. Os portugueses já estão fartos de serem sempre esportulados para pagarem os erros da gestão pública e a Europa, a tal Europa que lhe andava sempre na ponta da língua, também já não financia países mal geridos que, de mão estendida, querem manter projectos de poder ineficientes e injustos, sobredimensionados à medida das nomenklaturas que neles se foram revezando.

Daí o ódio. O ódio, a acrimónia, o ressentimento que todos os velhos do Restelo têm. O ódio de quem prefere o caos em vez de apoiar os que lutam para solucionar os graves problemas económicos e financeiros que Portugal actualmente sofre. Porque ele sabe que, ultrapassados os sacrifícios, virá também o fim do regime esbanjador que protegia o seu poder, o poder de quem usa ideologicamente o Estado ao abrigo de uma Constituição que aceita o nepotismo e a irresponsabilidade, porque não respeita nem protege os mais elementares direitos individuais dos cidadãos portugueses.


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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013
por Maurício Barra

Do Governo.

Assistido pelo Presidente da República.

Ao PS.

Se o PS quer continuar uma política de avestruz suicida para fugir da realidade, querendo manter um Estado sobre dimensionado à custa de mais impostos, chegou o momento de cortar o mal pela raiz e atacar de frente o problema estrutural da economia portuguesa, ou seja, o Estado clientelista e mal gerido que os socialistas construíram e nos legaram, com déficits permanentes escondidos pela mão estendida aos credores internacionais, até ao momento que se perdeu a credibilidade que nos levou à bancarrota.

Assumir definitivamente que o que o Governo propõe é um Estado mais eficaz pago com menos impostos. Integrados na Europa e no Euro. Para os próximos anos.  E deixar para o PS a estratégia irresponsável do PC e do BE : sair do Euro para, em vez de mais Estado, não haver Estado nenhum.


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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
por Maurício Barra

 

 

A notícia de destaque da capa de Expresso é todo um programa político. A esquerda que dentro do PS não suporta perder o Estado sobredimensionado e disfuncional, nem o poder discricionário que o mesmo lhe oferecia para decidir a seu bel-prazer sem regras e, como se verificou com Sócrates, mesmo com dolo do bem público desde que “ajudasse” as empresas “amigas “, não pode aceitar a nova Europa e, à outrance, em breve o euro, porque essa participação exige regras.

Simples regras.

Tais como eliminação de défices públicos acima de três por cento e o controlo, em margem percentual aceitável, do total da dívida em relação ao PIB.

Que, em Portugal, significa gestão eficaz do Estado. E , consequentemente, também significa a médio prazo libertar os portugueses da asfixia tributária que estão a sofrer.

Por isso estes projectos de poder representados na referida notícia, seja o projecto de poder pessoal de Sócrates, seja o projecto ideológico da esquerda do PS,  aliaram-se com   este " regresso organizado de Sócrates".

E vão tentar destruir qualquer hipótese do PS maioritário de Seguro, com o PSD e CDS, estabeleçam um acordo de denominador comum que permita a Portugal ser um Estado viável. E integrado na Europa.


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Quinta-feira, 28 de Março de 2013
por Maurício Barra

Dois grandes jornalistas já disseram tudo em termos políticos sobre a entrevista a Sócrates que teve lugar ontem. Pedro Correia no post abaixo em Regresso ao Passado, e Miguel Gaspar em O regresso do Engenheiro de Superfícies no Público.

 

O que me impressiona é o contexto moral e ético da entrevista. A personagem que mentia aos portugueses sobre a situação económica do país, que ocultava ou não registava as dívidas que ia acumulando num paradoxismo cleptocrata demencial, que perseguia a diferença de opinião de uma forma patológica, que provocou dolo ao bem público em benefício de entidades privadas "amigas" , que construiu uma "narrativa" desde 2008 até 2011 para justificar o seu autismo político, regressa e continua igual, como se ter lançado o país na bancarrota que agora os portugueses estão a sofrer no bolso e no desemprego fosse coisa de somenos importância.

Lembrei-me do Apocalipse Now, do estertor demencial que reduz tudo à destruição, ao grau  zero de civilidade, a arrogância do líder  absoluto que anula tudo em redor.

O "regresso" de Sócrates é isso mesmo: é o exercício do ódio, ódio puro e simples.


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Segunda-feira, 25 de Março de 2013
por Maurício Barra

Não vou contribuir com mais um juízo de valor sobre a decisão da RTP. Tanto mais que contratar um dos tipos mais odiados no país é matéria de oportunismo. Ou antes, de dois oportunismos: a RTP que quer fazer um brilharete audiométrico e o próprio que, presumido como é, pensa que vai dar “volta ao texto” indrominando os portugueses com explicações a tentar justificar o injustificável.

Consequências políticas do acto ?

Sim, e, afectarão tanto o PS como o Governo.

Temos de lembrar que Sócrates liderou um projecto de poder que controlou o PS para tomar conta do país. Um projecto de poder onde a falta de ética, o nepotismo, o controlo patológico da “diferença” de opinião e o uso dos instrumentos do Estado com dolo em benefício de entidades privadas, foi o pão nosso de cada dia. Todos, seja no PS ou na oposição, que se atravessaram no seu caminho, eram tratados como inimigos, alguns com consequências pessoais nefastas. Em breve verificaremos que o ódio vai voltar de dedinho espetado e a reactivação da contra-informação aparecerá assestada sobre quem o contrariar. É a vendetta do padrinho do grupo parlamentar socialistana Assembleia da República, apoiado pelos bobby’s e pelas tarecas que nunca o abandonaram. 

No PS, Sócrates vai tornar ainda mais insegura a liderança de Seguro. Claro que vai jurar a pés afastados (pensavam que ia dizer a pés juntos, não? ) respeito pelo actual secretário - mas só no primeiros programas - , porque depois vai começar a condicioná-lo. E o António José percebeu isso: já anda nervoso a dizer que decide pela sua própria cabeça. Isto num partido que já tem várias cabeças posicionadas para o rescaldo de uma promitente derrota do Governo em 2015. ( a juntar a estas duas, há de Costa, que vê agora baralhadas as peças do tabuleiro que tão afanosamente tem vindo a manobrar para lhe permitir agir com rédea solta a médio prazo ; e ainda há o joker Jorge Coelho, que já anunciou que está “com desejos” de voltar à política )

No Governo vão arrepender-se por terem gasto dois anos a serem os meros “fixers” da bancarrota que herdaram, poupando politicamente quem a causou. Os ataques vão ser permanentes (vai repetir até à exaustão que ele faria desta ou daquela forma seja o que for para evitar aos portugueses tão grandes sacrifícios), e a imprensa que nunca deixou de o “acolher com amizade” vai ser o megafone semanal das suas intervenções. Num momento em que é estratégico liderar e preparar com paciência e sentido de dever nacional um acordo dos três grandes partidos democráticos para a inadiável reforma da dimensão do Estado, sem a qual continuaremos a ser um país estruturalmente inviável, Sócrates vai ser o agente provocador que todas as semanas estará contra seja o que for, desde que isso interfira no seu projecto de poder.

 

Post Scriptum : Sócrates ? se quiserem reduzir Sócrates ao que ele efectivamente é, bastaria a RTP contratar o Rui Rio para lhe fazer o contraditório. Ganhava-lhe todos os dias por dez a zero.


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Terça-feira, 19 de Março de 2013
por Maurício Barra

O termo usado por Belmiro de Azevedo para se referir ao “seu” jornal Público, traçando o fim do caminho do diário para 2015 se não houver inversão da actual situação, vem confirmar que, infelizmente, o jornal vive da caridade da Sonae.

O Público, com esta fraquíssima direcção, deixou de ser “o” jornal de referência. Hostilizando o seu público-alvo construído ao longo de vinte anos, transformou-se num jornal onde o BE “dirige a opinião” sobre o Governo, o PSD e o CDS, os títulos das notícias “eram e ainda continuam a ser” torcidos sempre à esquerda, as políticas fracturantes sempre permanentes, grande parte dos cronistas que não eram de esquerda eliminados ( resistem dois ou três, mas a esses não tem força para correr com eles, assim como um par de grandes jornalistas ).

O descalabro económico não surpreende. Em vez de produzirem um jornal para o país, "confeccionam"  um jornal para a sua pequena tertúlia de jornalistas e para o eixo Bairro Alto / Lux. Quando Belmiro diz que dar a independência a esta direcção e redacção assassinou o jornal, o mundozinho dos activistas que pensam que ser jornalista é cumprir uma missão de esquerda ofende-se com a perda de direitos adquiridos imaginários e não consegue confrontar-se com a sua própria irresponsabilidade. Como se fazer um jornal fosse a mesma coisa que uma manifestação permanente de que “os ricos que paguem a crise “.

Hoje o Público só é referência por um facto : um exemplo de como a formatação ideológica da informação destrói a sua própria subsistência.


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Sexta-feira, 8 de Março de 2013
por Maurício Barra

 Lista provisória de embalsamados

 

Kim Jong-Il

Kim Il-sung

Mao Tsé-Tung

Franco

Vladimir Ilich Lenin

Josef Stalin

Ho Chi Minh

Agostinho Neto

diversos Faraós do Egipto

( estes por motivos religiosos )

 

agora vai ser

Chavéz

 

e, depois, será

Fidel Castro

 

O que é curioso é que todos eles gostavam de ditaduras.

E , historicamente, as suas ditaduras acabaram ( ou vão acabar ) também embalsamadas.


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Quarta-feira, 6 de Março de 2013
por Maurício Barra

 

 

O problema da morte de Chavez é o que vem a seguir. Uma democracia disfuncional com entorses plebiscitárias, dois sistemas políticos organizados a controlar o Estado ( o grupo "cubano" do vice-presidente e o grupo " militar" do presidente da Assembleia ), um Estado que não assegura a segurança dos seus cidadãos, uma economia nacionalizada que não se reproduziu em crescimento económico, o porta moedas do petróleo a perder escala de valor, uns remédios mais baratos, projectos de habitação social que ficaram no papel. 

Tenho pena é dos venezuelanos.


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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
por Maurício Barra

 “Portugal vive "um momento muito difícil" para definir um novo Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN), pois a crise económica e social "pode evoluir para uma crise do regime democrático", afirmou esta terça-feira o vice-presidente da Assembleia da República Ferro Rodrigues.

Desconstruamos a frase.

Segundo Ferro, Portugal não deve comprometer a sua continuação no sistema de segurança internacional euro-atlântico, ou seja, a NATO, porque, de acordo com a sua vontade, irá haver uma ruptura do sistema democrático representativo português e, quem emergir do caos, decerto que não quererá continuar a pertencer à NATO e, já agora, e por arrastamento, também continuar integrado no Euro e na EU.

O PC e o BE não diriam melhor.

Em 2013, é constrangedor verificar que continuam no PS quem nunca saiu do MES.


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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2013
por Maurício Barra

A questão tribalista que divide o PS e que tem entretido os portugueses nas duas últimas semanas é, aparentemente, discutir a herança de Sócrates. Ou melhor, assumir ou não a herança de Sócrates. Isto depois de os portugueses, com o seu voto, em 2011, terem mandado para o lixo o que quer que seja que se intitula herança de Sócrates.

O PS, com esta discussão, com ano e meio de atraso, quer justificar o injustificável, e, na volta, reescrever a história dos últimos cinco anos ( desde 2008, o ano do “ataque ao controlo  do poder”; passando por 2009, o ano das eleições ganhas a mentir aos portugueses; batendo na parede em 2011, quando colocaram Portugal à porta da bancarrota; passando pelo exercício de hipocrisia de 2012, recusando assumir as suas responsabilidades; até 2013, quando o Governo começou a mostrar os primeiros resultados positivos da política de ajustamento do deficit, o que obrigou o PS a reflectir que os “amanhãs que cantam” já não à voltam lta da primeira esquina e que derrubar o Governo na rua se resume ao “wishfull thinking” de uma esquerda não democrática, muito minoritária, acompanhada pelo megafone da imprensa “amiga “ ).

Assim, não ocorre ao PS que o único caminho democrático que tem à sua frente e que, mais tarde ou mais cedo terão de enfrentar, é assumir que estão na Europa. Na Europa e no Euro. E incluídos nas condições económicas e financeiras que obrigatoriamente Portugal tem de cumprir para continuar a pertencer ao primeiro mundo. Tal como qualquer outro país europeu. Obviamente que tal não será compatível com a herança que discutem agora, com Estados sobredimensionados, mal geridos, ineficazes, submetidos ao projecto de poder de um grupo, que esgotaram e continuam a esgotar o bolso dos portugueses, e serviram para ser ocupados por uma nomenklatura.

No fundo, a questão é : querem a Europa ou querem a herança de Sócrates ?


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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2013
por Maurício Barra

Então é assim :

António Costa, que fará alianças com o BE e PC se for secretário-geral do PS, quer negociar com o Governo o corte dos quatro mil milhões na despesa pública;

António José Seguro, que nunca fará alianças com os partidos não democráticos (mantendo a velha estratégia do PS), não quer discutir seja o que for para manter o Estado sobredimensionado tal como está;

O grupo de Sócrates, esse, é um projecto de poder. Tal como no passado fará tudo e o seu contrário para controlar e mandar.

A nenhum deles lhes acorre o mais simples : discutir o emagrecimento do Estado para libertar os portugueses desta imposição fiscal quase absurda e manter a estratégia democrática do PS.

Oremos !


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Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2013
por Maurício Barra

A QUESTÃO INTERNA DO PS QUE AFECTA O PAÍS

Uns dirão de António Costa que “não há surfista que não sinta atracção pelo mar. Mas é preciso saber escolher a onda. Costa percebeu que a onda que tinha para surfar não era a dele. Era a dos órfãos daquele que não pode ser nomeado. E Costa percebeu ainda que, se avançasse contra Seguro como general de um exército composto por soldados ainda intrinsecamente fiéis a lideranças pretéritas, mesmo em caso de sucesso seria refém e não vencedor“; eu diria que recuou um passo atrás para garantir que, num futuro a definir por ele mesmo, possa dar os passos que quiser para a frente.

O que ensombra a legítima ambição do próprio é, precisamente, estar acompanhado pelo grupo organizado por Sócrates no interior do PS, grupo esse que personificou a mais perigosa tomada e controlo de poder em Portugal desde o PREC.

Relembremos. Porque esta memória não pode ser curta.

Sócrates, com os “seus”, usou e intimou o Estado para proteger o seu projecto de poder autoritário. Tentou e conseguiu controlar a oposição na imprensa ( TVI, Público ), apadrinhou aquisições na tentativa de controlar linhas editoriais ( grupo Diário Notícias/Jornal Notícias/TSF com a contrapartida de manutenção do monopólio das transmissões desportivas,  tentativa de compra da TVI pela Portugal Telecom ), montou um sistema permanente de informação e contra-informação, que, sem escrúpulos, que não se coibiu de atingir o próprio Presidente da República, utilizou dolosamente o Estado em contractos leoninos que favoreceram os parceiros privados em várias PPP’s e SCUTS, apadrinhou a tomada de controlo de um Banco privado ( BCP ) por parte dos seus correligionários, cujo suporte financeiro eram as próprias acções adquiridas sem garantias de colaterais, ocultou ( e mentiu ) aos portugueses sobre a verdadeira situação económica que nos conduziu à porta da bancarrota, utilizou a Banca nacional para financiar o Estado quando os mercados já não confiavam nele e aumentaram desmesuradamente os juros das operações de colocação de dívida.

A arrogância e má gestão tortuosa de Sócrates não faziam, até então, parte da tradição democrática do PS. Nunca o PS na sua história tinha sido usado por um projecto de poder autoritário de uma facção. O resultado foi claro: o país na bancarrota, o PS com a sua pior derrota eleitoral de sempre, as famílias e as empresas portuguesas a sofrerem economicamente para corrigirem os erros do seu governo.

Estivemos no limite da democracia, como muito bem nos alertou várias vezes António Barreto.

Este limite da democracia nunca foi criticado por António Costa. Bem pelo contrário. Apoiou Sócrates até ao fim e, mesmo, depois do fim, arranjando sempre justificações e imputando sempre a outros a causa do descalabro que nos afectou a todos.

 

A QUESTÃO EXTERNA DO PAÍS QUE AFECTA O PS

Não podemos voltar ao passado”, afirmou J A Seguro na noite das facas longas em que defrontou António Costa.

Não voltar ao passado, por parte do PS, é uma dupla questão essencial que o PS tem de resolver. É não voltar a um projecto político que não aceita as regras europeias, é não voltar ao projecto de poder que Sócrates construiu dentro do PS. Se o PS der este passo definitivo, a hipótese de haver um acordo de regime dos partidos democráticos que resulte num equilíbrio entre a função e a dimensão do Estado e os impostos que os portugueses estão dispostos a pagar por ele, pode vir a ser possível.

Isso significa que o PS tem de assumir que é um partido europeu, e que as regras económicas e financeiras da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu são para cumprir. E, aqui, ao PS basta ouvir Hollande. Não tem de abdicar dos seus projectos de política social: não pode é infringir as regras de equilíbrio orçamental, de deficit e de dívida que nos permitem ser europeus, ou seja, estar na EU e pertencer à zona euro. 

Isto é pedir muito ? Hoje ainda é, mas é possível.

 Amanhã, com a projecto de poder de Sócrates travestido em Costa, além de impossível, pode ser perigoso. 


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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
por Maurício Barra

PRÓLOGO

Foi profusamente relatado na imprensa de então que, quando Sócrates concorreu a secretário-geral do PS, estabeleceu um acordo com António Costa para não transformar a sua eleição numa luta fratricida idêntica às que anteriormente tinham dilacerado o partido socialista ( Guerres, Constâncio, Sampaio, Gama ): agora era a vez dele, mais tarde, noutra ocasião, seria a vez do Costa. O objectivo era primeiro conquistar o poder dentro do PS, depois tomar o poder em Portugal.

 

RECUSAR A REALIDADE

Desde que o PS, depois de perder rotundamente as eleições, está na oposição, lançou-se numa fuga para a frente que não foi mais do que uma recusa da realidade. Recusava a responsabilidade de ter conduzido Portugal à bancarrota, recusou assumir o acordo de ajustamento que assinou com a “troika”, recusou enfrentar a impossibilidade de continuar a haver um Estado sobredimensionado insustentável para a realidade económica portuguesa. Preferiu colocar-se na situação irresponsável de não participar na solução dos problemas que tinha causado, deixando para o Governo o ónus de arcar sozinho com a impopularidade das mediadas que tinha de accionar para reconduzir Portugal a uma situação económica estável.

Preferiu participar na onda ideológica da agenda da esquerda não democrática. Esta agenda, fartamente acolhida na imprensa onde a esquerda à esquerda do PS está bem implantada, traduziu-se numa concepção putchista da democracia, criando uns argumentos atrás de outros para justificar a queda do Governo.

 

DEZOITO MESES

Dezoito meses foi o tempo que levou ao Governo demonstrar que os sacrifícios pedidos aos portugueses permitiriam ver a luz ao fundo do túnel, no qual o anterior governo nos colocou.

Dezoito meses que confirmaram o essencial do discurso do Presidente da República deste Ano Novo,  no qual se recusava a criar uma crise política em cima de uma crise económica. Por outras palavras, não esperassem que ele, o Presidente, derrubasse o Governo.

De repente o PS percebeu que a linha putchista, tão ao gosto de Mário Soares, iria resultar em . . . . nada. O Governo vai cumprir a legislatura, os indicadores económicos vão começar a estabilizar no positivo, a probabilidade da coligação PSD/CDS ganhar as próximas eleições legislativas é forte, devido ao reconhecimento que os portuguese terão em 2015 para aqueles que os tiraram da bancarrota.

O antigo acordo de Costa com Sócrates foi imediatamente accionado, agora com o presidente da CML ao comando. A linha de Sócrates, que de Paris continua a querer manobrar a política interna do PS e a “agilizar” os “bobbys e tarecos” amigos que permanecem instalados na imprensa, não pode permitir que Seguro fique com o partido nos braços depois da mais que previsível vitória do PS nas eleições autárquicas deste ano. Seria o fim de uma estratégia tecida durante mais de seis anos.

A primeira parte do plano B está em curso: tomar o poder dentro do PS. Mas o objectivo político é outro e superior: um projecto de poder de um grupo que usa o PS para reconquistar  o Estado para o colocar ao serviço dos seus objectivos políticos.


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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013
por Maurício Barra

Dezoito meses foi o tempo que demorou baixar o défice de 10,2% para 4,6%.

Dezoito meses foi o tempo que demorou voltar ao mercado de financiamento.

Dezoito meses foi o tempo que demorou a equilibrar a balança sobre o exterior.

Dezoito meses foi o tempo que demorou a haver mais empresas a nascer do que empresas a falir.

Dezoito meses também foi o tempo em que o desemprego aumentou de 12,8% para 16,4%.

E agora ?

Agora faltam dezoito meses para completar a acordo de ajustamento.

Faltam dezoito meses para os indicadores de investimento começarem a produzir efeito.

Faltam dezoito meses para se reverter o índice de desemprego.

Faltam dezoito meses para estabelecer um consenso sobre a reforma do Estado.

Faltam, também, dezoito meses para o PS mudar.

 

NB : tal como era esperado, a SICN, dirigida por um socialista soarista, interveio imediatamente, não fosse o Governo ter uma vitória política. Oficiou, claro, Nicolau Santos, dizendo que a ida aos mercados representava a derrota(?) do Governo.  Se já de si a preposição não é uma análise económica, é uma análise política bastante vesga, a argumentação foi um exercício de desonestidade tout court: no dia que Portugal pela primeira vez tem acesso à sua soberania financeira, o homem do papillon quis de propósito confundir quem o ouvia, dizendo que a substituição de prazo para cinco anos para dar maior maturidade à dívida é a  mesma coisa que renegociação da dívida. A  toque de caixa, o BE começou a dizer o mesmo, claro está.  O PS, envergonhado, não foi por esse caminho: tentou fazer de conta “que a ideia do Governo afinal era deles “.


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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013
por Maurício Barra

« O ex-secretário-geral do PS Ferro Rodrigues defendeu hoje que um novo Governo deverá renegociar a reestruturação dos valores e dos prazos da dívida ( … )», li na imprensa.

Ou seja, se Ferro Rodrigues estivesse no Governo, os mercados suspendiam imediatamente a baixa de juros em curso em Portugal, a EU, o BCE e o FMI questionavam-nos se iríamos não cumprir o acordo de ajustamento quando só falta o último terço do prazo, o regresso ao financiamento internacional que nos poderia libertar da “troika”, para acolhermos condições idênticas às de Espanha, era atirado para as calendas, e passaríamos a ser conhecidos por querermos regressar ao caos que a própria Grécia já abandonou.

Eu era para dizer que “ mandar bocas é tão fácil quando não se tem a responsabilidade se assumir a realidade “. Mas o caso é mais grave. Revela que o PS continua numa fuga para a frente para voltar a um passado que nos trouxe à falência financeira, e a este desemprego brutal, em vez de criar consensos com os outros partidos democráticos do arco governamental para uma reforma das funções sociais ( e algumas obrigações espúrias, como por exemplo as das PPP’s ) que viabilize um Estado Social eficiente e justo sem estar captado por nomenklaturas políticas.  Tudo porque o PS, tal como diz o deputado do PS José Lello, quer proteger a minoria que é "a maioria dos funcionários públicos ( que ) são eleitores do PS", em detrimento da imensa maioria dos trabalhadores do sector privado, que hoje são esportulados para pagar um estado social socialista ideologicamente ultrapassado e de tal forma sobredimensionado que nos causou a bancarrota.


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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012
por Maurício Barra

"Nós sabemos de onde vêm essas fugas (violações do segredo de justiça) mas não podemos prová-lo",

  Cândida Almeida, Procuradora Geral Adjunta, responsável pelo DCIAP.


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