Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
por Carlos Faria

Nada tenho contra OCS cuja linha editorial seja ideologicamente assumida, desde que não alterem números e factos reais para deturpar a verdade, é uma forma de transparência maior que títulos tendenciosos de alguns meios de comunicação ditos de referência e cujos seus jornalistas se apresentam como isentos.

Já sei que o tratamento de dados estatíticos pode ser tendencioso, mas sobrepôr aos dados oficiais de uma entidade supranacional, não dependente do governo e sem cariz ideológico, as previsões dos jornalistas ou as respetivas perspetivas como aconteceu hoje no Expresso não é um bom exemplo de ética jornalística.

 

Eis um bom exemplo de como um jornal faz um título com isenção relativo aos os mesmos dados, como veem não é difícil perceber a diferença.


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Quinta-feira, 18 de Outubro de 2012
por José Meireles Graça

"O presidente do BPI defendeu que essa é uma pergunta que deve ser feita às grandes empresas, aquelas que, segundo o próprio, têm capacidade para 'absorver pessoas' e de as 'utilizar de forma útil'. Para Fernando Ulrich, 'com voluntarismo', é possível criar emprego no País."


Um paisano lê isto e fica pasmado: Como?! O Presidente do BPI nunca foi consultado "por nenhum responsável" sobre a forma de criar empregos? Como é possível?


Realmente as associações empresariais, os sindicatos, os governos que temos tido, e o actual não é nisto diferente, são completamente refractários ao aproveitamento de muito contributo positivo do que de melhor temos por aí em gestão, criação de valor, espírito empresarial e assim. É verdade que Ulrich nunca se deu à maçada de concorrer a nenhuma eleição, para aplicar directamente as suas luzes, mas também nunca quis. Nem seria aliás necessário: em os eleitos fazendo o que Ulrich diz, o céu despejava sobre esta atribulada terra assinaláveis benefícios, ao menos em matéria de emprego.


É certo que Ulrich, se o contribuinte não lhe tivesse posto a mão por baixo via troika, estaria possivelmente a perorar num jornal, sem o prestígio que lhe dá o ser um dispensador de empréstimos e criador de emprego, e com a pecha de ter levado um banco à falência ou à integração noutro mais sólido, o que não é exactamente a melhor das recomendações. Mas isso são detalhes, o mérito objectivo das sugestões de Ulrich fala por si. Só no BPI, imagine-se, admitia aí uns 500 desempregados, desde que (supõe-se) comprassem um fato e aprendessem a digitar um teclado, levar papéis de um lado para o outro e dizer inanidades.


E isto só no BPI. Porque se se acrescentasse a SONAE, a Portugal Telecom, a EDP e a Jerónimo Martins, ai!, a taxa de desemprego vinha por aí abaixo. E com grandes benefícios para o consumidor, que uma só funcionária duma caixa no Continente a pegar no cartão, passá-lo na máquina, e fazer deslizar os produtos, é realmente pouco: três seria a conta que Deus fez.


Bom, a coisa está-se a compôr, afinal há soluções. Agora, o que é preciso é falar com os outros leviatãs do empresariado e tratar da logística. Com sorte, a taxa de desemprego ainda pode baixar em mais de 1%.


Algumas dúvidas porém me assaltam: se somos nós que continuamos a pagar aos desempregados, o que é que ganhamos com a manobra? Se estas empresas não estão a admitir pessoal, porque hão-de os desempregados que já não são mas que continuam a ser acreditar que terão lugar daqui a dois anos? E se a ideia é boa, porque não para as PMEs, já que são elas, e não as grandes, as responsáveis pela maior parte do emprego?


Ulrich, Ulrich, és um grande ratão. Vou-te dizer em Francês, que eu não gosto de expressões popularuchas: pour nous, tu viens en petite voiture


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Sábado, 22 de Setembro de 2012
por Rodrigo Saraiva

«este governo é o culpado de eu estar no desemprego (...) estou desempregada há 3 anos»

 


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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
por Carlos Faria

Todos sabemos que Portugal está a pagar uma fatura com custos elevadíssimos dos graves erros da gestão económica dos últimos anos, onde o PS tem grandes culpas que se recusa a assumir, sendo o desemprego uma consequência gravosa na economia nacional e extremamente dolorosa para a sociedade, pois compromete o bem estar de muitas pessoas inocentes e a força de muitos cidadãos cheios de capacidades.

O PS exige medidas do governo para combate ao desemprego, mas se retirarmos aquelas que colocaram o País à beira da bancarrota, não se conhece nenhuma proposta consistente vinda dos socialistas na oposição.

Enquanto isto, os Açores, a única região que ainda é governada pelo PS em Portugal, é aquela que nos dados mais recentes teve o maior aumento da taxa de desemprego e este já está cima da média nacional.

Convém por isso avisar Seguro que, embora o discurso socialista seja agradável, César prova no terreno que a receita socialista continua a ser a que dá piores resultados práticos.


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Quinta-feira, 24 de Maio de 2012
por jfd


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Domingo, 13 de Maio de 2012
por jfd

Pois é, caros do Jugular. De facto, o Tiro pela Culatra.

Que bonito é brincar às frases e palavras e tirar as coisas de contexto.

Que bonito é não ver the big picture mas sim fazer análises de ocasião que servem de gasolina para uma fogueira que lentamente consumia o nosso país e que este Governo nada mais tem feito que, com cabeça estruturada e sustentada, atirado água.

Que bonito que é ver Seguro no seu novo discurso alimentado desde as pilhas novas compradas em Paris. Esqueceu rapidamente o antigo.

Que prestígio para aquilo que sempre foi, ao lutar com aquilo que agora é e terá de ser a bem de todos nós.

Pedro Passos Coelho falou. Para um novo Portugal. Para aquilo que temos de ser. Deixar de ser coitadinhos. E avançar para a frente.

Como pais, filhos, avós, netos, sobrinhos, temos um dever para com os nossos familiares e com o nosso futuro. Não baixar os braços e ao invés de ir pedir pelo fim do capitalismo, encarar os novos tempos como o mais corajoso dos forcados. Esta é a hora de acção e de mudança e não de repetição de fórmulas e discursos passados.

 

 

(...) Defendi que tudo deveríamos fazer para transformar as crises numa nova oportunidade (...)


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Sábado, 12 de Maio de 2012
por jfd

Oiço e leio em telejornais, revistas, jornais e demais notícias de um país desesperado e em crise. São histórias verdadeiras e às quais se deve dar a maior importância e relevância.

Oiço falar de um Governo que puxa para baixo e que não apresenta nem medidas nem mostra optimismo.

Gordas de semanários que com muita soberba, semana após semana, têm mais uma história para entreter quem ainda os compra.

Desta vez receber emails e SMS dá para vender jornais. Diga o que disser o MP ou fale ou não fale o já irrelevante PGR. O que interessa é lançar dúvida sobre o Governo, as suas pessoas e vender mais dois ou três jornais. Depois lá virão os de sempre falar e afirmar, opinar e sentenciar.

Claro que o facto de que existe disponibilidade imediata para responder no Parlamento a qualquer questões dos representantes do Povo não tem já muito valor, o que interessa é mesmo imprimir as gordas, fazer grandes oráculos ou belos separadores nas rádios.

Pelo meio vem o PM exaltar por alguma positividade numa verdadeira e preocupante crise de desemprego. Que seja este, que é preocupante, encarado como não o fim mas sim como uma oportunidade para algo que poderá vir mais tarde que mais cedo, mas que virá.

O ministro das Finanças vê o número do desemprego com preocupação, o PM quer que se veja o desemprego não como um estigma mas sim como uma oportunidade. E pronto lá se foi o Carmo e a Trindade; é uma grande contradição. E os jornalistas, os sérios e os menos sérios, os seniores e os juniores lá vão a percorrer a não notícia como uma sanguessuga procura sangue para se alimentar.

Pedro Passos Coelho? Foi ofensa. Não sabe da vida dos portugueses. É insensível.

Não dá para andar em frente num país onde a miséria e a desgraça vende e alimenta e ainda dá prazer a quem dela sobrevive.

Que se respeitem as pessoas que estão a puxar pelo país: os Portugueses. Com a vital ajuda de um Governo pragmático e sem discursos de circunstância nem cenários de oásis secos e castanhos.


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Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
por Judite França

... mas omito.


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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012
por Judite França

Num dia em que o Eurostat revela que a taxa de desemprego atingiu os 15% em Portugal durante o mês de fevereiro, um novo máximo histórico que nos coloca no pódio dos campeões do desemprego - só Espanha e Grécia conseguem ultrapassar a marca -, os noticiários da rádio, os fóruns dos canais televisivos, optam por priorizar a guerrilha partidária no PS, com Seguro e Costa de mão no coldre, declarações disto e daquilo, e Rebelo de Sousa a incendiar os ânimos. E nem um obrigado do Governo? Passos não podia ligar para o Largo do Rato e, tal qual prenda de aniversário, dizer algo do género: «Obrigado, pá, era mesmo isto que eu queria».


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Quinta-feira, 22 de Março de 2012
por jfd

Esta greve corre tão bem aos do costume que mais logo teremos 600k de adesão, vão ver!

 

 

A mim preocupa-me o desemprego e a criação de riqueza. Preocupa-me um gráfico que, descendo, vai necessariamente voltar a subir. O quanto antes. Não é parado, mas sim a trabalhar que vou contribuir para isso. Pago mais impostos desde Janeiro de 2011. Recebo menos. Mas felizmente ainda trabalho. Mas sei que o meu rico dinheirinho já não vai para megalomanias nem ilusões e que ajudará mais quem precisa do que anteriormente. Estamos a mudar. Lentamente e a muito custo. Mas estamos a mudar. E isso é bom.

Vim na Carris. Vi os desocupados do Metro fechados. A CP tinha gente na plataforma. Os carros entupiam as estradas. O meu local de trabalho está cheio e nem ver os piquetes de greve que faziam barulho e espalhavam palavras sem sentido contemporâneo.

Sim, de facto estamos a mudar.

sinto-me:
música: This Depression - Bruce Springsteen

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Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown

1. O economista Vitor Bento disse hoje que o Governo pode vir a arrepender-se do aumento salarial de 2,9 por cento proposto para os funcionários públicos em 2009, afirmando que pode vir a criar muito desemprego.

2. Num almoço promovido pela Associação Comercial de Lisboa, a líder do PSD considerou que a declaração do primeiro-ministro, numa entrevista à TSF e ao DN, confirmando a subida do salário mínimo para 450 euros este ano «roça o nível da irresponsabilidade»..

3. Não tenho a certeza, mas acho que Paul Krugman teria estado ao lado destes dois, foi pena não termos tido nenhum especialista krugmaniano por estas bandas durante esse período. Só tivemos e continuamos a ter intérpretes krugmanianos de má qualidade.


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Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
por José Meireles Graça

Daniel Hannan lê os autores certos: aproveitando as oportunas considerações que teci sobre a iniciativa Durão para resolver o problema do desemprego dos jovens em Portugal, fez uma declaração no PE sobre os poderes demiúrgicos dos parlamentares para criarem empregos.


Já que estou com a mão na massa: Porquê os jovens? Com que direito se isola uma determinada camada etária para ser objecto de desvelo? Que têm os jovens que os torna mais dignos de atenção do que, por exemplo, pais e mães com família a cargo que perderam o emprego e o subsídio de desemprego, sem reunirem os requisitos para a reforma?

 

Têm sangue na guelra, é isso? Estão mais disponíveis para engrossar manifestações de indignados? Pois lembro que o desespero pode ser, e é, muito mais vezes silencioso do que estridente.

 


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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
por José Meireles Graça

O problema: Portugal apresenta uma taxa de desemprego jovem de 31,5 por cento, sendo, no grupo dos Estados-membros abrangidos pelas equipas de acção, o terceiro pior, depois da Espanha (49,6) e Grécia (46,6 por cento).


Os recursos para resolver o problema: 14 por cento dos fundos atribuídos no quadro orçamental 2007-2013, que estão por atribuir e podem ser utilizados para ajudar as pequenas e médias empresas, responsáveis por 80 por cento dos postos de trabalho na União Europeia.


Os abrangidos: Eslováquia, Espanha, Itália, Irlanda, Grécia, Letónia, Lituânia e Portugal.


As soluções:  A promoção de estágios profissionais em áreas "relevantes para o mercado de trabalho", o apoio ao auto-emprego, o desenvolvimento de estratégias para reduzir o abandono escolar precoce ou a reforma da legislação laboral.


Os promotores: O projecto das equipas de acção foi apresentado, a 30 de Janeiro, pelo presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, aos líderes da UE, durante um Conselho Europeu informal.


Os beneficiários políticos: Durão e Relvas, que se "preocupam", tentam "soluções" e, com o cenho franzido e o coração a sangrar, acham "dramática" a situação dos jovens sem emprego.


Os beneficiários: Os funcionários dos "grupos de trabalho" que vão enquadrar a burocracia que vai administrar a trapalhada; as agências e indivíduos que vão escabichar regulamentos, aprender truques e alçapões e cultivar relações para apresentar "candidaturas"; os cidadãos e empresas que virem as suas candidaturas aprovadas.


Os prejudicados: Os cidadãos e empresas que, por ignorância ou falta de meios, não apresentarem candidaturas; os que as apresentarem sem sucesso; as empresas que vão ser objecto de concorrência desleal por parte das que se movimentarem melhor nos corredores do Poder; o contribuinte europeu e português, objecto de extorsões para financiar fantasias.


A solução que não se vai seguir? Devolver o dinheiro aos Estados, na proporção do que contribuíram, para estes abaterem ao endividamento.


Mas isso não sustentaria burocracias inúteis, não ficaria bem nos discursos nem desarmaria manifestações.


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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown

 

O gráfico foi retirado daqui (via: O Provinciano). Ou como o «custe o que custar» deve andar a provocar desemprego desde o início do novo milénio.


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Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011
por jfd

O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei que estabelece um aumento excepcional e temporário dos períodos normais de trabalho, de trinta minutos por dia ou de duas horas e trinta minutos por semana.

 

No que se refere ao trabalho a tempo parcial, o aumento deve ser proporcional ao período normal de trabalho semanal.

 

No diploma agora aprovado está prevista a exclusão da aplicação desta medida a determinados grupos de trabalhadores por razões de protecção da saúde, das condições físicas, da menoridade e da promoção da formação e qualificação dos trabalhadores. São abrangidos pela exclusão os menores, as grávidas, puérperas ou lactantes, os trabalhadores com capacidade de trabalho reduzida ou com deficiência ou doença crónica e os trabalhadores estudantes.

 

É estabelecida uma cláusula anti-abuso, que limita esta faculdade às empresas onde não ocorra alteração líquida do emprego, ou seja, onde não haja redução de postos de trabalho.

 

Estão ainda excluídos os trabalhadores de empresas públicas de capitais exclusiva ou maioritariamente públicos, de entidades públicas empresariais e de entidades que integram o sector empresarial regional e municipal, dado que estão já sujeitos às medidas constantes do Orçamento de Estado para 2012, concretamente, à suspensão do pagamento dos subsídios de férias e de Natal.

 

Esta medida é aplicável durante a vigência do Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica

(...)

 

*sublinhado de minha autoria.

 

Vamos agora ver que dirá a k7 de sempre...


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