Segunda-feira, 15 de Julho de 2013
por Pedro Correia

Quem defende eleições legislativas antecipadas como solução para a crise disponibiliza-se, no fundo, a escancarar as portas de um novo bloco central. Os números aí estão, à consideração do Bloco de Esquerda e do PCP.

 


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Domingo, 21 de Outubro de 2012
por Pedro Correia

Considero que o resultado das eleições açorianas do passado domingo, que em cima da hora analisei aqui, foi sobretudo ditado por factores de ordem regional - designadamente a boa avaliação popular dos 16 anos de mandato de Carlos César, a renovação que o PS-Açores soube fazer em tempo útil ao designar Vasco Cordeiro como protagonista do novo ciclo político e à errática campanha da candidata social-democrata, Berta Cabral, incapaz de se apresentar como verdadeira alternativa à hegemonia dos socialistas no arquipélago.

Sugerem-me no entanto que faça uma avaliação política deste escrutínio sob uma óptica estritamente nacional. É um exercício interessante. Aqui fica, em quatro pontos.

 

1. Foi a primeira derrota eleitoral de Passos Coelho desde que chegou à liderança do partido e faz antever dificuldades adicionais nas autárquicas de 2013. Mas o PSD resistiu melhor do que muitos previam ao inevitável desgaste governativo, ganhando dois deputados e subindo quase três pontos percentuais face aos resultados obtidos nas anteriores eleições regionais açorianas, realizadas em 2008.

 

2. O CDS é, de longe, o partido mais penalizado pelo exercício da governação em Lisboa: perdeu três pontos percentuais e dois deputados neste escrutínio. Para o PSD, ainda por cima. Esfumou-se o sonho de governar em coligação com o PS em Ponta Delgada, resta a coligação com o PSD em Lisboa.

 

3. Os socialistas souberam capitalizar em votos a oposição moderada ao Governo liderado por Passos Coelho. Pode irritar alguns nostálgicos do ciclo governativo anterior, que talvez preferissem agora ver o PS de braço dado com o Bloco de Esquerda numa oposição "frentista". Mas a eleição açoriana prova que Seguro está certo.

 

4. A esquerda radical baixa na região autónoma para percentagens irrisórias. Mais o PCP, que teve agora apenas 1,9% nas urnas (recuando 1,2% e mantendo à justa o seu deputado solitário) do que o BE, que obteve 2,3% (um ponto percentual a menos e um deputado perdido para o PS). Em qualquer  dos casos, nada que legitime o constante vociferar contra a troika e a exigência de novas eleições a nível nacional: PCP e BE, somados, recolheram apenas 4,2% dos sufrágios. Se os Açores servem de amostra, ninguém perderá tanto com novas eleições como estes dois partidos.


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Domingo, 14 de Outubro de 2012
por Carlos Faria

Os partidos do governo da república hoje não perderam uma região que já não era sua há 16 anos, mas os resultados indiciam que estão mesmo a perder o País e sem darem quaisquer esperanças de que o estão a salvar e os muitos votos brancos que hoje desdobrei são sinal de uma descrença muito perigosa.

Podem-se perder eleições na política, mas perder a esperança no futuro nenhum governo em democracia pode permitir tal situação, pois é o regime democrático que fica em risco.

Mas a quente, várias reflexões podem-se já fazer com os resultados das legislativas regionais dos Açores de 2012.


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Quinta-feira, 11 de Outubro de 2012
por Carlos Faria

No domingo há eleições nos Açores e o PSD-Açores corre o risco de ser julgado como se tivesse sido um governo que não foi e o PS-Açores tem a possibilidade de não ser julgado pelo governo que efetivamente foi. Se ganhar o primeiro ter-se-á a certeza que o Povo Açoriano distinguiu a estrutura regional e Berta Cabral do líder nacional, se ganhar o segundo, ficará a dúvida se foi mesmo vontade do eleitorado regional em entregar os destinos da Região a Vasco Cordeiro ou pretendeu sobretudo penalizar Passos Coelho.

Diz-se que os Açorianos sabem distinguir bem o que está em causa em cada eleição, mas que nesta campanha houve quem procurou confundir as coisas: houve.


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Terça-feira, 24 de Julho de 2012
por Carlos Faria

Sondagens públicas sobre as legislativas regionais dos Açores não tem havido, ouve-se nos cafés e entre informados da política que as encomendadas pelos partidos por agora têm dado resultados que apontam para uma preferência por Berta Cabral em prejuízo de Vasco Cordeiro, se isso depois se refletiria na preferência de votos nos respetivos partidos, ninguém sabe.

Contudo olhando algumas intervenções dos atores dos dois maiores partidos, sente-se uma certa euforia anestesiante do lado do PSD e um nervosismo irritadiço do lado do PS. Mas a crise parece não comprometer o voluntarismo e não faltam propostas eleitorais neste período de pré-campanha, existe inclusive o blogue Prometório que vai listando todas as promessas dos vários políticos e os números já são extensos a fazer recordar o período das vacas gordas.

O PSD procura aproveitar o menor carisma do adversário e esforça-se por culpar a gestão do PS-Açores pelos reflexos da crise que se sentem aceleradamente nos Açores, com destaque para o maior crescimento da taxa de desemprego aqui que no resto do País, as enormes reduções da ocupação hoteleira em S Miguel, as incertezas do setor primário, a dimensão das dívidas na saúde e das SCUT e os custos dos transportes para os residentes.

O PS faz um ataque mais cerrado ao carisma de Berta Cabral, culpa Passos Coelho de todos os males que estão a ocorrer nos Açores, assume-se como o defensor da autonomia e após anos de aumento exponencial na admissão de funcionários públicos regionais que teve de parar, agora esforça-se por disfarçar o desemprego real implementando programas de integração de desempregados na sua administração por períodos de cerca de um ano, criando uma potencial bomba relógio a estourar a seguir às eleições.

O resultado em votos deste jogo de acusações, defesa e capacidade do poder em camuflar os problemas reais que minam a economia dos Açores só será conhecido no próximo outono após este verão quente.


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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
por Pedro Correia

Garcia Pereira, líder de um partido que não conseguiu eleger um só deputado em 36 anos de eleições em Portugal, exige a demissão imediata do Governo.


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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
por Francisco Castelo Branco

Newt Gingrich vai abandonar a nomeação republicana à Casa Branca. Sem hipótese de contrariar Mitt Romney, o ex-speaker anunciará o seu apoio ao mais forte de todos os candidatos. Gingrich prometeu muito com a vitória na Carolina do Sul, mas cedo se percebeu que a sua candidatura não fazia sentido nenhum.

A desistência de Gingrich deveria ter acontecido antes de Santorum se ter retirado. No entanto, nunca iremos saber se com o apoio de Newt, o ex-governador da Pensilvânia poderia ter ido mais longe.

A vitória de ontem de Romney em cinco estados arrumou a questão, deixando o ex-governador do Massachussetts a 300 delegados da nomeação oficial


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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
por Francisco Castelo Branco

Mitt Romney venceu as primárias do Wisconsin, Maryland e District of Columbia, aumentando assim a vantagem para Rick Santorum. A cada eleição que passa, o ex-governador do Massachussetts confirma que é o candidato melhor posicionado para enfrentar Obama em Novembro. No entanto, não é caso para Santorum se sentir envergonhado com a sua campanha, até porque o ex-governador da Pensilvânia ainda acredita que uma vitória em sua casa lhe dará esperança. Mesmo assim, será dificil alcançar Romney, quanto mais ultrapassá-lo.

Daqui para a frente será apenas uma questão de saber qual será o Estado que confirmará a nomeação.


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Quinta-feira, 8 de Março de 2012
por Francisco Castelo Branco

Mitt Romney foi o grande vencedor da Super Terça-Feira com a conquista de seis Estados: Idaho, Vermont, Virginia, Alaska, Massachussetts e o mais importante da noite Ohio. Rick Santorum conquistou três mas conseguiu lutar taco a taco com Romney no Ohio. No entanto, as vitórias no North Dakota, Tennesse e Oklahoma deixam-no a mais de 239 delegados de Romney, que já ultrapassou a barreira dos 400.

A decisão destas eleições esteve no Estado do Ohio. O futuro de Santorum nesta corrida jogou-se muito ali.

Com a derrota no Ohio, Santorum tem agora uma missão dificil pela frente enquanto Romney encarará as restantes eleições com um enorme à-vontade, pois sabe que tem tudo a seu favor.

As eleições desde o início têm sido pautadas por este entusiasmo à volta de Santorum depois das suas vitórias no Minnesota, Colorado e Missouri, tendo sido nessa altura que muitos pensaram que a corrida republicana ia ser equilibrada, só que Mitt Romney mostrou que é melhor, tem mais meios e é sobejamente mais conhecido e experiente.

Santorum afirmou que tem feito coisas extraordinárias com poucos recursos. Concordo em parte, embora a sua campanha esteja a ser muito fraca. Agora resta-lhe conseguir uma boa votação para Romney o escolher para candidato a vice-presidente.


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Terça-feira, 6 de Março de 2012
por Francisco Castelo Branco

E eis que após três meses de eleições chega o dia mais importante para as eleições norte-americanas. Na tradicional Super Tuesday de hoje estão em jogo dez Estados. A saber : Alaska, Georgia, Idaho, Massachussets, North Dakota, Ohio, Oklahoma, Tennesse, Vermont e Virginia.

Não que hoje se decida muita coisa mas é sempre emocionante para quem gosta de noites eleitorais.

Com uma vantagem confortável, Mitt Romney irá ser provavelmente o grande vencedor da noite mesmo que não consiga os 437 delegados que estão em jogo.

O Estado do Ohio é o mais importante de hoje, sendo que neste caso a luta entre Romney e Rick Santorum vai ser até ao fim.

Em relação aos outros dois candidatos pouco há a dizer. Newt Gingrich prometeu muito mas hoje só deverá vencer o Estado da Georgia e Ron Paul continuará a ser o elo mais fraco desta corrida. 

No fim da noite Paul e Gingrich deverão colocar um ponto final na campanha. Se apoiam ou não Santorum, depende do resultado de Rick. Há quem afirme que já hoje Mitt Romney deverá ter a nomeação "quase" garantida.


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Quinta-feira, 1 de Março de 2012
por Francisco Castelo Branco

Com a dupla vitória na terça feira passada nas primárias do Arizona e do Michigan (local onde nasceu), Mitt Romney conseguiu uma vantagem importante sobre o segundo classificado, Rick Santorum. Apesar de algumas sondagens indicarem um empate técnico, Romney acabou por levar a melhor e aumentar o número de delegados. Neste momento, a soma dos delegados de Santorum, Gingrich e Paul não dão para o ex-governador Massachussets sequer temer uma reviravolta.

Sábado realizam-se as primárias de Washington e dia 6 é a importante noite eleitoral, a famosa Super Terça Feira que já falámos aqui. Considero que a noite da próxima Terça só teria emoção caso Santorum tivesse ganho Arizona e Michigan. Como isso nem sequer teve perto de acontecer, e perante a possibilidade de Romney arrecadar a maioria dos delegados é possível que a unica saída para Santorum é "tentar" ganhar o lugar de vice-presidente do candidato nomeado pelo Partido Republicano.

Quanto a Gingrich ou Paul poderiam ter um papel importante na ajuda a Santorum, mas devem ficar pelo caminho já no próximo dia 6. Uma ultima nota para Newt Gingrich. Não se percebe como venceu um Estado importante como a Carolina do Sul. A partir desse momento, foi sempre a cair.....


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Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012
por Francisco Castelo Branco

Falta apenas uma semana para a grande noite eleitoral norte-americana, mas hoje disputam-se duas primárias importantes: Arizona e Michigan. No sábado é a capital, Washington, que irá a votos. E depois, dia 6, temos a Super Terça-Feira.

Para hoje, os dados apontam para um equilíbrio entre Mitt Romney e Rick Santorum. Os dois estão muito próximos, mas com vantagem para o ex-governador do Massachussets. Também nesta corrida é importante salientar que Santorum está à frente nas sondagens do Ohio. Este Estado é o "rei" da Super Terça-Feira.

Perante esta situação, é bem possível que a corrida se resuma a dois, já que Ron Paul não conseguiu uma única vitória e apenas durará só mais uma semana e Newt Gingrich, apesar da importante vitória na Carolina do Sul, não mais voltou a vencer. Daí para cá só obteve resultados desastrosos. Não sabemos qual o caminho que irá tomar após o dia 6 de Março mas caso Santorum consiga vencer em número de delegados de hoje a uma semana, podemos assistir a um acordo Santorum-Gingrich.

Por agora é esperar pelos resultados de logo à noite com a certeza de que Rick Santorum tem ganho credibilidade junto do eleitorado. A vitória tripla nos Estados do Missouri, Colorado e Minnesota veio dar um novo impulso à sua candidatura.


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Terça-feira, 21 de Fevereiro de 2012
por Francisco Castelo Branco

As eleições norte-americanas irão conhecer um importante momento no dia 6 de Março, aquando da famosa Super Terça-Feira.

Antes dessa data, os candidatos ainda têm de enfrentar as primárias do Arizona, Michigan e Washington. Aproveitando a enorme pausa desde a ultima votação até dia 28, Romney, Santorum, Gingrich e Paul têm percorrido o país, até porque depois de 6 de Março a maratona eleitoral vai ser maior com votações atrás de votações num curto espaço de tempo.

Neste momento Romney lidera com 127 delegados, Gingrich tem 38 e Santorum 37. Ron Paul segue em último com 27 e nenhuma eleição ganha. Romney tem 90 delegados de vantagem sobre Gingrich, que apenas ganhou na Carolina do Sul. É verdade que nas próximas três semanas vamos ter inúmeras votações, mas a maior ameaça à vantagem de Romney é mesmo Santorum que já arrecadou quatro Estados.

Até ao momento Romney assume-se como a maior alternativa a Barack Obama na Casa Branca. Newt Gingrich tem revelado pouco conhecimento mas também feito uma campanha negativa. Já Rick Santorum tem-se revelado uma boa surpresa ao vencer numa noite só os Estados do Minnesota, Missouri e Colorado, além de ter vencido o Iowa. Pena é que não tenha conseguido muitos segundos lugares, o que lhe daria um maior número de delegados, certamente.

A votação na Super Terça-Feira irá determinar a desistência de um dos adversários de Romney, e não falo de Ron Paul porque este já quase que não conta. Santorum e Gingrich não concorrem só para ganhar mas também para saber quem ficará numa melhor posição para lutar contra Romney até final. E, inevitavelmente, depois da noite eleitoral um deles terá que apoiar o outro.


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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown

Alguns partidos gregos assinarão, outros não. Em Abril teremos eleições na Grécia, pelo que, à semelhança do que aconteceu no caso português, o plano acordado entre a troika e Atenas irá de certa forma a referendo. Qualquer que seja o resultado dessas eleições, deve ser respeitado, independentemente das consequências que daí possam advir (saída da Grécia do Euro incluída). Depois disso veremos quem são os verdadeiros democratas.


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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
por Francisco Castelo Branco

Mitt Romney foi o grande vencedor da noite eleitoral de ontem. A vitória nas primárias da Flórida (um Estado muito importante) permitiu distanciar-se do segundo classificado, com 66 delegados contra 25 de Gingrich. A derrota de Gingrich deve-se essencialmente à popularidade de Romney mas não só. Nos ultimos dias a campanha de Newt tem sido marcado pela negativa com ataques pessoais.

Apesar de só estarmos na quarta eleição, e ainda faltarem 1078 delegados a Romney para conseguir a nomeaçã,o é certo que continua a ser o principal e único favorito. Arriscaria dizê-lo, até porque Santorum e Paul, se continuarem nesta troca de terceiro e quarto lugar, podem muito bem vir a desistir já neste mês de Fevereiro. A desistência de qualquer deles será sempre a favor de Romney e nunca de Gingrich.

No dia 6 de Março é a famosa Super Tuesday. Nessa altura poderemos ter o candidato nomeado à Casa Branca pelos republicanos, até porque quanto mais cedo o candidato for nomeado mais tempo tem de fazer oposição a Barack Obama.

Segue-se no sábado o caucus do Nevada, onde Santorum e Paul apostam tudo para ganhar. Recorde-se que Santorum ganhou o primeiro caucus do Iowa por uma margem minima de votos. Quanto a Ron Paul, ainda estamos à espera da primeira vitória.


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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Sucede que a próxima candidatura à Câmara do Porto tem um picantezinho em relação a todas as anteriores: Rui Rio quer garantir que o seu sucessor não seja Luís Filipe Menezes. E, para isso, como se vai vendo, está disposto a fazer de tudo. Desconfio mesmo que, caso Menezes ganhe a corrida ao Porto, Rio imitará Pedro Abrunhosa: acorrentar-se-á à porta da Câmara e engolirá a chave do cadeado para impedir a entrada de Menezes nos Paços do Concelho.

 

 

Devo confessar que ri a bom rir com este naco de prosa de Paulo Ferreira no Jornal de Notícias. Só a imagem de Rui Rio a engolir a chave do cadeado mete medo!

 

Porém, na minha opinião, Paulo Ferreira está equivocado num ponto. Essencial, por sinal. A questão do candidato do PSD à Câmara Municipal do Porto depende de um simples factor: Luís Filipe Menezes quer ou não quer ser candidato? Sem qualquer juízo de valor da minha parte, apenas procurando ser claro e objectivo, a dúvida é essa. Se LFM avançar, não me parece que exista qualquer dúvida. A concelhia, a distrital e a nacional do PSD ficam sem margem de manobra. Estamos a falar de um antigo líder do partido, de um autarca que deixou uma marca profunda em Vila Nova de Gaia (o que era Gaia e o que ela é hoje) e de um candidato, pelo que se sabe, imbatível nas sondagens. Qual o motivo, quais as razões para negar a sua vontade? Por muito que custe a Rui Rio, aos seus apoiantes e a outros militantes/simpatizantes do PSD que, não gostando de Rui Rio, também não consideram LFM como o "seu" candidato, a verdade é uma: não me parece, friamente, que exista forma de o evitar.

 

E, se Menezes não quer? Ora, aqui está a verdadeira questão e dor de cabeça para o PSD. Nesse caso, os nomes que Ricardo Almeida, em entrevista ao mesmo jornal, avançou são óbvios: José Pedro Aguiar Branco, Marco António Costa, Rui Moreira e Paulo Rangel. O que falta saber é uma coisa muito simples: Luís Filipe Menezes quer ou não quer?

 

A sua decisão é fundamental para o futuro do PSD no Porto. Tendo em conta que o candidato do PS já está no terreno, é importante que LFM tome uma decisão com brevidade. Por um motivo simples, se a sua opção for negativa, o PSD Porto (concelhia e distrital) terá de fazer as suas escolhas e preparar as eleições com todo o cuidado e a devida antecedência. 


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