Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
por Maurício Barra


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Quarta-feira, 3 de Julho de 2013
por Maurício Barra

Depois do abismo em que fomos lançados pelo governo de Sócrates, estava ( e estou ) convencido que as imposições que os credores nos exigiram para cumprimento do ajustamento iriam ajudar a tirar Portugal da espiral recessiva que um Estado sobredimensionado suportado por conceitos ideológicos ultrapassados nos condenou nas últimas décadas.

 

Par tal era preciso uma maioria eleitoral, determinação no cumprimento dos objectivos e grande qualidade de liderança política.

Eram ( são )  tempos excepcionais que necessitam de políticos excepcionais.

Estes dois últimos anos elucidaram-nos que, excepcionais, foram a larga maioria dos portugueses que, independente da sua opinião em democracia, suportaram resilientes os sacrifícios que assumiam para sair desta situação.

Excepcionais, também, têm sido alguns ministros que ultrapassaram a sua própria circunstância.

 

De resto, afinal, homens comuns, demasiado comuns para a excepção dos tempos. A começar numa oposição desonesta perante os seus próprios erros. Agora completada por desistentes de um governo , desistentes  em nome de orgulhos particulares que não passaram de travestis de corredores de fundo que afinal desistem à primeira dor de burro.

É este o problema de hoje em Portugal.

O problema da fraqueza de homens comuns perante situações excepcionais.


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Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2013
por Maurício Barra

Em 2004, Dan Rather, jornalista sénior da CBS, ficou marcado por uma reportagem errada que assinou sobre o presidente George W. Bush no programa 60 Minutes II.

A gafe, além de ter manchado a imagem do jornalismo da CBS, motivou a saída de Dan Rather da condução do telejornal diário CBS Evening News, em Março de 2005, bem como o cancelamento do programa 60 Minutes II, a demissão de três executivos e da produtora responsável pela matéria, e ainda a queda do então presidente da CBS News, Andrew Hayward.

Para a CBS a credibilidade é o âmago da actividade jornalística: sem ela fica afectada a função de um órgão de comunicação social, mesmo que custe a perda de um dos mais prestigiados jornalistas americanos. Porque os jornalistas passam e a CBS fica.

Em Portugal, no Expresso e na SIC Notícias, Nicolau Santos e Ricardo Costa promoveram em diversos programas, divulgaram em bastas notícias e escreveram artigos laudatórios sobre um impostor ex-arguido que mentia, o qual já tinha sido exposto e denunciado em blogs conhecidos pela sua idoneidade. Nicolau Santos e Ricardo Costa, mimetizando o PS, exponenciaram a mentira porque politicamente lhes agradava: era contra o Governo e anunciava catástrofes ciclópicas para 2013, o que ia ao encontro da formatação política à esquerda em que transformaram o jornalismo outrora isento do Expresso e da SICN.

Infringiram as regras básicas do jornalismo, faltaram gravemente ao livro de estilo daqueles dois órgãos de imprensa da Impresa.

Pois, ao contrário do que Dan Rather e a CBS fizeram em 2004, para estes senhores não foi nada de mais. Umas desculpas esfarrapadas, como se a credibilidade perdida pudesse ser varrida e ocultada debaixo do tapete. E ficaram quietinhos nos seus lugares, porque estas coisas de dignidade não lhes diz nada, treinados que já estavam quando se demitiram da sua função de jornalistas quando, durante o consulado de Sócrates, ocultaram aos portugueses a realidade económica que nos estava a levar para o abismo da bancarrota.

Senhor Francisco Pinto Balsemão, quem o viu e quem o vê: noutros tempos já teria cortado o mal pela raiz. Deixar pôr em causa a credibilidade da sua empresa é abdicar da dignidade que os leitores dos seus jornais se esforçam por lhe reconhecer. 


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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
por Maurício Barra

Ontem a Quadratura do Círculo ofereceu-nos mais uma situação confrangedora. J Pacheco Pereira, num arremedo de polícia ideológico, arremeteu novamente contra Isabel Jonet. A questão desta vez era, supostamente, a senhora preferir a caridade à solidariedade.

Preferindo o enviesamento de uma primeira página de um jornal que se colocou ao serviço da formatação ideológica das notícias, JPP não cuidou de ler a entrevista, como avisadamente alertou Lobo Xavier, invectivando e distorcendo as declarações da senhora.

Não lhe ocorreu que, se há caridade, é porque a sua função supletiva com origem na sociedade civil está exponenciada devido ao falhanço da solidariedade do Estado devido à bancarrota que o governo de Sócrates nos legou e que, além do mais, vivemos em democracia, e a senhora tem todo o direito de ter a sua opinião. E de ser respeitada por isso.

O problema dos polícias ideológicos é que nada escape ao seu “controlo” social : dão sempre justificações para que o “triunfo dos porcos” esteja acima do quotidiano humano de uma sociedade livre e solidária.


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Sábado, 17 de Novembro de 2012
por Maurício Barra

«(…) se assumisse as funções de primeiro-ministro, a austeridade não teria de ser aplicada. Não seria era uma prioridade, mas sim uma necessidade».

António José Seguro


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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2012
por Maurício Barra

Para quem está espantado com a falta de reacção da nossa imprensa às recentes declarações de Vasco Lourenço, nas quais alimentava a estapafúrdia ideia de uma próxima guerra na Europa (porque a realidade não vai de encontro às suas “vontades de revolução permanente”), e agora constata uma reacção violenta contra Isabel Jonet, com primeiras páginas promovendo abaixo-assinados e quejandos, porque a senhora argumentou o que entendeu argumentar sobre a realidade que vivemos, tem de perceber como isto funciona: o grupo organizado que navega nas águas dos dois partidos não democráticos, com a ajuda dos radicais e idiotas úteis que para estas coisas aparecem sempre, alem das manifestações organizadas por SMS, dedica-se ao ataque de todas as situações e opiniões com que não concordam. São ataques ad hominem que visam pessoas que os incomodam, seja porque têm uma opinião diferente, seja porque pelos seus actos ocupam postos de relevância social que gostariam de destituir.

Como a senhora não deixa que a sua obra caia em mãos que ideologicamente a destruiriam em pouco tempo, vai daí organiza-se um abaixo-assinado e a respectiva promoção, do qual temos notícia porque as antenas que este grupo tem em órgãos de imprensa têm uma influência exorbitante e exploram um caso que, visto e revisto, não passa de um fait-divers em qualquer democracia.

Mas para estes profissionais da agitação e propaganda, nós não somos uma qualquer democracia. Temos de ser uma “democracia a caminho do socialismo”, na qual se tenta na rua obter o que não se conseguem ter pelo voto.


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Sábado, 27 de Outubro de 2012
por Maurício Barra

Pela primeira vez na minha vida, e desde o nº 1, hoje não comprei o Expresso (comecei a comprá-lo ainda estava no liceu e, mais tarde, mesmo quando estava em viagem, o jornaleiro guardava-me as minhas “leituras” diárias).

Depois de na semana passada quase todos os artigos do jornal  aparentemente “terem” sido redigidos por Mário Soares, advogando numa profusão de formatos sobre a “não existência do governo”, “o governo implodiu”, “o Presidente tem de tomar conta disto”, etc, numa corrida tremendista e alucinada que a realidade contradizia e continua a desmentir – o Governo está para durar, o cumprimento do acordo com a troika está para continuar -, esta semana evita abordar a falência das suas premonições e foge como o Diabo da Cruz (tal como o PS) do assunto político da semana: o Estado que os portugueses estão dispostos a pagar.

Preferem continuar com as novelas da pequena política: Relvas, o telefonema a (e não de) Passos Coelho que já tem onze (!) meses, o Governo que põe em causa o Estado Social  (o Governo? a sério? ou  o sobredimensionamento do Estado socialista que nos levou à bancarrota?), e a  defesa das “vozes”, parceiras de estrada do BE, do PC e do soarismo radical, para que Portugal não pague a sua dívida.

Não contentes, escolhem para a primeira página desta semana um assunto de futebol, completamente extemporâneo. Se quisessem abordar o tema a sério teriam de analisar o assunto da semana nessa área de informação, ou seja, o efeito que provocará nas redes televisivas o fim das transmissões de jogos do Benfica pela Olivedesportos.  Mas esse assunto não lhes interessa: tal como os que estavam contra a televisão privada quando a SIC surgiu, não gostam de novos players na coutada do oligopólio televisivo que a Impresa quer continuar a dominar e, se por causa do marketing, não convém atacar o Benfica de frente, o  melhor é dar uma facada pelas costas.


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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012
por Maurício Barra

A campanha que a SIC N, dirigida pelo socialista soarista António José Teixeira, explorou esta semana sobre as férias de Passos Coelho, acicatando as pessoas que entrevistaram visando perturbar as férias do Primeiro-Ministro, é a sequência lógica da perseguição ad hominem que o PC lhe faz por todo o país. Nada mais lógico numa estação de televisão cuja maior parte da "agenda anti-governamnetal" das questões diárias,  de reportagem e dos entrevistadores, é uma cópia da agenda debitada dia a dia pelo PC e pelo BE.

Pois... tranquilo !

O Primeiro.Ministro está calmamente de férias com a família usufruindo da tranquilidade a que qualquer português tem direito.


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Quarta-feira, 1 de Agosto de 2012
por Maurício Barra

Li no Público ( único jornal que tem participação activa na "acção" ) que, na passada segunda-feira, a manifestação contra o Ministro Relvas tinha 40 ( repito, quarenta ) pessoas.

Decidiram que já não há condições para gritar palavras de ordem.

Transformaram o "evento" numa tertúlia.

Eu bem me parecia !


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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
por Maurício Barra

O comissário político do PC que dirige a CGTP disse ontem, à saída da audiência com o Presidente da República, onde foi contestar o tímido Código de Trabalho que vai ser promulgado, que a CGTP não admite que sejam as empresas a definir os horários e os regimes de trabalho.

O quê ??? 


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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012
por Maurício Barra

 

 

O mundo está perigoso, mas o pior é continuar aparvalhado.

No Vaticano continuam a  haver  vendilhões do templo ( a falta que Jesus Cristo está a fazer em Roma ), no Porto, o nosso emérito autarca teve uma paradinha e propõe que quem tem dívidas não pode ser democrata, em Versailles a modernidade tem de ser bon chic bon genre, e temos um seleccionador que diz que  jogámos melhor para perder o jogo.

Obviamente, os mesmos do costume não faltam à chamada : um pensa que a política é uma banda desenhada infantil, o outro continua a regar no deserto.

Valha-nos o oráculo para pôr um pouco de sanidade em tudo isto : deixem de ser choramingas !

Siga a dança !


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Domingo, 10 de Junho de 2012
por Maurício Barra

FACTOR MERKEL

Para aqueles que afirmavam ou insinuavam (incluindo MRS, num ímpeto de populismo acentuado) que ganhar à Alemanha era partir “partir as trombas a Merkel“ , acham que com a derrota de Portugal foi Merkel partiu as trombas a Portugal?

 

FACTOR BOSINGWA

Será que o facto de não ter sido seleccionado o nosso melhor defesa lateral direito (e recém-campeão europeu), facto a que os dirigentes federativos e o país impresso mansamente aquiesceu, não é mais um sinal do tradicional subdesenvolvimento português de colocar os egos à frente dos objectivos?

 

FACTOR HÉLDER POSTIGA

Vitórias morais? Depois de estarmos a jogar com dez contra onze? Continuamos a não retirar as lições das derrotas? Ou temos de aceitar que em Portugal os seleccionadores podem pôr as suas obsessões à frente da máxima eficácia para cumprir objectivos?


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Sexta-feira, 25 de Maio de 2012
por Maurício Barra

Jogar futebol. Gostar de futebol. Falar de futebol.

Mais do que isso? Não.

Porque começa pela desonestidade intelectual (não vemos o que os outros vêem, vemos o que os outros não vêem), o adversário não está no mesmo campo que nós, o adversário é o outro lado para todas as condenações, transforma-o em inimigo, tribaliza-nos e tribaliza-os, define campos estanques de estigmas , já não interessa se é de futebol que se trata. Passamos a ser hooligans mentais.

E já não temos de ser os melhores. Temos é de ganhar. Os meios hão-de justificar os fins.

Expandimo-nos para fora do campo do jogo. Aceitamos desvios a nosso favor, vociferamos contra o benefício dos outros, e assim alimentamos os fautores, os que mexem os cordelinhos, os que não querem simplesmente jogar futebol, querem o poder de ganhar antes de entrar em campo. E aceitamos que ou nós temos esse poder, ou então esse poder vai para os outros.

E o futebol deixa de ser um jogo, passa a ser um confronto escuro, de gente sombria, que vive bem evitando a claridade da lei.

E instala-se a paranóia. Ou controlamos ou somos controlados.

E antes que o jogo chegue ao fim já nos esquecemos da ética, dos valores morais, do fair-play, da verdade, da alegria dos nossos filhos a correrem atrás de uma bola. Ficamos infectados. Não nos importamos de não ser justos.

E tudo começou porque fizemos um intervalo nos valores, um intervalo em que fomos inferiores às nossas frustrações e abdicámos temporariamente da honestidade intelectual. 


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