Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
por Miguel Félix António

Vi escrito num jornal de referência e, portanto, acredito que seja um mero lapso do jornalista, nunca uma especulação político-jornalística tão a gosto dos jornais sensacionalistas. Que 2 feriados civis e 2 feriados católicos iriam ser suprimidos durante 5 anos e, esgotado esse prazo, voltariam depois a ser novamente feriados! Porque, de acordo com o relato, seria uma forma de contribuir para a resolução dos problemas da economia e das finanças portuguesas! 

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Segunda-feira, 26 de Março de 2012
por Miguel Félix António

Qual é a similitude entre a greve geral e os feriados? Simples, a sua banalização. E quando se banaliza qualquer coisa, ela perde todo o sentido e ninguém lhe liga.

 

Temos muitos feriados e por isso ninguém lhes liga, salvo se houver dinheiro para gastar nas catedrais do consumo ou se estiver bom tempo para ir para a praia. Aí todos valorizam o feriado, mas não pelas razões pelas quais o dia é feriado.

 

O feriado tem que ser pela sua própria natureza, um dia extraordinário, precisamente porque assinala um facto ou circunstância excepcional. Que merece ser comemorado e devidamente assinalado. Não para se fazer o que se pode fazer em qualquer dia de férias, ou em qualquer dia de descanso semanal. A grande maioria dos feriados que temos em Portugal estão banalizados e uma larga maioria de portugueses nem imagina o que se comemora. Se queremos feriados dignos do nome, porque eles expressam algo com profundo significado, temos que os racionalizar.

 

O mesmo com a greve geral. Banalizaram-na e tiveram a resposta no passado dia 22. Quase ninguém, excepto meia dúzia de instalados que ainda não perceberam os novos tempos, lhe passou cartão!


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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Só espero que tenham feito bem as contas. Assim como quem não quer a coisa, parece-me que a não tolerância de ponto na terça-feira de carnaval prejudica mais a economia que o contrário.

Digo-o com a naturalidade de quem nem goza o carnaval. Contudo, sei bem o que representa para a economia de inúmeros locais e, sobretudo, para a hotelaria e turismo nacionais.


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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012
por José Adelino Maltez

 

Não me mudem o dia de anos. A nossa Avenida da Liberdade começa nos Restauradores e pode voltar a descer a partir da Rotunda de Machado Santos, com heróis do mar pelos egrégios avós, assim nos mobilizem as brumas da memória!

 

Entre o 1 de Dezembro e o 5 de Outubro, o nosso eixo simbólico que até passa pelos Combatentes. Não apaguem a memória por causa dos trocos.

 

Este nosso passeio público é bem mais do que o discurso enlatado de qualquer ministerialismo, líder patronal ou sindicalista concertado. A rua é do povo.

 

Encham as caixas de mensagens dos senhores deputados com defesas do 1 de Dezembro e do 5 de Outubro!

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Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

...considero fundamental que o 28 de Setembro passe a ser feriado!


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por José Adelino Maltez

A questão dita dos feriados é tão absurda quanto isto: em cada uma das cinquenta e tal semanas do ano, além de um feriado não religioso, o sábado, há um feriado religioso, o domingo. Pior do que isso, cada um dos dias da semana na nossa língua tem o nome de "feriado", isto é, feira, derivado do latim "feria", isto é, festa religiosa. Por outras palavras, se incluirmos o sábado judeu, todos os dias do ano em Portugal são de feriado. Somos, de facto, uma feira. Amen!

 

Os laicistas quando estiveram no poder nem sequer tiveram a coragem de fazer retornar o nome dos dias da semana às designações pagãs, anteriores à determinação papal de Silvestre, julgo que no ano 200.

 

Hoje, no poder, não estão laicistas nem antilaicistas, estão quem somos, os medricas.

 

Logo, apenas apelo a uma adequada revolta dos senhores deputados, em nome da comunidade das coisas que se amam. É uma matéria de não-disciplina partidária e de fidelidade a valores maiores, em nome de uma lealdade básica. Há algemas que libertam.

 

Consta que a bandeira nacional e o hino nacional serão objecto da próxima reunião do Conselho de Alvarização Nacional. A bandeira pode ser uma marca. E o hino até convém que seja em inglês pimba.

 

Hoje sinto uma íntima derrota dentro de mim. Mas nunca esquecerei e nunca pactuarei com quem subscrever este acto de frontal violação de símbolos nacionais. Há uma fronteira de sagrado que se marca a fogo na memória.

 

Subscrevo inteiramente o grito de revolta de Manuel Alegre: "É um acto contra a História e contra a cultura. É um acto anti-história e anti-cultura". Nem cito o ministro que veio a microfone dizer que, depois, se reforçará o 10 de Junho. Também sou radicalmente intransigente nessas matérias de mínimos de identidade patriótica. Lamento os ditos monárquicos que vieram fazer campanha contra o 5 de Outubro e os ditos republicanos que subscreveram o preconceito de o 1º de Dezembro ser dos monárquicos. Acabaram ambos alvarizados.


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por Francisco Castelo Branco

O Ministro da Economia vai propor o fim dos feriados do 5 de Outubro e do 1 de Dezembro.

Com isto, todos ficam satisfeitos e ninguém chateado.

Os monárquicos não ficam com o ego em cima e os republicanos deixam de ser egoístas.

Quem fica a ganhar é a Igreja que mantém os seus feriados e assim garante casa cheia nas igrejas.


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por Rodrigo Saraiva

enquanto o 25 de Novembro não passar a feriado tudo o resto é ajustável.

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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
por jfd

* ou Da demagogia de ocasião

 "Um país é feito de símbolos e datas como o 1º de Dezembro ou o 5 de Outubro fazem parte da nossa identidade.

Nem Salazar se atreveu a tocar no 5 de Outubro"

Lusa

sinto-me:

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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Há em Portugal treze feriados (a Páscoa não conta para estas contas porque ocorre sempre ao Domingo). Desde que se dê valor aos seus vários significados, aquele número não é exagerado. O problema está nas pontes e tolerâncias de ponto do sector público - e na pouca importância que o país atribui a alguns deles. O fundamental não é pois o seu número mas o seu valor. E que valor têm?

 

Os feriados relevam para a identidade nacional, o que está num plano superior ao das considerações económicas. Daí ser triste que este debate surja agora a propósito de uma crise. A identidade nacional está ou deveria estar antes da economia. Este é pois mais um daqueles temas que são em primeiro lugar políticos e históricos e só depois económicos (como por exemplo o do serviço público de televisão).

 

Atendendo aos significados e à identidade portuguesa, concordo com a proposta do Governo de abolir o Cinco de Outubro e o Primeiro de Dezembro. Quanto ao feriado da República, pouco ou nada merece celebração do que se passou entre cinco de Outubro de 1910 e vinte e cinco de Abril de 1974. E o que aconteceu a partir desta última data já tem feriado próprio. O Primeiro de Dezembro merece ser abolido não pelo seu conteúdo mas porque há muito que deixou de gerar qualquer adesão popular. A nossa total independência face às aristocracias espanholas está mais do que garantida; os factos daquele feriado estão mais do que sedimentados; para a nossa identidade nacional já não releva a nossa oposição ou diferenciação face à Espanha. Justifica-se pois o fim deste feriado por bons motivos.

 

Se a crise pudesse justificar a abolição de um feriado, esse só poderia ser o Primeiro de Maio. Foi a expansão irrealista, desmesurada e populista do Estado social que levou à crise do endividamento. Muito do Estado social foi empolado pelas "narrativas" dos direitos do trabalho. Muitas eleições foram ganhas com a promessa de o Estado criar empregos na administração pública: empregos de produtividade duvidosa em troca de votos. Enfim, muito da actual bancarrota se deve aos "direitos adquiridos", estando uma boa parte deles cristalizados no Direito do Trabalho português.

 

Finalmente, só no fim, pensar "economicamente" os feriados. Será que eles afectam alguma coisa? É possível dizer que os países falidos têm significativamente mais feriados do que os Estados com finanças sólidas? Há estudos sobre o assunto? A minha intuição é que o número dos feriados não é significativamente determinante de coisa nenhuma.


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por Ricardo Vicente

Tal como em relação a tantas outras matérias, é uma pena que o assunto dos feriados seja discutido e, pior, decidido sob a pressão de uma crise terrível e com o país na bancarrota. A História de Portugal poderia um dia ser escrita quase completamente atendendo aos episódios em que se fez à pressa, se decidiu sob pressão e se perdeu oportunidades de mudar quando era o tempo ideal para isso.

Este é também mais um dos temas em que transparece uma confusão entre o público e o privado. Observando alguns dados, por exemplo europeus, e deixando de lado (por agora) a questão do significado de cada feriado, não me parece que haja qualquer problema com o número de feriados em Portugal. O problema não está nos feriados, está nas pontes e nas tolerâncias de ponto a que os Governos anteriores habituaram o sector público.

Por mim, não se deve acabar com nenhuns feriados por motivos conjunturais (estou a assumir que esta crise não vai durar para sempre... e acredito que esta hipótese não é descabida). Quando, um dia, o país estiver novamente em processo de enriquecimento, os nossos feriados actuais voltarão a legitimamente parecer-nos em número razoável (mais uma vez, ignorando o aspecto do significado).

Já quanto às pontes e às tolerâncias de ponto do sector público, que são pagas com os nossos impostos, não há legitimidade nem razoabilidade nem crescimento económico que lhes valham e justifiquem: devem ser proibidas. Se o sector privado fizer pontes e conceder tolerâncias de ponto, é lá consigo e respectiva tesouraria: apenas está em jogo o dinheiro de quem decide tais concessões, não o dinheiro dos outros. Ao invés, os Governos, ao concederem aqueles benefícios, desrespeitam o dinheiro dos contribuintes.

O Governo actual, se reduzir o número de feriados, fará política permanente e pouco necessária em época de congestionamento político, isto é, em que outros assuntos mais prementes se deveriam impor e em que não é certo que haja suficiente vagar para bem decidir. E produz impacto sobre o público e o privado quando do privado não surge nenhum problema (nesta matéria).


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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida
Que feriado devíamos acrescentar ao nosso calendário?
13 de Janeiro – Primeiro Concerto dos Xutos e Pontapés.
25 de Janeiro – Nascimento de Eusébio da Silva Ferreira.
21 de Abril – Data em que Pedro Caldeira foi absolvido pelo Tribunal da Relação de Lisboa de todos os crimes.
15 de Maio – Sporting vence a Taça das Taças Europeia.
20 de Maio – Lançamento do jornal “O Independente”.
15 de Junho – Data em que Jorge Coelho abandona Conselho de Estado, seu último cargo público.
17 de Junho – Primeira exibição em Portugal da telenovela “Rei do Gado”.
21 de Junho – Dia em que José Sócrates deixa de ser Primeiro Ministro.
2 de Julho – Nascimento de Daniel Oliveira, fundador do Arrastão, do Bloco de Esquerda e por esta ordem de ideias provavelmente também do peixe cozido.
3 de Setembro – Primeira emissão do Big Brother Portugal.
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011
por Rui C Pinto

Ah, que saudades desse tema "quente"... Os feriados... São demasiados? Podem celebrar-se ao fim-de-semana? E que fazer com as pontes? Falo deste tema hoje porque não fiquei indiferente ao artigo de opinião de João César das Neves no DN de hoje: Os limites da política. Nesse artigo César das Neves distingue o feriado em dois domínios: o seu valor de celebração comunitária e o seu valor laboral. Mas vai mais longe: 

 

"O anterior Governo, aquele que levou o País à beira da ruína, achou-se com direito a mudar coisas básicas da sociedade, simplesmente por ter maioria ocasional. Enquanto tratava mal daquilo que lhe competia, atrevia-se a mexer no que tinha o dever de respeitar. Porque a definição de casamento e os limites da vida não podem estar ao sabor de coligações de momento.

(...) Mas o actual Governo, no meio das medidas duras da troika, já exorbita das suas funções quando se pensa com direito a mexer nos feriados."

 

Hum... Casamento e limites da vida para chegar aos feriados... Que terá César das Neves em mente? Estará com receio de perder o feriado da Assunção de Maria ou da Imaculada Conceição?


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