Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
por jfd

Deve ter sido nos Latino/Greco/Irish Grammy's....

 


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Sábado, 25 de Agosto de 2012
por Sérgio Azevedo

Hollande, essa grande esperança do socialismo, entende que a Grécia deve "provar a credibilidade" dos seus compromissos internacionais pois, segundo Hollande, "vive-se um momento em que é preciso assumir compromissos" e que a "Europa tem de ter consciência que já tudo foi feito" em prol da Grécia. Nem Sarkozy teria dito melhor...


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Sábado, 23 de Junho de 2012
por jfd

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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
por Pedro Correia

Espero que o Alexandre Poço prossiga a sua oportuna série sobre os melhores golos deste Campeonato da Europa. Até porque golos não têm faltado: foram marcados 60 na fase de grupos, 17 dos quais de cabeça (28% do total).

A média é razoável: 2,5 golos por jogo. E alguns têm sido extraordinários. Como este, do sueco Ibrahimovic, talvez o mais sério candidato ao melhor do torneio. Também gostei muito dos golos de Fernando Torres e David Silva contra a Irlanda. E do segundo do nosso Cristiano Ronaldo contra a Holanda. E - devo reconhecer - igualmente dos que nos foram marcados pelo alemão Mario Gómez e pelo holandês Rafael van der Vaart.

 

Um dos melhores surgiu hoje, num encontro rodeado de muita expectativa: o Alemanha-Grécia, disputado em Gdansk (Polónia). Entre assobios dos adeptos gregos cada vez que os jogadores comandados por Joachim Löw tocavam na bola e o entusiasmo da chanceler Angela Merkel, que fez questão de estar presente, ao lado do presidente da UEFA, Michel Platini, quase tão germanófilo em matéria futebolística como ela. Os gregos, treinados por Fernando Santos, adoptaram a táctica do ferrolho, tentando cortar todas as vias do acesso alemão à sua grande área. Era uma estratégia condenada ao fracasso, como se antevia desde o minuto inicial. Faltava apenas saber em que circunstância exacta os alemães atingiriam com sucesso as redes gregas.

Aconteceu, iam decorridos 39 minutos, com um disparo do capitão germânico, Philipp Lahm. Um defesa, com apenas 1,70m de altura, mas dotado de tenacidade suficiente para quebrar a muralha helénica, mais frágil do que parecia.

Ao intervalo, 1-0: resultado lisonjeiro para a selecção grega, de qualidade muito inferior ao do conjunto alemão, onde pontificam vedetas de nível mundial como Özil e Schweinsteiger (este hoje muito perdulário nos passes). E aos 54', contra a corrente, a Grécia empatou num rápido contra-ataque na ala direita conduzido por Salpingidis, que fez um passe milimétrico para o golo de Samaras.

 

A euforia grega durou sete minutos exactos. Até ao fantástico disparo de Khedira, que recebeu a bola e a rematou com artes de matador sem a deixar cair no chão. Outro golo desde já candidato ao melhor do Euro 2012.

Angela Merkel, muito focada pelas câmaras polacas, teve ocasião de dar saltos de júbilo em duas outras ocasiões, quando Miroslav Klose e Marco Reus ampliaram a vantagem. Salpingidis, no penúltimo minuto do encontro, ainda reduziu, de penálti. Mas era já tarde para o resgate grego. Os dados estavam lançados.

Muito se tem falado numa Europa a duas velocidades. Isso também sucede no futebol, espelho da vida. Como o jogo de hoje confirmou.

 

Alemanha, 4 - Grécia, 2


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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012
por Francisco Castelo Branco

Apesar dos resultados das eleições terem indiciado alguma estabilidade para a Grécia, parece que a indefinição continua. Com o Syriza metido no meio, a possibilidade de um governo de unidade nacional é praticamente impossível, pelo que se repete a situação verificada aquando do primeiro acto eleitoral.

Na minha opinião só há um caminho: chamar Fernando Santos para chefiar o governo. Ele é o único que neste momento gera consenso na Grécia e ao que parece foi elevado à categoria de Deus.


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por Maurício Barra

Todos os que apostavam no caos, no fim do euro, no fim da Europa, os que já preconizavam a  reformulação da democracia, foram derrotados... pela democracia.

O tempo das Cassandras que, aqui em Portugal, foi um massacre contínuo de meses e meses à custa das agendas simpatizantes que os partidos não democráticos têm nas redacções da nossa imprensa, esboroou-se. Tudo o que escreveram caiu por terra.

Não temos de aturar mais as sinopses esquerdistas do jornal "delas" (segundo uma feliz definição do nosso mais estimado embaixador), as "viagens" de Clara Ferreira Alves que, armada em jornalista, fez a incensão apologética do Syriza com a irrelevância histérica que a define, nem as profecias de "professores" que colocam as suas obsessões ideológicas à frente da honestidade intelectual (claro que agora vamos ter para aí duas semanas de programas televisivos com os mesmos do costume a tentarem "ler" o contrário da realidade que têm em frente dos olhos, mas, o que é que querem, alguns dos principais proprietários da comunicação social portuguesa esquecem que o compromisso essencial das suas políticas editoriais deveria ser com a democracia).

O PC sai derrotado na sua estratégia de provocar um crescendo de agitação social que culminaria numa moção para derrubar o governo, o BE perde a única esperança de reanimação existencial que o Syriza lhe poderia dar. Os dois juntos nunca passarão dos 15%. Nem agora que atingimos o momento mais depressivo da austeridade em que fomos colocados pelo anterior governo.

A Grécia vai acomodar-se numa renegociação que lhe facilite o cumprimento do acordo com a União Europeia, Portugal está bem colocado para começar a recuperar a sua economia com estabilidade financeira e coesão social.

Ambos vão "ganhar" o euro.

Como ontem fizeram, no outro Euro. 


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por Pedro Correia

Os gregos falaram. Da única forma aceitável em democracia: através do voto. Na hora da decisão crucial, prevaleceu a resposta à pergunta que ontem aqui resumi desta forma: "Votar para quê? Para produzir novo impasse destinado a tornar ainda mais profundo o atoleiro ou procurar que o voto se torne parte da solução e não parte do problema?"

Após as legislativas de 6 de Maio, as forças políticas gregas, confundindo cálculo partidário com interesse nacional, foram incapazes de formar um governo de coligação. Julgo que agora não sucederá assim. Por um motivo muito simples: a Grécia precisa de 2 mil milhões de dólares para evitar a bancarrota, que tem já data marcada: 20 de Julho.

Não há nada como o inevitável para inspirar os políticos. A Grécia europeísta é hoje mais frágil do que ontem, mas continua europeísta. Também neste aspecto os gregos foram claros: esta eleição funcionou como referendo ao euro num país que tem registado por estes dias uma corrida dramática aos depósitos bancários.

Permanecer no euro é um direito da Grécia, que precisa como nunca da solidariedade europeia. Ora não há direitos sem deveres. O primeiro dever dos gregos é saberem ajudar-se a si próprios. O povo já cumpriu a sua parte. Falta agora os políticos cumprirem a sua.

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por Sérgio Azevedo

A vitória da Nova Democracia na Grécia foi a vitória da construção europeia e do projecto europeu. São momentos como este que nos fazem acreditar na democracia e no imperativo da razão dos cidadãos que, em alturas como esta, sempre prevalece. Hoje, a razão imperou na Grécia. Os gregos ganharam mas a Europa também.


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Domingo, 17 de Junho de 2012
por José Meireles Graça

Eu também acho que há razões de esperança: I) O Syryza ganha e faz o que faria a Nova Democracia com mais retórica e demagogia, e o Euro continua de vitória em vitória até à derrota final; II) O Syriza ganha e faz o que diz que vai fazer e - a) a Alemanha banca para ficar sem o dinheiro, prolongando a vida do Euro até à chegada dos coronéis ou - b)  não banca e os coronéis chegam mais cedo; III) A Nova Democracia ganha e fazem favor de ver I); IV - Nada disto (só para ter a certeza de acertar).


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por Pedro Correia

 

E SE NÓS, PORTUGUESES, TAMBÉM VOTÁSSEMOS HOJE NA GRÉCIA?

 

Imaginem agora, por um momento, que éramos todos gregos. Íamos hoje votar pela segunda vez em seis semanas. A primeira, em 6 de Maio, não serviu para nada: as forças políticas eleitas por voto popular, confundindo cálculo partidário com interesse nacional, foram incapazes de formar um governo de unidade - primeiro passo, aliás fundamental, para tentar tirar o país do atoleiro em que se encontra.

Imaginem que éramos gregos. Íamos votar. Para quê? Para produzir novo impasse destinado a tornar ainda mais fundo o atoleiro ou procuraríamos que o nosso voto se tornasse parte da solução e não parte do problema?

 

É verdade que a Europa, em grande parte por incapacidade dos seus dirigentes, se tornou um problema dentro do problema dentro do problema. Como naqueles jogos de caixinhas chinesas da nossa infância. Mas é um facto que a Grécia nunca fez parte de solução alguma. Pelo contrário. Um país que contribui apenas com cerca de 2% do PIB da União Europeia tem ocupado, mais do que nenhum outro, as manchetes da imprensa mundial sempre por maus motivos.

Mentiu sobre o défice das contas públicas. Quando o socialista Georgios Papandreu venceu as legislativas de Outubro de 2009 verificou que o défice real, herdado do governo conservador da Nova Democracia, ascendia aos 12,7%: nada tinha a ver com os 6% comunicados oficialmente a Bruxelas.

Houve dois empréstimos de emergência negociados por Atenas em condições muito precárias com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Em Maio de 2010 e em Outubro de 2011. Para o envio de 240 mil milhões de euros aos gregos, a troco de um brutal plano de austeridade.

O país passou a fazer parte da solução? Não. Continuou a ser parte do problema.

 

De então para cá, houve sucessivas greves gerais (oito só em 2010).

Houve uma tentativa fracassada de Papandreu para fazer preceder o segundo resgate financeiro de um referendo aos gregos. E logo caiu o Governo do PASOK, minado por insanáveis divergências internas.

Formou-se um Executivo de "unidade nacional" (que nada tinha de unitário e muito pouco de nacional) liderado por um tecnocrata, Lukas Papademos.

Realizaram-se há seis semanas as tais eleições que não serviram para nada.

 

Balanço?

Não podia ser mais negativo.

- Dívida pública grega: 163% do PIB.

- Défice externo: 7,3%.

- Défice orçamental: 7,5%.

- A actividade turística - que gera cerca de um quinto dos empregos directos na Grécia - caiu 15% no primeiro trimestre de 2012.

- 40% das reservas turísticas para o Verão foram anuladas desde o fracassado escrutínio de 6 de Maio.

- A produção industrial caiu 8,5% em 2011.

- A receita do Estado caiu 10,2% em 2011.

- Taxa oficial de desemprego: 21,7%. Em certas regiões ronda os 70%.

- Cerca de 400 mil famílias gregas não possuem rendimentos de qualquer espécie.

- Pelo menos um terço dos gregos, segundo estimativas credíveis, vivem na chamada "economia informal". O país detém o recorde europeu de evasão fiscal.

- A Bolsa de Atenas caiu 56% no último ano.

- Tem-se registado uma corrida aos depósitos bancários. Em média, os gregos retiram dos bancos entre 500 milhões e 800 milhões de euros por semana, convertendo-os em libras ou francos suíços. Quarta e quinta-feira, o ritmo aumentou: um milhão levantado em cada dia.

- Desde 2010, os bancos gregos terão perdido já 72 mil milhões de euros em depósitos, o equivalente a cerca de 30% do total.

 

Há culpas próprias, claro. Mas também culpas alheias. Georgios Prevelakis, professor de Geopolítica na Sorbonne, adverte em entrevista ao El Mundo: «A Alemanha tem repetido na Grécia os erros cometidos pelos aliados após a I Guerra Mundial.»

 

Como sair do impasse? Atirar mais dinheiro sobre o problema? Já se viu: a solução não passa por aí. Mas há necessidades urgentes que requerem paliativos urgentes. E caros. Um exemplo: se não receber até 20 de Julho a próxima fatia do empréstimo internacional, no montante de 2 mil milhões de euros, o Estado grego não conseguirá cumprir as suas obrigações mais elementares. A começar pelo pagamento de salários e pensões (uns módicos 600 milhões de euros).

 

Duas evidências:

- O Estado grego desagrega-se de dia para dia.

- Há uma forte tradição de intervenção militar na politica grega, como ficou amargamente demonstrado na ditadura dos coronéis (entre 1967 e 1974). E o Egipto, onde o processo democrático acaba de ser travado por uma conspiração conjunta entre militares e juízes, não fica muito distante de Atenas. Mais perto ainda fica Itália, onde não falta hoje quem se orgulhe de ter "um governo sem políticos".

Nada de ilusões: no limite, é a própria democracia que começa a estar em causa.

 

O seleccionador nacional da Grécia é português. E acaba de produzir um quase milagre, qualificando a débil selecção grega para os quartos-de-final do Campeonato da Europa.

Conseguirão os gregos qualificar-se para as etapas seguintes da construção europeia, muito mais exigentes e que nada têm a ver com futebol?

 

E nós, portugueses, se fôssemos gregos, como votávamos?

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Sábado, 16 de Junho de 2012
por Pedro Correia

Portugal ainda tem de aguardar mais um dia para saber se a selecção nacional transita para os quartos-de-final do Europeu. Mas há já um português qualificado para a etapa seguinte do Euro 2012: Fernando Santos, seleccionador grego, que viu há pouco os seus jogadores derrotarem a Rússia. Pela margem mínima, é certo. E com muito nervosismo, aliás compreensível. Mas a verdade é que a Grécia - dirigida pelo técnico português - contrariou os prognósticos de vários "especialistas" em futebol e segue em frente na competição. Tal como a República Checa, que hoje derrotou a Polónia também por 1-0 debaixo de chuva torrencial (as condições climatéricas têm-se agravado neste Europeu, de dia para dia). Bem advertia, à cautela, Luís Freitas Lobo - um dos que apostaram na passagem dos russos à fase seguinte - que "com a Grécia tudo é possível". Jogadores gregos comandados por um treinador português: eis um cocktail capaz de contrariar todos os vaticínios.

Esta vitória ocorre num momento muito especial. A escassas horas de os eleitores gregos voltarem às urnas, depois do impasse registado nas legislativas de 6 de Maio, para escolherem uma nova maioria política capaz de gerir os destinos do país. Uma eleição em que se joga não só o futuro grego mas igualmente as encruzilhadas do euro. O outro, que nada tem a ver com futebol. Com um prognóstico muito mais incerto do que o desfecho do Grécia-Rússia.


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Terça-feira, 22 de Maio de 2012
por Judite França

O líder do Syriza, Alexis Tsipras, veio avisar que não negoceia com o inferno, mas o inferno já mandou dizer que negoceia com qualquer partido eleito na Grécia. Mesmo que seja contra o programa de assistência.

 

Ou seja, o devedor falido recusa-se a negociar com o «inferno». O credor, o tipo que emprestou o guito e que tem os salários dos funcionários públicos gregos nas mãos [desde polícias a enfermeiros], está disposto a sentar-se às mesas das negociações, mesmo se o governo eleito quiser rasgar de alto a baixo o contrato assinado.

Parece que alguma coisa está do avesso. Deve ser o mundo.


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Terça-feira, 15 de Maio de 2012
por Pedro Correia

A Grécia abandonará a zona euro no próximo mês. Um vaticínio de Paul Krugman.


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por Francisco Castelo Branco

Não houve possibilidade de se chegar a um consenso na Grécia, e assim o Presidente vai ter de convocar novas eleições já para o mês de Junho. Esta é uma situação inédita que levará a uma provável vitória do Syriza, partido da esquerda radical que também foi convidado a formar governo após o recente acto eleitoral. Se se confirmarem as piores previsões é bem possível que seja o início do regresso do radicalismo, quer de esquerda quer de direita à Europa.

A grande questão que se coloca é saber como vai a UE trabalhar com este partido, até porque a própria UE não poderá "marginalizar" um Partido democraticamente eleito, seja ele de que ideologia for. A vitória do Syriza na Grécia pode muito bem ser uma alavanca para que outros partidos anti-sistema venham a ganhar espaço no espectro político europeu. Em França Marine Le Pen quase chegou lá.

Esqueçam lá o federalismo.....


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por José Meireles Graça

Pessoas agudas entendem sem dificuldade de maior o que se passa no Mundo. E quer dediquem o melhor do seu tempo a filosofar numa biblioteca na Marmeleira, quer preopinem na televisão sobre o resultado próximo futuro das eleições Americanas, a limpidez das análises abunda e as certezas também.

Já eu vejo-me aflito: no descalabro grego, a ser isto verdade, o eleitorado quer, ao mesmo tempo, perdões de dívida, reescalonamentos, taxas de juro modestas, e crescimento induzido por despesa pública, tudo com aumento de impostos para os "ricos", dos quais os que o são verdadeiramente já há muito puseram o que puderam ao fresco.

Ou seja, o eleitorado quer a Lua, o outro nome do Syriza e do nosso estimável Bloco de Esquerda. Mas quer também, esmagadoramente, o Euro, não vá correr o risco de atravessar a fronteira e ter que levar uma mala de dracmas, para converter ao câmbio do quilo.

Um quilo de dracmas deve pagar hoje, suponho, uma refeição num restaurante alemão. Uma maçada, agravada ainda no caso pelo facto de os alemães estarem ingenuamente convencidos que o supra-sumo da culinária é o eisbein.

Isto é perturbante: se os gregos não tivessem aderido ao Euro, e sendo tudo o mais igual, nunca teriam chegado à miséria em que se encontram porque a moeda nacional teria desvalorizado suavemente na proporção dos desvarios de política económica - não teria sido a melhor receita para o sucesso, mas teria sido uma válvula de segurança. Porquê então a obsessão com o Euro?

 

Creio que uma parte é calculismo. A "Europa" que pague - os milhares de burocratas e políticos pagos a peso de ouro que apostaram as suas carreiras no "projecto europeu", compreensivelmente, não apreciam brechas no edifício, e temem que o efeito de contágio grego desça não sei por onde até não nos encontrar (obrigado, Pessoa, esta parte foi aqui metida a martelo mas achei que ficava bem).


Outra parte é história: a Grécia independente é uma criação de inícios do séc. XIX; para trás ficaram séculos de dominação turca, e antes disso bizantina, e para a frente ainda viria uma longa teoria de guerras que só terminariam verdadeiramente com o fim da II Guerra Mundial. Esta dominação estrangeira, que a Grécia não partilha com muitas das Nações antigas da Europa, explica a tenaz adesão a um clube que ainda parece sólido, estável e democrático (o que também conta porque a democracia grega moderna é, tal como a nossa, um enxerto recente).


Finalmente, a última parte é propaganda bem conseguida: os Gregos foram convencidos, como nós, que o fim do Euro é o fim da "Europa"; que a CEE tinha que mudar de natureza ou morrer; e que um cada vez maior centralismo bruxelense era uma receita para o sucesso, ainda que Bruxelas, por sua vez, tivesse evoluído para um ersatz de Berlim.


Pobre Grécia: foi, durante séculos, o sal da Terra; o melhor dela deu aos Romanos, depois a Bizâncio, e vive ainda por todo o Ocidente. Está nas vascas do calote por acreditar em visionários engenheiros de pátrias. Que Zeus lhe valha.

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
por Francisca Almeida

O mundo, tal qual o conhecíamos, mudou. O advento desta crise económica e financeira a par da incapacidade dos Estados e dos chamados “poderes instituídos” para compreenderem as suas causas e lidarem com as suas consequências, puseram a nu as alterações estruturais na ordem mundial e na dimensão histórica das relações internacionais. A globalização trouxe consigo uma certa ideia de enfraquecimento do poder estadual, do poder hegemónico do estado sobre o seu território e o seu povo. Paulo Rangel (Estado do Estado, Dom Quixote, 2009) fala numa “ordem política pautada pela fragmentação do poder, pela sua descolagem do Estado e por uma desvinculação da base territorial”.

Uma diferenciação que recorda “o mundo político medieval, a sua estrutural diversidade e a sua condição radicalmente interdependente”. Não se cura, todavia, do meu ponto de vista, de uma nova idade média na visão caótica de Alain Minc (A Nova Idade Média, Difel, 1994) mas antes, como sublinha Paulo Rangel, de um novo equilíbrio, de uma “multiplicidade avassaladora de poderes […] que tendem para um equilíbrio espontâneo, natural e dinâmico em constante mudança e modificação”.

 

Do ponto de um Estado como o nosso - uma pequena economia europeia, aberta, exposta às vantagens e às desvantagens da globalização e, para mais, sujeita à intervenção externa do FMI e das instituições europeias, não há como não esbarrar a cada passo com essa realidade da pulverização dos poderes estaduais por diversas organizações do espaço internacional, de índole diversa e, ainda que indirectamente, por outros estados soberanos, tal é a interdependência entre os vários actores internacionais.

Vem isto a propósito da forma como, este fim-de-semana, seguimos de perto as eleições gregas e francesas. Não por acaso. A periclitante situação grega, a crescente influência das franjas extremistas à esquerda e à direita e a patente incapacidade dos partidos do arco do poder formarem governo – para mais num cenário de minoria parlamentar – faz temer pelo equilíbrio delicado da Grécia no espaço europeu. E, como na teoria do caos, o bater de asas de uma borboleta em Atenas pode bem provocar um segundo terramoto em Lisboa e, já agora, em Madrid e em Roma. Desengane-se quem julga que – à semelhança da Bélgica – a Grécia pode aguentar-se uns tempos sem governo. Se alguma vez deixou de o ser, a Grécia volta a ser a principal preocupação da Europa. E é, não vale a pena escamoteá-lo, uma preocupação séria para Portugal.

 

Por outro lado, a chegada de François Hollande ao Eliseu virá, com elevada probabilidade, evidenciar a inexequibilidade de muitas daquelas que foram as suas bandeiras eleitorais e com isso esmorecer a euforia do Partido Socialista português e de históricos como Mário Soares que clamam agora um “rompimento com a troika”.

Não se julgue, porém, que a Europa sairá da lógica de directório que Cavaco Silva abundantemente critica, porquanto a actual crise europeia não encontra enquadramento adequado nos tratados nem na orgânica das próprias instituições. Contudo, a vitória de Hollande poderá dar um impulso decisivo numa agenda de crescimento que vinha já a desenhar-se mas que, encontra assim, novo pretexto.

Algures na forma como a Europa for capaz de desembaraçar o nó grego e compatibilizar o socialismo europeu com a direita alemã se desenhará também o futuro português. Numa clara demonstração do impacto decisivo que podem ter “cá dentro” acontecimentos que antes só aconteciam “lá fora”.

 

(artigo publicado no Jornal Notícias de Guimarães)


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Domingo, 6 de Maio de 2012
por Pedro Correia

 

Angela Merkel perdeu hoje em três frentes.

Na frente externa, o seu mais fiel parceiro europeu - Nicolas Sarkozy - foi derrotado por François Hollande nas presidenciais francesas. E a Grécia sai das urnas ainda mais fragmentada e ainda mais ingovernável, com um expressivo voto de protesto que penaliza as duas maiores forças políticas pró-europeias e rejeita novas medidas de austeridade impostas por Berlim.

Na frente interna, a chanceler alemã vê a União Democrata-Cristã recuar nas eleições estaduais de Schleswig-Holstein, onde o seu parceiro de coligação se afunda. Depois das derrotas na Renânia do Norte-Vestefália, Hamburgo, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e Baden-Vutemberga.

São sinais reveladores. Que devem ser lidos com atenção. Em todas as capitais da União Europeia, onde as forças extremistas, nacionalistas e populistas vão ganhando terreno. Não só em Atenas, não só em Paris. Por uma espécie de lenta implosão das famílias políticas tradicionais, incapazes de escutar a voz da rua.

Sinais que devem fazer meditar seriamente os políticos com responsabilidades governativas. Para que a união não se transforme em desunião e o sonho europeu não naufrague. Só ele possibilitou a paz prolongada na Europa, de longe o continente com maiores cicatrizes de guerra. Como a História nos ensina.

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Sábado, 5 de Maio de 2012
por Pedro Correia

As eleições legislativas gregas de amanhã estão a ser de algum modo ofuscadas por se realizarem no mesmo dia do escrutínio presidencial francês. Mas trarão muito mais problemas à Europa do que a disputa Hollande-Sarkozy, em que se joga apenas o acessório e nada do essencial.


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Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
por Pedro M Froufe

Parece ser o que se passa, em termos de discurso político europeu, com a Grécia.

Agora, de um modo claro, foi o Ministro alemão do Interior que praticamente já deixou cair o Santo (neste caso, a Grécia). Mas a ladainha já tinha começado a ser entoada, de forma menos explícita, desde há uns tempos a esta parte. Quem estivesse atento ao discurso político das Instituições e, de um modo geral, de políticos com responsabilidades na UE, perceberia: independentemente das declarações de Barroso, jurando segurar a Grécia até ao limite, lá fomos ouvindo a própria Comissária Grega das Pescas dizer que, para a zona Euro, não seria nenhum drama se o seu país saísse da moeda única. Depois foi a Comissária Neelie Kroes (da “agenda digital”), a dizer a mesma coisa, de forma mais contudente (a própria União e o processo de integração não sofreriam com a queda da Grécia em default). Em paralelo, alguns políticos (sobretudo do eixo franco-alemão) começaram, de forma inusual e muito anti-diplomática, a dizer abertamente mal dos políticos gregos. Tudo isso eram (são) sinais de que, de facto, o objectivo, agora, já será deixar cair a Grécia controladamente. Como explica o José Manuel Fernandes, aqui, “na imprensa internacional tanto vozes eurocépticas (como Ambrose Evans-Pritchard, doThe Telegraph), como federalistas (caso de Wolfgang Münchau, do Financial Times) juntam-se a uma legião de economistas (de que um exemplo é Hans-Werner Sinn, responsável de um dos mais importantes think tanks económicos da Alemanha, em entrevista à Spiegel) que defendem o regresso da Grécia ao dracma. Sem dramatismos, apenas por realismo”.

 

Também, por outro lado, o acentuarem-se as diferenças entre o caso português e a Grécia, para que, de futuro e (ao contrário do que por cá, muitos dizem), se segure Portugal, o dizer-se abertamente que  Portugal vai no bom caminho (implícita ou explicitamente, ao contrário da Grécia), faz parte dessa estratégia/objetivo de deixar suavemente cair a Grécia.

O problema é que por mais cálculos e paraquedas que se arranjem, as falências são sempre incontroláveis. Quer económica e socialmente, quer, também politicamente. E aí – quer se diga o contrário, quer não –  haverá sempre  riscos para o projeto europeu ….


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Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown


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Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012
por Pedro Correia

Há proclamações grandiloquentes que nada mais conseguem senão produzir determinados efeitos retóricos, sonantes mas vazios. Nós, portugueses, pelo menos nisto somos mestres.

Foi precisamente o que pensei ao ler a seguinte frase de João Rodrigues, no blogue Ladrões de Bicicletas: «Somos todos gregos».

Não, meu caro João Rodrigues. Não somos todos gregos. A menos que nos diga, numa eventual transposição do cenário grego para Portugal, que dezenas de edifícios deveríamos começar por destruir em Lisboa para nos identificarmos plenamente com os indignados de Atenas.

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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown

Alguns partidos gregos assinarão, outros não. Em Abril teremos eleições na Grécia, pelo que, à semelhança do que aconteceu no caso português, o plano acordado entre a troika e Atenas irá de certa forma a referendo. Qualquer que seja o resultado dessas eleições, deve ser respeitado, independentemente das consequências que daí possam advir (saída da Grécia do Euro incluída). Depois disso veremos quem são os verdadeiros democratas.


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por Luís Naves

Vai por aí uma enorme confusão nas notícias sobre o salário mínimo grego, o tal que o novo pacote de medidas de austeridade cortará em 20%. A maioria das notícias evita explicar o valor deste salário mínimo, muitas referem um valor errado. E bastava fazer uma pesquisa que dura 15 minutos.

 

Eis aqui a fonte mais oficial possível, o Eurostat. Estes são valores comparáveis, portanto, transformados em 12 meses e brutos.

Aqui temos a tabela europeia com o valor líquido. Reparem: os gregos recebem 750 euros, contra os 485 euros do trabalhador português. O valor grego, português e espanhol é pago 14 vezes. O dos restantes países é apenas 12 vezes.

 

Também me perturba a situação da Grécia, mas usar a redução do salário mínimo como exemplo de horror social é apenas demagógico.

Compreendo, por exemplo, a irritação de um eslovaco (salário mínimo de 327 euros, mas 12 vezes) que tem de contribuir com os seus impostos para o resgate grego, apesar desta diferença entre salários mínimos. Para mais, o governo eslovaco caiu por causa da situação na Grécia, após uma divisão sobre o apoio ao segundo pacote.

 

Este texto de João Galamba aborda apenas parte da questão. O autor de Jugular não explica qual a solução para o problema: permitir a manutenção de um salário mínimo anormal que está a contribuir para o desemprego grego? Não fazer reformas? Não pagar a dívida, apesar desta ser reescalonada e reduzida em mais de um terço? A opção bancarrota melhorava a situação da Grécia? O que pretende João Galamba, que a Grécia receba dinheiro sem contrapartidas?

 

Uma última observação sobre a questão política. As notícias dão como certo que os protestos são maioritários na Grécia, mas as sondagens parecem indicar que a Nova Democracia vai ganhar as eleições. Os partidos contrários ao resgate terão talvez entre 30% e 40% dos votos, o que parece gigantesco, mas ainda não dá para maioria.


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Domingo, 12 de Fevereiro de 2012
por José Meireles Graça

Ainda não votaram, os parlamentares gregos.


José Gomes Ferreira fala na SicN: e diz que na América do Sul, para atravessar riachos infestados de piranhas, se considera razoável sacrificar uma rês; que os "Americanos" e os "Ingleses", se a Grécia não aceitar o programa da troika, apostarão na queda da peça seguinte do dominó (nós) porque aos Americanos não interessa um euro forte; e que as instâncias europeias já "descontaram" a saída da Grécia.

Isto diz ele, de improviso. Eu digo, igualmente de improviso, que a Grécia (e nós) nunca teria chegado à situação a que chegou se não tivesse aderido ao euro, porque a moeda própria ajuda a corrigir, com o sinal de alarme da desvalorização, os erros de política económica; que a Europa Federal (a meu ver impossível e, se fosse possível, indesejável) sem a Grécia seria (será) uma construção ainda mais descaradamente imperial e burocrática do que já é.


Os sacrifícios valem a pena para nós na medida em que de toda a maneira o Estado precisa de ser reformado, quer haja quer não haja reescalonamento da dívida.

O Estado grego precisa igualmente de reforma, mas muitos Gregos (a maioria?) assim não o entendem.

Por mim, Portugal é Portugal e a Grécia é a Grécia. Dois povos muito diferentes entre si e dos outros, partilhando embora a condição de Europeus que são e de nórdicos que não são.


Como se verá, quer no Parlamento em Atenas se vote assim como assado.


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Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012
por José Adelino Maltez

 

Πανελλήνιο Σοσιαλιστικό Κίνημα, Νέα Δημοκρατία, Κομμουνιστικό Κόμμα Ελλάδας, Συνασπισμός της Ριζοσπαστικής Αριστεράς, Δημοκρατική Αριστερά, Δημοκρατική Συμμαχία, Πανελλήνιο Άρμα Πολιτών, Ελεύθεροι Πολίτες, Οικολόγοι Πράσινοι...são a Δημοκρατία.

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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown

 

Pergunto: não era melhor deixar os gregos seguirem o seu caminho fora do Euro? Eu compreendo os riscos - sobretudo para a própria Grécia: «The country might well wind up a failed state, a political and economic wreck.» -, mas quando vejo a bandeira da Alemanha a ser queimada na rua grega acho que estamos a chegar àquele ponto em que o divórcio realmente parece melhor opção do que a manutenção do casamento à força.


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Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
por Ricardo Vicente

A propósito de massa, ratings e dívida soberana deixo aqui mais uma previsão: se não se levar à prática dentro de poucos meses ou talvez semanas uma grande reestruturação da dívida grega ou, pelo menos, da dívida portuguesa e se, ao invés, se ficar à espera das eleições na Alemanha, este país não manterá o seu triple A até à realização daquelas (em Setembro ou Outubro de 2013). Ou se reestrutura depressa e em grande escala ou a Alemanha perde o rating máximo.

 

Ouviste oh Merkel?!


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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
por Ricardo Vicente

A propósito deste quadro do Financial Times publicado por Rui Rocha ao qual cheguei a partir deste post de Luís Naves...

 

Se os periféricos saem do euro, fará menos sentido económico e pouco sentido político insistir que os países ainda de fora venham a aderir. E fica criado e disponível para todos o seguinte argumento nacionalista e euro-céptico: "para quê aderir ao euro se depois podemos ser expulsos pelos alemães?". Se a Alemanha quer de facto a Polónia e a República Checa no euro terá de manter a Grécia, Irlanda e Portugal.

Mas eu acho que, verdadeiramente, os alemães não sabem o que querem. E, assim, não são tão diferentes dos gregos ou dos italianos ou de quaisquer outros como eles (e nós) imaginam.


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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
por jfd

O Estado colocou hoje mil milhões de euros de dívida com a taxa de juro a descer significativamente para níveis que não se viam desde o mês em que Portugal pediu assistência financeira à ‘troika’.

No leilão de hoje Portugal colocou mil milhões de euros no mercado – o máximo a que se propunha - e irá pagar por esta dívida com maturidade a três meses 4,346 por cento, abaixo dos 4,873 por cento fixados na última operação para colocar dívida com este prazo e muito abaixo do praticado no mercado secundário por altura do leilão, que estava nos 5,966 por cento.(...)

vs

O governo grego advertiu nesta terça-feira (3) que o país pode ser forçado a sair da zona do euro, caso falhem as negociações em torno de um segundo pacote de ajuda financeira, pelos organismos internacionais.(...)


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