Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
por jfd

Deve ter sido nos Latino/Greco/Irish Grammy's....

 


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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
por Ricardo Vicente

A propósito deste quadro do Financial Times publicado por Rui Rocha ao qual cheguei a partir deste post de Luís Naves...

 

Se os periféricos saem do euro, fará menos sentido económico e pouco sentido político insistir que os países ainda de fora venham a aderir. E fica criado e disponível para todos o seguinte argumento nacionalista e euro-céptico: "para quê aderir ao euro se depois podemos ser expulsos pelos alemães?". Se a Alemanha quer de facto a Polónia e a República Checa no euro terá de manter a Grécia, Irlanda e Portugal.

Mas eu acho que, verdadeiramente, os alemães não sabem o que querem. E, assim, não são tão diferentes dos gregos ou dos italianos ou de quaisquer outros como eles (e nós) imaginam.


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Sábado, 3 de Dezembro de 2011
por Ricardo Vicente

 

Será possível que Sarkozy e Merkel sejam incapazes de perceber que a única maneira de dar credibilidade ao euro, tornando sustentáveis as finanças de boa parte dos países da zona, é resolver de imediato o problema da dívida de Portugal, Grécia, Irlanda e Itália? E será que eles não percebem que o modo de resolver esse problema é promovendo o crescimento nestes países? E que o único caminho para o crescimento no Sul da Europa é através de um default parcial, minimizando o risco de contágio, pois só com uma remissão de boa parte da dívida é possível relaxar as políticas de austeridade, dando folga à sociedade e criando expectativas que favoreçam novamente o investimento?

 

Sem expectativas positivas de crescimento económico não há investimento. Se o crédito não se expande não é por falta de dinheiro (a taxa de juro de referência do BCE já está nos 1,25%), é porque as expectativas estão em baixo. Injectar dinheiro só produzirá inflação. A raíz dos problemas na Europa não é monetária mas económica e financeira. E não há cura que não passe pelo default parcial das dívidas.

 

Mas eu acredito que Sarkozy e Merkel até percebem este encadeado económico. O problema está nos respectivos eleitorados, que castigarão aqueles dois caso eles consintam na reestruturação das dívidas. Mas não seria possível por uma vez ter líderes políticos que estejam acima da incompreensão económica das massas e façam o que é preciso ser feito? Sarkozy e Merkel ainda podem salvar a Europa. Se o fizerem, o mais certo é perderem as próximas eleições. Mas terão o consenso da História de que tomaram a melhor decisão.


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Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

A integração política da zona euro ou da União Europeia, se for forçada (como alguns prevêem, por exemplo aqui no Forte, e outros parecem desejar) tem de deixar de fora países que são "monetariamente sustentáveis", isto é, que não contribuem para a desestabilização da zona, antes pelo contrário. Isto porque uma economia partilhada não é suficiente para uma união polítca. Aliás, tirando a questão da moeda comum, a união económica não precisa de união política e até pede menos união, menos bruxelas, menos regulamentos, menos PAC, menos burocracia e menos Estado supra-estadual. A economia não é pois condição suficiente para uma união política e esta, por sua vez, não é condição necessária para aquela (como também se afirma amiúde). Declarando o óbvio: também há a política. Vamos a um exemplo: a Polónia.

A Polónia pode ser uma economia extremamente robusta e promissora e a chancelerina teutónica pode andar em pulgas para que aquele país adira ao euro, assim facilitando ainda mais as exportações alemãs. Mas enquanto a França e a Alemanha venderem armamento e treino militar à Rússia, a Polónia nunca aceitará uma união política que inclua aqueles dois países e, ainda por cima, tendo-os à cabeça. Nunca. Por muito economicamente desejável que possa ser a inclusão da Polónia numa nova zona euro mais restrita. E o mesmo vale para uma República Checa ou uma Estónia.

Forçar uma união política coincidente com uma zona euro mais reestrita levará ao estalar de fracturas profundas da geografia política europeia. E essas fracturas têm consequências económicas: se a Polónia fica de fora da união política liderada pela França e pela Alemanha, também ficará de fora da nova e mais restritiva zona euro. E se fica de fora desta, quanto tempo restará dentro da união económica? É por isso que, a bem da continuidade e abrangência da zona euro e da própria União Europeia, eu defendo que não se deve avançar para nenhuma união política. Caso contrário, vamos ter quatro ou cinco blocos políticos na Europa que estarão também separados economicamente. A fragmentação económica na Europa equivale à destruição daquilo que manteve a Europa em paz: uma economia comum. Não é preciso dizer mais nada.

Por tudo isto, alguns conselhos: não avançar com nenhuma união política; implementar as medidas institucionais necessárias e só as necessárias para que o euro seja um projecto credível; não deixar cair para fora da zona euro nenhum dos actuais membros, o que implica reestruturar as dívidas da Grécia, Irlanda e Portugal o mais rápidamente possível, o que por sua vez recomenda a utilização de eurobonds mas apenas com o objectivo da reestruturação ordenada e nunca com o propósito federalista.


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Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Portugal: Pedro Passos Coelho: Reestruturar a dívida já.

Grécia: Lucas Papademos: Reestruturar a dívida já.

Irlanda: Enda Kenny: Reestruturar a dívida já.

 

Ou ainda vão continuar à espera que o Sarkozy e a Merkel vão a eleições? Já chega de tanto esperar! E aqueles dois miseráveis nem sequer as vão ganhar!

Durão Barroso tem razão: é preciso eurobonds. MAS só como instrumento da reestruturação e NÃO para altos vôos federalistas que não têm suporte democrático nem desejabilidade eleitoral nem realismo político.

 

P.S.: Ler mais nos seguintes linques: default/reestruturação, default "no" Forte, default "no" Albergue, to default or not to default.


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