Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012
por Judite França


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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012
por Carlos Faria

Sobre os atletas portugueses nos Jogos Olímpicos de Londres há 15 dias escrevi: ”… basta-me que deem o máximo para merecerem todo o meu apoio, mesmo que não consigam ser o mais rápido, o mais alto ou o mais forte nas suas provas.”

Agora muitos lamentam a baixa prestação dos nossos atletas: uma medalha de prata e penso que nove diplomas.

Contudo, antes que caia em esquecimento, recomendo aos órgãos de comunicação social que nos próximos dias irão começar a falar apenas do mundo do futebol e da vida dos futebolistas com muitos milhões a sustentar a modalidade, que mostrem como é a vida no dia-a-dia da maioria daqueles que representaram Portugal nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012.

Depois, se quiserem pedir melhores resultados para o Rio de Janeiro, não se esqueçam que algo deve mudar ou então temos de ficar ao menos agradecidos pelo esforço de muitos daqueles que no meio de tantas dificuldades ainda têm forças de competir nuns jogos olímpicos.


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Domingo, 12 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

 

O Brasil tem de ir à bruxa: ainda não foi desta que conseguiu sacudir a maldição olímpica em matéria de futebol. Hulk ainda marcou um golo, na final contra o México. Mas não chegou para impedir a derrota brasileira (1-2) contra uma selecção onde brilhou Oribe Peralta, goleador já a sonhar com a Europa.

"É muito triste", lamentou Neymar. Tudo dito em três palavras.

Os lamentos brasileiros não se confinam ao futebol. Também na final de voleibol masculino de nada valeu a vantagem inicial: a Rússia acabou por se impor, conquistando o ouro. A fazer lembrar antigas proezas soviéticas noutras Olimpíadas, em tempo de Guerra Fria.

Podem gabar-se os brasileiros ao menos do primeiro lugar no pódio obtido pela sua selecção feminina de voleibol, que revalidou o ouro olímpico. Já os espanhóis contentam-se com pouco. Bastou-lhes a prata na final de basquetebol (masculino) contra os Estados Unidos, há um par de horas, para desencadear torrentes de hipérboles na imprensa do país vizinho. "Uma prata para a eternidade", dispara o El País. "Medalha de prata, selecção de ouro", sintetiza a Marca, apesar de tudo mais comedida.

Leio estes títulos, bem ao estilo espanhol, e interrogo-me: o que sucederia se o país vizinho tivesse derrotado nesta final as estrelas da NBA?

Com menos hipérboles mas melhores resultados, os norte-americanos garantiam o 14º título em 18 Jogos Olímpicos em basquetebol. E podem gabar-se de ter sido o país mais medalhado em Londres - mais 17 medalhas que a China, no segundo posto.

Portugal só vem com uma. Mas traz uma consolação: foram dois a conquistá-la.


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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

 

A poucos segundos do arranque da prova, o atleta vestido de amarelo pede silêncio às bancadas. Depois, no seu lugar, benze-se num gesto rápido. E parte imparável para a conquista de mais uma medalha olímpica. Foi assim que há poucos minutos Usain Bolt conquistou o ouro nos 200m - repetindo a marca alcançada há quatro anos, nos Jogos Olímpicos de Pequim. Nunca antes deste jamaicano de 25 anos atleta algum especializado em velocidade havia duplicado medalhas em Olimpíadas sucessivas. Bolt acaba de o fazer, numa final acompanhada por centenas de milhares de pessoas em todo o globo, disputada a uma velocidade estonteante. Três vezes medalha de ouro em Pequim (100m, 200m e 4x100m), duas já obtidas em Londres. Apenas o seu compatriota Yohan Blake procurou dar-lhe alguma réplica, embora sem sucesso. Bolt deu-se ao luxo de voltar a mandar calar alguém (certos críticos, presume-se), a poucos metros da meta, enquanto corria, como se lhe fosse indiferente o tempo efectuado: 19.32 (com o recorde do mundo em 19.19).

Depois do máximo olímpico obtido nos 100m, percorridos em 9.63 (segunda melhor marca de sempre, após o recorde estabelecido pelo próprio astro jamaicano nos mundiais de atletismo em Berlim, há três anos), Bolt arriscava-se a sair de Londres como uma das duas figuras cimeiras destas Olimpíadas - a outra, naturalmente, era o campeoníssimo Michael Phelps. Sublinhei isso mesmo aqui, com a devida antecedência. Os factos deram-me razão, comprovando que a tradição ainda é o que era. Vencer na piscina e vencer na pista, superando barreiras de velocidade, vem ao encontro do genuíno espírito olímpico, que nos interpela a ultrapassar todas as certezas antes afirmadas.

Com Phelps e Bolt, a distância entre o que era e o que passou a ser tornou-se ainda mais curta. Primeiro em Pequim, agora em Londres. Ambos entraram na lenda, podendo proclamar a plenos pulmões: Citius, altius, fortius. Imprima-se a lenda, pois.


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por jfd

Há muito que estava tentado a escrever sobre este senhor e as suas infelizes declarações.

Chegou a gota de água; as declarações sobre atletas em missão, a importação de africanos e as de oportunidade. O seu prazo expirou.

O senhor deveria dar lugar a alguém com novas ideias, nova visão e que traga resultados.

Mais não, por favor.

 

«Nunca previ medalhas. Quando os Jogos Olímpicos acabarem, teremos que analisar tudo, quem trabalhou bem e não obteve resultados, quem trabalhou mal e teve resultados e quem trabalhou bem e teve resultados. Temos de ver o que fazer e quem tem responsabilidades no futuro.»


«Se queremos 10 ou 11 medalhas, rápidas, então temos de mudar de caminho. Há muitos atletas africanos que querem vir para a Europa e as medalhas aparecem. 30 por cento dos atletas da Espanha não nasceram no território, são estrangeiros.»


«Como é que é possivel uma mulher grávida de três meses preparar-se para vir aos Jogos Olímpicos com este mar, que hoje está bom, mas não é fácil, numa classe muito exigente, é claro que ela não poderia participar.»

 


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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

 

Não deixa de ser tristemente irónico que a única medalha portuguesa até agora alcançada em Londres - a prata conquistada esta manhã pela dupla de canoístas Emanuel Silva-Fernando Pimenta em K2 1000m - distinga uma modalidade totalmente ignorada nas páginas da nossa imprensa desportiva. Quem é Emanuel Silva? Quem é Fernando Pimenta? Medalhados em Londres, enaltecidos nas notícias de hoje, mas dois ilustres desconhecidos da opinião pública nacional.

A imprensa desportiva, com a sua obsessão monotemática pelo futebol, tem grande responsabilidade neste divórcio entre os portugueses e alguns dos atletas que mais prestigiam as cores nacionais no palco das Olimpíadas. Como leitor atento dos jornais e adepto de diversas modalidades, gostaria que esta medalha que tanto nos orgulha pudesse contribuir para mudar mentalidades. As sociedades mais evoluídas são plurais em matéria desportiva. E desporto não é só futebol.


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por Rodrigo Saraiva

Faço um take over a um título de post que o Pedro aqui vai deixando para partilhar um vídeo onde se vê Usain Bolt a dar uma lição à jornalista da tve.

Impossível não admirar este homem.

 


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por Rodrigo Saraiva


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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012
por Rodrigo Saraiva

A Judite deixou aqui um dos seus desejos para estes Jogos Olímpicos. E concretizou-se. Gabrielle Douglas fica na história de Londres 2012. E com a sua tenra idade tem potencial para ficar na história dos Jogos Olímpicos.

 

Mais uma jovem que correu atrás dos seus sonhos, com apoio da sua mãe e família. E neste caso teve que procurar uma segunda mãe e encontrou uma segunda família.

 

O desejo e admiração da Judite por Gabby não é isolado. E isso fica provado pelo facto de um vídeo sobre a sua história ter sido o único relacionado com os Jogos Olímpicos a entrar no Top10 semanal dos vídeos mais vistos na internet.

 

O vídeo faz parte da série Raising an Olympian da P&G (Procter & Gamble).

 


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Domingo, 5 de Agosto de 2012
por Rodrigo Saraiva


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por Rodrigo Saraiva

Em todos os Jogos Olímpicos as atenções focam-se nos Atletas. Nem todas, mas normalmente são esquecidas pessoas extremamente importantes para que os atletas tivessem conseguido chegar ao patamar olímpico.

 

Ouvimos que os atletas se prepararam durante 4 anos. Mas o caminho, principalmente para a maioria daqueles que atingem o pódio, tem mais anos. Muitas vezes um caminho que começa desde pequenos.

 

Algumas vezes as atenções conseguem ir para além do atleta e lembram-se dos treinadores. Mas estes, embora tenham muita importância, são uma realidade mais recente na vida dos atletas do que outras pessoas cuja relevância se faz sentir desde cedo.

 

O que seria de muitos atletas sem o apoio dos seus familiares? Arrisco a ser mais específico, o que seria de muitos atletas sem o apoio de pais e mães. E sendo eu pai não tenho qualquer problema em afirmar que as Mães até assumem maior relevância. Elas fazem mais esforços, costumam ser mais presentes.

 

Por isso podemos afirmar que atrás de um grande atleta há uma fantástica Mãe.

 

E veja-se a quem se dirigiu Michael Phelps (sim, o melhor e mais medalhado atleta olímpico até hoje) depois da sua última prova oficial e de ter ganho a 22ª medalha, a 18ª de ouro. Entregou as suas flores à sua Mãe.

 

Martin Bureau/AFP/Getty Images
 

A presença assídua de Debbie Phelps, bem como da mãe de Ryan Lochte, não tem passado despercebida. E o mesmo acontece com as mães de outros atletas. Ainda hoje a RTP entrevistava Ana Maria Augusto, Mãe de Jessica Augusto. E que bom seria que a Jessica pudesse repetir esta dedicatória em Londres.

 

A presença das Mães em Londres sente-se ainda mais do que em outros Jogos Olímpicos. Até têm uma Casa dedicada a elas.

 

Em muitos países, tal como em Portugal, perante insucessos haverá uma queda para a autofagia e a crítica. Nas Mães não há lugar a esses sentimentos negativos. Para elas os atletas serão sempre vencedores. Porque o são desde que nasceram. E para elas, eles serão sempre crianças.


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Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

                            

 

1. Um duelo fantástico em perspectiva nos Jogos de Londres: Maria Sharapova e Serena Williams enfrentam-se amanhã na final olímpica de ténis feminino, em Wimbledon.

 

2. A figura do ano em Espanha é desde já Mireia Belmonte: segunda medalha de prata em dois dias consecutivos. Desta vez nos 800m livres. Não custa vaticinar que a natação será a partir de agora uma modalidade em expansão no país vizinho.

 

3. Michael Phelps soma e segue: acaba de conquistar a sua 21ª medalha olímpica, desta vez obtendo o ouro nos 100m mariposa - a sua modalidade favorita. Como termo de comparação, registe-se o seguinte: o supernadador norte-americano tem apenas menos uma medalha do que todas as que Portugal já conquistou em cem anos de participação nas Olimpíadas.

 

4. O atletismo começa enfim a marcar presença nestes XXX Jogos Olímpicos. Com más notícias para os portugueses: Marco Fortes falhou o acesso à final do lançamento de peso e Patrícia Mamona está fora da final do triplo salto. Nada demasiado surpreendente.

 

5. E acabo como comecei, chamando a atenção para outro duelo que promete emoções fortes: o confronto entre dois jamaicanos. Usain Bolt e Yohan Blake correm amanhã os 100m no estádio olímpico de Londres. O primeiro sagrou-se campeão nas Olimpíadas de Pequim e é recordista mundial, o outro tem a melhor marca do ano - correu a distância em 9,75 segundos. Os Jogos Olímpicos no seu melhor.


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por Pedro Correia

São uns exagerados, estes espanhóis: passam num ápice do oito para o oitenta. E vice-versa. Ainda há três dias mencionava eu aqui a depressão nacional que parecia ter-se abatido sobre nuestros hermanos por carência absoluta de pódio em Londres. Saltaram logo da depressão para a euforia com as duas primeiras medalhas entretanto ali obtidas. Nenhuma foi de ouro, mas bastou para soltar as hipérboles tão características do país nosso vizinho. Mireia Belmonte obteve a prata nos 200m mariposa e a canoísta Maialen Chourraut alcançou o bronze, proezas imediatamente classificadas de "históricas" pela entusiasmada imprensa espanhola.

Antes isso que nada, dirão alguns. Mas sobre a simpática nadadora de 21 anos (que podemos ver na fotografia que acompanha este texto) talvez não houvesse necessidade de escrever frases como estas, que recolhi de jornais embalados pela onda da euforia colectiva: "Uma rapariga de Badalona converteu-se na pessoa mais famosa de Espanha por causa de uma medalha, a primeira e mais desejada por nós, que premiava um heroísmo sem vítimas"; "Mireia é nossa madrinha de guerra, da nossa guerra"; "A sua forma de nadar deixou claro que a estratégia era uma e só uma: glória ou naufrágio".

Releio estas frases e questiono-me o que sucederia em Espanha se tivessem um Michael Phelps no lugar da loura Mireia. É que o campeoníssimo norte-americano acaba de conquistar na capital britânica a sua vigésima medalha obtida em Olimpíadas - desta vez o ouro em 200m estilos. Subiu mais uns degraus no Olimpo, pois. Cada vez mais inalcançável.


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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
por Judite França


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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
por Pedro Correia

 

Já se escreveu história em Londres: Michael Phelps é desde hoje o atleta mais medalhado de sempre nos Jogos Olímpicos. Depois da prata conquistada domingo na estafeta 4x400m livres (com vitória da equipa francesa), o campeão norte-americano de natação subiu hoje ao pódio por duas vezes. Com outra medalha de prata, nos 200m mariposa, e a sua primeira de ouro neste torneio, graças a uma brilhante prestação na estafeta 4x200m livres.

Oito medalhas em Atenas, outras oito em Pequim, agora três na capital britânica: a 'Bala de Baltimore' ultrapassa o máximo que fora estabelecido nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 1964, pela ginasta soviética Larissa Latynina, detentora de 18 medalhas conquistadas em três Olimpíadas.

Cada vez mais alto, cada vez mais rápido, cada vez mais longe.


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por Pedro Correia

 

Portugal permanece em branco quanto a medalhas olímpicas sem se registar nenhuma comoção nacional. Foi algo a que nos habituámos durante demasiadas edições das Olimpíadas e conseguimos sobreviver a isso. Mas basta dar um pulo a Vigo, Badajoz ou Ayamonte para se perceber que entre nuestros hermanos é tudo bem diferente. O fracasso da selecção olímpica de futebol espanhola, à qual resta agora apenas a hipótese de um resultado honroso contra Marrocos antes de fazer as malas, está a causar quase tanta polémica como a contínua subida do montante da dívida e das taxas de juro. O saldo não podia ser pior, apesar de os olímpicos espanhóis contarem com estrelas como Jordi Alba, Juan Mata e Javi Martínez: duas derrotas consecutivas, contra essas irrelevâncias do futebol mundial que são o Japão e as Honduras, e nem um golito marcado para animar a malta. O Guardian conseguiu resumir tudo numa frase atirada aos futebolistas espanhóis: "São mortais."

Por estes dias, só falta ao treinador que é o rosto mais visível destas derrotas, Luis Milla, ser açoitado na praça pública: está a ser mais criticado do que o presidente do Governo, Mariano Rajoy. Mas o governante espanhol também não tem motivos para respirar fundo: se contava com eventuais medalhas olímpicas para anestesiar a opinião pública, já certamente se desiludiu. Nesta matéria Espanha permanece em branco. Ao contrário de países como a Mongólia, a Moldávia, o Azerbaijão, a Lituânia, a Geórgia e o Catar.

A crise começou ainda antes das Olimpíadas, ao ser anunciado que o campeoníssimo Rafael Nadal, por lesão, não compareceria em Londres: era o adeus antecipado à mais que provável medalha de ouro no ténis. Depois foi o que se sabe. Além do desaire no futebol, também a nadadora Mireia Belmonte, que chegou a ser apontada como esperança para um lugar no pódio, fracassou nas meias-finais dos 200 metros estilos. De tal maneira que as atenções até já se viram - vejam lá - para o pólo aquático. Mas nem aí as coisas estão a correr bem.

Nos Jogos de Barcelona, em 1992, Espanha recolheu 22 medalhas. Há quatro anos, em Pequim, os nossos vizinhos voltaram a transbordar de orgulho: subiram 18 vezes ao pódio. Desta vez, está visto, não sucederá nada semelhante. Os resultados estão a ser inversamente proporcionais ao investimento: Espanha enviou a Londres um contingente de 281 atletas - é o nono país nas Olimpíadas em termos de participantes. Até por isso o mau humor dos espanhóis é mais compreensível. E neste caso nem podem atirar as culpas para cima de Angela Merkel...


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Segunda-feira, 30 de Julho de 2012
por Pedro Correia

 

Os adeptos das restantes modalidades que me perdoem, mas os desportos olímpicos para mim são essencialmente dois: atletismo e natação. As anteriores Olimpíadas demonstraram isso mesmo revelando ou confirmando ao mundo dois nomes de excepção, dignos dos heróis da Grécia antiga. Refiro-me ao norte-americano Michael Phelps e ao jamaicano Usain Bolt: em conjunto, trouxeram de Pequim 11 medalhas, recordes mundiais e recordes olímpicos.

O atletismo pode esperar, concentremo-nos agora nas provas de natação que decorrem em Londres. Faltam poucas horas para se produzir um dos raros acontecimentos desportivos dignos de provocar manchetes mundiais: a 18ª medalha olímpica da 'Bala de Baltimore', na final dos 200 metros mariposa - o seu estilo de eleição. Se subir ao pódio, como se aguarda, Phelps igualará o número de medalhas conquistadas pela ginasta soviética Larissa Latynina, distinguida nas Olimpíadas de Melbourne (1956), Roma (1960) e Tóquio (1964) - proeza nunca alcançada até agora. E o norte-americano poderá mesmo ultrapassá-la já quinta-feira, na final dos 200 metros estilos.

Isto sim, é fazer história.

A natação tem ainda a vantagem sobre o atletismo de ser uma modalidade em que os recordes são batidos com muito mais frequência, contrariando todos quantos anteviam a existência de um suposto limite impossível de transpor nesta modalidade. Em Londres já foram ultrapassados três máximos mundiais. Pela chinesa Ye Shiwen, que aos 16 anos arrebatou o ouro (e o recorde) em 400 metros estilos. Pelo sul-africano Cameron van der Burgh, em 100 metros bruços. E pela norte-americana Dana Vollmer, espectacular vencedora dos 100 metros mariposa apesar de ter uma insuficiência cardíaca, o que a obriga a utilizar um desfribilhador.

"Se tiver que morrer, que seja na piscina", declarou em recente entrevista à NBC. O barão Pierre de Coubertin teria certamente gostado de conhecer esta mulher de 25 anos. Campeã no desporto e na vida.


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por Francisco Castelo Branco

Neste dois dias de Jogos Olímpicos, estamos a assistir a um crescimento por parte dos atletas chineses. As quatro medalhas de ouro conquistadas na Natação são um sinal claro da sua evolução. Após muitos anos a lutar isoladamente pelo primeiro lugar, os Estados Unidos têm agora um rival à altura. Tendo conseguido vencer os americanos em Pequim 2008 nas medalhas de ouro conquistadas, os chineses querem tornar-se numa potência a nível desportivo. Com esta luta a dois, os Jogos ganham outro interesse. No entanto, as expectativas chinesas podem sair frustradas quando começarem as provas de atletismo. Veremos o que acontece, mas neste momento a China leva uma boa vantagem nas medalhas de ouro.


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por Pedro Correia

 

Os Jogos Olímpicos de Londres têm já, aparentemente, a sua primeira superestrela: o norte-americano Ryan Lochte, de 27 anos, cometeu a proeza de derrotar o campeoníssimo Michael Phelps - herói das Olimpíadas de Pequim, há quatro anos - na final dos 400 metros estilos, em natação. Com a marca de 4:05.18, Lochte conquistou a medalha de ouro, ficando a de prata para o brasileiro Thiago Pereira e a de bronze para Kosuke Hagino, do Japão.

Phelps, ao contrário do que é costume, nadou numa das alas da piscina. Terá sido isso que o desconcentrou ao ponto de estar já a ser questionada a sua forma? Em alta competição, o factor psicológico é fundamental. O campeão de Atenas e Pequim (14 medalhas de ouro e duas de bronze nas duas Olimpíadas) terá outras oportunidades para ser aclamado. Mas desta vez, classificando-se em quarto lugar, o pódio fugiu-lhe - algo que não lhe sucedia desde 2004. Eis um homem de extremos: ou ganha ou perde com estrondo.

Fora das piscinas, a rivalidade entre os norte-americanos termina: Lochte e Phelps são amigos. O verdadeiro espírito olímpico passa por aqui.


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Domingo, 29 de Julho de 2012
por Pedro Correia

 

Isabel II, a primeira estrela dos Jogos de Londres. Com Daniel Craig - Bond, James Bond - como actor secundário desta curta-metragem, intitulada Happy and Glorious e dirigida pelo consagrado cineasta Danny Boyle. Havia quem dissesse que a cerimónia de inauguração dos Jogos Olímpicos de Pequim, com o seu monumental fulgor pirotécnico, não conseguiria ser ultrapassada. Mas os britânicos, com superior engenho e arte, acabam de demonstrar ao mundo como é possível fazer mais com menos. Este arranque das XXX Olimpíadas foi provavelmente o espectáculo mais visto de sempre na História da televisão, com uma audiência superior a mil milhões de espectadores que acompanharam em simultâneo as imagens um pouco por todo o globo. Medalha olímpica garantida.


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Sábado, 28 de Julho de 2012
por jfd

 

 

 


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