Sexta-feira, 3 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

Ex-colega do avô de Vítor Gaspar esteve na manif da UGT


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Quarta-feira, 3 de Abril de 2013
por jfd

O drama dos piratas da Somália não é desconhecido do público em geral.

O que aqui me espanta é como vários jornalistas foram enganados por piratas atores! A vida tem destas coisas.

Não é que eu fale mal dos jornalistas, mas ... Por favor... Confirmem as fontes.

Uma coisa é certa -> Viva o empreendedorismo e a capacidade humana de gerar oportunidades de ganhar algum ;)

 


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Segunda-feira, 11 de Março de 2013
por Alexandre Poço

O fim-de-semana introduziu um novo conceito no léxico político português: "austeridade de esquerda". Até ao momento, nem Boaventura de Sousa Santos, nem Carvalho da Silva ou sequer Mário Soares se vieram pronunciar sobre tal, mas estou em crer que é mais sensível, boazinha e amiga das populações do que a pérfida "austeridade" e, talvez seja a que garante o "crescimento e o emprego". Aguardamos portanto desenvolvimentos nos próximos capítulos. Não obstante este quadro de indefinição (típico das coisas novas), o conceito tem pai e mãe: nasceu no Jornal de Negócios, através da mente do jornalista Hugo Paula, com a seguinte notícia: Hollande equilibra contas com plano de austeridade de esquerda.


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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
por Pedro Correia

«A verdade é que o défice, sendo inferior a 5%, face às previsões que eu própria disse aqui, que estava à espera de um défice real de 6%, sabe-se agora que se ficará pelos 5%...»

Constança Cunha e Sá, TVI 24

 

«Eu, que escrevi várias vezes que seria quase impossível que Portugal regressasse aos mercados em 2013, reconheço sem qualquer problema que com estas regras Portugal está em condições de o fazer. Mais relevante, a estratégia negocial de Vítor Gaspar foi a correcta, sobretudo nos prazos em que jogou as suas cartas.»

Ricardo Costa, Expresso on line


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Sábado, 5 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Como é habitual ao sábado, rumei ao quiosque do costume para adquirir os jornais. Pedido o cimbalino da praxe, a leitura começou. Quando chegou a vez do Público, esbarrei numa notícia da página 8. O título é todo um processo: "Menezes apoia-se na RTP para levantar bandeira da defesa da região Norte". Logo no arranque a surpresa: "Depois de muitos silêncios, Luís Filipe Menezes fez um apelo para que a RTP2 fique no Porto". Fiquei espantado. Imediatamente, fui ver a data da publicação. Por alguns segundos pensei, a sério, que me tinham vendido um exemplar antigo do jornal. Mas não. Era mesmo de hoje.

 

Espantado de todo, continuei a ler: "As declarações de Menezes causaram estranheza no seu próprio partido (...)ou mesmo quando a administração da RTP tomou a decisão de produzir em Lisboa o Praça da Alegria...".  Ou seja, a notícia (?) dava a entender que LFMenezes nada tinha dito quanto ao caso "Praça da Alegria". Que coisa mais estranha! Mesmo tendo eu a certeza que não estava doido, dei-me ao trabalho de procurar algumas notícias da altura e verificar qual tinha sido a posição de Luís Filipe Menezes. Ora, vamos por partes:

 

No dia 6 de setembro, reparem, 6 de setembro de 2012 (ainda nem se falava na questão do Praça da Alegria), na apresentação do Porto Wine Fest, Luís Filipe Menezes afirmou à Comunicação Social: "o processo em curso na RTP deve ser uma nova oportunidade para a RTP Porto e os seus estúdios que podem ser o grande centro de produção do serviço público, nomeadamente aquilo que tem a ver comprodução da RTP Internacional, África, serviços de cultura e língua portuguesa", transcrevi da peça da LUSA. Ou seja, logo a 6 de setembro. Pior, a 14 de Dezembro, sexta-feira, o Jornal de Notícias publica a notícia, que caiu que nem uma bomba, da passagem do Praça da Alegria para Lisboa. E o que diz, a dada altura, a referida peça: "Em comunicado desta sexta-feira, a Subcomissão de Trabalhadores da RTP questiona a transferência (...) também os deputados pelo Porto do PS, hoje, criticaram a deslocalização (...) e antes, quinta-feira"...reparem bem neste pormenor, "Antes, quinta-feira, o presidente da Câmara de Gaia e candidato à Câmara do Porto, Luís Filipe Menezes, ameaçou levantar a sua voz com violência para salvaguardar a importância dos estúdios nortenhos da RTP. O autarca, citado por diversos órgãos de comunicação social, considerava que a gota de água seria a concretização da possibilidade do programa Praça da Alegria passar a ser emitido a partir dos estúdios de Lisboa". Reparem nesta notícia do dia 18 de dezembro na RTP...Aqui é de viva voz.

 

Perante semelhante, voltei a pegar na "notícia"(?) do Público. E fui ver quem a escreveu. Posso estar enganado, até posso mas, pela experiência de muitos anos, tenho quase a certeza que esta primeira parte da "notícia"(?) foi escrita pela jornalista Margarida Gomes. É o seu estilo, a sua impressão digital e é sempre assim e desta forma. Só que, desta vez, Margarida Gomes foi longe demais. Isto não é uma notícia. Eu não acredito que a jornalista Margarida Gomes, sempre tão atenta aos meandros da política do Porto, não tenha lido as notícias que de setembro a dezembro foram publicadas no Jornal de Notícias, no Correio da Manhã, enviadas para as redacções pela LUSA, publicadas no semanário Grande Porto, no seu próprio jornal, no Porto24, na RTP, SIC, TVI, Porto Canal, entre tantos outros. Não acredito!

 

Esta primeira parte da "notícia"(?) publicada no público, na sua página 8 da edição de hoje, não é uma notícia. Ora, Margarida Gomes tem todo o  direito de querer ser "Consultora de Comunicação". Todo. Para isso terá de fazer como eu e muitos outros, entregar a carteira profissional e dedicar-se a esta, igualmente nobre, profissão. Estar a debitar umas coisitas, mal amanhadas, sem se dar ao trabalho de verificar se as pretensas fontes não estão a mentir - o que era tão simples, eu demorei meia dúzia de minutos no google - não é sério. Ainda para mais quando se fala que a jornalista em causa até pode estar a caminho de subir dentro do jornal. É com exemplos como este, tão básico, que a credibilidade de um jornal é atingida e, questão fundamental, é colocado em causa o profissionalismo de toda uma equipa que, estou certo, não merece. Neste caso, por me ser próximo, por me ter envolvido na questão RTP Porto, facilmente dei por ela. Agora, no resto, em temas que até nem sou conhecedor, como querem que acredite no que amanhã possa ser publicado no Público? O legado de jornalismo de excepção deste diário não merece. A sério.

 

Que Margarida Gomes não goste de Luís Filipe Menezes, está no seu direito. Agora, que use o jornal onde trabalha para publicitar mentiras descabeladas é que não lembra nem ao careca. Não é jornalismo. É outra coisa. Incompatível com a primeira.


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Sábado, 22 de Dezembro de 2012
por Dita Dura

Quando Ratzinger foi eleito Papa, muita gente ficou alarmada, porque vivemos numa sociedade que está habituada a concursos de popularidade para escolher os seus líderes. Mas felizmente não é um concurso de misses, não ganha quem recebe mais chamadas de valor acrescentado, nem votos que resultam de premissas eleitorais com ciclos de quatro ou cinco anos. Antes de ser Papa, tal como João Paulo II, Ratzinger foi um pensador profundo, um dos maiores filósofos do nosso tempo.

 

O Papa lançou o terceiro capítulo de uma trilogia sobre a Santíssima Trindade e os mais atentos iniciaram um longo período de reflexão. Entretanto, os jornalistas nacionais destacados para noticiar o lançamento sublinharam a ausência do burro e da vaca do presépio. No meio da imensidão de introspecções e pensamentos, foi o que lhes chamou mais à atenção. Não sei se foi propositado ou apenas por afinidade para com os animais. Mas foi certamente uma maneira de se exporem ao ridículo e de nos tentarem fazer de idiotas.

 

João Paulo II foi muito criticado no início do seu pontificado pelo seu conservadorismo, mas conseguiu resistir aos ataques enraivecidos da esquerda de lantejoulas e morreu no meio de enorme respeito e popularidade. O contra-ataque não se fez esperar e Bento XVI é agora um alvo muitas vezes demasiado fácil. Este jornalismo é tonto e superficial mas acaba por ser muito útil a certos grupos de interesse que manipulam uma sociedade cada vez mais medíocre. Cabe a cada um de nós pensar um pouco e não deixar que nos façam de parvos. 


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Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2012
por Pedro Correia

Na passada sexta-feira, as manchetes de dois diários e um semanário que se publicam em Lisboa visavam dois cidadãos que estariam a ser investigados pela justiça devido a suspeitas de fraude fiscal e branqueamento de capitais. Os nomes desses cidadãos vinham estampados com todas as letras nessas manchetes, associadas às caras deles, não fosse algum leitor duvidar.

Um desses cidadãos, Henrique Medina Carreira, tem acesso instantâneo aos órgãos de informação, começando pelo canal televisivo onde é comentador regular, e pôde assim dar sem demora a sua versão dos factos, contrariando em toda a linha as notícias que terão resultado da estreita cumplicidade entre investigadores criminais e jornais.

Desmentiu tudo. Sabe-se agora que o seu nome terá sido usado apenas como código da verdadeira rede de fraude fiscal e branqueamento, numa tentativa de baralhar a investigação.

Mas Medina Carreira pode ir mais longe. Pode processar o estado português por danos irreparáveis ao seu bom nome e à sua honorabilidade pessoal. Devia até seguir este caminho por motivos de pedagogia social. Para evitar que outros, depois dele e com muito mais dificuldade de acesso aos órgãos de informação, caiam também nestas kafkianas malhas tecidas por certos agentes do Ministério Público que aparentemente se permitem ter cumplicidades demasiado estreitas com certos jornalistas: uns e outros ridicularizam o segredo de justiça, tornando-o letra morta, e perpretam assassínios de carácter. Que podem liquidar sem remissão os nomes de inocentes.

Diz Marcelo Rebelo de Sousa que a Procuradoria-Geral da República devia pedir desculpa a Medina Carreira. Eu acho que as desculpas devem ser pedidas aos portugueses no seu conjunto. Porque não é de hoje nem de ontem que estas práticas sucedem, para vergonha das instituições judiciais.

Sim, este país assusta. E um certo jornalismo leviano também.


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Segunda-feira, 19 de Novembro de 2012
por Rui C Pinto

O Público já não me surpreende, é certo. Tão certo quanto a apatia que me merece muito do mau jornalismo que publica. Mas, uma vez por outra, há uma ou outra notícia que superam o limite da minha tolerância ao sensacionalismo. Sobretudo quando uma peça jornalística se resume a uma tentativa bacoca de demagogia.

 

O Público online dá-nos conta do crescimento no número de pedidos de naturalização, nos países de destino, por emigrantes portugueses. O artigo, assinado por Natália Faria, intitula-se Emigrantes portugueses estão a "desistir" do país.

 

A notícia dá conta de que, em 2010, quase 5000 portugueses pediram nacionalidade francesa (não refere quantos terão concretizado a pretensão), 2200 naturalizaram-se na Suíça e 1345 no Luxemburgo. Perante estes números, que não são comparados com quaisquer outros números e portanto não esclarecem quanto a tendências ou padrões, a jornalista cita Pedro Góis, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, que "sem mais elementos quanto às características destes emigrantes" retira uma série de ilações. 

 

O investigador admite que, a tratar-se de emigrantes mais velhos e antigos, “pode querer dizer que entendem que os sistemas de saúde portugueses estão a perder eficácia ou que as zonas de onde saíram, por exemplo, estão desertificadas; logo, não vale a pena regressar”. Isto é, ainda que não possua elementos concretos sobre os ditos emigrantes, o investigador elabora um cenário e extrapola quanto à avaliação que os ditos emigrantes fazem da eficácia do sistema de saúde português e da desertificação das suas zonas de origem. Perante o seu exercício de extrapolação a partir de cenários mal sustentados, o investigador pede mesmo ao governo que retire ilações (depreende-se que as mesmas que ele) por forma a impedir que o mesmo se repita com a nova vaga migratória. 

 

Por outro lado, a notícia dá conta de 21.800 pedidos de nacionalidade portuguesa por parte de imigrantes residentes, maioritariamente brasileiros e cabo-verdianos. Infelizmente, a leitura que o investigador faz deste número não conclui quanto às melhores condições do sistema de saúde português por comparação ao brasileiro ou cabo-verdiano mas antes que tem “escondida” uma aspiração de obtenção da cidadania europeia. Infelizmente, a notícia não nos elucida quanto ao número de emigrantes brasileiros e cabo-verdianos que, uma vez naturalizados portugueses, abandonam o país beneficiando da liberdade de circulação na Europa e USA. 

 

Perante a claríssima falta de rigor de toda a peça fico na dúvida se o mau trabalho da jornalista comprometeu injustamente o investigador ou se alimentaram mutuamente na demagogia da mensagem que transmitem ao leitor.


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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012
por Carlos Faria

Os Açores, uma região autónoma com cerca de 250 mil habitantes e responsável pela grande área económica marítima de Portugal, assistiu ontem à cerimónia de posse de um novo Governo Regional, presidido por um novo Presidente eleito pelo povo do Arquipélago: Vasco Cordeiro.

Durante a cerimónia houve o discurso de circunstância de Vasco Cordeiro na sua nova qualidade, bem como o discurso da primeira mulher eleita Presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores: Ana Luís.

Em paralelo, na mesma hora um cidadão isolado, vindo do exterior da região, livremente exibia um cartaz contra o ministro Relvas que representava o Governo de Portugal na cerimónia de posse, à noite, o mesmo cidadão isolado, parece que jornalista, é suspeito de tentar invadir o quarto do hotel do ministro.

Ouvindo os noticiários e lendo as parangonas dos jornais dos OCS no continente, o conteúdo da cerimónia parece que se eclipsou, praticamente nada se sabe do seu conteúdo, nem as ideias mais fortes destes recém-eleitos. Em contrapartida, praticamente todos abordam o protesto isolado de um cidadão que seria anónimo, não Açoriano mas que no fim há quem diga tratar-se de um jornalista a escrever sobre um percurso a pé ao País...

Isto não retrata o jornalista, mas sim a generalidade do jornalismo que temos em Portugal, a sua falta de isenção conjuntural e de prioridade das notícias nacionais...


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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012
por Rui C Pinto

Acabei de ouvir Clara de Sousa interpelar Miguel Sousa Tavares, no habitual comentário do Jornal da Sic, a comentar o facto de não se ter ouvido falar da Europa na campanha presidencial norte-americana. Miguel Sousa Tavares, que joga a ponta de lança nisto do comentário político, isto é, vai a todas e remata sempre à baliza, tomou balanço na ignorância da jornalista e, sem pestanejar quanto à veracidade do facto, debitou meia dúzia de frases que disseram absolutamente nada de substantivo.

 

Ora, eu não sei se Miguel Sousa Tavares viu, ou não, os debates televisivos entre os candidatos à Casa Branca. Sei que, das duas uma, ou não viu e faz um péssimo trabalho ao debitar comentário desinformado, traduzindo em português escorreito, ao mandar postas de pescada sem fazer puto do que está a dizer; ou viu e está-se nas tintas porque está lá para ganhar o dele que a vida está má para todos e o Shis não facilita fiado. 


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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012
por Rui C Pinto

Volta e meia, lá vem a notícia útil. Os boys nomeados pelo governo que infestam os gabinetes ministeriais. É pior que uma praga bíblica. Autêntica pandemia que degrada a ética e a moral reinantes na sociedade portuguesa. 

 

O Público denuncia (a palavra informa não se aplica), na sua edição on-line, 41 nomeações de jovens com menos de 30 anos de entre as centenas de nomeações do actual governo (poderão ser de 2 a 20, 100, 1000 centenas, depende do estado de espírito e da fantasia do leitor). O autor do artigo mostra-se deslumbrado pelo fabuloso destino destes jovens. Um mundo de sonho, pode deduzir-se a partir do expressivo título. Uma vez que o artigo não justifica a utilização do adjectivo, facto que me parece curioso, relevante e revelador da intenção do mesmo, resta imaginar o dolce far niente em gabinetes faustosos, nas escassas horas de serviço, a remuneração de sonho e todas as mordomias e regalias como motorista, subsídios de deslocação ou de inércia (tanto dá), e o demais que roubam. Fica ao critério e imaginação de cada um. O autor do artigo só adianta que a vida é fabulosa, cabe-nos papar a coisa por certa.

 

Ficamos ainda a saber que alguns destes boys lá chegaram através de contactos partidários, imagine-se ao que chegámos!, outros por conhecimentos pessoais e outros ainda por mérito curricular, depreendendo-se da narrativa que os últimos são casos excepcionais, evidentemente. O artigo lembra que Passos Coelho prometeu ser contido nas nomeações e que as faria baseando-se no mérito. No entanto, de entre as 41 nomeações em análise, 15 não cumprem esse critério porque os nomeados provêm das juventudes partidárias. Ora, é por demais sabido que as juventudes partidárias são um enxame de parasitas imbecis cujo QI rivaliza com qualquer invertebrado (menos o polvo, cuja inteligência é sobejamente reconhecida como nos deu conta o José Meireles Graça). Nestes 15 não reside mérito possível, são pura escória-abana-bandeirinhas sem qualquer utilidade e valor. 

 

Interessava saber, para que o artigo pudesse vagamente lembrar uma peça jornalística, quantos são os nomeados por via de conhecimentos pessoais e que conhecimentos são esses. Interessava ainda saber, se têm sido bem sucedidos no exercício das suas funções. Ora essa, que ingenuidade a minha!, são jovens nomeados com um destino fabuloso! Um destino fabuloso certamente não inclui trabalho!


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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

 

Não deixa de ser tristemente irónico que a única medalha portuguesa até agora alcançada em Londres - a prata conquistada esta manhã pela dupla de canoístas Emanuel Silva-Fernando Pimenta em K2 1000m - distinga uma modalidade totalmente ignorada nas páginas da nossa imprensa desportiva. Quem é Emanuel Silva? Quem é Fernando Pimenta? Medalhados em Londres, enaltecidos nas notícias de hoje, mas dois ilustres desconhecidos da opinião pública nacional.

A imprensa desportiva, com a sua obsessão monotemática pelo futebol, tem grande responsabilidade neste divórcio entre os portugueses e alguns dos atletas que mais prestigiam as cores nacionais no palco das Olimpíadas. Como leitor atento dos jornais e adepto de diversas modalidades, gostaria que esta medalha que tanto nos orgulha pudesse contribuir para mudar mentalidades. As sociedades mais evoluídas são plurais em matéria desportiva. E desporto não é só futebol.


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por Rodrigo Saraiva

Faço um take over a um título de post que o Pedro aqui vai deixando para partilhar um vídeo onde se vê Usain Bolt a dar uma lição à jornalista da tve.

Impossível não admirar este homem.

 


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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

 

Entre Janeiro e Abril, os jornais portugueses perderam 75 mil leitores. Esta é uma realidade dura e crua. Dever-se-á ao facto de os portugueses lerem menos? Nem por sombras. Os hábitos de leitura estão cada vez mais enraizados entre nós. Acontece, isso sim, que em Portugal os jornais são cada vez menos utilizados por pessoas que necessitam de informação. E refiro-me apenas ao conjunto dos jornais portugueses: a grande imprensa internacional, pelo contrário, tem marcado presença constante nos postos de venda entre nós. Mas é sobretudo à internet que os nossos compatriotas se habituaram a recorrer para estarem permanentemente informados.

Quem estará a errar? Os consumidores ou os produtores de informação?

Lamentavelmente, a culpa é dos jornais. E dou um exemplo recolhido da imprensa portuguesa de hoje. A propósito do falecimento da grande cantora mexicana Chavela Vargas, um dos maiores nomes da música latino-americana com expressão universal.

Eu era há muito admirador dela. E sei que Chavela tem largos milhares de fãs em Portugal.

Lamentavelmente, a sua morte passou quase despercebida na imprensa portuguesa. Procurei nos cinco jornais diários generalistas. Apenas um cumpriu neste caso a sua obrigação de informar. Foi o mais jovem de todos eles, o diário i, pela pena do jornalista António Rodrigues. Numa boa crónica inserida na última página do jornal, sob o título "Adeus, Doña Chavela. Beberei à sua memória". E com chamada de primeira página ("O último trago de Chavela Vargas").

O que fizeram os outros?

No Jornal de Notícias, nada. No Público, sempre tão zeloso dos seus pergaminhos culturais, idem aspas. No Correio da Manhã, sete linhas a uma coluna: "Chavela Vargas morre aos 93". No DN, também uma breve, também confinada a uma coluna, com escassas doze linhas de texto. E um título que não deveria lembrar a ninguém: "Cantora mexicana morre aos 93 anos".

Cantora mexicana? Que cantora?

Honra ao i, que merece os parabéns por ter cumprido o dever de informar. Ao contrário do que sucedeu com os outros. Felizmente comprei o El País e o El Mundo: ambos dedicaram várias páginas à "cantora mexicana", figura de fama planetária que ficou quase esquecida na nossa imprensa.


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Sábado, 21 de Julho de 2012
por Rodrigo Saraiva

a SIC Notícias passou o dia a noticiar que Pires de Lima criticava o governo por ter falta de coordenação política.

Uma pessoa depois vê a entrevista que este deu à mesma SIC Notícias e ouve Pires de Lima afirmar que faz uma avaliação positiva do governo, de todos os membros do governo. Que todos os ministros deveriam ser reconduzidos. Diz também algo que considero muito pertinente, que talvez alguns ministérios sejam grandes (muitos pelouros) pelo que não viria mal ao mundo se o governo, em vez de ter apenas 11 ministros, tivesse 13 ou 14. Diz que o ministro Miguel Relvas tem reformas importantes e trabalhosas em mãos, o que lhe tira tempo para melhorar a coordenação. Mas a notícia foi a que foi.


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Sexta-feira, 13 de Julho de 2012
por catarinabaptista

Sempre que a imprensa de referência começa a atacar um determinado político, chame-se ele Sócrates, Cavaco, Guterres, Barroso, Relvas ou outro qualquer nome que queiram colocar aqui, surge sempre um jornal, chame-se ele "O Crime" ou "O Correio da Manhã" que desce à cave e coloca tudo a um nível rasteirinho. Hoje foi a vez do CM.


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Segunda-feira, 2 de Julho de 2012
por Alexandre Guerra

 

Não se percebem estes critérios editoriais da direcção do Público, quando coloca na primeira página uma foto a 5 colunas da selecção espanhola e nem sequer faça uma "chamada" a Dulce Félix, a nova campeã europeia dos 10 mil metros de atletismo e que, por acaso, até é portuguesa.

 

Alguém imaginaria, por exemplo, o El País ou o El Mundo a colocar uma foto da selecção portuguesa na primeira página e a ignorar um qualquer feito dos seus campeões? Claro que não. 

 

Também publicado no PiaR.


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Quarta-feira, 6 de Junho de 2012
por catarinabaptista

O jornal (?????????) "O Crime" dedica a sua última edição à licenciatura do Ministro Miguel Relvas. Entre a "notícia"(????????) da jovem violada por um ET na Caparica e o homem que nasceu com dois pénis, temos então o escândalo do Ministro que se recusou a responder a essa referência do jornalismo (??????) pátrio. Conclusão do dito jornal (????????????): o Ministro escondeu as suas "habilitações académicas"...

 

Valha-nos Deus nosso Senhor! Entretanto, fiquei a saber que o diretor do jornal (?????????) é um conhecido militante do PS de Cascais. Não sei se fique mais espantada por o dito ser do PS se por ser de Cascais. Tendo em conta o estilo e teor do jornal (????????) sempre pensei que era do Entroncamento...


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Terça-feira, 5 de Junho de 2012
por Rodrigo Saraiva

... se percebe que um caso mediático era apenas uma trica mediática.


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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
por Fernando Moreira de Sá


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Quarta-feira, 2 de Maio de 2012
por Pedro Correia

Há textos jornalísticos que fazem a diferença. Pela qualidade da escrita, pela vivacidade do estilo, pela capacidade de observação que revelam. Deixo aqui um exemplo. É um texto intitulado «O ano em que o dia do trabalhador passou a dia do consumidor». E que começa assim: «No 1º de Maio foi o grupo Jerónimo Martins quem mais ordenou.» Vale a pena lê-lo até ao fim.

Um texto assinado pela jornalista Diana Garrido, do jornal i. Merece parabéns.


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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
por Mr. Brown

A palhaçada das fontes não identificadas e dos jornalistas que as aceitam


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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
por Pedro Correia

Seguro pronto a enfrentar a obstrução permanente


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Segunda-feira, 19 de Março de 2012
por Pedro Correia

Como o Rodrigo já assinalou aqui em baixo, o Público teve um comportamento que merece elogio. Regressa a um tema controverso - o das nomeações feitas pelo Governo actual, comparando-as com as do executivo anterior - em relação ao qual há cerca de dois meses tinha divulgado dados incorrectos. E fê-lo por exigência profissional, honrando um compromisso assumido com os leitores. Em nome da transparência e do rigor, requisitos indispensáveis do jornalismo de qualidade. "Por respeito aos leitores, pois era essencial repor a verdade", como assinala a direcção do jornal em nota inserida na edição de hoje.

Fica, portanto, a informação fidedigna: "Em sete meses, Passos fez menos nomeações do que Sócrates". Em manchete, pois a direcção do diário fez questão em dar "o mesmo destaque editorial (nomeadamente na capa) que havia sido dado ao primeiro, que fora objecto de críticas justificadas".

É uma atitude que enobrece e dignifica os responsáveis editoriais do Público.


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Terça-feira, 6 de Março de 2012
por José Adelino Maltez

Ao ler o amplificador de voz que transformou um amigo meu, de há muitos anos, na caricatura deste e de anteriores situacionismos, do passismo ao socratismo, eu apenas posso dizer que me tenho cruzado em vários órgãos de comunicação com esse jornalista desde o guterrismo, no tempo do "Euronotícias", quando ele entrava na sua maturidade de carreira de quase duas décadas. Raramente estivemos em campos comuns de apoio aos sucessivos situacionismos, incluindo aquele que um anterior situacionista do cavaquismo e do maneleirismo, agora, zurze. Por acaso, até colaborámos, ao mesmo tempo, num blogue que a máquina de propaganda socrática qualificava como passista, onde eu dei mostras, por escrito, de não alinhamento com aquele que é, no presente, o nosso primeiro. Posso testemunhar que nunca notei qualquer sinal de estar perante um agente da máquina de propaganda encoberta, apesar de não disfarçadas convicções e simpatias. Julgo que a utilização das habituais teorias da conspiração não é boa conselheira para todas as formas pretéritas e futuras do multiforme situacionismo, incluindo as do neodogmatismo pretensamente antidogmático. E como os amigos são para as ocasiões, até me lembro de, em certa ocasião, esse meu amigo jornalista ter sido atacado por um ilustre hierarca do antecedente situacionismo em nota oficiosa, só porque o permanecente poder instalado o considerou passível do crime de ser meu amigo. Por isso, daqui vai um grande abraço para o Francisco Almeida Leite e uma farpazinha ideológica: foi pena que Karl Marx não escrevesse um volume especial do "Das Kapital" sobre a principal força da história, principalmente a lusitana, até nos dias que correm, isto é, para a última palavra d' "Os Lusíadas": a "enveja". Porque as ideologias passam, os situacionismos sucedem-se e as metodologias do ocultismo permanecem. O Francisco é um excelente jornalista!


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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
por jfd

Foi polémico o fim da crónica de Pedro Rosa Mendes na Antena 1. Muitos acenaram a bandeirinha da censura. Para mim, esta é uma novela que vai ainda nos primeiros episódios e - quem sabe? - acabará com uma nova visita do jornalista ao palácio presidencial angolano... 


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Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
por Francisco Castelo Branco

Muito se tem dito e escrito sobre as declarações de Cavaco Silva. À semelhança do que aconteceu com a frase de Sócrates sobre a dívida e a questão da emigração levantada por Passos Coelho, o Portugal pequenino diverte-se à conta de uma frase do actual Presidente da Republica, que por esta altura celebra um ano do seu segundo mandato em Belém.

Ora, temos vindo a assistir entre nós a uma autêntica desvirtualização e campanha negra contra declarações proferidas por responsáveis políticos. Tudo começa por uma frase tirada do contexto que depois é comentada pelos habituais politólogos da praça e escrita nos jornais pelos mesmos de sempre e muito bem ironizada na blogosfera.

Durante dias e dias o assunto é o mesmo e nada de novo se diz.

Sem me referir ao que o PR disse, porque se uma pessoa abdica do seu mísero vencimento em nome da austeridade é porque tem a noção de cidadania. Até porque já se falou demais deste assunto e não queria contribuir para alimentar mais um fait-divers.

No entanto, é estranho que já se peça a demissão do actual Presidente por causa destas declarações.

Assim vai a nossa política e o mundo que a rodeia. Sem assunto sério para discutir, sem responsabilidade. O mais grave de tudo é o facto de não haver propostas, caminhos, pensamentos e ideias que nos conduzam a um rumo. O que interessa é o que x ou y disse ou quis dizer.

Há muito tempo que andamos divertidos com questões menores e não saímos do mesmo sítio.

Reagimos assim porque sabemos que vamos para a bancarrota?


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Domingo, 22 de Janeiro de 2012
por Pedro Correia

O Provedor do Leitor do Público produz hoje, na sua página semanal naquele diário, uma notável peça sobre jornalismo, a propósito da lamentável manchete da passada segunda-feira que já tinha justificado um mea culpa da direcção do jornal. É um artigo que merece leitura atenta e justifica alguma meditação. Até porque não se destina apenas aos jornalistas do Público, nem sequer aos jornalistas em geral, mas tem objectivos mais vastos: destina-se também ao conjunto dos cidadãos, que necessitam de informação rigorosa para formularem juízos correctos, nomeadamente em matéria política.

E destina-se também aos blogues que fizeram eco daquela manchete, lhe deram todo o crédito e a mantêm em destaque, ao sabor das conveniências da sua agenda política. Como se os fins ainda justificassem os meios, quando há muito tempo já aprendemos que não.

 

(via Shyznogud)


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Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
por Rui C Pinto

Editorial do Público de hoje: O PÚBLICO errou

 

 "O PÚBLICO destacou ontem, em manchete, um trabalho sobre as nomeações feitas pelos vários governos nos últimos dez anos, no qual se noticiava que o actual Governo fez mais nomeações do que o primeiro executivo de José Sócrates.

O PÚBLICO reconhece, porém, que essa conclusão apresentada numa notícia publicada na segunda-feira se baseou numa comparação que não podia ser feita, uma vez que punha em paralelo períodos de tempo diferentes para cada um dos casos.
Se o período comparado fosse o mesmo, o executivo de Passos Coelho teria um menor número de nomeações. Por essa falha, que suscitou protestos de inúmeros leitores, apresentamos as nossas desculpas."

 

Adenda: aguardam-se, consequentemente, os pedidos de desculpas de Marques Mendes, Paulo Rangel, Pacheco Pereira e António Lobo Xavier, por terem surfado a onda, e já agora, ao grupo parlamentar do Bloco de Esquerda que levou este discurso mentiroso à Assembleia da República.


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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Estava reunido com um novo colaborador quando este me diz: "Sabes, fulano, continua no desemprego. Já são quase três anos assim".

 

Estamos a falar de um jornalista, um excelente jornalista aqui do Grande Porto detentor de uma das melhores agendas de contactos que se conhece. Estamos a falar de alguém que faz muita falta numa boa redacção. Estamos a falar de alguém que nunca me passou pela cabeça ver, ao fim de tantos e tantos meses, ainda no desemprego. Depois, lembrei-me de outro jornalista na mesma situação e que conheci recentemente. Fiquei pensativo. 

 

Ao contrário destes dois casos, cujos nomes não revelo por não lhes ter pedido permissão, ontem vi na TVI 24 outro grande jornalista que já não está a exercer. Como foi público, revelo o seu nome: Joaquim Letria. Um dos jornalistas que me habituei a ver e ler quando era mais novo. Foi um dos culpados pelo meu fascínio pelo jornalismo. O Joaquim Letria não está no desemprego. Fiquei a saber que é professor de Comunicação em Aveiro. E fiquei igualmente a perceber que o que ele queria era estar no jornalismo. Parece que não existe espaço, no actual jornalismo, para profissionais desta qualidade. Estranho. E que diferente da política portuguesa. E que diferente da agenda em vigor: sempre os mesmos entrevistados, as mesmas caras, as mesmas ideias e eternos projectos. É deitar os olhos ao actual programa do Herman José, sempre com os mesmos convidados desde finais dos anos oitenta...

 

Eu percebo a necessidade de renovação de quadros. Só não entendo que a mesma seja feita "descartando" os melhores, aqueles que podem ensinar os que chegam a trilhar caminhos de excelência. Olho para televisões e leio jornais da primeira linha de diferentes países onde se faz essa transição serena entre gerações. Aqui não é assim. Estranho.


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