Quarta-feira, 31 de Julho de 2013
por Pedro Correia

Nunca tive a menor dúvida sobre a orientação do Tribunal Constitucional relativamente à questão das candidaturas autárquicas. Para mim, portanto, a decisão dos juízes do Palácio Ratton - hoje anunciada - relativamente à candidatura de Fernando Seara em Lisboa não constituiu surpresa. Vem na sequência de várias outras, emanadas dos tribunais comuns. Já tinha ocorrido em Évora, Loures, Tavira, AveiroAlcácer do Sal, Beja  e  Guarda. Com derrotas claras do auto-proclamado Movimento Revolução Branca (que raio de nome...) encabeçado por um ex-mandatário de Narciso Miranda. Alguém que só ganhou alergia aos chamados "dinossauros" do poder local depois de ter sido ferrenho adepto do tiranossaurus rex de Matosinhos.

Como já referi aqui e aqui, não faz o menor sentido limitar direitos políticos consagrados na Constituição da República com interpretações extensivas da lei ordinária. A ausência da clarificação que a Assembleia da República deveria ter feito ao diploma que interdita mais de três mandatos consecutivos na mesma câmara municipal ou na mesma junta de freguesia foi um erro que não pode ser compensado com outro, de maior gravidade. A melhor doutrina jurídica ensina-nos que a compressão de um direito só é admissível com menção expressa na letra da lei, não invocando um seu putativo "espírito" à mercê de calendários políticos.

Os "revolucionários brancos" terão de arranjar muito em breve outra causa para se manterem à tona das ondas mediáticas. Esta tornou-se um "não-assunto", como bem lhe chamou Vital Moreira. 


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Domingo, 9 de Junho de 2013
por Alexandre Poço

"Nós, comunistas, não aceitamos o jogo das eleições. As eleições não me interessam nada! Nada! Se crê que a questão se pode reduzir às percentagens dos votos obtidos por um partido ou por outro, engana-se redondamente."

 

Álvaro Cunhal, em 1975, numa entrevista a Oriana Fallacci.


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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
por José Meireles Graça

Mais um dinâmico cientista social que tem coisas para vender. Chama-se Olivier Lourdel e quer incentivos para os clientes e desincentivos para os refractários. A empresa chama-se Altermove, e distribui bicicletas, trotinetas e, pelos vistos, tretas.

 

E como as pessoas, na sua insondável ignorância, não sabem o que lhes convém e persistem em não andar à chuva nem suarem como cavalos para ir daqui ali, vamos todos, a golpes de multas e proibições, contribuir para a melhoria do ambiente, dado que "os níveis de CO2 nas cidades estão a atingir níveis insuportáveis".

 

Mas o Francês não se fica a rir. Nós por cá também temos especialistas da mesma extracção: "Se queremos construir cidades e ordenamento das zonas urbanas, temos de fiscalizar e garantir que todas as regras de estacionamento sejam implementadas a bem do cidadão, embora muitas vezes haja contestação", afirmou Luís Garcia, da Zetes Burótica, uma empresa de soluções de mobilidade.

 

Estou certo que António Bámoláver Costa encara com bons olhos estas madurezas: é moderno, cria postos de trabalho no ramo dos fiscais, forma os cidadãos recalcitrantes no são espírito das regras e proibições, além de aumentar a receita do município via multas. Tudo isto, que não é nada pouco, sem a maçada da melhoria dos transportes colectivos, ou a promoção da construção de parques de estacionamento.

 

Só benefícios, sem esquecer o nível dos níveis de CO2, que está a ficar "insuportável".

 

Abençoada desertificação: que para os meus lados, tirante a ocasional rotunda e o respectivo estropício escultórico, a ideia das bicicletas compulsivas ainda não mostra o seu nariz progressista.

 

E daí, não sei: não me tenho inteirado do nível dos níveis de CO2, seja lá essa merda o que for. 


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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013
por Filipe Miranda Ferreira

 

Lembra-se da candidatura de Elisa Ferreira à Câmara Municipal do Porto? Aquilo que o PS esperava que fosse um nome forte para bater Rui Rio acabou por ser um flop, resultado de uma inultrapassável contradição. Os portuenses castigaram quem não se dedicou por inteiro à sua cidade, mandando Elisa Ferreira para Bruxelas.

Será possível que um político experimentado como António Costa duvida que os lisboetas lhe confiram o mesmo tratamento que o Porto deu a Elisa Ferreira?

Lisboa não gosta de ser a "muleta" de ninguém. Quem tudo quer, tudo perde.

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
por Sérgio Azevedo

Ferro Rodrigues afasta candidatura à Câmara Municipal de Lisboa.  Sócrates em diligências para António Costa avançar para a liderança do PS. António José Seguro tem maturidade para assumir o Governo. 

 

É muita coisa para um dia só! O PS está mesmo em estado de sítio...


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por Fernando Moreira de Sá

 

Pensava eu que António Costa era mais "independente". Afinal, parece que não...


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por Filipe Miranda Ferreira

 

PSD espera fechar nomes de candidatos a Lisboa, Amadora, Mafra e Loures na sexta-feira

 

Esta sexta-feira terminou o processo de escolha dos candidatos do PSD às câmaras municipais da mais importante área metropolitana do país. A reunião da Comissão Política Distrital de Lisboa da passada sexta feira que escolheu os candidatos aos municipios da Amadora, Lisboa, Loures e Mafra foi o culminar de um processo que teve o seu inicio logo apos a tomada de posse da distrital. Este processo foi participativo, dando tempo e espaço ás bases para contribuirem e darem a sua opinião. O ponto de aceleração deste processo foi a Convenção Autárquica Distrital realizada em Sintra, a 23 de Junho de 2012. Desde esse momento que se tornou claro qual o perfil de candidato preferido: Homens e Mulheres com provas dadas na gestão executiva autárquica e que conheçam a fundo a realidade dos concelhos.

Num tempo de extrema dificuldade para o PSD, escolheu-se o caminho mais dificil, pois era fácil falar com meia dúzia de pseudo-notáveis à procura de protagonismo para encabeçarem candidaturas autárquicas. Preferiu-se antes a escolha de pessoas com provas dadas no meio autárquico, sensiveis aos problemas que realmente afectam a vida das pessoas e com capacidade para, desde o primeiro dia, aplicarem o seu programa com um total conhecimento dos factos.

Não se pode deixar de reconhecer que o actual contexto é extremamente difiicil para os partidos que compoem a coligação governamental, mas por isso mesmo é que estas apostas são expressivas. A prioridade destes candidatos é só e exclusivamente a defesa dos interesses das populações dos seus municipios.

Não sei como irão correr as campanhas, mas uma coisa para mim parece certa. Os fundamentos foram bem lançados!

 

Declaração de interesses: Sou membro da Distrital de Lisboa do PSD e autarca na Amadora

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Domingo, 27 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Poucas vezes estive com o Miguel Pinto Luz. Conheço-o mal. Temos amigos comuns. Amigos esses que, sempre que o tema é Lisboa e o PSD, o elogiam fortemente. Por isso mesmo, passei a estar atento ao seu percurso como Presidente da Distrital de Lisboa do PSD. A forma como resolveu a questão de Lisboa (Fernando Seara) deixou-me espantado. Nunca pensei que Seara fosse candidato. 

 

Está de parabéns.


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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Em ano de eleições Costa aumentava a despesa da Câmara. O manual tem anos e faz sentido. A oposição chumbou o documento. Costa diz que "não é um drama". Claro que não. Falhando as autárquicas Costa tem sempre as eleições internas


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Domingo, 25 de Novembro de 2012
por João Villalobos

O vereador Sá Fernandes quer "esplanadas topo de gama" em toda a Lisboa. E faz muito bem. Quer no fundo uma cidade em que, "de uma ponta a outra", cada restaurante tenha a dignidade estilizada de um Bica do Sapato. Capaz de, deslumbrando com cada canto e recanto desde a Mouraria a Marvila, ofuscar com a sua ordem e vanguardista beleza os turistas americanos e nórdicos que folheiam as páginas da Monocle, da Wallpaper e do New York Times para que nos visitem e larguem aqui as suas moedinhas. Nada dessas pindéricas cadeiras de plástico. Proibam-se os pirosos tapa-ventos. Alguém já viu um tapa-vento em Oslo? Quem pode discordar do vereador Sá Fernandes? Só alguém de muito más famílias, depauperada educação ou assim.  

Terminada a ironia, imagino que pouco deve importar ao vereador Sá Fernandes - e a bem dizer igualmente ao presidente António Costa - a tempestade perfeita que já atravessa o sector da restauração. Prova-o a cereja em cima do bolo que é, de acordo com as instruções e diretivas estéticas dos senhores, a decisão de que as "esplanadas topo de gama" não poderão ostentar essa coisa horrorosa, toda ela kitsch e digna de cidades terceiro-mundistas que é a publicidade. Publicidade, essa, sem a qual os profissionais de restauração não poderão eventualmente manter nem a sua actividade de negócio, quanto mais os preços.  

Em qualquer outra cidade, estou certo de que um executivo camarário que acumulasse experiências envolvendo duplas rotundas, interditasse a circulação de veículos com base em critérios de discutível subjectividade, obrigasse todo um sector a sofrer retaliações como esta e, ao mesmo tempo, fosse ampla e repetidamente criticado por toda uma panóplia de serviços que não presta com a qualidade devida, seria penalizado nas urnas nas próximas eleições. Tratando-se de Lisboa, não aposto nem a feijões. 

Entretanto, a notícia do Público linkada acima também fala do outro lado desse "topo de gama". O do gamanço. Mas isso, ao que parece a quem lê, já não é com o vereador Sá Fernandes.


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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012
por Alexandre Poço

Depois de ler isto, lembrei-me que não faltará muito para o eterno candidato a salvador da República de S.Bento e/ou Belém se lembrar da influência do metano no efeito de estufa. Quando o illuminatti autarca se lembrar disso, adivinhem o tipo de medidas que aí vêm. Deixo à vossa imaginação, a liberdade de pensar em exemplos de medidas preventivas. 


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Sexta-feira, 16 de Novembro de 2012
por Diogo Agostinho

Hoje foi aprovado em Reunião de Câmara a descida do IRS de 5% para 2,5%, bem como a redução do IMI. Estas medidas foram apresentadas pelo PSD e contaram com o apoio do Executivo e dos outros Partidos.

 

A foto que segue é reveladora do sentido de Estado que guiou este acordo. Assim Lisboa ganha. E assim os lisboetas podem contar com uma boa novidade antes do Natal. 

 

 

Os meus parabéns a todos pelo sentido de cooperação e vontade de trabalhar para encontrar consensos. Existe hoje em dia na política portuguesa uma falta de capacidade de colocar o interesse geral acima do interesse imediato.

 

Como diz Pedro Santana Lopes e bem:

 

É principalmente nos momentos de maior dificuldade, que os políticos devem procurar consensos. 

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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
por Rodrigo Saraiva

A Câmara Municipal de Lisboa vai lançar um programa denominado "Reabilita Primeiro Paga Depois

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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012
por Rodrigo Saraiva

O presidente da Câmara de Lisboa comentou hoje, em Bruxelas, que o recuo do Governo na alteração da Taxa Social Única (TSU) é «a prova de que se deve pensar duas vezes» antes de se avançar com medidas.

 

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

 

Pelo que vi nos principais canais televisivos, nas rádios e até em boa parte dos jornais, Portugal está perante uma nova crise, a Rotunda do Marquês de Pombal na capital do império.

 

A malta desespera na VCI (ou BCI como prefiro dizer), no túnel de Braga, na entrada de Aveiro, em Coimbra Norte, no nó de saída da A25, no acesso a Guimarães, nas inúmeras rotundas de Viseu mas, o que importa é a Rotunda do Marquês de Pombal. Fantástico! É o novo IC19 das notícias. Os pastores de Trás-os-Montes e das Beiras podem não conhecer a capital mas já sabem que além do IC19 existe uma rotunda chamada Marquês de Pombal que concentra as atenções da nossa comunicação social.

 

Ainda bem. Assim nem arriscam levar as ovelhas e as cabras para tão longe.


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Terça-feira, 18 de Setembro de 2012
por Constança Martins da Cunha

António Costa dá uma ajuda ao trânsito na Avenida da Liberdade colocando um camião de limpeza urbana à uma da tarde e a 10 km/hora na única faixa disponível para circulação. De brinde oferece aos lisboetas uma lavagem ao carro. Quem é amigo? Quem é?! 

 


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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012
por Diogo Agostinho

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2740009&seccao=Sul&page=-1

 

Deixo aqui o vídeo do DN. Com uma vista privilegiada sobre a Rotunda do Marquês, temos este belo cenário. 

 

Ora, após um fim-de-semana de pessoas a manifestarem-se, chega segunda-feira e temos "experimentalismo". Sim. É mesmo experimentalismo. Eu assisti à viagem de António Costa com a SIC para explicar as novas alterações ao funcionamento do Marquês de Pombal. 

 

É extraordinário que se gaste, fala-se em 1 milhão de euros, para "ver se dá" até Dezembro. Fiquei gélido com esta afirmação. Ver se dá? E é este o guru e a esperança pós-Seguro? 

 

Portanto, agora vamos aqui ver se isto resulta está bem, lisboetas? É para ver se vocês se adaptam a esta nova moda! 

 

Isto é de uma falta de respeito e decoro a todos os níveis. 


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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

                  

                  

 

Dois membros do Bloco de Esquerda insurgiram-se contra a decisão, em boa hora anunciada pelo Ministério da Administração Interna, de combater as pichagens em locais públicos que conspurcam os edifícios da esmagadora maioria das nossas cidades (e falo em maioria, e não em totalidade, porque recentemente tive o prazer de descobrir Guimarães e Viana do Castelo como cidades praticamente livres deste flagelo). Há ruas inteiras em Lisboa, Porto ou Caldas da Rainha, por exemplo, onde nem um edifício escapa aos semeadores de tags que aproveitam as sombras da noite para as suas acções de poluição visual.

Pensava eu que qualquer cidadão civilizado estaria contra esta javardice. Enganei-me: aqueles dois bloquistas, João Teixeira Lopes e José Soeiro, declaram-se indignados não com quem polui mas com quem procura combater a poluição, bradando contra "o horror higienista" destes últimos. Aguardo as próximas tomadas de posição de tão ilustres sumidades em defesa da manutenção en su sitio dos milhares de beatas e dos dejectos de cão e de pombo que enchem ruas, praças e avenidas. Se a correcção política os conduz ao elogio das paredes conspurcadas, por maioria de razão devem procurar manter a mão da lei fora de jardins e passeios transformados em expositores de lixo: "horror higienista" é que não.

Lamento, mas penso de maneira oposta. Eleitor em Lisboa, prometo desde já apoiar o candidato à eleição municipal de 2013 que inclua com maior visibilidade no seu programa eleitoral o combate à degradação paisagística da cidade - o que implica ter mão firme contra os pseudo-grafiteiros, por mais que alguns procurem elevar os seus rabiscos à dignidade de "arte urbana". Mereciam tais vozes ver os prédios onde habitam "grafitados" da cave ao sótão para melhor se enebriarem com tanta "arte".

 

Estou com Alexandre Delgado, que hoje protesta sem rodeios no Público contra a confusão que alguns pretendem estabelecer entre grafitti e tags: os primeiros são defensáveis, os últimos não. "Quem faz grafitti de arte geralmente escolhe os locais próprios e contribui para enriquecer o espaço público. Até 'mensagens poéticas' são aceitáveis, quando feitas em edifícios devolutos. Os rabiscadores de tags não respeitam nada disso: eles são os primeiros a vandalizar grafitti artísticos (como os da Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, ou os painéis do Elevador da Glória). Não contribuem com nada, a não ser os excrementos do seu ego invasor", defende o compositor, acentuando: "Com a legislação actual, nem vale a pena fazer queixa à polícia. O Ministério da Administração Interna quer simplesmente fazer aquilo que já se devia ter feito há muito tempo: adequar a lei e criminalizar essa forma de vandalização do espaço público. É razão para aplaudir entusiasticamente. Aqui ficam duas sugestões: que a punição dos culpados inclua obrigatoriamente raspar e pintar aquilo que vandalizaram; e que se crie um imposto extraordinário sobre sprays de tinta, destinado a limpar as pichagens que tantos lucros geram a fabricantes e vendedores, e que tantos prejuízos causam a proprietários, instituições e cidadãos em geral. Esta não é uma causa de esquerda ou de direita: é uma causa de civilização contra a barbárie."

Não posso estar mais de acordo. Se Guimarães e Viana conseguem ser cidades limpas, porque não sucederá o mesmo em Lisboa, Porto ou Faro?

 

Em cima, no sentido dos ponteiros do relógio: pichagens em Lisboa (Avenida de Roma), Porto (antigo cinema Batalha), na baixa de Faro e no centro das Caldas da Rainha. Fotos minhas.

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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
por Rodrigo Saraiva

Estou na dúvida se devo desejar que o José Sá Fernandes seja tão zeloso com as rotundas do Marquês de Pombal como foi com o túnel? ou não.

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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
por jfd
De 19 a 22 de Julho, Lisboa, verá os Grandes Veleiros. Vindos de St Malo, depois da cidade dos Alfacinhas seguem para Cádiz, A Coruña e terminam em Dublim.

É uma festa que celebra a tradição e o património marítimo e que estará aberta a todos.

Entre Santa Apolónia e o Terreiro do Paço, serão 4 dias em que teremos um Tejo mais lindo e uma cidade mais animada. Um Verão assim sabe bem!


Informações aqui.



Publicado também aqui

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
por jfd


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Domingo, 15 de Abril de 2012
por José Meireles Graça

Quem passe uns dias em Londres ou em qualquer outra cidade inglesa notará uma grande quantidade de automóveis com mais de vinte, trinta ou cinquenta anos, ainda em circulação.

Não são objectos de colecção, nem os proprietários gente rica com tiques ingleses de excentricidade. Apenas sucede que o inglês médio tem mais sentido prático, e amor instintivo ao que é velho, do que os continentais.

Nestes, distinguimo-nos pela modernidade pateta, os sinais exteriores de riqueza a crédito e a prepotência das autoridades: encabeças uma organização imersa em dívidas até ao pescoço, Costa? Pois faz regime e corta nas gorduras; não venhas roubar - é de roubo que se trata - quem circula no veículo que os seus meios lhe permitem.

Sei bem que os lisboetas gostam da tua bonomia enganadora e do teu discurso redondo, senão nem te permitiam sonhar com mais altos voos, para poisos onde possas continuar a fingir que te preocupas com os pobres.

 


 

Desde que não poluam, claro.


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Quinta-feira, 5 de Abril de 2012
por Rodrigo Saraiva
 

Foi hoje finalmente aberto à circulação o troço  que liga o túnel do Marquês à Avenida António Augusto de Aguiar. Com esta abertura serão mais carros que deixam de passar pelo Marquês de Pombal e fica assim terminada esta obra que ajudou a agilizar o trânsito nesta zona de Lisboa, poupando “dores de cabeça” e sendo um ingrediente na “limpeza” da zona da Avenida da Liberdade, considerada uma das mais poluídas da Europa.

 

E neste dia há coisas que devem ser lembradas e registadas.

 

Para começar deve ser lembrado o homem que lançou a ideia e a obra, Pedro Santana Lopes. Depois o homem que não deixou o tema cair, quando a polémica foi alta, sempre lutando pela sua conclusão, António Carmona Rodrigues.

 

E deve ser registado, com grande apreço, o gesto, e as palavras, de António Costa ao ter convidado estes dois seus antecessores na presidência da Câmara Municipal de Lisboa para a cerimónia.

 

E não pode ser esquecido o homem que fez com que a obra fosse quase de Santa Engrácia e causasse o aumento de custos e de incómodos inerentes a uma obra desta dimensão, José Sá Fernandes.


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Sexta-feira, 23 de Março de 2012
por jfd

Irrita-me o politicamente correcto. Irrita-me a má formação de alguns elementos da PSP. Irritam-me os sedentos de sangue e de desgraça que procuram nas imagens de ontem o início do declínio de uma sociedade que está a viver sacrifícios com responsabilidade e que ontem demonstrou que se está maioritariamente e literalmente a #$%"! para manifestantes com teias de aranha.

Respeitem os desempregados. Respeitem quem quer trabalhar. Respeitem os protestos legítimos e encaixados neste século.

Esses senhores e senhoras que decidiram pegar em pedras e cadeiras no Chiado já de manhã tinham feito das suas aqui pelas minhas bandas.

Não foram nem pacíficos nem bem vindos. Fizeram-se convidados, fizeram-se ouvir e entraram onde não foram chamados nem desejados.

Depois, mais tarde, fizeram o favor de encenar o palco para as fotos e imagens da discórdia. Afinal é preciso vender e ampliar junto da irresponsável comunicação social, não fosse esse o veículo de minorias. Legítimas e ilegítimas. É a pérfida comunicação social que temos. Não é de agora.

Eu, sempre que vi desacatos, afastei-me. Não é a minha natureza, não é a minha forma de lutar, não é meio para fim nenhum.

Irritam-me os mártires.

Irritam-me as averiguações e os pedidos de explicação. Quem fez levou. Quem não devia ter dado que seja castigado. Que se tirem ilações. Que se aprenda para o futuro. Que não se repita!

Deixem os revoltados revoltarem-se. Mas estes que deixem quem quer viver e trabalhar fazê-lo sem ter de levar com a sua ladainha sem fim, propósito ou ponta por onde se lhe pegue, interferindo com a sua liberdade de não ver perturbada a sua normal vivência social.

 

Foi este lindo cenário que estes senhores fizeram o favor de exportar para o mundo, totalmente descaracterizado, no dia em que somos destaque na BBC Travel.

Obrigado por nada.

sinto-me:

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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
por Rodrigo Saraiva

António Costa decidiu dar tolerância de ponto no Carnaval aos funcionários da Câmara Municipal de Lisboa. O mesmo António Costa que cancelou iluminações de Natal e festa de passagem de ano no Terreiro do Paço.

 

Sobre tradições ou iniciativas que dinamizam a economia ficamos conversados. Poderão uns dizer que uma medida não tem custos e a outra evitava-os. Mas o que está em questão é bem mais simples. Um presidente de Câmara que decide consoante sente para onde está o “vento do povo”.


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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
por Constança Martins da Cunha

 

 

 


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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
por Ricardo Vicente

São notícias muito boas:

 

O jazz vai voltar a ouvir-se na Praça da Alegria, em Lisboa, com a reabertura, esta quarta-feira, do Hot Clube de Portugal (...).

 

Duas portas abaixo da antiga morada, o mais antigo clube de jazz da Europa regressa à atividade num espaço remodelado onde se ultimam os preparativos para a reabertura, marcada para esta quarta-feira (...).

 

A reabertura será celebrada com três dias de concertos, todos de entrada gratuita (...).

 

Ler tudo aqui.


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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

 

"Não. Lisboa é uma bela cidade. O que defendo é o uso de uma bomba de neutrões, de modo a preservar o magnífico património edificado". Foi esta a resposta que formatei para dar nessas ocasiões. Quando a pergunta não é séria, sinto-me desobrigado de responder a sério

Obviamente, eu também não quero Lisboa a arder. Deus nos livre, já imaginaram os custos de a recuperar? Já bastou a fortuna da Expo 98...É a minha resposta aos mesmos amigos a que se refere Jorge Fiel.

O artigo em causa, de leitura obrigatória, coloca as coisas como elas são. A cidade de Lisboa, por culpa de uns quantos e alguns deles do Norte, é uma espécie de ralo neste lavatório em que se transformou Portugal. Repetindo o que escreveu o Subdirector do JN: o Norte é a região mais pobre do país, apesar de ser a que mais contribui para a riqueza nacional, com 28,3% do PIB. Por ser a região mais pobre e tendo em conta o objectivo de convergência dos fundos comunitários (aproximar as regiões mais pobres das mais ricas) é uma vergonha, uma pulhice aquilo que hoje se pode ler na página 2 do JN. E se percebi bem algo que li a correr um destes dias num rodapé televisivo, o Ministério das Finanças já se prepara para avocar a gestão das verbas do QREN, o que me leva a temer o pior...

Olhem, só me resta concluir como Jorge Fiel: "Nós não queremos mesmo Lisboa a ser consumida pelas labaredas. O que nós queremos é dizer, em voz bem alta, que estamos fartos de ser chulados". 


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por João Gomes de Almeida



A estação do Rato, local importante para António Costa, seus vereadores, assessores e gestores das empresas municipais - é gerida com base na falta de respeito pelos utentes do Metro, principalmente aqueles que têm mobilidade reduzida.

 

Há muitas semanas que o elevador que dá acesso à superficie se encontra desligado (poupança de energia?), paralelamente, as escadas rolantes de descer encontram-se também desactivadas, obrigando os clientes do Metropolitano de Lisboa a descerem pelas escadas normais. O mais engraçado, é o facto destas escadas estarem danificadas em vários pontos, tendo inclusive baias a vedarem o acesso a degraus partidos.

 

Todos os dias se pode assistir ao espectáculo de ver idosos, invisuais e pessoas de mobilidade reduzida a tentarem descer para o metro. O espectáculo é produzido pelo Metro de Lisboa e conta como actores principais com os funcionários grevistas da empresa.


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Quinta-feira, 8 de Dezembro de 2011
por João Gomes de Almeida

Hoje tive uma noite irracional, daquelas em que parece que não há crise - o lado racional está meio arrependido, confesso.

Posso dizer que já não saía há algum tempo em Lisboa, no máximo era rapaz para pegar na miúda e ir beber uns copos a um bar. Mas reconheço que esta Lisboa me parece outra Lisboa. A crise, incompreensivelmente, parece ter arrumado melhor a noite da cidade, tudo está mais calmo, na medida do possível, e no geral melhor.

Jantámos no Snob, onde agora há um agradável menu de bom gosto a 12 euros, em que o meio-bife (que chega bem para qualquer matulão do meu tamanho) acompanha com um copo de tinto (a miúda bem tentou pedir branco), mais pão e café (de saco unicamente, como é tradição). Depois descemos o Príncipe Real até ao Bairro Alto (infelizmente cada vez mais degradado e degradante) para um copo e lançamento do "Meu Pipi", feito pelo Miguel Guilherme, no Frágil.

Já que falo do Frágil, convém dizer que é dos únicos sítios da noite de Lisboa onde me sinto bem (mandem lá a piadola). Ambiente relaxado, sem gente a mais para o espaço, onde se pode sentar e falar, mas também dançar e beber, encontrar pessoas e discutir coisas. No geral a música é boa e por vezes convida até a discussões, onde me sinto quase sempre excluído por manifesta iliteracia musical.

Há meia-noite virei a cadeira e dei um beijo, um abraço e outro beijo, a data merecia e daí o irracional da noite. É bom estarmos felizes juntos de quem gostamos e nos sítios dos quais gostamos. O Carlos Tê escreveu que "não se ama alguém que não ouve a mesma canção", eu aconselharia antes não nos apaixonarmos por quem frequenta os sítios dos quais não gostamos.

A vida é feita de desencontros mas acredito que ainda mais de encontros. O grupo do costume, juntamente com as pessoas que não são do costume, nem do grupo, mas que pareciam ser do grupo e do costume  (que a esta hora da noite acredito que até já sejam), voltou a descer o Bairro. Fomos ao aniversário do Music Box que esse sim não dá margem para questionarmos o nível de selecção musical (obra e graça do Alex Cortez). Tenho a dizer que foi bom, muito bom, como sempre.

Nesta última descida nasci para aquilo que é o novo Cais do Sodré. Há muito pouco tempo um sítio mal frequentado e de fama duvidosa, hoje o sítio mais em voga da movida lisboeta. As pessoas desfilavam naquela enorme passadeira cor-de-rosa e eu abraçava a miúda, alegre (penso eu) na comemoração de tão importante data. Por momentos, vários, diga-se, senti-me fora de Lisboa e pensei estar por entre as Ramblas - sempre que despertava do sonho sorria para dentro e orgulhava-me por viver em Lisboa, nesta nova cidade do Cais do Sodré. 

A paixão é coisa trôpega, que nos prende os movimento cerebrais. Talvez por isso e pela data em questão, esta noite em Lisboa tenha parecido tão especial, tão amiga e romântica. Mas amarmos é isto mesmo, é sermos felizes ao redescobrirmos as ruas já mil vezes pisadas pelos nossos mesmos dois pés, que agora nos trocam as contas por se tornarem quatro.

Também publicado no Polaroid 


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