Sábado, 15 de Junho de 2013
por Pedro Correia

 

Venho agradecer a todos que nas últimas semanas noticiaram ou comentaram o meu livro, Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico. Hoje fica a referência - ainda incompleta - aos blogues, pedindo desde já desculpa por alguma eventual omissão, que prontamente corrigirei.

 

A Barbearia do Senhor Luís

A Bem da Nação

A Dignidade da Diferença

A Ronda dos Dias

A Viagem dos Argonautas

Açúcar Amarelo

Ainda que os amantes se percam...

ALCA

Andanças Medievais

Antes que eu me esqueça...

Atentado ao Pudor

Aventar (1, 2)

Bandeira ao Vento

Bibliotecário de Babel

Biblos - AEFCR-BE

Bic Laranja

Blog do Bianchi

Bloguítica (1, 2)

Books Around the Corner

Cá Entre Nós

Cabeça de Cão

Carlos Emerson Junior

Cidadão do Mundo

Colóquios da Lusofonia

Core Catholica

Corta-Fitas

Crónicas de Além Tejo

Declínio e Queda

Descomplicómetro

Dias Imperfeitos

É Fartar, Vilanagem

És a nossa Fé

Estado Sentido

Eternas Saudades do Futuro

Fio de Prumo

Floresta do Sul

Forte Apache

Grande Hotel

Isto e Aquilo

História Maximus

José Cipriano Catarino

Lados A/B

Luminária

Ma-Schamba

Meditação na Pastelaria

Memória Virtual

O Andarilho

O Bacteriófago

O Escafandro

O Jornaleiro

Palavrossavrvs Rex

Perca Tempo - O Blog do Murilo

Ponte Vertical

Por A mais B

Portugal dos Pequeninos (1, 2, 3)

Português de Facto!

Praça da República

Quousque Tandem

Rabiscos de uma Leitora

Rangers & Coisas do MR

Real Associação da Beira Litoral

Risco Contínuo

Robssoares's Blog

Scriptum

Tertúlias à Lareira

Um Jardim no Deserto

2711

 

Nos próximos dias darei aqui nota dos ecos que a obra foi tendo nos órgãos de informação, designadamente em colunas de opinião e de crítica literária.

 

(actualizado)


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Domingo, 2 de Junho de 2013
por Pedro Correia

 

Hoje à tarde estarei na Feira do Livro de Lisboa onde assinarei com todo o gosto exemplares destas Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico, no pavilhão da Guerra & Paz.


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Terça-feira, 21 de Maio de 2013
por Pedro Correia


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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
por Pedro Correia

 

Os meus leitores mais regulares na blogosfera sabem que o acordo ortográfico (a que por vezes chamo aborto ortográfico) é um dos meus temas recorrentes. Pois a partir de amanhã já não é só nos blogues: é também em livro. Com a prestigiada chancela da Guerra & Paz, correspondendo a um convite do Manuel S. Fonseca, terão à vossa disposição nas livrarias um título que desde já vos recomendo: Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico.

O autor sou eu. Espero que gostem.

 

ADENDA: um abraço especial ao João Villalobos, que deu a cacha aqui no Forte.

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Terça-feira, 23 de Abril de 2013
por Carlos Faria

 

Desde o Dia Mundial do Livro de 2012, até este de 2013, várias dezenas de livros de diversos géneros foram lidos por mim, não vou listar os melhores da cada tipo, mas para dar a conhecer o que é nosso, ao nível de literatura nacional atual, no género de ficção, ou não tanto assim, num texto onde a ironia, a poesia e a prosa dão as mãos com a imaginação e abraçam alguns factos históricos, destaco "A Boneca de Kokoschka", de Afonso Cruz.

Pequeno, de fácil leitura, com bom humor e frases para reflexão num livro a não perder. O Prémio Europeu pode ser importante para a promoção da obra, mas foi merecido pelas características do livro.


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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria
 

 

Saber o passado é sem dúvida uma das vias para melhor se compreender o presente e perspetivar o futuro, com  estas memórias Winston Churchill foi laureado com o prémio Nobel da literatura em 1953, livros que não pertencem ao domínio da ficção ou da poesia.
O presente livro é uma compilação do autor dos seus anteriores 6 volumes de memórias, mesmo assim, este resumo continua extenso, mas tem a virtude de mostrar uma visão pessoal dos tempos que foram desde o fim da primeira grande guerra até uma década depois do fim da II Grande Guerra (IIGG), época em que se começou a sonhar com uma Europa unida que deu origem à União Europeia.
A obra apresenta uma escrita descomplicada, por vezes com excertos de correspondência oficial e pessoal do período a que dizem respeito os acontecimentos relatados, o que permite compreender como este homem viu, temeu e previu o que levou à IIGG e como lhe foi parar às mãos a árdua tarefa de enfrentar Hitler, isto após um conjunto de erros que conduziram a que este ditador, não só tomasse o poder na Alemanha, como também se tornasse uma ameaça a todo o mundo livre da Europa.
Uma ideia é justificada na primeira parte do livro: nunca a Europa teve tanto tempo e possibilidade para evitar uma guerra como antes da IIGG, mas a cobardia minou as democracias e deu força ao ditadores.
Depois dá para ver como os erros do passado saem muito caros no futuro e por vezes quem os tem de corrigir não são os culpados da história, contudo a determinação é difícil embora fundamental, sobretudo quando taticismos ensombram a boa vontade nos momentos de enfrentar os problemas, mas não se pode desistir quando os valores da liberdade estão em perigo.
Ironicamente, o homem que salvou a democracia foi o primeiro a ser derrotado por esta na época da sua vitória na guerra.
Um extenso livro repleto de pensamentos que dão para perceber muitos dilemas de alguém que teve de enfrentar os problemas dos povos num período que mudou a Europa... que talvez tenha sido mesmo o início do declínio do velho mundo, mas isto já é uma reflexão minha.

 


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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2012
por Francisca Prieto

Estando ciente de que este espaço blogosférico não deve usado para fazer publicidade, dado o cariz cultural e solidário da iniciativa, atrevo-me a pegar no megafone e berrar aos sete ventos que:

 

Amanhã e Domingo, o Déjà Lu estará na Feira Solidária da APPT21, no Centro Nacional de Cultura (Chiado) com muitos (mas mesmo muitos) livros NOVOS a 3, 4 e 5 euros, e também livros usados em bom estado a 1 e 2 euros. 100% das vendas revertem para a instituição. 
Sábado, das 11 às 19.30, Domingo, das 12 às 17h. Entrada pelo Largo do Picadeiro, porta mesmo ao lado do café do Chiado, em Lisboa.

 

Óptima oportunidade para fazer umas sensacionais compras de Natal ao preço da chuva.


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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
por Carlos Faria

 

Há livros cuja dimensão da sua estória e mensagem se tornam o cerne de uma obra prima literária que forma espíritos e por isto devem ser lidos.
"Gente Independente", de Halldór Laxness, já tem 77 anos e o seu protagonista, em vez de ser um islandês, poderia ser o povo português do século XX e a revolta contra o sistema poderia ter sido escrita hoje 14 de novembro em Portugal.
"O homem não é criminoso o bastante para saber viver dentro deste sistema social."
É uma frase forte, mas muito bem demonstrada pela resistência e lição de vida, roçando a obstinação e por vezes cruel, de Bjartur para se tornar num homem livre.
Um romance duro, cruel, terno, irónico, doloroso, romântico, comovente e revoltante que - apesar de uma escrita densa, alguns parágrafos muito extensos, com nomes de personagens impronunciáveis e por vezes demasiado semelhantes que obrigam a um certo esforço - deveria ser lido por todos.
Provavelmente será o romance que maiores marcas me deixará em 2012 e só por si justifica o Nobel que o seu autor recebeu, sem dúvida alguns não concordarão com tudo o que Halldór pretendia dizer, aliás o autor evoluiu no pensamento político e inclusive sentiu-se defraudado com muitos comportamentos dos sistemas que defendeu, mas também dá perceber muita da revolta que gente honesta hoje em Portugal sente sem nunca ter partilhado ideais políticos de esquerda.


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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
por Miguel Félix António
Acabei há dias de ler o livro de Pedro Rosa Ferro, "A Política, o Justo e o Bem", obra que vale a pena pela estimulante reflexão que proporciona sobre temas tão diferentes, mas tão próximos.

Excelente e escorreita prosa na abordagem dos temas e uma profundidade que nos faz distanciar da miserável politiquisse interna que nos assola.

Eu sei que durante a época da governação não há tempo para a reflexão e para a leitura.

Mas seria aconselhável que os nossos políticos se preparassem devidamente quando estão no seu percurso na oposição para, uma vez chegados ao Governo, saberem o que têm que fazer.

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Domingo, 2 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

 

O prólogo do livro é a coincidência de a data de 3 de outubro de 1951 corresponder ao primeiro teste com uma bomba nuclear na União Soviética e uma das tacadas mais famosas da história do basebol, eventos causadores fortes emoções em muitos norteamericanos, incluindo no coração da Bronx de Nova Iorque.
Acabada a guerra fria, um conjunto de personagens norteamericanas, mais ou menos relacionadas com a Bronx, é o fruto desse passado de dois sistemas em confronto.
O romance relata episódios, por vezes soltos, que vão recuando no tempo, e abordam medos, aspirações e disfunções sociais com mistura de cidadãos históricos ou não e factos reais ou ficcionados, unidos pela Bronx e a guerra fria.
Uma obra grandiosa que forma um puzzle do que foi a vida nos Estados Unidos durante 40 anos e onde a bola da tacada, a Bronx, a guerra fria, a arte e o lixo formam o cimento que une estas peças e justifica o comportamento das suas muitas personagens nos anos 90.
Um livro pós-moderno de grande qualidade, nem sempre de fácil leitura, por vezes deprimente, outras irónico ou introspetivo e com uma linguagem realista que pontualmente toca no calão, mas provavelmente tornar-se-á numa referência da história da literatura dos Estados Unidos.


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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012
por Diogo Agostinho

 

Foi com agrado que neste final de Verão conheci a Livraria Esperança. Situada bem no centro do Funchal, esta é uma das maiores livrarias da Europa. Tem mais de 107 mil livros.

 

Vale a pena conhecer e perder-se nos diferentes pisos.


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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2012
por Carlos Faria

Concluí de rajada a dose fast food da trilogia Millennium de Stieg Larsson e não me arrependi.
Sabia que não seria uma obra-prima de arte literária, mas não leio apenas Mann, Proust e afins, precisava de perceber o que motivara tão grande sucesso e claro percebi logo que a estratégia do thriller costuma dar bons frutos, mas este conjunto não é só isso.
Além de ter sabido encadear acontecimento, Stieg Larsson mostrou um conjunto de personagens que apesar de parecerem amorais nos bons costumes estão cheias de princípios éticos e sedentas de uma justiça não atada pelas próprias regras que sustentam a liberdade e a democracia social na Suécia.
O primeiro volume é uma obra à parte, tecnicamente mais bem estruturada e com princípio meio e fim, pode servir de experiência para quem não arrisca comprar a trilogia de uma só vez.
Apresentação dos protagonistas com uma heroína estilo punk vítima dum mundo preconceituoso que não a compreende e é sujo, a qual acompanha uma investigação jornalística, onde se descobre do pior que pode haver no ser humano e se desmascara esta sociedade corrupta em que vivemos. Uma escrita despretensiosa pouco interessante... mas que é uma denúncia cheia de emoções.
Devido à minha cooperação com jornais retenho o seguinte parágrafo já perto do final "Oh sim, os media tem uma enorme responsabilidade. Durante quase vinte anos, muitos jornalistas abstiveram-se de investigar... Se tivessem feito o seu trabalho como deve ser, não estaríamos hoje na situação em que estamos."

 

 

Os outros dois volumes são demasiado interdependentes e dificilmente podem ser lidos isoladamente e têm pormenores repetidos dos anteriores que por vezes cansam e provavelmente era desnecessário serem tão extensos, mas levantam uma série de questões que mereceram sublinhados no meio de um suspense de cortar por vezes a respiração e de alguma violência que dói só de imaginar.
Pode o edifício da democracia criar monstros dentro de si cujo objetivo é a sustentação desse mesmo edifício? Seria o Estado bem melhor se os jornalistas em vez de meros transmissores de notas e conferências de imprensa ou daquilo que veem fossem sobretudo investigadores a sério da realidade? Estará o Estado de direito maniatado pelas suas próprias leis que não consegue assegurar uma verdadeira justiça aos cidadãos vítimas de quem não respeita a normas? Não perdoaríamos o Estado que transgredisse a Lei para fazer justiça, mas perdoaremos que alguém de fora transgrida as regras para se conseguir o mesmo fim? Julian Assange não estará em parte retratado e justificado nesta trilogia?

 

  

Um fast food que tem em simultâneo a capacidade de nos distrair e de fazer pensar, se quisermos mesmo refletir as ideias constantes nas entrelinhas da escrita deste jornalista precocemente desaparecido.


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Quinta-feira, 26 de Julho de 2012
por Luís Naves

Hoje, quinta-feira, na Bertrand do Chiado, em Lisboa, é apresentado a partir das 18 e 30 o livro "Por que Choramos Quando Cortamos uma Cebola", de Teresa Firmino e Filomena Naves (minha irmã).

Trata-se de um despretensioso livro de divulgação científica, editado pela Esfera dos Livros. A autoria é de duas jornalistas que escrevem regularmente sobre ciência e o trabalho foi estruturado em perguntas, na sua maioria bastante simples e ligadas ao quotidiano. As respostas são por vezes surpreendentes.

O livro é didáctico, serve certamente os interesses de jovens que se interessem por ciência, mas é também divertido e qualquer pessoa pode aprender com ele.

A obra será apresentada por Carlos Fiolhais, professor de física na Universidade de Coimbra.

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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
por Francisca Prieto

 

Confesso que nunca compraria um livro composto por cartas que uma mãe de um daqueles jovens que mataram uma data de gente num liceu dos Estados Unidos escreve ao marido, de quem entretanto se separou.

A história é ficção, mas costumo achar que para desgraças já nos bastam as da vida, que é escusado andar a ler dramas que alguém se lembrou de inventar. No entanto, o livro foi-me tão recomendado que lá me lancei à empreitada. Virei a última página há um par de dias e confesso que ainda ando abalroada pela história.

 

Apesar de a autora não fazer cerimónia em usar uma data de metáforas nem sempre brilhantes (coisa que, desde que andei a fazer cursos de escrita criativa, detecto com visão de lince – ora aqui está uma metáfora banalíssima), a história é magistralmente urdida. Tecnicamente o livro é genial e aborda uma dimensão na qual nunca pensamos quando somos confrontados com este tipo de massacres, que é a repercussão que vêm a ter na vida da família dos assassinos.

 

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Terça-feira, 10 de Julho de 2012
por Constança Martins da Cunha

 

«De início, Maria T. ainda achara aquele conselho acerca do tratamento por doutora um exagero. Para quem, como ela, vinha de um mundo profissional descontraído e informal, em que praticamente toda a gente se tratava pelo nome próprio e por tu, desde o director ao estagiário, e em que ela demorara meses até descobrir, por mero acaso, que muitos dos seus companheiros de trabalho eram licenciados, e em que áreas específicas, soava-lhe no mínimo pomposo ver-se de repente tratada por senhora doutora para aqui, senhora doutora para acolá, por gente licenciada, que, supostamente, detinha naquela instituição um estatuto equivalente ao dela, em vários casos até superior.

 

Demorou por isso a habituar-se à ideia, mas atendendo a quem lhe dera aquele conselho, achou mais prudente segui-lo, sobretudo porque Felícia "era da casa" e parecia ser uma pessoa sensata, pelo que deveria saber certamente o que dizia. E como Maria veio a constatar rapidamente, fez muito bem em dar-lhe ouvidos. Cedo viria a perceber que ser-se ou não doutor, não importa do quê, e acima de tudo, ganhar o direito a ser tratado como tal, pode fazer toda a diferença numa Administração Pública que vive demasiado das aparências, do estatuto, do poder e influência pessoal, amiúde também do ciúme, e até do despique frequentemente desleal.

 

Em breve começaria a perceber que, salvo raras e honrosas excepções, o sonho (ainda que inconfessado) do comum funcionário público que não era doutor seria poder vir a sê-lo um dia. E da maneira como o sistema estava montado, motivos não faltavam para tal. Embora crítica daquela gente, Maria foi percebendo aos poucos as suas razões. Lutavam o melhor que podiam e sabiam por um lugar ao sol, procurando usar as armas que sabiam necessárias para o efeito. Não havia ali lugar para preocupações moralistas ou falsas modéstias, era o salve-se quem puder, sob o lema: "Quem tiver unhas é que toca guitarra". E ter unhas significava, quase sempre, exibir um canudo.  

 

Na maioria dos casos, aquelas pessoas desejavam ser doutores/as, não porque achassem que isso iria contribuir decisivamente para a sua própria realização pessoal ou enriquecimento humano, ou sequer motivadas por qualquer vocação recalcada por falta de oportunidades na juventude, mas simplesmente porque o canudo lhes permitiria ter acesso imediato a um salto considerável na tabela remuneratória e a uma muito maior deferência no tratamento. Era a diferença, por exemplo, entre quem ordenava: "Traga-me um café", ainda que acompanhado de um "se faz favor"; e quem o trazia, de bandeja na mão, para perguntar no fim: "Mais alguma coisa?".

 

Enfim, porque fazer preceder o nome de um "dr(a)" na Administração Pública e sectores afins significava, na prática, galgar de uma assentada uma série de letras do abecedário e almejar uma promoção profissional e social garantida, passando a ser o topo da tabela com horizonte atingível, o que não acontecia com os administrativos, muito menos os auxiliares, para quem os lugares cimeiros estariam à partida vedados. E naturalmente, o estatuto conquistado por um canudo também lhes permitiria sonhar com uma reforma bastante mais gorda, no fim da carreira. (...)»

 

in FEIO, Lurdes, Para onde vai o nosso dinheiro - Uma jornalista nos bastidores da Administração Pública, Lisboa: Ésquilo, 2012,  pp. 27-28. 


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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012
por Francisco Castelo Branco

Miguel Pinheiro escreveu uma excelente biografia do antigo Presidente do PSD. Para além de ser uma biografia pessoal, o autor evoca também todas as peripécias do período revolucionário. 

Esta biografia de Francisco Sá Carneiro é uma oportunidade para conhecer um homem que lutou pela liberdade, mas acima de tudo, apostou no desenvolvimento económico e social do país. 

Nesta obra descobrimos o lado pessoal do fundador do PSD. Autoritário, conservador, teimoso mas igualmente convicto das suas ideias. Apesar das peripécias da revolução Sá Carneiro nunca mudou a maneira de ser, especialmente dentro de casa. Não se pode considerar que a sua vida tenha sido fácil. Os constantes problemas de saúde não o deixavam cem por cento disponível para a política e ainda por cima teve que lidar com a questão do seu divórcio numa altura de campanha eleitoral, o que poderia pôr fim à sua carreira política.

No que toca ao aspecto político, as qualidades mantêm-se. Rigoroso e convicto do caminho a seguir, tendo sido sempre o principal rosto contra o MFA e o general Ramalho Eanos durante o período 1976-80. 

Este livro tem bastantes curiosidades. Por exemplo, ficamos a saber as circunstâncias em que José Sócrates, Paulo Portas, Sousa Franco, Guilherme d´Oliveira Martins e Pedro Santana Lopes participaram na vida partidária do PSD. No entanto, só o último se manteve fiel ao seu partido, tendo os restantes seguido outras paragens ideológicas, como sabemos.

Ficamos indignados com o modo como Sá Carneiro morreu. Miguel Pinheiro fornece aos leitores algumas pistas em relação à tese de atentado.

 

nota: post corrigido. As desculpas pelo lapso na primeira designação da obra.


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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012
por Francisca Prieto

 

 

Um dia destes, quando entrei no supermercado para comprar iguarias tão prosaicas como batatas e cebolas, dei de caras com este livro.

Ora, na altura em que eu tinha uma carreira nas andanças dos marketings e das publicidades, uma das tarefas pela qual era remunerada era a de tentar descobrir um argumento irrefutável que fosse capaz de vender uma catrefada de unidades de um produto.

De maneira que, perante o título “Marketing da Mulher - como conquistar o que precisa para ser feliz”, não resisti a abrir o livro ao acaso para ver se dava de caras com um qualquer conselho que me atirasse para a categoria de mercadorias que se esgotam nas prateleiras.

 

O único parágrafo que li (e não foi preciso avançar mais porque me deu logo material para gargalhar toda uma tarde) dizia qualquer coisa do tipo “quando sair pela primeira vez com um homem que lhe interesse, esqueça o seu passado. Você não tem mãe, nem pai, nem primos, nem vizinhos. Seja só você mesma no presente”.

 

Isto deixou-me na dúvida se, no meu caso específico, no hipotético cenário de um dia ter de voltar a sair para ir jantar com “homens que me interessem”, é melhor seguir o conselho à risca (omitir com todo o fervor que tenho quatro filhos e que uma tem Síndrome de Down – nem digo que é mongolóide, que é para não piorar a situação), ou atirar logo com toda a informação de chofre, que é para não me ver em futuros apuros.

Supondo que é o Colin Firth quem me convida para jantar, não tenho qualquer dúvida de que o melhor é quedar-me que nem túmulo, não vá o senhor dar corda aos sapatos antes da chegada da Vichyssoise. Com um Colin Firth não se arrisca, mente-se com quantos dentes se tem na boca.

 

Já em qualquer outro caso, se coloca o incómodo de podermos vir a ter um segundo, terceiro ou quarto encontro. E aí começo a ficar na situação da mãe da minha amiga Maria, que usava dentadura postiça quando se casou e que o marido só descobriu uma data de tempo depois. “Nunca me perguntaste” foi o argumento que ela utilizou, acrescentando que nunca há um momento certo para se comunicar a um futuro marido que se usa dentadura.

 

Bem vistas as coisas, talvez o melhor seja ir por aí. Esperar que a outra parte pergunte “porventura tens quatro filhos e uma é mongolóide?” para eventualmente abrir o jogo e esclarecer a questão. Até lá, vou ser só eu no presente, que isso sim, é Marketing.


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Sexta-feira, 18 de Maio de 2012
por Miguel Félix António

Apesar de ser um dos autores e, portanto, estar a julgar em causa própria, acho que vale a pena ter como livro de consulta. Diz-nos muito sobre o passado recente...

 

http://www.governosdeportugal.com/


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Sábado, 12 de Maio de 2012
por Francisco Castelo Branco

 


Os Anos Blair é uma obra que vai apaixonar os amantes da política. Aqueles que gostam de espreitar os bastidores de um Governo vão devorar este livro. 
A obra em análise resulta dos diários de Alastair Campbell, secretário pessoal de Tony Blair que acompanhou a vida política, e não só de um dos mais carismáticos Primeiros-Ministros ingleses, desde a sua eleição no partido até aos ultimos anos. 
Campbell mostra ao pormenor todos os passos dados na resolução dos problemas que qualquer PM tem de enfrentar.  Todo o tipo de problemas têm de ser preparados minuciosamente, mesmo aqueles que têm pouca importância, como foi o caso da gravidez da mulher de Tony Blair. Durante a vigência do mandato de Tony Blair, importa realçar três questões que suscitam curiosidade e que naturalmente são retratados no livro com maior preciosidade. Estou a referir-me à morte da Princesa Diana, ao 11 de Setembro e às eleições legislativas, com particular relevo às que foram ganhas ao seu rival de sempre John Major. A invasão do Iraque também é retratada, contudo a famosa conferência das Lajes é quase ignorada.
Nesta obra podemos conhecer o perfil mais íntimo de lideres mundiais como Jacques Chirac, Schroeder, Bill Clinton, George W.Bush e Yasser Arafat. Em relação ao Presidente francês, Campbell confirma as suspeitas de quem faz meros processos de intenções: Chirac era um lider complicado e de trato dificil. No que toca às relações com o aliado de sempre, cumpre salientar o apoio dado por Tony Blair a Bill Clinton no caso do escândalo sexual com Monica Lewinsky.
Três notas para finalizar. A primeira diz respeito à constante preocupação de Campbell em relação à forma como a imprensa reage às intervenções do seu líder.
A segunda tem a ver com a relação pessoal entre Tony Blair e Gordon Brown. Apesar do primeiro ter escolhido o segundo para seu sucessor, os dois não morriam de amores um pelo outro. 
Em terceiro e último lugar, um episódio caricato que se passou no Bangladesh. Diz respeito à situação em que Tony Blair teve de pedir a um local para lhe emprestar uma camisa de fato.
É um notável livro.

 


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Segunda-feira, 5 de Março de 2012
por João Gomes de Almeida

Carlos Vaz Marques estreia hoje o seu novo programa diário na TSF. "Livro do Dia" vai mostrar o que melhor se edita em Portugal, três vezes por dia. Mais info no blog da Ler. Este programa conta com o apoio do Plano Nacional de Leitura.

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida

Nasceu a Almedina TV, a primeira televisão digital portuguesa dedicada exclusivamente ao mundo do livro.


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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

Já aqui tinha sugerido a oferta de uma assinatura da revista LER no Natal. No entanto, seria injusto não aconselhar também a oferta de uma assinatura da revista "Os meus livros", que alimenta este excelente blogue sobre literatura, actualizado diariamente. Com um preço de capa bastante mais barato do que a LER, presumo que também terá um preço de assinatura atraente.

 

Actualmente, a OML é dirigida pelo João Morales e conta com artigos de opinião, entrevistas e reportagens sobre o que de bom se faz em Portugal no sector editorial. Paralelamente, vem sempre com a OML Júnior, suplemento infantil e inovador na área. Bom para dar e receber.


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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

A Assírio & Alvim, políticas editoriais e sucessos económicos à parte, é a casa editorial de referência em Portugal. Numa época de grande crise, este pequeno grupo editorial mantém a coragem e a convicção de editar, por exemplo, boa poesia e ensaio, de autores portugueses, muitas vezes desconhecidos do grande público - maioritariamente embrutecido pela Casa dos Segredos e restante lixeira televisiva.

Todos os anos, a Assírio & Alvim lança o seu "Poemário" reunindo versos roubados aos livros por si editados no ano transacto e restantes anos. Ao folhearmos aquelas páginas, muitas vezes encontramos poemas quase esquecidos numa qualquer prateleira, que nos servem para alegrar o dia e termos a certeza que não somos os únicos a ter sentimentos. 

Podem adquirir o "Poemário 2012" nas mais diversas casas livreiras e também nas duas livrarias da editora, uma na Rua Passos Manuel e a outra no Pátio Siza, na Rua Garrett.


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por João Gomes de Almeida



A Tinta da China, no panorama português, é das editoras que títulos com maior qualidade lança para os escaparates das nossas livrarias - um destaque para a colecção de humor editada pelo Ricardo Araújo Pereira e a de viagens dirigida pelo Carlos Vaz Marques. Para este Natal, uma das grandes apostas é a biografia de Luiz Pacheco, escrita pelo João Pedro George, com o sugestivo título "Puta que vos pariu!" - para quem não sabe, esta foi a última frase que o Luiz Pacheco proferiu numa entrevista em 1995 à revista LER.


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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida



Andava aqui à volta deste interessante tema das prendas de Natal, eis se não quando me lembrei do jovem entrevistado pela revista Sábado que falava do "Miguel Arcanjo", que depois veio a público redimir-se e contra-atacou dizendo que até se considerava uma pessoa culta por "ler jornais gratuitos no caminho para a faculdade". Está visto que os jornais gratuitos não chegam.

Andei então a investigar um pouco sobre assinaturas de jornais e cheguei à conclusão que a grande maioria são demasiado dispendiosas - a não ser que optemos por versões e-paper para computadores ou mesmo tablets - lembro-me que em tempos o i chegou a ter um pacote de assinaturas interessante e económico, mas ao que parece foi descontinuado, é pena.

De todas as publicações que gosto de comprar, descobri uma mensal que tem uma modalidade de assinatura bastante económica e que ainda vem com uma oferta. Falo da revista LER, dirigida até há uns meses pelo Francisco José Viegas e que agora está nas mãos do João Pombeiro. O preço de cada edição é de 5€, mas para quem assinar a LER só terá que pagar 40€ por 12 edições e ainda recebe um livro do Bill Bryson. Podem saber mais aqui.

 

Aqui está uma prenda que adorava receber.


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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

Há uns anos fiz esta brincadeira noutro blog. Todos os dias, durante mais de um mês, até ao Natal, fui escrevendo o que gostaria de receber, o que estava a pensar oferecer e o que achava que os leitores deviam oferecer uns aos outros. O ponto alto foi quando uma escritora amiga me enviou o seu livro, que eu tinha pedido ao Pai Natal da blogosfera. Desta vez, volto a não esperar prendas, mas continuo a deixar sugestões.

 

O meu primeiro presente para este natal chama-se "Anatomia dos Mártires" e é o novo livro de João Tordo, ex-Prémio Saramago, ex-colega de blog de muitos dos que aqui escrevem e o escritor da nova geração que mais admiro pela sua extraordinária capacidade de contar estórias. Ainda não li o livro e por esse motivo é que o gostava de receber. No entanto, maravilhei-me com as "3 Vidas", com o "Hotel Memória" e com o mais recente "O Bom Inverno".

 

Sobre a qualidade do autor e do seu "Anatomia dos Mártires", o João Céu e Silva foi peremptório este fim-de-semana no Diário de Notícias: "Os quatro volumes que antecederam este mostram que estamos perante a maior revelação do século XXI da literatura portuguesa e Anatomia dos Mártires só vem confirmar".

 

Querem melhor sugestão para começarem a lista de prendas do Natal?


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Sexta-feira, 14 de Outubro de 2011
por Pedro Correia

Como os políticos enriquecem em Portugal, de António Sérgio Azenha.

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