Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

No outro dia, um amigo de Lisboa dizia-me que o Paulo Morais é o Pacheco Pereira do PSD Norte. Errado. Por muito que não aprecie o Pacheco Pereira, nada me impede de lhe reconhecer uma enorme cultura geral. 

 

Alguns pensam que ele é jurista. Não, embora quem o ouça falar seja levado a pensar semelhante. É licenciado em Matemática (ramo Matemática Aplicada) e professor universitário (pelo menos na Lusófona). Foi (não sei se ainda é) militante do PSD e foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto com Rui Rio. Quando Rio o descartou da lista, tornou-se presença habitual na comunicação social graças a ter afirmado umas coisas sobre corrupção que, depois de investigadas (aqui entrou a famosa Maria José Morgado), deram em nada. Mais tarde, alegadamente, andou convencido que seria convidado por Passos Coelho (que apoiou) a candidato a deputado pelo Porto ou mesmo cabeça de lista por Viana do Castelo. Não foi. Coincidentemente, poucos meses depois, lançou um ataque forte, bem forte, sobre o Parlamento. Afirmando que a AR era um "centro de corrupção". Recentemente, escolheu como alvo Luís Filipe Menezes. Entende Paulo Morais que LFM deveria ser proibido de fazer campanha eleitoral no Porto, como se pode ler no Público, "Paulo Morais, acusa Menezes de «reincidir na legalidade decretada pelos tribunais ao continuar a fazer campanha eleitoral como candidato do PSD à Câmara do Porto». Uma vez mais, este matemático de formação entra pelo direito como se fosse especialista na matéria.

 

Quando vejo Paulo Morais na televisão ou nos jornais fico com a ideia que não conhece as fábulas de Esopo, em especial a do menino pastor e o lobo. É uma pena. Conhecendo, certamente deixaria de gritar tanto e de evitar cair no ridículo. Mesmo para um matemático aparentado de jurista.


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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Em Janeiro, aqui no Forte Apache, escrevi que Menezes seria o candidato natural ao Porto. Dependia, sobretudo, da sua vontade. O único problema para o PSD Porto seria se o seu prolongado silêncio tivesse no final uma resposta negativa. Não teve. Hoje, na SIC, Menezes afirmou-se como candidato contando com o apoio do Presidente da Concelhia do Porto (Ricardo Almeida), do Secretário-geral (Matos Rosa) e do líder do partido (Pedro Passos Coelho). 

 

A força de Luís Filipe Menezes é ser um candidato que está para além do seu próprio partido. A revolução que fez em Vila Nova de Gaia e a forma como sempre procurou, através de Gaia, mostrar que o Porto podia e devia ser o motor da AMP, fazem de Menezes um candidato da esperança. A esperança de um Porto mais forte, renovado culturalmente, cosmopolita, próximo das pessoas e cujo papel da câmara é a promoção da qualidade de vida dos seus habitantes sem descurar o seu papel positivamente aglutinador de toda a Área Metropolitana do Porto e sem estar de costas para as suas instituições públicas e privadas.

 

É um Porto diferente que se pretende. É o Porto com gente que o compreende e ama. Faz toda a diferença. Falta pouco mais de um ano para a esperança renascer.


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Sábado, 23 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

O meu "camarada" de blogue José Meireles Graça considera uma "socretinada" o projecto apresentado por LFMenezes. Respeito a sua opinião. Contudo, discordo.

 

Vamos por partes. Até posso dar de barato a questão do túnel. Até posso deixar passar a questão da ponte do Areinho. Já a ponte pedonal nas "ribeiras" e a ponte de Massarelos são fundamentais. Mais, a ponte pedonal é urgente e fundamental. O Presidente de Gaia, Luís Filipe Menezes, não está doido e sabe bem do que está a falar. Ao contrário da comparação vertida no post de José Meireles, as pontes em causa não são como certas autoestradas do "lá vem um". Não, são necessidades urgentes para a AMP em termos de mobilidade, qualidade de vida e turismo. Não são elefantes brancos. Nem são para se fazer já hoje - embora a ponte pedonal seja mesmo urgente. Luís Filipe Menezes limitou-se a pensar/idealizar o óbvio. O que não é pouco. 

 

Já agora, meu caro, não será por acaso que a ele se juntaram pessoas tão diferentes como: Hélder Pacheco, historiador; Carvalho Guerra, Reitor da Universidade Católica; Fernando dos Santos Neves, Reitor da Universidade Lusófona do Porto; Fernando Almeida, Presidente da Secção Regional da Ordem dos Engenheiros; Melchior Moreira, Presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal; Nuno Cardoso, ex-Presidente da Câmara Municipal do Porto; Eurico Castro Alves, Conselho Directivo da Entidade Reguladora da Saúde; Carlos Brito, ex-Governador Civil do Porto; Ricardo Almeida, Presidentes da Concelhia do PSD/Porto; Marcelo Mendes Pinto, ex-Vereador da Câmara Municipal do Porto.

 

Termino recordando a resposta de Siza Vieira sobre a matéria: As pontes fazem todo o sentido


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por José Meireles Graça

 

Saudades de Sócrates: o país tinha um homem forte e determinado ao leme, trabalhador incansável e orador notável. Num dia típico, ia de manhãzinha a Vila do Conde salvar a Qimonda, antes do almoço inaugurava um troço de autoestrada, de tarde esmagava a oposição apresentando luminosos projectos de desenvolvimento com TGVês, programas tecnológicos, energias renováveis, computadores para as escolas, elas própria remodeladas com gosto e luxo, e, à noite, não descurava a cultura, indo ver uma peça teatral, ou um filme que não se teria feito sem o patrocínio do Estado - bons tempos.

Não deve ter havido governante, desde os tempos de Fontes Pereira de Melo, que tantas primeiras pedras tivesse lançado de tanto investimento que nos iria tirar do nosso atávico atraso. E por isso, e porque as pedras ainda as temos todas ao pescoço, não conseguimos esquecê-lo.

Fez escola e deixou seguidores, e não apenas entre os seus correligionários. De quando em vez, vemos relampejar nos lugares mais inesperados o espírito Sócrates.

Por exemplo: os pescadores da Afurada estão desde sempre segregados dos esplendores da Foz, separados pelas revoltas e traiçoeiras águas do Douro? Há condutores que chegam, na Ponte da Arrábida ou do Freixo, em horas de ponta, a esperarem para cima de meia hora? As cidades do Porto e Vila Nova de Gaia estão incompreensivelmente separadas, quando, se estivessem juntas, qualquer delas ficava maior?

Nada que três pontes e um túnel não resolvam. Fallait y penser.

É o que Luís Filipe Menezes diz. Porém, a mim ocorreu-me, sem pôr em causa a necessidade ingente de unir as duas cidades, que haveria talvez um processo mais radical de conseguir aquele desiderato: bastaria encanar o Douro, entre a Foz e o Freixo, urbanizando o larguíssimo espaço por cima do cano e assim subtraindo a uma natureza hostil milhares de hectares. Ficaria talvez um pouco mais caro mas as boas ideias - não é verdade? - não têm preço. 


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Quarta-feira, 14 de Março de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Hoje, na TVI24, Luís Filipe Menezes foi entrevistado no programa "Política Mesmo". Eu queria partilhar com os leitores a parte mais importante e significativa da mesma. Contudo, no site da TVI só encontro ESTE momento que, por sinal, até nem foi o mais relevante da entrevista. 

 

Por isso, vou ter de escrever puxando pela memória, com todos os riscos que tal implica. A entrevista foi excelente. Mesmo. Um Luís Filipe Menezes que apontou caminhos essenciais para o futuro do chamado Grande Porto. Com clareza explicou a importância da fusão entre Porto e Gaia. Algo que defendo e que considero fundamental (embora eu considere ser importante alargar, nesse processo, a territórios vizinhos por motivos óbvios: o Porto de Leixões e o Aeroporto Internacional). Explicou como se poupariam recursos financeiros, como é importante este "ganho de músculo". E sublinhou, bem, que o problema não é Lisboa, que o discurso do "choradinho" contra Lisboa não serve, que primeiro temos de ser nós a arrumar a casa e a definir um rumo.

 

Fiquei positivamente surpreendido. Obviamente, para muitos, o que interessa desta entrevista é o facto de Luís Filipe Menezes ter dito que se as eleições autárquicas fossem daqui a dois meses seria candidato ao Porto. Temo que não tenham percebido o que disse a seguir: "...mas não são, são só daqui a 20 meses".


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