Sexta-feira, 5 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Na hora em que todos (ou quase) se juntam no largo da aldeia a atirar pedras, deixo aqui uma pequena citação do discurso de despedida de Miguel Relvas:

Tenho a plena consciência do preço que paguei ao longo destes anos, das críticas que me dirigiram e, quero dizê-lo sem rodeios, das razões que por vezes lhes assistiam, do julgamento negativo que muitas vezes foi feito quanto à minha participação ou desempenho no governo e, sobretudo, da incompreensão quanto às minhas reais motivações que apenas foram, são e serão servir o meu país.

Não se limitou a falar do que fez. Não lamentou. Não entrou em choradinhos. Foi claro, sincero e assumiu erros. Coisa tão rara na política. Coisa tão rara em Portugal. Agora que Miguel Relvas se demitiu, pode ser que o deixem em paz. Mesmo não concordando com tudo, mesmo considerando que nas críticas que lhe fiz (Regionalização, não fusão de municípios, omissão na CCDRN e RTP-Porto) a razão estava (em meu entender) do meu lado da barricada, não posso deixar de lhe enviar um grande abraço e lhe desejar que seja feliz. Sim, que seja feliz, coisa que hoje, na política, é incompatível. 

 

Além disso, eu tenho memória.


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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

Miguel Relvas, o demissionário Ministro dos Assuntos Parlamentares, pode ter junto de grande parte dos portugueses vários epítetos desagradáveis, porém, também tem - embora poucos o refiram dado o ódio que por ele se acumulou no espaço mediático - o epíteto de ter sido o Ministro que mais reformou o poder local nas últimas décadas em Portugal. Miguel Relvas é responsável por várias medidas que vieram em muito contribuir para um melhor poder local, um poder local que caracteriza um país moderno que - teimosamente - alguns ainda querem construir. A saber, as mais importantes (posso estar a esquecer-me de alguma, admito:

 

1) redução de freguesias, das anteriores 4.260 para as actuais 3093, o que totaliza um corte de 1167 órgãos de poder.

2) redução do número de chefes de divisão, directores municipais e vereadores.

3) extinção ou fusão de 212 empresas municipais num total de 400, bem como, a proibição de criação de novas durante a vigência do acordo de assistência financeira.

4) a defesa do carácter não excepcional - que várias autarquias tentaram alegar - da lei dos compromissos e a defesa intransigente da sua aplicação como forma de estancar o endividamento dos municípios.


Este conjunto de medidas consagram um mudança na governação e na estrutura do poder local que ninguém pode negar. Mudanças, na minha opinião, muito benéficas para o país e para as populações- Dirão: "devia ter cortado municípios ou extinguido mais empresas empresas municipais". Por princípio, concordo que a reforma podia ter sido mais ambiciosa, chegando nomeadamente à fusão e extinção de autarquias ou até à constituição de executivos monocolores, porém, reparem que antes de Miguel Relvas nenhum outro Ministro com a tutela do poder local havia mexido uma palha (perdoem-me a expressão!) num mapa autárquico do séc. XIX.

 

Mantenho a esperança que um próximo ministro siga esse caminho, como forma de adequar o dito mapa às verdadeiras necessidades da população e não tanto às necessidades das estruturas locais dos partidos. É um passo que tem de ser dado, mas isso não invalida o registo percursor que o tão odiado Relvas teve neste dossier. Repito, até Miguel Relvas nada disto havia sido feito, e se procuramos a justiça nos nossos juízos, se somos lestos a apontar críticas, também devemos dar a mão à palmatória e reconhecer que no âmbito do poder autárquico, Miguel Relvas fez um considerável trabalho, por mais que esta análise, no presente momento de crucificação, seja feita em contra-maré. Estou certo que a história não se esquecerá deste lado da presença de Miguel Relvas no governo de Portugal. 


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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
por José Meireles Graça

Épá, toda a agente fala do Relvas, e da canção que está de novo no top of the pops, e eu aqui a trabalhar para salvar o País. Nada, vou parar as minhas mesquinhas actividades e dizer, com acerto e profundidade, da minha justiça.

 

Tínhamos um ministro que a oposição estimava porque conferia plausibilidade às suspeitas e insinuações de sobreposição de interesses privados a públicos. Mas que agora aprecia porque lhe facilita a criação de um clima insurrecional.

 

Já em Julho último pessoa excepcionalmente avisada recomendava: "Quanto ao bom do Relvas, é claro que se devia ter demitido há muito, no interesse próprio, no do Governo e no do País. Se o tivesse feito a tempo, perderia a auctoritas mas não a dignitas". E acrescento eu, agora: dignitas, onde estás?

 

A oposição faz o que lhe compete. O primeiro-ministro, porém, não fez o que lhe competia, por, imagina-se, acreditar que um governo é a mesma coisa que um clube de amigos; e agora não pode, para não dar parte de fraco.

 

Lindo serviço: não bastava a política seguida inspirar desespero e ódio a quem é por ela prejudicado; e dúvidas a quem, não acreditando que a sarna socialista que aqui nos trouxe seja a receita para evitar a coceira, tem medo de que o doente morra da cura. Fora ainda preciso que o principal trunfo da propaganda anti-situação tivesse assento no Conselho de Ministros.

 

Quanto aos incidentes que são o estralejar dos foguetes desta festa, reina a confusão das interpretações. A ver se nos entendemos: um grupo que interrompe os trabalhos do Parlamento com uma balada guevarista, ou qualquer outra coisa, deve ser expulso da sala e os seus membros punidos. Porque, se assim não for, podemos deitar fora a parafernália das eleições, e dos Partidos, e do Regimento, que a ordem dos trabalhos é determinada por quem acha que tem poderes de representação popular por nomeações de griteiro, arruadas e estratégias obscuras de comités centrais. O PM fez um comentário simpático à interrupção? Pois tem mau gosto em música, que é um problema dele, e um deficiente entendimento da dignidade do Parlamento, que é um problema nosso.

 

Já nas universidades o caso é diferente: os estabelecimentos também são dos meninos que lá estudam e quem lá vai sujeita-se tradicionalmente às reacções dos eternos soixante-huitards que aqueles moços com pouco que fazer são, e sempre foram. É uma questão de estômago. Se forem os meninos. Porque na recepção ao Ministro da Saúde, no Porto, os manifestantes já aparentavam ter idade para ser os paizinhos deles.

 

Paizinhos que têm, evidentemente, todo o direito a manifestar-se - na rua. 


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por Rui C Pinto

ao Paulo Pedroso pela lucidez com que analisa as recentes "manifestações" de descontentamento que eu ainda procuro adjectivar. um texto sucinto mas expressivo. julgava ser o único a estranhar que o símbolo mais representativo de abril, que quebrou décadas de silêncio forçado, sirva agora de instrumento de censura a governantes democraticamente eleitos. Portugal está a desaprender a liberdade.


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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Ontem, em Gaia. Hoje, em Lisboa. Amanhã vamos todos, como castigo pelo politicamente incorrecto do momento, a trabalhos forçados para o gulag a ser criado por estes "democratas".

 

Pode Miguel Relvas ser criticado? Pode e deve, faz parte da vida política (e da vida em geral). Pode Miguel Relvas ser apupado? Pode ele e qualquer outro político, árbitro, juíz, médico, polícia, blogger, etc. Faz parte da liberdade felizmente adquirida com a democracia. Pode Miguel Relvas ser impedido de falar/discursar nas cerimónias para as quais é convidado? Poder pode, só não é democrático. Chama-se censura, é violentar o direito à livre opinião.

 

Eu discordo de Miguel Relvas nalgumas coisas. Ele discorda, pelo menos que eu saiba, numa das minhas ideias, a regionalização e na questão da RTP foi público e notória a nossa divergência. Porém, cada um de nós pode, civilizadamente, discordar. E já aconteceu. Miguel Relvas só não foi impedido, ontem, de expressar as suas ideias, as suas convicções por menos de um fósforo. Hoje, a tirania imperou. O que se passou no ISCTE foi censura, pura e dura. Foi o total desrespeito pela liberdade de expressão. O resto é treta. É folclore.

 

Era tão fácil não escrever sobre isto. Era, não era? Só que eu nasci numa terra e no seio de uma família que sempre me ensinou os valores da Liberdade, os mesmos que hoje ensino à minha filha. Eu nasci no Porto onde podemos trocar os "v" pelos "b" mas nunca trocar a liberdade pela servidão.

 

Aqueles que agora fecham os olhos à intolerância serão os mesmos que, amanhã, dela se vão queixar. E se vamos pelo caminho do "olho por olho, dente por dente", citando Gandhi, " o mundo ficará cego e sem dentes...".


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Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012
por João Villalobos

  

A coisa explica-se assim: Eu hoje fui ao café local e pedi bica em chávena fria mas veio escaldada. Moro em frente ao Parlamento. Miguel Relvas costuma ir ao Parlamento. De quem é a culpa do meu café mal servido? De Miguel Relvas, pois está claro.

Outro dia, fui ao cinema nas Amoreiras e sucedeu que o filme teve uma paragem inexplicável a meio. Meses antes, sou capaz de jurar que vi Miguel Relvas a sair da mesma sala de cinema. Quem conluiou com Rodrigo Costa para me estragar o visionamento? Pois, obviamente, Miguel Relvas.

Mais: Tenho um amigo que tem por sua vez outro amigo com quem me juraram Miguel Relvas uma vez falou. Esse amigo do meu amigo passou por mim outro dia na Baixa e não me deu bola. Estou certo de que só uma pessoa no universo pode ser responsável por essa desmedida falta de educação. Escuso-me a dizer quem só para os fazer pensar. Aliás, se o mundo acabar mesmo no dia 21 deste mês é porque Miguel Relvas esteve na América do Sul numa vida passada. Só pode.       


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por jfd


TAP is the “Best Airline in Europe” and was honoured with the respective award in Los Angeles last December 13. A few hours earlier, the airline was also recognised as “World’s Leading Airline to South America” in New Delhi. These awards – two of the most important in the travel and tourism industry – recognise TAP’s prestige and international reputation. (...)


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por Francisco Castelo Branco

Não sou um admirador de Relvas e acho que o Ministro já há muito se devia ter demitido. No entanto, considero inaceitável esta campanha contra o braço direito de Passos Coelho. Em momento algum a oposição tem o direito de colocar em causa a honorabilidade de quem quer que seja. Isto vale para todas as oposições mas também para todos os governos. No entanto, quem quer conquistar o poder tem sempre uma ajudinha da comunicação social. É pena que a nossa politica seja assim. 


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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012
por Francisco Castelo Branco

Passos Coelho afirmou que Vitor Gaspar é o número 2, tendo relegado Paulo Portas para o último lugar do pódio. Mas onde é que fica Relvas?


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Quarta-feira, 18 de Julho de 2012
por José Meireles Graça

Relvas tirou um curso de favor, porque era quem era; e Sócrates um curso de favor tirou porque era quem era. Os casos não são exactamente iguais: um aproveitou uma legislação que não devia existir e somou-lhe o jeitinho português; e o outro ficou-se pelo jeitinho, acrescentando-lhe, provavelmente, uma falsificação.

 


A blogosfera dos reflexos condicionados, que é quase toda, reagiu canonicamente, crucificando uns um e outros outro. Está bem: a previsibilidade, a mim, dá-me uma certa paz.


Os dois fait-divers foram porém positivos: vieram mostrar que um diploma de curso superior não certifica coisa alguma ou, melhor, que ele há diplomas e diplomas. A Católica ou Coimbra não são a Lusófona ou o Instituto de Estudos Superiores de Fafe.


E como o Estado, que deve certificar o ensino obrigatório, não deve certificar o ensino superior se quiser preservar a liberdade das universidades, fica o mercado para fazer a destrinça.


O mercado é muito imperfeito: o próprio Estado não distingue, para prover os seus quadros, a universidade A da B. Mas devia - nas empresas já isso se faz, diz-me em que te formaste e onde.


Depois há as doutorices: um perfeito imbecil pode não apenas licenciar-se mas inclusive dar aulas. Sempre assim foi - a diferença actual não é qualitativamente muita, ainda que em casos extremos se possa falar de pura e simples vigarice. Que a opinião pública se habitue a ligar mais aos argumentos per se, e menos aos de autoridade, é uma coisa boa.


Quanto ao bom do Relvas, é claro que se devia ter demitido há muito, no interesse próprio, no do Governo e no do País. Se o tivesse feito a tempo, perderia a auctoritas mas não a dignitas.

 

Mas o incidente tem um valor pedagógico, e esse vai ficar; a trapalhada esquecerá, como foram esquecidas as várias dúzias que há décadas alimentam o espaço público do nosso entretém.


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Terça-feira, 17 de Julho de 2012
por jfd

Sempre disse que um político, eleito pelo povo para a causa pública, deveria ser escrutinado até ao tutano pela comunicação social.

Sempre disse que esta se deveria assumir. Dizendo ao que vem e quem defende. Desvirtuando-se de imparcialidades fabricadas e mantidas com fios de algodão.

Sempre disse também que a esses políticos atacados e acossados pela comunicação social lhes caberia responder quando assim o entendessem. Pois não são por ela governados, nem para ela deveriam governar.

Ora este meu último pensamento terá ficado ligeiramente pervertido pela existência do primeiro e real manipulador da comunicação social em causa própria: José Sócrates. As teias foram profundas. Os exércitos bem mantidos e motivados. As manobras bem calculadas. E as tácticas bem bellow the belt; quando não ia de encontro ao seu desígnio, a fera-tornada-cordeiro-e-depois-fera-de-novo lá mostrava as garras e tudo voltava ao lugar.

 

Ora agora temos um outro, dito, caso. Enquanto antes a diversão para com a comunicação social serviria de distracção daquilo que nos levou à beira do fim, agora temos esta utilizada como distracção daquilo que está a ser tomado como medidas sem as quais não nos poderemos afastar do mesmo abismo.

Reformas corajosas e que influenciam; de norte a sul, da direita à esquerda - com os poderes instalados. As forças do deixa andar e do status quo.

 

Manifestações convocadas por elites intelectuais que encontram no Estado financiamento para suas aventuras.

Manifestações de desdém para com um Processo de Bolonha por parte dos que até agora estavam de boca calada.

Manifestações que exigem dignidade e transparência mas que em legislaturas anteriores nada reclamaram.

Manifestações de células sindicais que vão acordando à passagem de caravanas governamentais e com tácticas pouco democráticas.

Fogo amigo de pessoas que legitimamente se deixam manipular pelas capas, opinadores e outros que tais. E fogo amigo que de amigo apenas tem a origem - encerrando em si um rancor que muito tem de irresponsável tendo em conta os desígnios do País, e muito mais de desejo pessoal de protagonismo e de vingança.

 

Faz-se neste momento pelo futuro de Portugal.

Pouco interessa a eloquência abundante e estéril de bispos, opinadores, amigos e pouco amigos.

Já grave e interessante é quem, não respondendo directamente por quem escreve ou fala no órgão A ou B, se refugia editorialmente nas opiniões desses protagonistas como sendo suas e não dos meios que dirigem. Limpando cobardemente as mãos e permitindo que ataques ad hominem passem em branco manchando cada vez mais o bom nome de certas publicações e programas. Vistos e ouvidos.

 

O que já me interessa é que está um Governo no leme de Portugal. Com um plano. Em um ano ganhou a confiança do exterior. Graças aos sacrifícios de todos nós. Estamos a penar. Num caminho de pedras. Mas se antes tínhamos um caminho de rosas cujo final era uma queda para o nada sem fim, agora temos uma luz no fundo do túnel. E não uma luz utópica ou retórica. É tão real como o sangue que temos nos pés que caminham sobre as pedras da austeridade.

 

Sei que o Governo está empenhado. Todo ele. E no que toca ao Ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, nem que veja o fim da sua carreira política, levará a água ao seu moinho - as reformas serão feitas. Gostem ou não gostem os que serão afectados.

E estranho o povo que não entende que o ruído criado apenas serve para que não lhe chegue a mensagem do que realmente está em causa. Daquilo que alguns querem defender. 

 

Não há conspirações nem campanhas negras. Existem factos. E esses estão na presença de quem os quiser abanar, retirar-lhes o ruído e areia, e constatar.

 

Tudo o resto é conversa. Tudo o resto é treta.


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Sábado, 7 de Julho de 2012
por jfd

Pedro Santana Lopes disse.

F. escreveu algo mais.

Cada um conta a história que quer, para ser o que deseja.

Basta ler, e depois ver e ouvir.

 


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Quinta-feira, 5 de Julho de 2012
por Rodrigo Saraiva

Desde que este governo tomou posse que diversas personagens, umas com rosto e outras sem, tentam dificultar o percurso deste. Numa primeira análise viram em Álvaro Santos Pereira um suposto "elo mais fraco". Vai daí e desataram a disparar sobre o Ministro da Economia. Era porque tinha pedido para ser chamado pelo nome, era porque vinha do Canadá, era por tudo e mais alguma coisa.

Depois perceberam que o Ministro era resistente e que o Primeiro Ministro mantinha a sua confiança nele e decidiram virar a agulha para outro alvo. E foram ambiciosos. Aliás, estão. Desde então é ver tiros e mais tiros destinados a atacar Miguel Relvas. Curiosamente dois Ministros que têm em mãos projectos de reformas que vão mexer com muitos interesses e corporativismos. E a seguir vão virar-se para quem?


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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
por Pedro M Froufe

"(...) Apesar de ser indiferente que, enquanto político,  A, B ou C seja ou não dr., engº ou arquitecto (por exemplo), que se saiba e que seja plausível, nunca o Ministro (ou o cidadão) Miguel Relvas utilizou o dito título académico para o exercício de actividades cujo pressuposto seja, precisamente, o domínio de conhecimentos técnico-científicos supostamente certificados por esse mesmo título. Até ver e que se saiba – e nem sequer sobre isso foi questionado –  também não mentiu sobre nenhuma circunstância do seu cv académico. Não desenhou ou assinou projectos para licenciamento de casas em Tomar ou noutra localidade qualquer, nem ocupou cargos técnicos ou na administração pública cujos requisitos necessários integrassem uma determinada licenciatura… Digo eu, ou estarei a ver mal as coisas?! (...)"


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por jfd

Para lá do que já aqui foi escrito pelos meus caros. Para lá do que se fala nas 24h dos canais opinativos (ups) de noticias.

Interessa-me saber para quê agora este não assunto?

Quem o levantou?

Não há falta de legitimidade na procura de eventuais podres de x ou y. Desde que seja igual de a a z.

Certamente aquele semanário de sempre trará com regozijo matéria para mangas. Sem interesse nenhum, mas com muito que se leia com umbigo de monóculo em riste.

Tentar colar este não caso com o caso do ex primeiro-ministro é o mesmo que tentar colar qualquer relógio topo de gama comprado numa loja fidedigna a qualquer um comprado a um Chico esperto de olhos em bico em Canal Street em Manhattan.

O circo já está montado. Agora vem a Associação do Ensino Superior Privado dizer que este não caso os pode afectar. Associação esta que de nada me valeu quando no último ano de vida da Universidade Moderna, e como representante dos alunos junto do conselho pedagógico, não me deram cavaco. Só no ano passado foram resolvidas situações dos últimos alunos licenciados. E para sempre seremos olhados de lado.

Vão-se todos ocupar com algo que interesse.

Narana Coissoró? Nunca viu Miguel Relvas? Que declaração infeliz.

A elite que se lixe.

Quem quer manchar o trabalho do Governo e do Ministro com casos, casinhos e tretas que se lixe também.


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por catarinabaptista

Ora agora falo eu, ora agora falas tu da tua licenciatura.

 

O Primeiro-ministro já disse disponibilizar o acesso das senhoras e senhores jornalistas aos documentos sobre as suas habilitações académicas. Um já está. Agora é hora de virar a agulha para o líder do PS. Onde tirou a sua licenciatura? Que equivalências lhe deu a Autónoma?

 

Ora agora vamos todos virar, pode ser? Vamos desafiar todos? Até aqueles fora da política, por exemplo, do jornalismo oriundos de equivalências da Lusíada, ISCTE, Lusófona e outras ao abrigo das mesmas regras? As tais do percurso profissional?

 

Ainda nos vamos espantar todos com tantos falsos moralistas...


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Sábado, 23 de Junho de 2012
por Maurício Barra

O timing e a reacção coordenada que tivemos a oportunidade de presenciar em resposta à decisão da ERC sobre o "caso Miguel Relvas" denuncia a campanha organizada em que a mesma se consubstanciava, a toque de caixa de elementos do BE, do PC, do sindicato dos jornalistas e de alguns nostálgicos socráticos, utilizando as antenas que têm no Público, Expresso, SICN e com apoio da tartamuda indigente que quase diariamente debita na TVI, assim como da pasionária que ali oficia às sextas-feiras (dá-me um particular gozo a faena com que CAA volteia todas as semanas as investidas de AG).

Esta questão de coisa nenhuma sobre coisa nenhuma, que pôs aos gritinhos e à beira de um ataque de nervos o boudoir do Público, faz-me lembrar outra campanha do género, no Verão de 2008. Nessa altura o José Manuel Fernandes "enfiou a carapuça", o Presidente da Republica " perdeu o tino ", ficou instaurada a confusão que encobriram as últimas eleições ganhas por Sócrates, a mentir e a ocultar a realidade aos portugueses, e teve como efeito colateral a substituição da direcção do Público por estas senhoras "nervosas " que transformaram o melhor diário português num tablóide de esquerda em corrida acelerada para a falência técnica.


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Terça-feira, 19 de Junho de 2012
por jfd

Lê-se assim no Expresso, edição on-line, hoje pela tardinha. Sim cara Catarina. O Expresso, sempre ele. Nutro porventura, da mesma simpatia que terás pela linha editorial, que considero paradoxalmente fora e, ao mesmo tempo, dentro do armário. Por vezes a veia de oráculo chega a ser por demais surreal.

Desta vez diz-se haver um relatório de técnicos da ERC. Desmentido por esta. Mas aquele terá ainda de ser votado naquela. Claro está que é facto jornalístico realçar que o Ministro tem na ERC uma amiga. Facto do mais relevante que existe. Enfim. Mas o que espera o jornalista do Expresso? Que a ERC vote contra um alegado documento contendo factos que a própria encomendou? Documento esse que vai de encontro aquilo que o Expresso fez questão de fazer rodar e rodar nas suas páginas? Até gente anónima de esquerda estranhou tanta afinidade com o assunto!

Quero acreditar que a ERC não é o Público, e que na ERC não se passará aquilo que naquele diário passou cá fora e indignou muito boa gente.

 


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por catarinabaptista

Há cerca de dez meses, o Expresso (sempre ele) noticiou isto:

Mário Crespo convidado pelo Governo para correspondente da RTP em Washington

Convite feito por Miguel Relvas surpreende administração da RTP e viola critérios da direção de informação do operador público para a escolha de correspondentes.

 

Na altura, Miguel Relvas negou.

E Crespo também.

Tinham razão. O Expresso, como de costume, «enganou-se».

 

A realidade afinal é muito diferente. Como podemos ler aqui.

 

Claro que, em Agosto de 2011, o Ministro foi desancado pelos «pensadores» que gostam de disparar primeiro e só começam a pensar depois dos disparos. Como é que o Crespo, sendo dos quadros da SIC, poderia ser ao mesmo tempo o correspondente da RTP?

Mas a burrice pegou. E alguns papagaios de serviço, com umas tantas catatuas lá no meio, puseram-se a palrar contra «o Relvas».

 

Reparem só nestes exemplos:

«O frete teve a merecida correspondência»

«Dar o exemplo»

«Washington, DC: o novo concurso da RTP»

«Jornalismo servil e catavento na mesma pocilga»

«Prateleiras douradas»

«Crespo ao fresco»

«Crespo ao fresco»

«Crespo goes to Washington»

«Miguel Relvas»

«PSD: jobs for the boys in Washington»

Etc, etc, etc, etc, etc.

 

E é claro que ninguém deu o braço a torcer.

Pelo contrário, é possível ler agora coisas como esta: «O enfraquecimento político de Relvas abortou o regresso de Mário Crespo a Washington, como correspondente do canal do Estado.»

Entre comentários do mais rançoso machismo...

O carrossel continua, agora com outros(as) visados(as).

Enfim... Cerca de 18 mil entradas no Google.

E eu estou fartinha de ler tanto disparate.


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Quarta-feira, 6 de Junho de 2012
por catarinabaptista

O jornal (?????????) "O Crime" dedica a sua última edição à licenciatura do Ministro Miguel Relvas. Entre a "notícia"(????????) da jovem violada por um ET na Caparica e o homem que nasceu com dois pénis, temos então o escândalo do Ministro que se recusou a responder a essa referência do jornalismo (??????) pátrio. Conclusão do dito jornal (????????????): o Ministro escondeu as suas "habilitações académicas"...

 

Valha-nos Deus nosso Senhor! Entretanto, fiquei a saber que o diretor do jornal (?????????) é um conhecido militante do PS de Cascais. Não sei se fique mais espantada por o dito ser do PS se por ser de Cascais. Tendo em conta o estilo e teor do jornal (????????) sempre pensei que era do Entroncamento...


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Domingo, 3 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

A edição de ontem do Expresso é digna de figurar no Guinness.


Menciona 83 - oitenta e três vezes - o nome de Miguel Relvas em 17 páginas directa ou indirectamente relacionadas com o chamado 'caso Relvas/secretas' no primeiro caderno, economia e revista. Um autêntico recorde. Editorial, cartoon do António, Madrinha, João Garcia, Daniel Oliveira, Luís Marques, cartas ao director (incluindo carta da semana), comendador Marques de Correia, seta para baixo no suplemento economia. Só falta acusarem-no do massacre na Síria. E darem-lhe bola preta na crítica de cinema.

 

A minha dúvida agora é outra. Será que o Expresso está apostado em fazer de Miguel Relvas um Cristo? Eu não quero alinhar em intrigas. Contudo, o Expresso a continuar assim vai fazer mais pela imagem de Miguel Relvas que qualquer campanha encomendada a uma boa empresa de comunicação. Com tanta página dedicada, com tanta "porradinha" no ministro, a malta já começa a considerar que algo de muito estranho se passa. Ainda ontem, numa animada tertúlia, um bom amigo de esquerda afirmava que isto é uma campanha a favor de Miguel Relvas. Independentemente da qualidade do tinto duriense que circulava, começo a ficar tentado a acreditar - aliás, foi ele que se deu ao trabalho de contar as vezes que o Expresso, só nesta edição, se referiu ao ministro.

 

Como dizia o outro: "No creo en brujas, pero que las hay, las hay"...


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Sábado, 2 de Junho de 2012
por José Meireles Graça

Sobre o caso Relvas disse o que cumpria, mas lamentavelmente o país político e comentadeiro votou-me a um incompreensível descaso.

 

Entretanto, o folhetim continua. Esta menina faz uma talentosa imitação dos intervenientes.


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por Pedro M Froufe

Tão difícil como escrever mensagens em forma de “sms”, é escrever, esta semana, sobre eles próprios, os ditos “sms”. E essa dificuldade resulta, desde logo, do risco de cairmos em vacuidades ou em meras efabulações. Porém, em termos de atualidade política, eles (“sms”), têm sido incontornáveis.

 


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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
por José Meireles Graça

João José Cardoso, um dos meus inimigos de estimação, não diz em geral coisa que preste.

 

Mas hoje saiu-se com uma daquelas verdades como punhos:

 

A SIC estará para Passos Coelho como a TVI esteve para Sócrates.

E se privatizarem a RTP estarão as duas.


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Domingo, 27 de Maio de 2012
por jfd

*factos;

a) a jornalista tem n tuites na net

b) a jornalista apagou apenas estes que referencio

c) não há razão para julgar que agiu de má fé

d) eu também não conheço bem o tuita

e) não falei com ela para lá do que é público, e publicamente ela se explicou.

f) fica aqui o meu dever de referir os pontos anteriores: não se brinca com a vida de ninguém!

g) o que está dito, dito está

 

A jornalista Joana Latino da SIC pediu-me o seguinte e também relativo a este post:

 

 

Eu como sou justo (ou tento ser);

a) deixo aqui o seu pedido

b) deixo aqui também a informação de que o tuita inicial desapareceu no éter

 

Não sei como é, mas o que parece...

Mas fico com pena que afinal me parece que os jornalistas já não se assumem!


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por jfd

O rico dinheiro dos meus impostos.... Para além dos cachets milionários pagam tudo o resto?

Bendito Relvas e a privatização deste monstro sorvedouro de dinheiro!

Isto sim é palhaçada. Quero lá saber da espuma dos dias... Mas isto não convém falar... Afinal o status quo.


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por Fernando Moreira de Sá

Nem sempre concordo com Marinho Pinto. É verdade que na maioria das vezes concordo. É verdade que mesmo não sendo advogado ou jurista fiz "campanha" pela sua eleição. Na altura, muitos daqueles que comigo partilham blogs (aqui, no Aventar, etc.) acharam estranho. Como era possível eu apoiar "o tipo que sempre andou com Sócrates ao colo".

Pois. Marinho Pinto não defende nem deixa de defender Sócrates ou qualquer outro pelos seus lindos olhos. Marinho Pinto não costuma é alinhar em campanhas dos costumeiros justiceiros de café. Hoje, no Expresso e via Sapo, li Marinho Pinto sobre o caso das secretas e Miguel Relvas:

(...) No entanto, o bastonário acredita que o ministro de Estado e dos Assuntos Parlamentares está a ser mais "vítima do que atuante" neste processo (...)

 

Agora percebem alguns dos meus bons amigos a razão para sempre ter admirado Marinho Pinto? Ele até podia ter ficado calado. Podia ter surfado a onda e ficar nas boas graças de certas almas. Não, preferiu dar a sua opinião, politicamente incorrecta.


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por Filipa Rilhas Reis

...mas até agora o caso Relvas tem sido só uma questão de fé. Diferentes leituras consoante a religião. Aqui como na bíblia.


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por jfd




Pode ser que os outros aprendam e também o filho da puta do Mussolini do Ministro.

Este é um país livre de opinião livre. Eu é que não tenho nenhuma carteira profissional com códigos e não sei quê que meio mundo anda a proclamar nas últimas duas semanas.

Enfim.


Agora já é sucesso no youtube! Parabéns senhora jornalista!!!





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por jfd

Muito se escreveu sobre o Ministro Relvas. Foi chão que deu uvas pelas bandas de f. e companhia e outros sitios.

Foi chamariz de pasquim de fim-de-semana.

Muito se passou durante estas duas semanas, de importante, tendo ficado relevado para segundo plano.

Não fosse a persistência deste Ministro pela privatização da RTP e a sua mão forte na Reforma Autárquica e outras que tais, nada disto se passaria.

Além do que, um jornal com guerras internas tem de se decidir ao que vem e ao que está perante seus leitores.

Na espuma dos dias passa o importante e o ainda mais importante e aproveita-se para criar um caso onde não existe, como se de repente tivéssemos nós em Portugal jornalistas que não reportassem por si próprios, como assim se prova, felizmente no dia-a-dia.

Era o que faltava não poder dizer que se deixaria de se falar com esta ou aquela fonte. 

O jogo é de todos, não apenas de a quem o convém jogar. Certas indignações só me dão vontade de rir pela oportunidade e razão de ser!

Palhaçada. É o que digo.

E a revolta, centrada numa pessoa forte, não passa disso. Que siga o Ministro com a sua agenda. Como tenho vindo a dizer, é uma agenda de futuro com olhos no horizonte. Não se poderá distrair com aquilo que é acessório.

Afinal de contas, o primeiro Governo que de facto governa com convicção e ideologia desde a democracia, teria de ter casos, casinhos e coisinhas.

Aquilo que sempre foi é poderoso. Demais. Mas há-de cair a bem de todos nós. Que se danem!

Disse.


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