Terça-feira, 2 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

A Região Norte é a mais pobre de Portugal e uma das mais pobres da Europa. O seu PIB "per capita" situa-se nos 80% da média nacional e nos 60% da média europeia. Sendo, reparem, a mais especializada na produção de bens e serviços transacionáveis e a de maior orientação exportadora a nível nacional. Algo verdadeiramente espantoso.

 

Além disso, para piorar o cenário e contrariar algumas ideias erradas, é a região mais penalizada pela aplicação dos fundos estruturais. Agora reparem: a Região Norte apresenta persistentes excedentes da sua balança de bens e serviços (e esses excedentes são os maiores, em termos absolutos: 5 milhões de euros em 2012). Factos.

 

Por fim, a Região Norte continua a aguardar que o governo nomeie um presidente para a CCDRN (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte). É verdade. O anterior presidente faleceu a 14 de fevereiro.

 

Factos. Apenas factos...


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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

O Norte já prepara as suas festas populares. Toda uma região que está de braços abertos à Vossa espera. Aqui fica o Porto e Norte em apenas cinco minutos, um vídeo promocional lançado ontem, na abertura da primeira Loja de Turismo Interactivo da Europa, no Aeroporto Internacional do Porto - Francisco Sá Carneiro:


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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

 

Por estranho que possa parecer, concordo com boa parte da opinião de Alberto Gonçalves (disponível na edição em papel) na Sábado de hoje, “O Norte Imaginário”. Mais, é um texto de leitura obrigatória para todos aqueles, como eu, que defendem a Regionalização. Porquê?

 

Simples, as críticas duras que aponta aos defensores da Regionalização, pelo menos a boa parte deles, é justa. O autor da prosa começou por expor o centralismo de forma correcta. Destaco: “O centralismo, velho de séculos e nas recentes décadas insultuoso, nota-se”.

 

Contudo, Alberto Gonçalves sublinha um ponto fundamental: “Graças à apropriação de uma desmesurada parcela das maiores fontes nacionais de riqueza, leia-se os impostos e os fundos europeus, Lisboa tornou-se comparativamente próspera face ao Porto e crescentemente indiferente face às lamúrias do Porto. O engraçado, para quem se diverte com o infortúnio alheio, é a ocorrência de um processo simultâneo e similar entre o Porto e o Norte de facto”. Esta afirmação final é, por muito que custe, profundamente verdadeira e explica o motivo pelo qual boa parte dos responsáveis políticos nacionais nascidos nesse “Norte de facto” a que se refere, chegados a Lisboa e alçados ao poder são os mais centralistas dos centralistas.

 

A mudança só serve se for para melhor. Para quem, como eu, acredita que a Regionalização é um caminho de mudança, mais, é “o caminho” e sendo eu nado e criado no Porto, não posso deixar de defender que a Regionalização, no que toca ao Norte, só pode ser realizada se, e só se, o Porto não representar para a Região o que Lisboa representa para o país. Trocando por miúdos: o Porto não pode nem deve ser a capital da Região.

 

Alguns amigos discordam e comparam logo com Barcelona e a Catalunha. Um deles vai mais longe, “Norte não é região, Norte existe em qualquer país e nenhum se apelida de tal e nenhum evita que a sua principal cidade seja a capital regional”. Até pode ser verdade. Porém, e volto a citar o artigo da Sábado, “O importante é não esquecer que, afinal, somos todos portugueses. E que o mal é esse”. O Porto, até pelas suas características e pela sua história, sendo a capital da Região seria, não tenho dúvida alguma, uma espécie de segunda Lisboa a secar tudo à volta. Já agora, e uma vez mais olhando para a história, o Norte nunca teve uma capital, permitam-me a expressão, certa. Num determinado sentido temos Braga, numa determinada lógica temos Guimarães e num outro contexto temos Porto. Hoje, se queremos uma Região verdadeiramente descentralizada e tendo presente que terá sempre de existir uma capital administrativa, só a consigo ver em Vila Real. Olhem para a Galiza: o motor é a Corunha, o coração é Vigo e a capital é Santiago.

 

Mas, referem outros, o Porto é já uma marca perfeitamente reconhecida internacionalmente, está minimamente consolidada. Por isso mesmo. O Porto não precisa de ser capital para se afirmar regionalmente, nacionalmente ou internacionalmente. A Região precisa, o Minho precisa, o Douro e Trás-os-Montes precisam. Tal só acontecerá se o Porto tiver a inteligência de não querer ser uma espécie de ralo – como se tornou Lisboa.

 

Da mesma forma, não será por mero acaso que o Porto Canal, uma televisão nascida no Porto, se preocupa em “regionalizar-se” investindo na abertura de centros operacionais em Braga, no Alto-Minho, no Douro ou em Aveiro. Os novos proprietários cedo perceberam (e bem) que só operando nos diversos polos da Região poderá o canal ter sucesso. Limitando-se ao Porto, falha. E que dizer a este reposicionamento do Jornal de Notícias (a partir do dia 19 de Fevereiro)? Hoje mesmo, o maior diário do Norte apresentou a sua nova estratégia. Qual? Assumir-se como um jornal do Norte e não apenas como um diário do Porto – a nova assinatura diz tudo: “Jornal de Notícias – A Pronúncia do Norte”. É aqui, a Norte, que o JN se pode e deve afirmar. Para o fazer com sucesso terá de estar próximo da população, terá de noticiar o que se passa em Braga, Guimarães, Viana do Castelo, Vila Real, Chaves, Lamego e Bragança, sem esquecer Coimbra, Aveiro e Viseu. O Grande Porto é importante? Claro. Mas não só. E cito estes dois exemplos como poderia citar outros. Estes são os que conheço melhor e são os que primeiro despertaram para esta realidade – as crises são vantajosas nestas coisas.

 

Depois, muito à portuguesa, o autor do artigo da Sábado fulaniza. Não vou por aí. Aliás, não é nada de novo. Aqueles que criticam a regionalização aproveitam sempre a “fulanização” como estratégia. Assim evitam que a discussão se faça onde deve ser feita, no campo das ideias. Sobretudo, evitam ter de explicar algo muito simples: o motivo pelo qual Portugal é, hoje, o único país onde não se realizou um processo de regionalização administrativa – o outro era a Grécia, o FMI tratou do assunto. Pelo menos tentou.

 

Termino com uma palavra a alguns “comentadores de caixa” habituais sempre que escrevo sobre o tema. Dois deles, pelo menos, referem sempre esta questão do Porto centralizador. Espero que com este post percebam que, comigo, não vale a pena essa crítica. É que eu reconheço-a. Com a autoridade, salvo seja, de ser um portuense “retinto”.


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Domingo, 15 de Janeiro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Ontem, pouco passava das oito da manhã e estava nas instalações da RTP Porto à conversa com o Presidente de Braga 2012 e um colaborador da RTP a discutir a velha questão do Norte e os media nacionais. Obviamente, a questão da privatização da RTP e, sobretudo, o futuro da RTP Porto eram tema de acalorado debate matinal entre cigarros consumidos no exterior do edifício.

 

Hoje, numa das páginas de facebook mais seguidas e activas do Norte (ESTA) um seguidor da mesma escreveu: O Jornal de Notícias foi o único jornal de expressão nacional a levar para a sua capa a abertura da Capital Europeia da Juventude em Braga. Os outros jornais optaram pelas habituais notícias de desgraça, intriga e futebol nas suas já tradicionais capas. Será que um evento que pretende ser um dinamizador de economia local, regional e até nacional não merece maior valorização, apoio e mediatismo por parte de quem pode e deve fazê-lo? (Miguel Oliveira).

 

Em 2012, Braga é Capital Europeia da Juventude e Guimarães Capital Europeia da Cultura. Dois grandes momentos, ambos no Minho e Norte de Portugal. No primeiro caso, é a primeira vez que uma cidade portuguesa é escolhida. No segundo caso, é a terceira vez. No primeiro caso, Braga é única Capital Europeia da Juventude em 2012 e Guimarães divide com Maribor. O que interessa saber, ao contrário do justo desabafo do Miguel Oliveira, é se o Norte e o Minho aproveitam os respectivos eventos para perceber a importância de uma comunicação regional forte. Não é por acaso que o JN deu o devido e merecido destaque de capa ao evento. Não é por acaso que o Porto Canal deu o devido destaque e hoje, pelas 19h, repete a transmissão do espectáculo da cerimónia de abertura. Não é por acaso que o JN reforçou a sua equipa no Minho. E não é por acaso que o Porto Canal fez o mesmo, abrindo uma delegação em Braga em 2012. Como não é por acaso que em Braga existem dois jornais diários muito fortes, o Correio do Minho e o Diário do Minho, assim como rádios locais igualmente fortes (RUM e Antena Minho).

 

O caminho é esse. Como para os canais ditos nacionais, Vila Franca de Xira já é Norte longínquo e só serve para pequenos apontamentos estilo "favor que se faz aos provincianos" e se se olhar, por exemplo, para o Expresso tal realidade se torne ainda mais nítida, o caminho é fazermos nós pela vida. Não quero ser injusto: a TVI esteve ontem em Braga (uma excelente reportagem), a SIC também e fez uma bela reportagem e a RTP até transmitiu um dos seus programas da tarde em directo de Braga (e todas estiveram na cerimónia de abertura). Assim como as principais rádios e jornais nacionais. Eu sei, se sei, que estiveram. Eu sei o esforço que os seus jornalistas do Norte fazem, todos os dias, lutando para conseguirem meter as suas peças e sei, ui se sei, o que lhes acontece, as injustiças profissionais de que são alvo, o desinvestimento que diariamente sentem na pele por parte das suas chefias sentadas nas poltronas em plena capital do império. Em Guimarães também vão estar, até para não parecer mal e, quem sabe, fruto desta prosa, até o vão fazer com mais cuidado. Eu sei. Por o saber muito bem, continuo a lutar para que as gentes do Norte também saibam e possam, de uma vez por todas, abrir os olhos.

 

E abrir os olhos é apostarem nos seus órgãos de comunicação social, no seu Porto Canal, na sua RTP Porto, no seu JN, no seu Correio e Diário do Minho, no seu Grupo Santiago, no seu Notícias de Vila Real, Diário de Aveiro, Diário de Viseu e assim sucessivamente. Só quando o fizerem, só quando neles investirem, serão respeitados pelos outros. É uma forma de criar riqueza, de ter verdadeiro acesso à informação. Reparem, a culpa não é de Lisboa. A Capital faz o seu trabalho. Nós não. Quando temos um diário, como o Público, criado por um grupo empresarial do Norte, que vende mais em Lisboa que no Norte todo, estamos à espera de quê? A culpa é de Lisboa? Não, é nossa - mesmo que o Público se coloque a jeito e sempre tenha menosprezado a sua região.

 

Quando vejo e sinto na pele a dificuldade do Porto Canal em obter apoios, quando no Norte me dizem, "é um canal do Porto", em vez de perceberem que é um canal do Norte que começou, naturalmente, no Porto (como o JN começou no Porto e depois alargou a toda a região) e que se está a expandir por toda a região e é o único, repito, único espaço diário de informação do que se passa em Chaves, em Viana do Castelo, em Braga, em Guimarães, em Bragança, em Vila Real ou, resumindo, no Douro/Trás-os-Montes/Minho/Douro Litoral e no eixo Aveiro-Coimbra-Viseu, ter o nome "Porto" é apenas e tão só o do local onde nasceu e não daquele onde vive. Hoje, o Porto Canal, tal como o JN, já ultrapassou as fronteiras da Circunvalação e nós, homens e mulheres do Norte, se queremos ter acesso à informação do que se passa na nossa terra, temos de apoiar estes OCS que são nossos em vez de andar sempre a lamentar que a RTP/SIC/TVI/Expresso/CM/Público não nos ligam nenhuma e depois, ver o Correio da Manhã disponível de borla nos cafés de partes significativas do Norte ou ver nos mesmos cafés e restaurantes as televisões sintonizadas nesses mesmos meios de comunicação que tanto gostamos de criticar por não nos ligarem nenhum. Olhem para os nossos vizinhos galegos, que são menos que nós em quantidade mas alimentam a sua TVG, as suas rádios e os seus diários como A Voz da Galiza ou o Faro de Vigo. É esse o exemplo a seguir. A lamúria não nos leva a lado nenhum.

 

Por exemplo, a nossa batalha no que toca à RTP Porto não passa pela sua manutenção como pública ou pela sua privatização. Não. O caminho é outro. É conseguir que os seus profissionais, os seus meios técnicos, as suas instalações, que também são nossas, fiquem connosco e ao serviço da nossa região. Se no público ou no privado? Tanto se me dá. Olhem, por mim, o Porto Canal e a FCP Media podiam candidatar-se a ficar com a RTP Porto. A solo ou em parceria com o Estado? Repito, tanto se me dá. Assim como não percebo o porquê de o Estado não permitir que o Porto Canal esteja na TDT.

 

Por isso, caro Miguel Oliveira, o importante não é os outros ignorarem. O importante é nós não ignorarmos os nossos, é sublinhar que o JN fez o seu trabalho e por isso merece o nosso apoio. É apostarmos no que é nosso em vez de nos andarmos a "picar" porque o nosso canal se chama Porto e não Braga ou Vila Real. O Porto é e será sempre o coração da região mas nunca deverá ser a sua "capital". Nenhum coração sobrevive sozinho, precisa do cérebro, dos pulmões e de todos os restantes órgãos que fazem este corpo, a nossa Região Norte. Nenhuma Região, nestes tempos, sobrevive sem uma comunicação social regional forte (olhem para a vizinha Espanha e para a sua comunicação regional) e esta só será forte se nós a fizermos forte, apoiando-a, investindo nela, gerando massa crítica para a alimentar. 

 

É isso que Braga está a fazer e é por isso que se está a tornar um exemplo a seguir em toda a região. É a verdadeira alma da Pronúncia do Norte que não é contra ninguém mas, isso sim, a favor de algo muito simples: o que é nosso.



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Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

 

"Não. Lisboa é uma bela cidade. O que defendo é o uso de uma bomba de neutrões, de modo a preservar o magnífico património edificado". Foi esta a resposta que formatei para dar nessas ocasiões. Quando a pergunta não é séria, sinto-me desobrigado de responder a sério

Obviamente, eu também não quero Lisboa a arder. Deus nos livre, já imaginaram os custos de a recuperar? Já bastou a fortuna da Expo 98...É a minha resposta aos mesmos amigos a que se refere Jorge Fiel.

O artigo em causa, de leitura obrigatória, coloca as coisas como elas são. A cidade de Lisboa, por culpa de uns quantos e alguns deles do Norte, é uma espécie de ralo neste lavatório em que se transformou Portugal. Repetindo o que escreveu o Subdirector do JN: o Norte é a região mais pobre do país, apesar de ser a que mais contribui para a riqueza nacional, com 28,3% do PIB. Por ser a região mais pobre e tendo em conta o objectivo de convergência dos fundos comunitários (aproximar as regiões mais pobres das mais ricas) é uma vergonha, uma pulhice aquilo que hoje se pode ler na página 2 do JN. E se percebi bem algo que li a correr um destes dias num rodapé televisivo, o Ministério das Finanças já se prepara para avocar a gestão das verbas do QREN, o que me leva a temer o pior...

Olhem, só me resta concluir como Jorge Fiel: "Nós não queremos mesmo Lisboa a ser consumida pelas labaredas. O que nós queremos é dizer, em voz bem alta, que estamos fartos de ser chulados". 


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Sábado, 10 de Dezembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Existe um Norte a renascer. O despertar de uma longa noite de sono é sempre calmo, tranquilo e vagaroso.

 

São pequenos detalhes que o mostram. Leves sinais. É o turismo, as universidades, os privados que começam a acreditar, as novas gerações que estão a apostar. É uma sociedade de anónimos. Aqueles que não são convidados para os múltiplos “prós e contras” das nossas televisões do ralo. São aqueles que escaparam da velha pia e treparam para a base da bancada.

 

É a vontade de preservar o património, de partilhar saberes e sabores. De construir coisas novas, de fazer coisas novas. É na Cultura, no Lazer, na Juventude, na Investigação, na iniciativa Privada. Um pouco por todo o lado.

 

Temos tempo. Estamos a largar a escuridão. A afirmar-nos como Região. Sem medo, em paz. Sem esmolas. Com trabalho, com vontade.

Um novo Norte.

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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

 

Quando o FCP adquiriu o Porto Canal a surpresa foi geral. Alguns pensaram que era o fim do canal. Puro engano.

 

Desde essa altura, o Porto Canal contratou mais jornalistas, surgiram novos programas e os conteúdos do F.C. Porto disponibilizados são de qualidade e em dose correcta. Os resultados já estão a surgir com a presença reforçada nas várias plataformas e as audiências a subir fortemente. Além disso, está presente em directo na web e no iPhone ou iPad. Em suma, está em todo o lado e pode ser visto em todo o mundo. Até o Forte Apache está no Porto Canal através do CAA, comentador residente.

 

O Norte é o grande beneficiado. Já consegue fazer-se ouvir na televisão e as delegações já existentes (cinco: Alto Minho, Douro, Trás-os-Montes, Vale do Sousa e Tâmega) estão a ser fundamentais. A caminho estão já novas delegações (Braga, Guimarães, Aveiro-Viseu-Coimbra e Lisboa) e a partir de Janeiro de 2012 será emitido integralmente em HD.

 

Numa altura em que a RTP deixou cair o "n", é bom ver que o Norte está a seguir o seu caminho e são os privados a investir na comunicação da Região. Um sinal, um bom sinal e mais um serviço que o FCP presta à Região, a sua. A nossa.

 


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Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

 

Confesso o pecado: hoje tirei semelhante folga que só comprei o jornal quando fui jantar. Por isso não sabia que o vídeo colocado mais abaixo tinha sido tema no Jornal de Notícias e, para surpresa minha, a CCDRN (Comissão Coordenadora e de Desenvolvimento Regional do Norte) tinha sido tema de capa.

 

Segundo uma fonte do Jornal de Notícias, o Eng. Carlos Duarte é o próximo presidente da CCDRN. Uma excelente notícia. Porém, ao ler a peça de fio a pavio (duas vezes) dei por mim a pensar que cheira a queimadela. Da grossa. Os anos que levo a “virar frangos”  a tal me obrigam. Mesmo olhando para o cabeçalho e verificando que a peça foi feita por um dos melhores jornalistas nacionais.

 

O Eng. Carlos Duarte aparece como o preferido dos autarcas do Norte. Só meia verdade. Ora vamos lá ver: o Eng. Carlos Duarte é o preferido da esmagadora maioria dos autarcas do PS e do PSD do Norte? É a mais pura verdade. Como o é, de igual forma, o facto de ser o preferido da esmagadora maioria dos múltiplos técnicos da área, dos diferentes dirigentes das inúmeras instituições públicas e privadas da Região Norte.

 

Porquê?

 

Por algo muito, mesmo muito raro em Portugal: competência, seriedade e capacidade de trabalho. É, de longe, a milhas, o homem certo no lugar certo. Quais os seus pecados? Um considerado muito grave no “portugalzinho”: não faz fretes ao partido. Dedica-se, de igual forma, a um projecto quer ele seja de uma autarquia do PS ou do PSD, de uma entidade pública ou privada. O que lhe interessa é o projecto, a sua viabilidade presente e futura, a mais-valia do mesmo para a região e pouco importa a sua origem. A isto chama-se competência. A esta forma de estar na vida chama-se seriedade.

 

É por isso que não fico espantado ao saber que reúne tantos ou mais apoios no PS que no seu próprio partido. Ainda por cima sabendo, como sei, que o Eng. Carlos Duarte pensa pela sua cabeça e as “dores de cabeça” que tal provoca nalguns companheiros seus…

Ao escrever estas linhas, percebo o incómodo que provoco a alguns companheiros meus. Sei, por o conhecer, que o Eng. Carlos Duarte ficará desagradado com este escrito. Só que não posso assistir calado a todas estas tropelias. Por dois motivos:

Em primeiro lugar, por saber que o Norte precisa, urgentemente, de ter os seus melhores a lutar pela Região. Em segundo lugar, por saber que o Eng. Carlos Duarte é um dos melhores e, no caso em apreço, o melhor. De longe.

 

Em conclusão, espero que a notícia seja verdadeira. Espero, sinceramente, que a tutela tenha mesmo escolhido o Eng. Carlos Duarte. Quero acreditar que a fonte do Paulo Ferreira o não tenha enganado. Caso contrário, estamos perante um conjunto de injustiças graves, a saber: prejudicar a carreira de um dos melhores jornalistas portugueses, queimar o bom nome de um dos melhores da minha região, ferir de morte o próximo presidente da CCDRN (não sendo o Eng. Carlos Duarte, será sempre alguém, justa ou injustamente, visto como uma segunda escolha e uma escolha de aparelho e, terceiro, bem mais grave, uma enorme afronta ao futuro do Norte).

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Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Hoje a capa do Jornal de Notícias deixou-me satisfeito e orgulhoso: "Turistas nacionais preferem o Norte".

 

Segundo o estudo de uma consultora para o Turismo de Portugal, os portugueses preferem o Norte como destino turístico. Aliás, nos diferentes pontos do estudo, a região Norte ganha em quase todos (o único onde não ganha fica em segundo e quem vence é o Douro, igualmente no Norte). O trabalho realizado divide o Norte em três partes: Norte, Porto e Douro. Nos principais itens ficam os três no pódio. Uma enorme surpresa. Ou não.

 

O trabalho que está a ser feito no turismo da região (TPNP) começa a dar os seus frutos e os resultados deste estudo são animadores. O Minho e Trás-os-Montes precisam de ter uma maior visibilidade (Braga-Capital Europeia da Juventude 2012 e Guimarães 2012 serão essenciais para a dinamização de todo o Minho enquanto destino turístico) e um maior esforço financeiro por parte do Turismo de Portugal e da tutela. Por sua vez, não se justifica esta falsa divisão que foi criada por anteriores governos em “Turismo do Porto e Norte de Portugal” e “Turismo do Douro”. O Douro é parte integrante do Porto e Norte, estar separado é um erro e uma duplicação de custos. Nem o Douro cresce sem o Porto e Norte nem o Porto e Norte se podem afirmar sem o Douro. São uma e a mesma coisa.

 

A sua mais-valia é a diversidade gastronómica, paisagística e cultural. A natureza, o turismo religioso, o turismo aventura, o turismo de negócios, de gastronomia e vinhos ou de saúde e bem-estar sem esquecer os “city and short breaks” são as apostas a reforçar sem esquecer o náutico e o golfe. No Norte nada disto falta em quantidade e qualidade. O que falta? Uma mudança estratégica por parte da tutela e do Turismo de Portugal em termos de investimento. O Algarve, a Madeira e Lisboa já se solidificaram internacionalmente enquanto destinos turísticos. É chegada a hora de reforçar o investimento no turismo do Norte. É bom para Portugal.

 

Porém, não chega. Nós, no Norte, os poderes regionais/locais e empresariais devem começar a olhar a sério para esta nova realidade. Para os números crescentes de turistas que nos visitam. É fundamental que todos comecem rapidamente e em força a remar para o mesmo lado. Olhem para o trabalho do TPNP, olhem para o que está a ser feito por muitos pequenos empresários. Ouçam a voz de investidores como a proprietária da Douro Guest House – não a conheço de lado nenhum mas li com atenção o que disse hoje ao JN:

“É preciso mais e melhor publicidade e organizar o sistema, dar mais informação sobre o que se pode fazer. O Pinhão nem sequer tem um centro de turismo, quando todos os clientes que vão para o Douro, vão para o Pinhão”

Palavras sábias. O Douro, nessa matéria e noutras do género, é um desastre (sobre o Douro escreverei em breve aqui no Apache).

 

A notícia de hoje do Jornal de Notícias (que está a melhorar a olhos vistos nos últimos tempos e está a ter o devido retorno com o crescimento do número de leitores) é um enorme motivo de alegria e de motivação extra para todos aqueles que acreditam no futuro da região.

 

Mais do que reclamar contra Lisboa e o poder central (tenho moral para escrever isto) temos de ser nós, os diferentes actores da região, a puxar por ela. Um bom exemplo pode ser dado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) apressando a aprovação das inúmeras candidaturas pendentes – sublinho a demora na aprovação da candidatura da Capital Europeia da Juventude Braga 2012 que pode ter consequências graves para o evento. 

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