Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
por Pedro Correia

 

«Portugal está em muito melhor forma do que a Grécia.»

 

«Acredito bastante que a Grécia vai abandonar o euro. Portugal deve ficar? Depende do que se passar nos próximos dois ou três anos.»

 

«Os salários [em Portugal] devem baixar relativamente à Alemanha, de modo a que o País ganhe alguma competitividade.»

 

«[Recuperação] vai ter de ser à custa dos salários dos portugueses.»

 

«Infelizmente, Portugal tem um défice externo muito elevado e tem de aumentar a competitividade, o que passa por baixar os salários.»

 

«Não é bom, mas é o que tem de acontecer.»


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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

No DN de ontem: Banqueiros querem limitar estes ganhos. Se acções recuperarem para as cotações de há um ano, lucros triplicam

 

É um cenário que os banqueiros querem evitar a todo o custo. Caso o Estado entre na estrutura accionista das instituições, poderá comprar barato para vender depois mais caro, aproveitando o actual preço muito baixo das acções.

 

Basta que os bancos regressem aos valores de há um ano (já em tempo de crise) para que a sua cotação mais do que triplique, o que significaria um lucro para o Estado. Por isso, os bancos querem definir um preço de recompra.

 

Paul Krugman tem criticado com grande frequência a possibilidade de os bancos, quando ganham, guardarem para si os lucros enquanto que, quando perdem, conseguirem ter as suas perdas socializadas por um país inteiro. Esta possibilidade é claramente injusta e Krugman tem razão ao criticá-la. A justiça exige que os Estados sejam compensados pelas perdas e os riscos decorrentes da nacionalização de bancos falidos. Uma forma de obter tal compensação é, por exemplo, permitir aos Estados obter ganhos de capital nas instituições socorridas.

 

Se o dinheiro do Estado - isto é, dos contribuintes - é bom para salvar bancos, também tem de ser bom como forma de investimento. A única maneira de dignificar o dinheiro dos contribuintes utilizado para acudir a bancos privados mal geridos, corruptos, criminosos ou, simplesmente, azarados é remeter para o erário do Estado - isto é, de todos nós - os ganhos de capital realizados. Isto se o dinheiro investido vier a gerar lucro, o que lamentavelmente não é sempre o caso (basta pensar no BPN).


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