Sábado, 3 de Agosto de 2013
por Pedro Correia

Aqui está uma forma saudável de fazer política: discorda-se frontalmente da decisão adoptada pelo partido, rejeita-se a candidatura lançada pelo partido e em consequência abandona-se o partido. Com todas as consequências daí inerentes. Para apoiar sem reservas uma candidatura alternativa e até integrar essa lista que se apresenta contra a do partido.

Atitudes claras, acima de tudo. Para estarem de acordo com as palavras. Ao contrário do que diz Rui Rio, "isto" em que vivemos é uma democracia. Porque em democracia há sempre alternativa. Só em ditadura é que não.

Agora compete aos eleitores julgar. Porque num sistema democrático, por mais notória que seja a qualidade das elites, só o povo é soberano.


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Quinta-feira, 1 de Agosto de 2013
por Pedro Correia

 

Tanto barulho para nada. Rui Rio arrisca-se a decepcionar uma vez mais aqueles que insistem em chamá-lo ao salão. Numa entrevista concedida em horário nobre à televisão pública, o ainda presidente da câmara do Porto voltou a aflorar o perigoso discurso antipartidos (como se não fosse membro de um, tendo sido aliás seu vice-presidente) com expressões de profundo nojo pela vida política (como se não desempenhasse há mais de duas décadas funções políticas).

Expressões como esta: "Sinto-me cada vez mais longe desta forma de fazer política." E esta: "Isto em que nós vivemos já nem sei bem se é uma democracia."

Palavras dignas de qualquer dos habituais intervenientes da Opinião Pública da SIC Notícias.

 

Seria de esperar algo um pouco mais profundo do ex-vice-presidente da JSD, ex-secretário-geral do PSD, ex-vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e ex-vice-presidente dos laranjinhas, que à beira de concluir 12 anos de mandato na Avenida dos Aliados fala como se não tivesse partido e recomenda - não recomendando - uma via alternativa. "Há um movimento do topo da sociedade portuense para a existência de uma candidatura independente, fora dos partidos", destacou, apontando em direcção de Rui Moreira sem no entanto ter o desassombro de anunciar que lhe destina o voto. A falta de clareza de alguns protagonistas é um dos principais problemas da nossa vida política, como há muito sustento. Incluindo aqueles que, como Rui Rio, tanto gostam de apregoar frontalidade.

De caminho, nesta entrevista, o autarca disparou contra Luís Filipe Menezes, indicado pelo PSD para concorrer à sua sucessão. Nada de admirar, dadas as públicas divergências que ambos mantêm há longos anos. Mas Rio - apresentado pela RTP como "um homem cuja palavra pode ser decisiva para o resultado final" - caiu num lapso: por duas vezes falou como se Menezes tivesse a eleição assegurada. A primeira quando disse isto: "Não posso apoiar, de forma nenhuma, quem vai fazer o contrário daquilo que estive a fazer." A segunda, aqui: "Tenho a obrigação ética de me demarcar muito claramente daquilo que eu sei que vai destruir tudo aquilo que foi feito [pelo Porto]." Tem a certeza de que Menezes vai fazer e vai destruir, doutor Rio? Essa forma verbal indicia que já dá por garantida a vitória do seu rival.

 

E da entrevista conclui-se o quê? Que Rio tenciona abandonar a política, ingressando na actividade privada, porque precisa de "ganhar um pouco mais pois os salários na política, ao contrário do que as pessoas pensam, são muito baixos".

Tem todo o direito de o fazer, como é óbvio. Mas afinal, com o actual autarca a dissolver-se em breve na nossa linha do horizonte, quem poderá protagonizar a regeneração por que tanto ansiamos na política portuguesa?

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Quarta-feira, 31 de Julho de 2013
por jfd

Rui Rio não quis ser oportunista. Nem hipócrita. Apenas foi aquilo que sempre foi. Umbiguista, com pouco sentido partidário e de estado. É um político e não um Político. Essa prerrogativa lhe assiste. Mas ontem mostrou (de novo) as suas verdadeiras cores. Fica para a história julgar. Vergonhoso, digo eu. Houve e continua um bom trabalho no Porto. Merece a cidade ver isso marcado por vinganças pessoais? Por necessidade de preparar o seu pós-executivo? Por se esquecer qual o desígnio do seu mandato, da sua filiação e da sua responsabilidade?

Isto não é uma brincadeira de crianças mas sim um assunto muito sério.

Não creio que os apoiantes de Rui Rio, e principalmente de Portugal, se revejam no triste discurso a que ontem assistimos na RTP.

 


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Segunda-feira, 24 de Junho de 2013
por Fernando Moreira de Sá


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Quinta-feira, 20 de Junho de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O CDS do Porto lançou um comunicado por causa das dívidas de Gaia e do Porto. Por vezes, os comunicados são bastante úteis para compreender algumas coisas. Uma das conclusões que resultam dos vários quadros desse comunicado é que o Porto, a Câmara do Porto, está com uma dívida de médio/longo prazo de 101 milhões de euros e Gaia com 156 milhões. 

 

Ora, Gaia tem mais 100 mil habitantes que o Porto e é quatro vezes maior em território. Ou seja, em termos reais, a dívida de médio/longo prazo do Porto é bem mais preocupante. Ou será que estou a fazer mal as contas???

 

Ainda vamos descobrir que a CMP afinal não é assim tão boa de contas como pintam. Vamos aguardar por mais comunicados para perceber melhor...


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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

No próximo dia 27 de Maio, na Católica do Porto, ocorrerá uma conferência que pretende discutir qual o melhor caminho político e económico para Portugal, sob a perspectiva do liberalismo económico. Os principais oradores serão o Deputado Michael Seufert, deputado da Assembleia da República pelo CDS e o André Azevedo Alves, professor da Universidade Católica Portuguesa. Pela qualidade do painel e relevância do tema em discussão, aconselho vivamente a presença a todos! As inscrições fecham no dia 25 de Maio (este sábado) e todos os pormenores do evento podem ser consultados aqui


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Domingo, 12 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Hoje a malta aqui para estas bandas acordou mais tarde. Contudo, Bom Dia!!! Ontem, foi assim:

 


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Quarta-feira, 8 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Temos de ser verdadeiros guerreiros, deixar a pele no relvado e nas bancadas, temos de ser como sempre fomos: garra, entrega, dedicação, superação. Só assim se ganha. Só assim se pode dizer: Somos Porto!

Somos Porto Carago! from Aventar Blog on Vimeo.


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por Diogo Agostinho

 

Tenho acompanhado a pré-campanha para a Câmara Municipal do Porto. Pelo "picante" de ter mais um candidato de peso, esta disputa eleitoral promete ser bem interessante. 

No entanto, deparei-me hoje com esta fotografia sobre um evento de ontem no Porto. Quando a imagem vale mais do que qualquer palavra, vídeo de apoio ou nome em comissão de honra. 

Por aqui está tudo dito. 


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Sexta-feira, 26 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

No outro dia, um amigo de Lisboa dizia-me que o Paulo Morais é o Pacheco Pereira do PSD Norte. Errado. Por muito que não aprecie o Pacheco Pereira, nada me impede de lhe reconhecer uma enorme cultura geral. 

 

Alguns pensam que ele é jurista. Não, embora quem o ouça falar seja levado a pensar semelhante. É licenciado em Matemática (ramo Matemática Aplicada) e professor universitário (pelo menos na Lusófona). Foi (não sei se ainda é) militante do PSD e foi vice-presidente da Câmara Municipal do Porto com Rui Rio. Quando Rio o descartou da lista, tornou-se presença habitual na comunicação social graças a ter afirmado umas coisas sobre corrupção que, depois de investigadas (aqui entrou a famosa Maria José Morgado), deram em nada. Mais tarde, alegadamente, andou convencido que seria convidado por Passos Coelho (que apoiou) a candidato a deputado pelo Porto ou mesmo cabeça de lista por Viana do Castelo. Não foi. Coincidentemente, poucos meses depois, lançou um ataque forte, bem forte, sobre o Parlamento. Afirmando que a AR era um "centro de corrupção". Recentemente, escolheu como alvo Luís Filipe Menezes. Entende Paulo Morais que LFM deveria ser proibido de fazer campanha eleitoral no Porto, como se pode ler no Público, "Paulo Morais, acusa Menezes de «reincidir na legalidade decretada pelos tribunais ao continuar a fazer campanha eleitoral como candidato do PSD à Câmara do Porto». Uma vez mais, este matemático de formação entra pelo direito como se fosse especialista na matéria.

 

Quando vejo Paulo Morais na televisão ou nos jornais fico com a ideia que não conhece as fábulas de Esopo, em especial a do menino pastor e o lobo. É uma pena. Conhecendo, certamente deixaria de gritar tanto e de evitar cair no ridículo. Mesmo para um matemático aparentado de jurista.


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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Tenho de concordar com o António Nabais e o seu post sobre a Feira do Livro do Porto.

 

O investimento da CMPorto na Feira do Livro corresponde, segundo o que se pode ler na imprensa, a um montante de 75 mil euros. Por sua vez, o Circuito da Boavista teve um prejuízo, suportado pela mesma CMPorto, de 3 milhões de euros. Este ano, uma vez mais, a CMP decidiu voltar a investir nas corridas e deixou cair o Feira do Livro. Não entendo.

 

Entretanto, no facebook, já foi criada uma página: "Quero a Feira do Livro. Troco pelo Circuito da Boavista". 


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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá
A promoção turística de e com futuro passa por este tipo de soluções. Por isso mesmo, este projecto (nado e criado no Norte de Portugal) é candidato a um dos prémios da Publituris na BTL 2013 que começa esta semana em Lisboa. Aqui fica:

Lojas Interativas TPNP from Nextpower Norte on Vimeo.


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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

E depois de afirmar tal e linkar a notícia em causa, aguardo os comentários anónimos recordando que sou um grande e perigoso comunista...

 

 

O deputado comunista António Filipe defendeu hoje que a lei permite que os autarcas que tenham atingido o limite de mandatos numa câmara municipal se podem candidatar a outra, tendo recebido aplausos de alguns socialistas e sociais-democratas.

Numa declaração política na Assembleia da República, o deputado do PCP insurgiu-se contra as "diversas tentativas de lançar a confusão em torno das candidaturas às próximas eleições para autarquias locais".

"Os cidadãos que tenham exercido três mandatos consecutivos como presidente de câmara municipal ou junta de freguesia não podem recandidatar-se a um quarto mandato consecutivo, mas não ficam inibidos de exercer o seu direito cívico e político de se candidatar a um primeiro mandato em outra autarquia", advogou.


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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

... e eu já estou em pulgas!


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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá
Mas gostava de ser?
Não sei. Não acredito muito em candidaturas independentes. Os partidos quando escolhem pessoas para as grandes câmaras, não escolhem independentes, e a escolherem-me poderiam impor nomes que eu não queria.

A fusão Porto-Gaia é viável?
Eu acho que o Porto (autarquia) se devia fundir com Matosinhos, que se devia fundir com Maia, Gondomar e Gaia.

Sabem quem disse isto em 16/10/2011??? Pois foi, ele mesmo, Rui Moreira...
Mais um que se diz "não político". Como costuma comentar sobre futebol, sempre se pode dizer que é da escola Pimenta Machado: "o que hoje é verdade, amanhã é mentira"...


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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O Nuno Gouveia lembrou bem. O nome do Rui Moreira aparece sempre que uma qualquer instituição vai a votos. Sempre. No meu facebook, o Pedro Pereira da Silva lembrou mais uma possibilidade, citando: Tenho aqui uma Associação Recreativa em Campanhã que vai a eleições agora, se ele quiser acho que existe espaço para uma candidatura dele..


É o eterno candidato. Numa entrevista a um jornal até lhe perguntam se abre a varanda da câmara aos festejos do Porto campeão. Ao que responde que abre ao FCP como abre ao Benfica. Fica-lhe bem esta crítica ao Rui Rio. E agora compreendo este post do Dia de Clássico.


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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012
por Rodrigo Saraiva

eu percebo a indignação do Fernando, e tantos outros nortenhos, com a deslocação do Praça da Alegria para Lisboa. Mas escusam de apresentar argumentos de diversas origens, nomeadamente o financeiro, e escrever vários posts quando a questão é apenas uma:

 

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Terça-feira, 23 de Outubro de 2012
por catarinabaptista

Um resumo sobre a última novela politiqueira nacional: O autarca de Gaia, Luís Filipe Menezes quer ir ao Porto. Rui Rio, ainda presidente, não quer. O PSD, pelo menos a sua maioria, quer. E o CDS?

 

O CDS quer. E não quer. Segundo o CDS Porto e Sampaio Pimentel (de cuja existência nunca me tinha apercebido até ler um texto sobre a personagem no Forte Apache - pelos vistos escreve no Público e depois o Público admira-se de andar a perder leitores) não pode ser pois o autarca de Gaia é um despesista e a sua gestão má. Para o CDS dos Lugares, pode. O CDS de Gaia faz parte da coligação. A Distrital do Porto sempre apadrinhou.

Sendo Sampaio Pimentel Director da Segurança Social do Porto, cargo de nomeação política e que tem como Secretáro de Estado a quem ele responde, o anterior vice da Câmara de Gaia, Marco António Costa, só pode.

 

Em suma, quando toca a "tacho" o CDS pode. Quando toca a fazer o jogo político da seriedade e competência de algibeira, não pode.

 

Enquanto Sampaio Pimentel estiver num cargo de nomeação política (o que lendo o seu CV é um velho hábito) respondendo, entre outros, perante um dos principais obreiros da obra que agora tanto critica em Gaia, MAC, é de latosa criticar a gestão de LFM em Gaia. Ou será que Sampaio Pimentel, como todo o menino bem comportado, só está a criticar Menezes, fazendo de conta que a malta não se lembra que o seu chefe esteve ali mesmo, lado a lado e de braço dado??? Ou será que Sampaio Pimentel também criticou MAC e eu não ouvi?

 

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Sábado, 20 de Outubro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Hoje, no Público (pág. 43) tropecei num artigo de opinião de Manuel Sampaio Pimentel intitulado “Desculpe Dr. Menezes, não posso votar em si (II)”. Pecando por não ter lido a parte I, só posso supor que a primeira não deve ter sido muito diversa no seu objectivo final.

 

O actual Director do Centro Distrital do Porto da Segurança Social, nomeado pelo actual governo, compara o endividamento da Câmara do Porto com o da Câmara de Gaia e, perante tal cenário, chega a uma conclusão definitiva: Luís Filipe Menezes não pode ser o próximo Presidente da CMP ou, coisa mais prosaica, pelo menos não o será com o seu voto.

 

Este militante do CDS, ex-vereador de Rui Rio não aprecia LFM. Está no seu direito. Não gosta da obra de LFM em Gaia. É a democracia. Porém, é bom lembrar que LFM governa Gaia em coligação com outro partido, o de Manuel Sampaio Pimentel e, pelo que sei, nunca vi o CDS de Gaia nem a Distrital do Porto do CDS criticar a gestão de LFM em Gaia. Bem pelo contrário. Nem sei se Manuel Sampaio Pimentel, quando foi nomeado para a CCDRN, em 2003, evitou aprovar ou se opôs a candidaturas de Gaia ao QREN que ajudaram, certamente, ao avolumar do tal endividamento de que agora fala tão crítica e preocupadamente. Não sei.

 

O problema não está, obviamente, em Sampaio Pimentel não apoiar uma candidatura de LFM (mesmo que o seu partido, aposto, o vá fazer). Não. É um direito seu e que merece o respeito de todos. O problema é outro: comparar o endividamento de Gaia com o do Porto. Seria o mesmo, para facilitar a compreensão de todos, que comparar o endividamento do FC Porto com o do Vitória de Guimarães. É intelectualmente desonesto fazê-lo.

 

Em pouco mais de 15 anos, Vila Nova de Gaia transformou-se de forma incrível. O valor do património que a CMGaia tinha em 1997 e aquele que hoje tem cresceu mais do triplo, atingindo um valor superior a 600 milhões de euros; foram construídas/remodeladas mais de 50 novas escolas; o apoio social à população menos favorecida ultrapassou os 160 milhões de euros; o número de empresas mais do que duplicou e o mesmo se refira quanto ao número de turistas não nacionais. O saneamento básico passou de praticamente inexistente a uma taxa exemplar em termos europeus, próxima dos 100% e, pelo caminho, Gaia tornou-se um dos territórios europeus com melhor taxa de m2 de área verde por habitante. E que dizer da recuperação da frente marítima e ribeirinha de Gaia? Ou o investimento feito no desporto, na cultura, em suma, na qualidade de vida da população?

 

Quando olho para Gaia lembro-me de um outro exemplo, anterior, a Maia e Vieira de Carvalho. Quando a Maia atingiu patamares de excelência que a tornaram uma referência europeia e Vieira de Carvalho um autarca modelo ainda hoje recordado pelo seu legado, os seus críticos apontavam o valor da dívida. Em 2002, Vieira de Carvalho faleceu e muitos vaticinaram o declínio da Maia por força do valor da sua dívida. Hoje, passados 10 anos, a Maia diminuiu o seu endividamento sem colocar em causa a qualidade de vida dos seus habitantes. Porquê? Porque a obra estava lá, a taxa de saneamento básico com cobertura de 100%, as infraestruturas que permitiram a continuidade do progresso no seu concelho como a Zona Industrial, o Parque Escolar, as rodovias, etc., ficaram. Bastou gerir o património deixado (vendendo até determinadas partes com enorme mais-valia) sem ter de fazer investimentos avultados pois esses já tinham sido realizados.

 

Luís Filipe Menezes em Gaia, como antes Vieira de Carvalho na Maia, souberam investir, estar à frente do seu tempo e apostar na qualidade de vida das respectivas populações. Querer comparar Gaia com o Porto é um duplo erro. Por um lado, porque em Gaia tudo estava por fazer e ao comparar fragiliza-se a posição e os mandatos de Rui Rio. Por outro lado, seria comparar necessidades orçamentais diversas e legados de qualidade de vida das populações muito diferentes. Jogam em campeonatos diferentes pois são duas realidades distintas.

 

Por último, não consigo perceber se existem dois CDS diferentes no distrito e por isso mesmo, fico na dúvida, qual a parte do CDS nesta história que me escapou?

 

 

Nota: Podia ser Pimental mas não é, é mesmo Pimentel. E "De" Sampaio Pimentel que nestas coisas temos sempre de ser rigorosos...


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Domingo, 16 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

....o melhor cartaz da manif:

 

 

 


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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Em Janeiro, aqui no Forte Apache, escrevi que Menezes seria o candidato natural ao Porto. Dependia, sobretudo, da sua vontade. O único problema para o PSD Porto seria se o seu prolongado silêncio tivesse no final uma resposta negativa. Não teve. Hoje, na SIC, Menezes afirmou-se como candidato contando com o apoio do Presidente da Concelhia do Porto (Ricardo Almeida), do Secretário-geral (Matos Rosa) e do líder do partido (Pedro Passos Coelho). 

 

A força de Luís Filipe Menezes é ser um candidato que está para além do seu próprio partido. A revolução que fez em Vila Nova de Gaia e a forma como sempre procurou, através de Gaia, mostrar que o Porto podia e devia ser o motor da AMP, fazem de Menezes um candidato da esperança. A esperança de um Porto mais forte, renovado culturalmente, cosmopolita, próximo das pessoas e cujo papel da câmara é a promoção da qualidade de vida dos seus habitantes sem descurar o seu papel positivamente aglutinador de toda a Área Metropolitana do Porto e sem estar de costas para as suas instituições públicas e privadas.

 

É um Porto diferente que se pretende. É o Porto com gente que o compreende e ama. Faz toda a diferença. Falta pouco mais de um ano para a esperança renascer.


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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá
 

 

Domingo, 13 horas, Ribeira do Porto, Setembro de 2012.

As ruas, as esplanadas e os restaurantes cheios de turistas. Eram franceses (muitos), ingleses (alguns) e espanhóis (vários). Um dia de sol fantástico que convida a um passeio por todo este Património da Humanidade e que nos enche de orgulho e satisfação ao ver semelhante mar de turistas.

 

Manda a prudência evitar almoços de domingo em zonas turísticas na época alta. Eu sei. Não resisti. Fomos ao Chez Lapin, mesmo no olho do furacão turístico. A longa espera, fruto de um serviço fraquinho, permitiu assistir à invasão de um grupo de franceses, logo seguido de um grupo de italianos reformados. Fico positivamente surpreendido ao verificar que o restaurante tinha empregados que dominavam o francês e o italiano – o facto de a sopa que nos serviram ter regressado ao ponto de partida por estar azeda não me tirou a boa disposição. São coisas que acontecem...

 

Com afinco, os empregados procuravam impingir o bacalhau. Alguns italianos resistiram. Entretanto chegaram os nossos pedidos. Só não seguiram o caminho da sopa por verdadeira desistência. Em bom português, uma merda. Os meus filetes de polvo com arroz de feijão resultaram nuns filetes muito maus e quanto ao arroz, ainda espero sentado. As carnes em “vinha de alhos” dos restantes comensais (três) vieram acompanhadas de quatro meias batatas assadas. Quanto ao sabor e qualidade da carne nem vale a pena perder tempo a explicar.

 

Ao meu lado, os italianos sofriam. Desde confusão na entrega dos pedidos, reclamação pacífica sobre os mesmos – imaginem o que lhes entregaram: o bacalhau que não queriam. A água fresca solicitada resultou em natural. Quando os empregados não estavam por perto e dada a proximidade entre as mesas não foi difícil perceber os seus comentários. No início só elogios à cidade, a meio abundavam as críticas à qualidade dos produtos servidos.

 

Finalmente, as sobremesas. O meu bolo de chocolate deve ter sido bom e fresco três dias antes. Desisti. Pedi a conta e fui-me embora. Para nunca mais. Nem fiquei triste ou mal disposto por mim e pelos que me acompanharam. O meu desalento é outro.

 

Estamos todos a fazer um enorme esforço para manter o Porto no mapa de destinos turísticos de excelência. Todos. Entidades públicas da Região, privados, operadores, etc. Excelentes hotéis, fantásticos hostels, restaurantes cada vez melhores, mais formação e muito mais informação. Só que alguns ainda não aprenderam e querem ganhar tudo de uma vez só a curto prazo. Quando assim é, todos ficamos a perder.

 

Escrevo estas linhas por um pormenor que é pormaior: estes franceses e italianos não escolheram o Chez Lapin como eu. Aterraram nele levados por guias contratados (e devidamente identificados como tal). Eu escolhi o restaurante e por isso o erro foi meu. A estes turistas foi impingido. Logo, foram duplamente enganados.

 

Um dia não são dias. Espero que tenha sido só um dia menos bom.

 


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Sexta-feira, 24 de Agosto de 2012
por Pedro Correia

                  

                  

 

Dois membros do Bloco de Esquerda insurgiram-se contra a decisão, em boa hora anunciada pelo Ministério da Administração Interna, de combater as pichagens em locais públicos que conspurcam os edifícios da esmagadora maioria das nossas cidades (e falo em maioria, e não em totalidade, porque recentemente tive o prazer de descobrir Guimarães e Viana do Castelo como cidades praticamente livres deste flagelo). Há ruas inteiras em Lisboa, Porto ou Caldas da Rainha, por exemplo, onde nem um edifício escapa aos semeadores de tags que aproveitam as sombras da noite para as suas acções de poluição visual.

Pensava eu que qualquer cidadão civilizado estaria contra esta javardice. Enganei-me: aqueles dois bloquistas, João Teixeira Lopes e José Soeiro, declaram-se indignados não com quem polui mas com quem procura combater a poluição, bradando contra "o horror higienista" destes últimos. Aguardo as próximas tomadas de posição de tão ilustres sumidades em defesa da manutenção en su sitio dos milhares de beatas e dos dejectos de cão e de pombo que enchem ruas, praças e avenidas. Se a correcção política os conduz ao elogio das paredes conspurcadas, por maioria de razão devem procurar manter a mão da lei fora de jardins e passeios transformados em expositores de lixo: "horror higienista" é que não.

Lamento, mas penso de maneira oposta. Eleitor em Lisboa, prometo desde já apoiar o candidato à eleição municipal de 2013 que inclua com maior visibilidade no seu programa eleitoral o combate à degradação paisagística da cidade - o que implica ter mão firme contra os pseudo-grafiteiros, por mais que alguns procurem elevar os seus rabiscos à dignidade de "arte urbana". Mereciam tais vozes ver os prédios onde habitam "grafitados" da cave ao sótão para melhor se enebriarem com tanta "arte".

 

Estou com Alexandre Delgado, que hoje protesta sem rodeios no Público contra a confusão que alguns pretendem estabelecer entre grafitti e tags: os primeiros são defensáveis, os últimos não. "Quem faz grafitti de arte geralmente escolhe os locais próprios e contribui para enriquecer o espaço público. Até 'mensagens poéticas' são aceitáveis, quando feitas em edifícios devolutos. Os rabiscadores de tags não respeitam nada disso: eles são os primeiros a vandalizar grafitti artísticos (como os da Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa, ou os painéis do Elevador da Glória). Não contribuem com nada, a não ser os excrementos do seu ego invasor", defende o compositor, acentuando: "Com a legislação actual, nem vale a pena fazer queixa à polícia. O Ministério da Administração Interna quer simplesmente fazer aquilo que já se devia ter feito há muito tempo: adequar a lei e criminalizar essa forma de vandalização do espaço público. É razão para aplaudir entusiasticamente. Aqui ficam duas sugestões: que a punição dos culpados inclua obrigatoriamente raspar e pintar aquilo que vandalizaram; e que se crie um imposto extraordinário sobre sprays de tinta, destinado a limpar as pichagens que tantos lucros geram a fabricantes e vendedores, e que tantos prejuízos causam a proprietários, instituições e cidadãos em geral. Esta não é uma causa de esquerda ou de direita: é uma causa de civilização contra a barbárie."

Não posso estar mais de acordo. Se Guimarães e Viana conseguem ser cidades limpas, porque não sucederá o mesmo em Lisboa, Porto ou Faro?

 

Em cima, no sentido dos ponteiros do relógio: pichagens em Lisboa (Avenida de Roma), Porto (antigo cinema Batalha), na baixa de Faro e no centro das Caldas da Rainha. Fotos minhas.

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Terça-feira, 26 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Bem...aquele meu "companheiro" de clube escusava de o ter abraçado com tanta força, eheheheheh.


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Sábado, 23 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

(foto palmada AQUI)

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por Fernando Moreira de Sá

O meu "camarada" de blogue José Meireles Graça considera uma "socretinada" o projecto apresentado por LFMenezes. Respeito a sua opinião. Contudo, discordo.

 

Vamos por partes. Até posso dar de barato a questão do túnel. Até posso deixar passar a questão da ponte do Areinho. Já a ponte pedonal nas "ribeiras" e a ponte de Massarelos são fundamentais. Mais, a ponte pedonal é urgente e fundamental. O Presidente de Gaia, Luís Filipe Menezes, não está doido e sabe bem do que está a falar. Ao contrário da comparação vertida no post de José Meireles, as pontes em causa não são como certas autoestradas do "lá vem um". Não, são necessidades urgentes para a AMP em termos de mobilidade, qualidade de vida e turismo. Não são elefantes brancos. Nem são para se fazer já hoje - embora a ponte pedonal seja mesmo urgente. Luís Filipe Menezes limitou-se a pensar/idealizar o óbvio. O que não é pouco. 

 

Já agora, meu caro, não será por acaso que a ele se juntaram pessoas tão diferentes como: Hélder Pacheco, historiador; Carvalho Guerra, Reitor da Universidade Católica; Fernando dos Santos Neves, Reitor da Universidade Lusófona do Porto; Fernando Almeida, Presidente da Secção Regional da Ordem dos Engenheiros; Melchior Moreira, Presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal; Nuno Cardoso, ex-Presidente da Câmara Municipal do Porto; Eurico Castro Alves, Conselho Directivo da Entidade Reguladora da Saúde; Carlos Brito, ex-Governador Civil do Porto; Ricardo Almeida, Presidentes da Concelhia do PSD/Porto; Marcelo Mendes Pinto, ex-Vereador da Câmara Municipal do Porto.

 

Termino recordando a resposta de Siza Vieira sobre a matéria: As pontes fazem todo o sentido


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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

O Norte já prepara as suas festas populares. Toda uma região que está de braços abertos à Vossa espera. Aqui fica o Porto e Norte em apenas cinco minutos, um vídeo promocional lançado ontem, na abertura da primeira Loja de Turismo Interactivo da Europa, no Aeroporto Internacional do Porto - Francisco Sá Carneiro:


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Segunda-feira, 11 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Terminou o Optimus Primavera Sounds. Altura para conclusões.

 

O programa das "Festas" prometia e na maior parte dos casos cumpriu. Grandes concertos: Yann Tiersen, Rufus Wainwright e Flaming Lips. Um ambiente, a todos os níveis, fantástico. Desde logo, o espaço. O Parque da Cidade do Porto é excelente para eventos e este não foi excepção. O público teve um comportamento exemplar procurando evitar, de todas as formas, o impacto no meio ambiente. A organização, pelo que me apercebi, esteve à altura. Um sublinhado surpreendente: o número de estrangeiros era, no mínimo, ela por ela - desconfio mesmo que estavam em maioria. Outra nota relevante: nem se deu pelos "seguranças", algo raro e que se aplaude.

 

A principal "queixa" que vi/li nas redes sociais foi o preço dos bilhetes. Não eram baratos? Não. Nem podiam: 60 bandas, quatro palcos, um espaço enorme (com todos os problemas/custos de segurança e logistica que tal implica). Contudo, foram em linha com os restantes festivais que se realizam em Portugal. Não quero nem vou entrar em polémicas mas...alguns que vi/li criticar os preços costumam ir ao futebol. Ora, quanto custa ver ao vivo quatro bons jogos de futebol? Provavelmente, um pouco mais, não? Também vi/li lamentos ao facto de ser num espaço público (mais uma vez colando à questão do preço dos bilhetes). Reina alguma demagogia e hipocrisia nalgumas almas. Quantos eventos são organizados por entes públicos, com dinheiros públicos, em espaços públicos e que obrigam a investimentos elevados com pouco ou nenhum retorno? Lembro-me de alguns festivais de música, de teatro, de dança, etc. O Optimus Primavera Sounds foi um investimento privado, com dinheiros privados e que teve, surpreendentemente (ou não), um retorno elevado para a hotelaria, a restauração e para o turismo do Porto e arredores.

 

Desde 1997 e o Imperial ao Vivo (Alfândega, Porto) que sou "cliente" de festivais de música. Desde Paredes de Coura passando pela Zambujeira e sem esquecer o Músicas do Mundo de Sines. Já assisti a grandes concertos e maiores desilusões nestes eventos. Contudo, confesso, nunca vi tantos estrangeiros, tantos turistas num festival de música em Portugal. Ainda por cima, mesmo ao pé de casa! Falo por mim, no geral, foi o melhor festival a que assisti até hoje. Pelo espaço, pelo cartaz, pelo público e pela forma como todos, dos oito aos oitenta, tiveram a oportunidade de usufruir de um grande evento. Só espero que para o ano se repita.

 

Esclarecimento: Não conheço os organizadores nem, infelizmente, são meus clientes. Não me devem nada nem eu lhes devo nada - a não ser um obrigado por terem escolhido o meu Porto para o evento.

 

Optimus Primavera Sound 2012 Porto from OSTV on Vimeo.

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Sexta-feira, 8 de Junho de 2012
por jfd

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Domingo, 27 de Maio de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Quem escreve assim...deixa-nos sem palavras. Mexe com o nosso orgulho tripeiro e nortenho. Mexe, juro que mexe. Agora foi a vez da Ana Díaz-Cano na CondéNast Traveler de Espanha. Assim como quem não quer a coisa, sem grande alarido, o Turismo do Porto e Norte de Portugal lá vai levando a água ao seu moinho.

 

E mais não escrevo. Façam o favor de ir ler: 

2012 es sin duda el año de Oporto. Candidata como Mejor Ciudad en los Design Awards de la revista Wallpaper, considerada como el cuarto mejor destino por la Lonely Planet, hasta el New York Times se ha rendido a los pies de la vieja ciudad del Duero para destacar con encendido entusiasmo su efervescencia cultural y los ritmos de una noche vibrante e inacabable.

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