Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

No governo, em 2011, o PS negociou e colocou no memorando de entendimento a privatização dos CTT (ponto 3.31 do memorando). Hoje, ao fim de dois anos, o governo aprovou, em Conselho de Ministros, o processo de privatização dos CTT. De imediato, o Partido Socialista manifestou-se contra a privatização, afirmando que esta "lesa os interesses nacionais". Se o discurso é inovador, parece vindo do PCP ou da CGTP, a atitude é coerente. Coerente com o comportamento que o PS adoptou nos últimos 2 anos nas relações com a troika - que chamou - e com o memorando - que negociou, assinou e ainda, propagandeou. 


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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
por jfd

 

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por Pedro Correia

Cisão? Que cisão? Em mais de 30 anos de democracia, tenho visto muitos membros do PCP engrossar as fileiras do PS mas não me lembro de um só movimento na direcção contrária. Alguém até hoje rasgou o cartão de filiado no PS para se tornar militante comunista ou bloquista?

Não vale a pena mencionar nomes: poderia indicar aqui largas dezenas de ex-militantes do Comité Central do PCP, de antigos autarcas, sindicalistas ou deputados do partido da foice e do martelo que passaram a rever-se no conteúdo programático do PS. O próprio Mário Soares, que agora acena com esse tigre de papel, fez esse percurso: trocou o comunismo pelo socialismo democrático. E até este, no momento próprio, foi remetido para o fundo de uma gaveta.

Quando certas frases são proferidas, convém enquadrá-las com o mais elementar conhecimento histórico. E o natural sentido das proporções.

 

ADENDA: Também Felipe González lança farpas ao actual líder do PSOE, Rubalcaba: o mundo gira, imparável, mas nem todos se apercebem disso.


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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
por Pedro Correia

Mário Soares governou duas vezes aliado com partidos à direita do PS. Enquanto foi primeiro-ministro, viu Portugal sob intervenção do Fundo Monetário Internacional nessas duas vezes: a primeira originou aliás um célebre disco de José Mário Branco, intitulado FMI. Em 2011, segundo ele próprio admitiu, teve uma intervenção decisiva junto de José Sócrates para que o Governo socialista solicitasse uma intervenção externa de emergência destinada a salvar as malogradas finanças nacionais. Lá veio o FMI pela terceira vez a Lisboa, desta vez partilhando a tutela do resgate com a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.

Este extenso currículo, espantosamente, não inibe agora o fundador do PS de alertar António José Seguro contra o risco de "uma cisão" no partido caso o secretário-geral socialista estabeleça um acordo com o PSD e o CDS. Com uma sobranceria que nenhum notável do PS lhe transmitiu quando ele se entendeu em 1977 com o CDS de Diogo Freitas do Amaral e em 1983 com o PSD de Carlos Mota Pinto.

Soares nunca resistiu à tentação de condicionar as lideranças de todos os secretários-gerais que lhe sucederam no Largo do Rato - de Vítor Constâncio a Sócrates. A deselegante ameaça que hoje deixou no ar constitui um excelente teste para Seguro. Este só pode agradecer-lhe a oportunidade que o fundador do partido acaba de lhe proporcionar para demonstrar a sua efectiva capacidade de liderança.


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Quarta-feira, 17 de Julho de 2013
por Pedro Correia

«Qualquer pessoa que conheça minimamente o PSD - e eu faço parte dessas pessoas - pensa que a última coisa que o partido podia aceitar seria essa proposta que o presidente do partido fez [ao Presidente da República]. Porque é primeiro-ministro mas é presidente do partido. É preciso não conhecer o partido - e ele conhece-o, com certeza - para pensar que o partido aceitaria uma coligação com o CDS-PP em que o CDS-PP fosse a parte mais forte dessa coligação.»

«Do ponto de vista do partido, era uma proposta que não tinha a mínima hipótese de ser aceite. Em qualquer órgão - o Conselho Nacional, o Congresso - seria iminaginável o partido aceitar.»

«Os partidos não aceitam tudo aquilo que os líderes dizem que querem fazer. É sempre bom consultá-los.»

 

«É evidente que o pedido do PS de eleições antecipadas tem muito de táctica e muito de interesse partidário e muito pouco de interesse nacional.»

 

Palavras de Manuela Ferreira Leite, no seu mais recente comentário na TVI 24.

Notável raciocínio: Pedro Passos Coelho é duramente acusado de não olhar aos interesses do PSD e António José Seguro é duramente acusado de só olhar aos interesses do PS.


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Terça-feira, 16 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

 


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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

Só para refrescar algumas memórias, o supostamente milagroso PEC 4 previa que atingíssemos no corrente ano de 2013 um défice orçamental de 2%, partindo daquilo que o Governo dizia ser uma base de 7,3% em 2010. Uma redução de cerca 5% do PIB em três anos, ou seja, um ritmo de austeridade igual ao que este governo acabou por fazer. Isto porque, o défice de partida em 2010 foi revisto para cerca de 10% porque os prejuízos das empresas públicas, os buracos no BPP e no BPN, as PPP e outras desorçamentações, obrigaram à revisão das contas nacionais de 2010 até 2007. Sobre estas pequenas "distrações" não ouvimos grande coisa do ex-ministro, nem do ex-primeiro-ministro, e isso é que teria sido instrutivo.


João Cotrim Figueiredo no Diário Económico


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Domingo, 26 de Maio de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Os socialistas e as contas de somar e "sumir"....


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Domingo, 28 de Abril de 2013
por Filipe Miranda Ferreira

 

Cinco dirigentes "socráticos" fora da lista para a Comissão Nacional do PS

 

É assim que o PS faz o seu ato de contrição pelo desastre da sua governação?

Pelas intervenções de destacados militantes neste congresso socialista a resposta só pode ser um rotundo NÃO. Seguem alegres e contentes, atirando argumentos que "apenas" têm como pecado ignorarem fatos tão comezinhos como o défice, o fato de ter sido um Governo PS a chamar a troika, a realidade da conjuntura europeia... Um fartote.

O afastamento dos mais fieis de José Sócrates, em vez de servir de ponto de partida para um ato de contrição mais profundo, que mostrasse aos portugueses que "este" PS aprendeu com os erros do passado, mais não é um ajuste de contas entre fações.

No PS querem repetir as políticas, mas com caras diferentes. É pena...

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Sábado, 27 de Abril de 2013
por Filipe Miranda Ferreira

 

Palavras para quê? Mais um rendido ás maravilhas da hermeneutica do "exilado" parisiense. A única diferença é que este é mesmo um true believer...

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Sábado, 13 de Abril de 2013
por Pedro Correia

Dois pesos, duas medidas. A 8 de Março, por unanimidade, a Assembleia da República aprovou quatro - repito: quatro - votos de pesar pela morte de Hugo Chávez. Unanimidade que não se repetiu, longe disso, na sessão parlamentar de ontem, ao ser aprovado um voto de pesar pelo falecimento de Margaret Thatcher: os comunistas votaram contra, o PEV naturalmente também, o Bloco de Esquerda idem aspas. O sectarismo destes partidos em relação a quem não professa a mesma cor política não ocorre só em vida: evidencia-se também na fase post mortem.

Mas o mais espantoso, na votação de ontem, foi verificar que 13 deputados socialistas, depois de terem lamentado a morte de Chávez, não foram capazes de fazer o mesmo por Thatcher, abstendo-se na votação. Tratando-se da primeira mulher que ascendeu à chefia de um Governo ocidental, tratando-se de uma líder política que foi sufragada pelos eleitores britânicos em três eleições sucessivas, tratando-se de uma figura com inegável relevância histórica, nem assim mereceu um gesto de cortesia parlamentar destes socialistas, quase equiparados em sectarismo a comunistas, verdes e bloquistas.

Como se estivessem sentados na bancada errada.


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Sábado, 6 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

"Quem criou o problema que o resolva", reacção do provável futuro Primeiro-Ministro de Portugal, António José Seguro, ao chumbo de várias normas do OE2013 pelo Tribunal Constitucional.


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Sábado, 9 de Fevereiro de 2013
por jfd

Para mim os bancos teriam caído... Mas eu não era nem sou governante.

Mas há que recordar a posição do PSD aqui.

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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2013
por Sérgio Azevedo

António Costa diz que Seguro tem 10 dias para unir o PS. Tudo se diz sobre uma liderança quando aceita ultimatos desta natureza. E sejamos francos, em 10 dias nem com fita cola.


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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
por Rui C Pinto

A política não está para fígados fracos e os últimos dias têm sido de antologia.

 

António Costa, possivelmente inspirado em Jorge Sampaio, lançou ultimato a António José Seguro. Devo confessar que tenho muita dificuldade em perceber como é que um líder partidário, que se pretende líder da oposição, se expõe a tal precariedade política. António José Seguro tinha como única solução viável precipitar eleições para enfrentar os opositores internos. António Costa não teve a coragem necessária para responder às exigências do momento e, de caminho, cometeu um erro básico que lhe poderá sair caro

 

Longe da capital e das urgências partidárias, o já celebre candidato à CM de Matosinhos, que o Fernando apresentou, já debate soluções para o país:

 

Como ninguém poderá adivinhar as ambições políticas de Parada e dada a fragilidade da liderança de António José Seguro, julgo que todos nos devemos preocupar... 


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por Alexandre Poço

Seguro anuncia recandidatura contra o “regresso ao passado”

 

Mais vale tarde do que nunca: bem-vindo a bordo, camarada!


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Terça-feira, 29 de Janeiro de 2013
por Filipe Miranda Ferreira

 

Lembra-se da candidatura de Elisa Ferreira à Câmara Municipal do Porto? Aquilo que o PS esperava que fosse um nome forte para bater Rui Rio acabou por ser um flop, resultado de uma inultrapassável contradição. Os portuenses castigaram quem não se dedicou por inteiro à sua cidade, mandando Elisa Ferreira para Bruxelas.

Será possível que um político experimentado como António Costa duvida que os lisboetas lhe confiram o mesmo tratamento que o Porto deu a Elisa Ferreira?

Lisboa não gosta de ser a "muleta" de ninguém. Quem tudo quer, tudo perde.

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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Aqui fica um texto que diz tudo. Tudo mesmo. Está no Aventar, aqui, e é do Antóno Nabais. O vídeo faz o mesmo, diz tudo. Tudo sobre a personagem (António Parada), o homem que o PS decidiu candidatar à Câmara Municipal de Matosinhos. Palavras para quê?...


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por Sérgio Azevedo

Ferro Rodrigues afasta candidatura à Câmara Municipal de Lisboa.  Sócrates em diligências para António Costa avançar para a liderança do PS. António José Seguro tem maturidade para assumir o Governo. 

 

É muita coisa para um dia só! O PS está mesmo em estado de sítio...


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por Fernando Moreira de Sá

 

Pensava eu que António Costa era mais "independente". Afinal, parece que não...


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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013
por Rodrigo Saraiva

 

António José Seguro está entalado desde que assumiu a liderança do PS. Começou entalado entre a escolha de cumprir o memorando e a pressão das tropas ditas socráticas que desde inicio não lhe facilitaram a vida. Ao invés de fazer um caminho de ruptura com estes, decidiu a ruptura com o memorando. E Seguro chega ao final de Janeiro de 2013, lá está, entalado. Mas desta vez entalado entre notícias positivas para o Governo, que não fez rupturas com quem nos emprestou dinheiro, e as tais tropas (ditas) socráticas que na verdade nunca fizeram um período de nojo, passaram meses a afiar garras e facas e agora aí estão eles prontos para o ataque.

 

Mas analisemos bem o cenário actual e tentemos perceber se pelas bandas socialistas é só Seguro que está entalado. Vamos directos ao assunto, directos a quem se fala: António Costa.

O Presidente da Câmara Municipal de Lisboa tem que decidir, se já não o fez, várias coisas rapidamente. E estão todas interligadas.

Será recandidato a Lisboa? Será candidato ao PS? Há quem pergunte se será candidato a Belém …

António Costa deixou condicionar-se pela sua ambição. Tem pouca margem de manobra para sair bem no cenário, pois é tanta a encenação. Se havia dúvidas que nunca se sentiu confortável no papel de autarca e apenas olhava para a autarquia lisboeta como um trampolim, mesmo que assuma recandidatura, fica claro que assim foi e é.

A somar à ambição está o facto de António Costa não conseguir esconder que não gosta de Seguro (e percebe-se que o sentimento é recíproco) e não lhe reconhece capacidades. Sente-se melhor que Seguro, sente que é ele o “escolhido”. E uma turba de saudosistas dá-lhe gás, que se confunde com nevoeiro, criando um ambiente de sebastianismo.

 

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.


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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
por Francisco Castelo Branco

António Costa garante que vai ao congresso. A reunião magna não está marcada mas o actual Presidente da Câmara de Lisboa já disse que vai estar presente. Na qualidade de Presidente da maior Câmara do pais ou como futuro candidato a secretário-geral do PS? E o que pensa o actual secretário-geral do PS de uma eventual recandidatura de António Costa a Lisboa? Dará o seu apoio?

Seguro já não tem margem para fugir à realidade. Se conseguir vencer os adversários internos pode ser que ainda tenha uma esperança de vir a ser Primeiro-Ministro, no entanto eu duvido porque a cama há muito que está feita. 


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por Alexandre Poço

PS diz que regressar aos mercados em 2013 é “fantasioso”

(Março de 2012)


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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013
por Pedro Correia

Os primeiros sinais positivos das finanças portuguesas desde o pedido de intervenção externa (regresso aos mercados após 30 meses, com juros abaixo dos 5%, garantindo as necessidades de financiamento de Portugal para este ano; execução orçamental abaixo do limite do défice para 2012 previsto no memorando de entendimento; seis avaliações positivas ao cumprimento das metas de consolidação orçamental impostas pelos nossos credores do FMI, do BCE e da Comissão Europeia; primeira balança comercial positiva desde 1943) estão a acelerar algumas pulsações nas fileiras do Partido Socialista. A economia é o melhor barómetro para entendermos certas movimentações políticas.

António José Seguro bem tentou reclamar para si os louros da dilatação dos prazos previstos para o pagamento da nossa dívida, mas não consegue convencer ilustres socialistas, que lhe vão apertando o cerco, conscientes que a recuperação da economia portuguesa daqui a um ano já será realidade, de acordo com as previsões do Banco de Portugal: aguardar pacientemente um longo processo de desgaste dos rivais internos deixou de ser a palavra de ordem.

Os sinais são evidentes. Pedro Silva Pereira, ex-ministro da Presidência, afirma em entrevista à Rádio Renascença que a principal força política da oposição ainda não se apresenta como uma "alternativa credível" ao Governo PSD-CDS, enquanto reclama a antecipação do congresso do partido - cenário já rejeitado pelo dirigente socialista José Junqueiro. Outro deputado do PS, José Lello, defende também um congresso "o mais breve possível", pressionando Seguro. O ex-ministro da Defesa e dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, no seu habitual espaço de comentário na TVI 24, diz sem papas na língua que a recente trapalhada no PS em torno da ADSE resultou de "um erro de liderança".

E - superando em acutilância os seus camaradas de partido - António Costa aproveitou também a sua tribuna de comentário televisivo semanal, na SIC Notícias, para acusar Seguro de partir para as próximas batalhas políticas "diminuído, sem autenticidade, sem convicção, sem capacidade de confrontação, sem capacidade de formulação de uma alternativa sustentada". Isto enquanto tarda em confirmar a sua recandidatura à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa.

Terminou o tempo de esperar para ver: estas vozes não se levantam agora por acaso. Em política, nunca há coincidências.

Também aqui


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por Sérgio Azevedo

No regresso de Portugal aos mercados, oito meses antes do previsto, o PS vira-se para dentro. Pedro Silva Pereira, neste mesmo dia que assinala um novo começo embora não constituindo a libertação absoluta da dependência económico-financeira nem do difícil caminho de austeridade, entende "que o PS precisa de fazer mais para se apresentar como uma alternativa credível" defendendo que o congresso do PS, para a eleição do secretário-geral, deve realizar-se "o mais rápido possível".

 

Pedro Silva Pereira entendeu bem o significado da importância de Portugal em regressar mais cedo que o previsto aos mercados. Assim como também entendeu bem que o PS perdeu em toda a linha. Porque nunca defendeu estes pressupostos e porque nunca, o PS, soube estar ao lado do governo em todos estes momentos para que, com legitimidade, reclamasse vitória.

 

O PS tem sido isto. António José Seguro ainda não percebeu. Pedro Silva Pereira e os portugueses em geral já!


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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013
por Alexandre Poço

"A maioria dos funcionários públicos são eleitores do PS."

José Lello, deputado do PS

 

Este comentário devia entrar para os registos da arte da síntese. Numa pequena frase é dada a justificação para as posições do PS sobre cortes na despesa pública, nomeadamente, sobre o despedimento de funcionários públicos, corte de subsídios, ADSE, etc, etc. Obrigado José Lello por esta excelente súmula!


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Domingo, 13 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Acabou há momentos o XX congresso do PSD-Açores, na sequência do qual foi eleito pela primeira vez em eleições regionais e ratificado em congresso, o projeto de um líder do partido sem ser das duas principais ilhas do Arquipélago: Duarte Freitas, natural e residente na ilha do Pico.

Duarte Freitas entra com uma vontade de uma renovação profunda e de tal modo que nenhum elemento eleito na nova Comissão Politica Regional é repetente. Aprovou uma moção global estratégica "Reestruturar, Reformar e Renovar" e promoveu a uma alteração dos estatutos que não só diminui o peso das inerências como reduz o número de elementos nos órgãos do PSD-Açores. Embora assuma não cortar com os históricos.

No discurso final do congresso foi evidente que as relações partidárias regional e nacional não vão ser fáceis. Sendo o PSD-Açores uma estrutura autónoma e, como tal, com uma estratégia própria, as diferenças não são de estranhar. Contudo, sendo os Açores uma região pequena e arquipelágica o papel interventivo do governo sempre foi muito significativo na economia regional, o que tornou desde o início o PSD-Açores muito menos liberal do que no Continente e estando há mais de 16 anos seguidos na oposição, área onde em Portugal se tende a ser muito mais à esquerda do que no poder, é normal que nos Açores as simpatias na família laranja sejam mais próximas da social-democracia pensada em 1974 do que na atual estrutura liderada por Passos Coelho.

No encerramento as diferenças ideológicas nos discursos de Duarte Freitas e do líder nacional ficaram bem patentes. Mais: embora o líder regional tenha deixado claro que muito pelo que estamos a passar resulte dos erros socialistas em Lisboa e no Arquipélago e de ter assumido a necessidade de se respeitar o compromisso com a troika, assinado no governo de Sócrates, também não deixou de salientar que apesar do memorando entre o Governo dos Açores e o da República reforçar compromisso internacional de redução do diferencial de impostos de 30 para 20% entre a Região e o Continente, ele, líder do PSD-Açores, discorda.

Passos Coelho, tentou rebater alguns mitos sobre as vias alternativas e os insucessos da sua política e deixou claro que não se deixa demover na sua estratégia, apesar das vontades insulares. A nova Lei de Finanças Regionais será o primeiro combate com Duarte Freitas, ficando por definir qual a margem entre a solidariedade interna do PSD-Açores com a estrutura nacional e a autonomia das decisões para defender os interesses regionais, sabendo-se ainda que o PS-Açores, por dificuldades financeiras, assinou de cruz e sem discutir na Região a aceitação das imposições de Lisboa, mas inunda a comunicação social com discursos contrários ao acordado e culpa sempre o Continente de todos os seus erros e compromissos impopulares.


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Sábado, 12 de Janeiro de 2013
por jfd


 

O líder do Partido Socialista, António José Seguro, prevê visitar a China em 2013, a convite do Partido Comunista Chinês (PCC), confirmando as “relações amigas” entre as duas organizações, revelou esta sexta-feira a presidente do PS, Maria de Belém Roseira. (...)

 

* o post poder-se-ia ter intitulado também de "Notícias sem interesse".

 


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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
por Dita Dura

Não sou militante de nenhum partido. Nunca fui e não me estou a ver como político, ainda mais com os partidos que temos: não seria capaz de apoiar o PS ou o PSD, os responsáveis pela desgraça em que vivemos. Depois há o CDS, dos submarinos, das trapalhadas, da incoerência, dos deputados que não defendem a vida e apoiam o lobby LGBT, o CDS muito PP e pouco democrata-cristão. Do outro lado, temos o BE que, embora defenda valores que não são os meus, tem militantes que sabem servir as causas e não eles próprios, que normalmente acreditam no que dizem e levam-no até ao fim, que não beneficiam de cargos, cunhas ou favores. Por exemplo, a coordenadora Catarina Martins, que é frontal e inteligente. E o Francisco da Silva, de quem esperamos grandes coisas e que nos faz querer voltar a acreditar nos políticos.

 

Não sou de direita ou esquerda, embora normalmente diga que sou de direita para desviar a conversa e escapar a explicações que a maior parte das pessoas não entenderia. Venho de uma família profundamente conservadora, com sólidos valores cristãos e assente em raízes tradicionalistas. No entanto, fui profundamente tocado na infância por uma tia de esquerda, assistente social e várias vezes enclausurada pela PIDE.

 

O propósito geral da direita é puro e inerente às necessidades e exigências da pessoa humana. O objectivo primordial da esquerda é mais artificial, mas é uma resposta às injustiças sociais e uma ambição fundamental inerente a todos os seres humanos. A direita foi corrompida por uma minoria que se apropriou dos seus valores para mascarar intenções individuais. A esquerda foi estragada por outro minoria, que se aproveitou da ingenuidade da maioria que jurou defender. Entre cada uma existe o centro, que é uma mentira que alguns escolhem acreditar. No final, quem perde são sempre os mesmos. É assim desde sempre.

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por Sérgio Azevedo

O PS pela voz de José Junqueiro sugeriu ontem, na Assembleia da República, o caminho das eleições para como solução para Portugal. Hoje um outro PS, talvez o oficial, pelo seu porta-voz João Ribeiro diz que "os portugueses precisam de tempo para voltar a confiar no PS".

Está assim o PS. Um redondo de incoerências... 


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