Sábado, 3 de Agosto de 2013
por Pedro Correia

Aqui está uma forma saudável de fazer política: discorda-se frontalmente da decisão adoptada pelo partido, rejeita-se a candidatura lançada pelo partido e em consequência abandona-se o partido. Com todas as consequências daí inerentes. Para apoiar sem reservas uma candidatura alternativa e até integrar essa lista que se apresenta contra a do partido.

Atitudes claras, acima de tudo. Para estarem de acordo com as palavras. Ao contrário do que diz Rui Rio, "isto" em que vivemos é uma democracia. Porque em democracia há sempre alternativa. Só em ditadura é que não.

Agora compete aos eleitores julgar. Porque num sistema democrático, por mais notória que seja a qualidade das elites, só o povo é soberano.


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Quarta-feira, 31 de Julho de 2013
por jfd

Rui Rio não quis ser oportunista. Nem hipócrita. Apenas foi aquilo que sempre foi. Umbiguista, com pouco sentido partidário e de estado. É um político e não um Político. Essa prerrogativa lhe assiste. Mas ontem mostrou (de novo) as suas verdadeiras cores. Fica para a história julgar. Vergonhoso, digo eu. Houve e continua um bom trabalho no Porto. Merece a cidade ver isso marcado por vinganças pessoais? Por necessidade de preparar o seu pós-executivo? Por se esquecer qual o desígnio do seu mandato, da sua filiação e da sua responsabilidade?

Isto não é uma brincadeira de crianças mas sim um assunto muito sério.

Não creio que os apoiantes de Rui Rio, e principalmente de Portugal, se revejam no triste discurso a que ontem assistimos na RTP.

 


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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
por Pedro Correia

«A demissão de Paulo Portas vem acabar de uma vez por todas com a possibilidade de este Governo prosseguir.»

«Pedro Passos Coelho deve demitir-se de presidente do PSD pois não tem condições de liderar o partido nas próximas legislativas [que devem ser marcadas para o dia das autárquicas].»

António Capucho, TVI 24, 2 de Julho

 

«O Governo já estava moribundo. A demissão de Paulo Portas é a estocada final. O Presidente da República deve convocar eleições para a mesma data das autárquicas.»

António Capucho, SIC Notícias, 2 de Julho

 

«O Governo já estava moribundo. Agora está ferido de morte, com a estocada final. Ou o primeiro-ministro é completamente irresponsável ou não percebe, de facto, que não tem condições para governar.»

«Passos Coelho não pode permanecer na liderança do PSD: deve demitir-se e convocar um congresso eleitoral.»

António Capucho, RTP i, 2 de Julho

 

«O Governo está neste momento muito coeso e unido, e a respirar fundo com esta nova dinâmica, porque o PSD tem no Parlamento um conjunto de deputados escolhidos a dedo por Passos Coelho e que se comportam muito bem e disciplinadamente.»

António Capucho, SIC Notícias, 24 de Julho


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Quarta-feira, 17 de Julho de 2013
por Pedro Correia

«Qualquer pessoa que conheça minimamente o PSD - e eu faço parte dessas pessoas - pensa que a última coisa que o partido podia aceitar seria essa proposta que o presidente do partido fez [ao Presidente da República]. Porque é primeiro-ministro mas é presidente do partido. É preciso não conhecer o partido - e ele conhece-o, com certeza - para pensar que o partido aceitaria uma coligação com o CDS-PP em que o CDS-PP fosse a parte mais forte dessa coligação.»

«Do ponto de vista do partido, era uma proposta que não tinha a mínima hipótese de ser aceite. Em qualquer órgão - o Conselho Nacional, o Congresso - seria iminaginável o partido aceitar.»

«Os partidos não aceitam tudo aquilo que os líderes dizem que querem fazer. É sempre bom consultá-los.»

 

«É evidente que o pedido do PS de eleições antecipadas tem muito de táctica e muito de interesse partidário e muito pouco de interesse nacional.»

 

Palavras de Manuela Ferreira Leite, no seu mais recente comentário na TVI 24.

Notável raciocínio: Pedro Passos Coelho é duramente acusado de não olhar aos interesses do PSD e António José Seguro é duramente acusado de só olhar aos interesses do PS.


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Sexta-feira, 12 de Julho de 2013
por Pedro Correia

 

Trataria, desde logo, de clarificar a situação. Abandonando ambiguidades e consensos pastosos, que nada resolvem e tudo complicam.

Apresentaria uma moção de confiança no Parlamento. Que separasse águas e tornasse evidente a legitimidade política do Governo na única sede perante a qual é politicamente responsável à luz do que estipula a nossa lei fundamental: a Assembleia da República.

A política, para ser eficaz, exige clareza.

Um gesto destes perturbaria o tacticismo pessoal de alguns vultos majestáticos ocupados em escrever livros de memórias antes do tempo? Talvez.

Paciência. A democracia é assim.


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Segunda-feira, 29 de Abril de 2013
por Alexandre Poço

A actual situação política no concelho de Oeiras não pode deixar de preocupar os oeirenses. Na semana passada, a prisão do Presidente Isaltino Morais veio alterar o consenso até então existente sobre a governação da câmara, garantida com o apoio dos vereadores do PSD, pois o grupo de cidadãos independentes criado por Isaltino Morais não tem maioria no executivo. A entrega dos pelouros por parte dos vereadores do PSD foi uma decisão sensata e justificável face ao sucedido. Actualmente, Oeiras é um caso excepcional - por maus motivos, ao contrário do que é habitual - entre os 308 municípios do país: o presidente da autarquia continua a gerir a câmara da prisão. Se é certo que "à justiça o que é da justiça, à política o que é da política" e nenhum partido deve pronunciar-se sobre as decisões judiciais, esta situação prejudica a imagem e a reputação do concelho, pelo que tem de ter consequências políticas. A entrega dos pelouros por parte do PSD é a decisão certa para defender Oeiras. O caso é ainda mais grave politicamente se constatarmos que Isaltino Morais é o cimento cola da coligação existente no executivo municipal, pois é na sua obra e no desenvolvimento que liderou em Oeiras que a esmagadora maioria dos oeirenses se revê e votou nas últimas eleições autárquicas. Na sua ausência, e nestes termos, não faz sentido manter o acordo no executivo, pois seria estar a lesar a reputação do concelho. Embora o mandato autárquico 2009 - 2013 esteja perto do fim, o que também coloca um ponto final numa situação que se arrasta, o entretanto é penoso e prejudicial para Oeiras. Esta situação, mesmo que por poucos meses, é insustentável. Oeiras e os oeirenses não merecem isto.


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Sábado, 9 de Fevereiro de 2013
por jfd

Para mim os bancos teriam caído... Mas eu não era nem sou governante.

Mas há que recordar a posição do PSD aqui.

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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013
por Filipe Miranda Ferreira

 

O 31 da armada sonha...

A obra nasce!

 

A proposta do PSD Amadora de construção de uma estátua de homenagem a Jaime Neves foi aprovada na respectiva Câmara Municipal. A cidade da Amadora já devia ter feito justiça a um Homem e um Militar que marcaram um tempo na nossa cidade. A reparação está feita.


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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
por Filipe Miranda Ferreira

 

PSD espera fechar nomes de candidatos a Lisboa, Amadora, Mafra e Loures na sexta-feira

 

Esta sexta-feira terminou o processo de escolha dos candidatos do PSD às câmaras municipais da mais importante área metropolitana do país. A reunião da Comissão Política Distrital de Lisboa da passada sexta feira que escolheu os candidatos aos municipios da Amadora, Lisboa, Loures e Mafra foi o culminar de um processo que teve o seu inicio logo apos a tomada de posse da distrital. Este processo foi participativo, dando tempo e espaço ás bases para contribuirem e darem a sua opinião. O ponto de aceleração deste processo foi a Convenção Autárquica Distrital realizada em Sintra, a 23 de Junho de 2012. Desde esse momento que se tornou claro qual o perfil de candidato preferido: Homens e Mulheres com provas dadas na gestão executiva autárquica e que conheçam a fundo a realidade dos concelhos.

Num tempo de extrema dificuldade para o PSD, escolheu-se o caminho mais dificil, pois era fácil falar com meia dúzia de pseudo-notáveis à procura de protagonismo para encabeçarem candidaturas autárquicas. Preferiu-se antes a escolha de pessoas com provas dadas no meio autárquico, sensiveis aos problemas que realmente afectam a vida das pessoas e com capacidade para, desde o primeiro dia, aplicarem o seu programa com um total conhecimento dos factos.

Não se pode deixar de reconhecer que o actual contexto é extremamente difiicil para os partidos que compoem a coligação governamental, mas por isso mesmo é que estas apostas são expressivas. A prioridade destes candidatos é só e exclusivamente a defesa dos interesses das populações dos seus municipios.

Não sei como irão correr as campanhas, mas uma coisa para mim parece certa. Os fundamentos foram bem lançados!

 

Declaração de interesses: Sou membro da Distrital de Lisboa do PSD e autarca na Amadora

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Domingo, 27 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Poucas vezes estive com o Miguel Pinto Luz. Conheço-o mal. Temos amigos comuns. Amigos esses que, sempre que o tema é Lisboa e o PSD, o elogiam fortemente. Por isso mesmo, passei a estar atento ao seu percurso como Presidente da Distrital de Lisboa do PSD. A forma como resolveu a questão de Lisboa (Fernando Seara) deixou-me espantado. Nunca pensei que Seara fosse candidato. 

 

Está de parabéns.


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Domingo, 13 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Acabou há momentos o XX congresso do PSD-Açores, na sequência do qual foi eleito pela primeira vez em eleições regionais e ratificado em congresso, o projeto de um líder do partido sem ser das duas principais ilhas do Arquipélago: Duarte Freitas, natural e residente na ilha do Pico.

Duarte Freitas entra com uma vontade de uma renovação profunda e de tal modo que nenhum elemento eleito na nova Comissão Politica Regional é repetente. Aprovou uma moção global estratégica "Reestruturar, Reformar e Renovar" e promoveu a uma alteração dos estatutos que não só diminui o peso das inerências como reduz o número de elementos nos órgãos do PSD-Açores. Embora assuma não cortar com os históricos.

No discurso final do congresso foi evidente que as relações partidárias regional e nacional não vão ser fáceis. Sendo o PSD-Açores uma estrutura autónoma e, como tal, com uma estratégia própria, as diferenças não são de estranhar. Contudo, sendo os Açores uma região pequena e arquipelágica o papel interventivo do governo sempre foi muito significativo na economia regional, o que tornou desde o início o PSD-Açores muito menos liberal do que no Continente e estando há mais de 16 anos seguidos na oposição, área onde em Portugal se tende a ser muito mais à esquerda do que no poder, é normal que nos Açores as simpatias na família laranja sejam mais próximas da social-democracia pensada em 1974 do que na atual estrutura liderada por Passos Coelho.

No encerramento as diferenças ideológicas nos discursos de Duarte Freitas e do líder nacional ficaram bem patentes. Mais: embora o líder regional tenha deixado claro que muito pelo que estamos a passar resulte dos erros socialistas em Lisboa e no Arquipélago e de ter assumido a necessidade de se respeitar o compromisso com a troika, assinado no governo de Sócrates, também não deixou de salientar que apesar do memorando entre o Governo dos Açores e o da República reforçar compromisso internacional de redução do diferencial de impostos de 30 para 20% entre a Região e o Continente, ele, líder do PSD-Açores, discorda.

Passos Coelho, tentou rebater alguns mitos sobre as vias alternativas e os insucessos da sua política e deixou claro que não se deixa demover na sua estratégia, apesar das vontades insulares. A nova Lei de Finanças Regionais será o primeiro combate com Duarte Freitas, ficando por definir qual a margem entre a solidariedade interna do PSD-Açores com a estrutura nacional e a autonomia das decisões para defender os interesses regionais, sabendo-se ainda que o PS-Açores, por dificuldades financeiras, assinou de cruz e sem discutir na Região a aceitação das imposições de Lisboa, mas inunda a comunicação social com discursos contrários ao acordado e culpa sempre o Continente de todos os seus erros e compromissos impopulares.


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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
por Dita Dura

Não sou militante de nenhum partido. Nunca fui e não me estou a ver como político, ainda mais com os partidos que temos: não seria capaz de apoiar o PS ou o PSD, os responsáveis pela desgraça em que vivemos. Depois há o CDS, dos submarinos, das trapalhadas, da incoerência, dos deputados que não defendem a vida e apoiam o lobby LGBT, o CDS muito PP e pouco democrata-cristão. Do outro lado, temos o BE que, embora defenda valores que não são os meus, tem militantes que sabem servir as causas e não eles próprios, que normalmente acreditam no que dizem e levam-no até ao fim, que não beneficiam de cargos, cunhas ou favores. Por exemplo, a coordenadora Catarina Martins, que é frontal e inteligente. E o Francisco da Silva, de quem esperamos grandes coisas e que nos faz querer voltar a acreditar nos políticos.

 

Não sou de direita ou esquerda, embora normalmente diga que sou de direita para desviar a conversa e escapar a explicações que a maior parte das pessoas não entenderia. Venho de uma família profundamente conservadora, com sólidos valores cristãos e assente em raízes tradicionalistas. No entanto, fui profundamente tocado na infância por uma tia de esquerda, assistente social e várias vezes enclausurada pela PIDE.

 

O propósito geral da direita é puro e inerente às necessidades e exigências da pessoa humana. O objectivo primordial da esquerda é mais artificial, mas é uma resposta às injustiças sociais e uma ambição fundamental inerente a todos os seres humanos. A direita foi corrompida por uma minoria que se apropriou dos seus valores para mascarar intenções individuais. A esquerda foi estragada por outro minoria, que se aproveitou da ingenuidade da maioria que jurou defender. Entre cada uma existe o centro, que é uma mentira que alguns escolhem acreditar. No final, quem perde são sempre os mesmos. É assim desde sempre.

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Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2012
por jfd

O beijo da morte não é aquele que um ex-mergulhador no Tejo, ao largo de Lisboa, foi dar a uma candidata a eleições regionais?

Devo estar a confundir qualquer coisa... 1989? Film noir 1947? Ai!


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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2012
por Carlos Faria

Talvez tenha sido por Sá Carneiro que eu tenha despertado para a política e as questões da governação do País. Completam-se hoje 32 anos da sua morte em Camarate, dia e notícia que nunca mais esqueci. Foi sem dúvida um líder carismático, nem sempre compreendido dentro do PPD/PSD que fundou, mas é interessante ver pessoas tão díspares dentro do seu partido ainda hoje conseguirem invocar o fundador como referência pessoal para as suas opções políticas.

Sá Carneiro, sem dúvida, foi um homem à frente no seu tempo, quando praticamente todos submergiam a uma ideologia de esquerda distante do centro, em ressaca de uma ditadura de direita, ele marcava a diferença com uma linha social democrática no verdadeiro sentido do termo, radicada mais no SPD da Alemanha, o Estado que se tornou o mais importante da Europa… do que num socialismo francês, vindo de um país que desde a segunda grande guerra nunca mais foi líder no velho continente.

Contudo, talvez uma das razões da unanimidade em torno do valor de Sá Carneiro foi ele ter morrido no auge das espetativas positivas da sua governação, quando ainda estava em estado de graça e sem sofrer o desgaste das reformas que pretendia para o País… se tivesse ido em frente, talvez hoje fosse criticado por muitos, mas talvez Portugal não se tivesse deixado atolar no pântano em que se deixou cair.

Eu, por mim nunca mais me esqueço de Sá Carneiro...


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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012
por jfd

Há um PSD que cheira a mofo, tem muito pó e teias de aranha que teimam em não desaparecer.

Afirmam que o sol é quente, o céu é azul e que a chuva molha. E palmas! Parece que se lhes abrem os olhos.

Não há pachorra.

 

(...)"Coisa diferente é perguntar se nós devemos reduzir o papel do Estado em determinadas áreas, designadamente na área social. E aí eu entendo que não. Eu entendo que o Estado deve adequar o nível de despesa à receita que tem, à riqueza que tem, e depois garantir às pessoas o nível social que deve garantir"(...)


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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
por Filipe Miranda Ferreira

 

Da Tática:

 

Este governo por vezes parece um navio à deriva, sem rumo certo, avançando e recuando consoante os ventos dominantes. Os últimos dois meses têm mostrado uma inquietude exasperante para o observador externo. Estes avanços e recuos a serem uma estratégia de comunicação política e de aferição da realidade por parte dos partidos que compoem o Governo são um erro crasso. Demonstram fraqueza e tibieza. Caso estes avanços e recuos sejam meramente casuisticos então ainda pior... parecem amadorismo. O recente apelo de Passos Coelho a uma "refundação" do Estado, sem nenhum enquadramento prévio, sem nenhum spin por parte dos comentadores próximos do Governo, sem nenhum comprometimento político por parte dos membros do executivo parece uma operação política com tudo para correr mal à partida.

 

Da Estratégia:

 

António José Seguro e o PS podem perder uma oportunidade de ouro para terem uma vitória tática e estratégica. Vitória tática porque sempre poderiam argumentar que foi a sua estratégia que forçou o Governo a ajoelhar-se e a negociar nos seus termos, aliviando futuras despesas adicionais aos portugueses já tão fustigados ao nível fiscal. Vitória estratégica porque sem esta "refundação" do Estado, que só pode ser feita com o apoio do PS, o país entrará muito provavelmente em incumprimento das metas do memorando de entendimento, podendo mesmo vir a chegar a um 2.º pacote de ajuda externa com todas as óbvias implicações ao nível do aumento da austeridade. Basta olhar para a Grécia. Caso isto aconteça, o PSD e o CDS já têm a narrativa certa para as eleições legislativas.

 

O país está dependente da capacidade de António José Seguro e do PS de não cometerem este erros. Táticos e Estratégicos.

Deus nos ajude.

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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012
por Dita Dura

Um dia o Passos Coelho vai trabalhar e o Portas remodelou o Governo através do "Querido, mudei a casa" 

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Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
por Filipe Miranda Ferreira

Se o governo fosse constituído por membros do PSD

Poderia perder-se alguma capacidade técnica conferida por ministros independentes. Poderia ganhar-se experiencia política.

Se o governo fosse constituído por membros do PSD

Alguns ministros poderiam ter alguma influência dentro do partido. As suas opiniões poderiam ter um maior relevo dentro do governo.

Se o governo fosse constituído por membros do PSD

Poderia haver maior escrutínio interno das propostas a apresentar. Assim, tivemos a comunicação e a subsequente manifestação.

Se o governo fosse constituído por membros do PSD

O CDS poderia estar na oposição, e vir a ganhar votos ao PSD. Nas atuais condições, o PSD poderá perder votos para a sua esquerda, não para a sua direita.

 

in Blasfémias

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Quarta-feira, 19 de Setembro de 2012
por Rodrigo Saraiva

PSD cai a pique mas PS não sobe

 

Portugal emite dívida e juros caem a pique

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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012
por Rodrigo Saraiva

Para o bem e para o mal, uma coligação pressupõe mais que um partido, logo, no minímo duas diferentes maneiras de pensar e actuar. E juntam-se para um mesmo fim. Para tal discutem, analisam e entendem-se. No Governo está uma coligação de dois partidos. E nem o PSD é o PCP, nem o CDS é "os verdes".

 

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Uma coisa é estar descontente ou discordar com algumas medidas deste governo e apresentar propostas de melhoramento, outra é desacreditá-lo perante todos. Que os partidos da oposição optem por esta última via sem propostas sérias e a acenar com sugestões populistas é algo que já nos habituámos em Portugal.

Agora que membros responsáveis dos partidos do Governo de Portugal discordem publicamente das diretrizes do executivo, não apresentem propostas, desafiem os deputados a explicitar as suas oposição às medidas do orçamento e ficar à espera para ver, mas que não sejam capazes de internamente reunir as estruturas do partido, discutir a sério e disponibilizar-se para enfrentar todas as consequências daí resultantes é, além de cobardia política, uma forma de terrorismo político que mina qualquer executivo eleito em democracia.

Se o poder executivo depende do Parlamento, se os deputados são eleitos e os seus mandatos não terminam com as crises internas dos partidos. Então este corajosos mensageiros reúnam as hostes, apresentem internamente as suas medidas, proponham alternativas internas e disponibilizem-se a assumir uma solução que pode até passar por ocupar o lugar daqueles que hoje estão no poder, compromentendo-se a fazer melhor, se possuem de facto uma alternativa seguramente correta para enfrentar o problema.

Pelo menos é um comportamento mais honroso e patriótico que minar apenas tudo à sua volta com ar da sábio e dar condições para que seja a troika a ter a iniciativa de propor um líder de Governo. O que, infelizmente também, não era totalmente inédito nesta Europa em crise.

Agora, só minar e destruir tudo o que os outras fazem, já basta! O Povo de Portugal merece mais.


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Quinta-feira, 6 de Setembro de 2012
por Carlos Faria

Penso que na coligação governamental, fora dela e sobretudo da parte dos cidadãos já todos têm plena consciência que a carga fiscal está a atingir ou atingiu o limite, pelo por questões de sobrevivência política ou pessoal ou meramente por defesa do valor do seu trabalho estão todos contra o aumento de impostos.

Todavia, nos últimos dias tem-se assistido a um intensificar de divergências públicas entre os partidos da coligação governamental, sobretudo por parte do PP, que ora mostra discordâncias de assuntos na ordem do dia na comunicação social, como foi o caso da concessão da RTP; ora apresenta por antecipação posições políticas sobre questões ainda não assumidas por parte do governo, como foi agora o aumento de impostos.

Uma coisa é comum: o PP tenta mostrar sempre uma posição política em sintonia com a opinião e desejos maioritários da população, um comportamento de quem está no poder mas não quer assumir os espinhos das decisões polémicas ou impopulares e como se estivesse em campanha para eleições a curto-prazo.

Conhecendo o facto de se estar em pré-campanha nos Açores, onde o CDS-PP aspira a aumentar a sua expressão eleitoral, não estranho que se esteja perante uma estratégia de solidariedade e de apoio político do partido nacional com os objetivos dos centristas açorianos e não de um esticar da corda dentro da coligação no Continente.

O comportamento do PP seria assim o oposto ao do líder nacional do PSD quando disse que "se lixem as eleições", primeiro está Portugal, pouco antes do início desta campanha e até hoje nenhum sinal para salvaguardar os objetivos do PSD-Açores foi mostrado do lado de Passos Coelho.

Recorde-se que na Madeira o CDS ascendeu ao segundo lugar no parlamento e tal objetivo, embora difícil de alcançar, deve ser um sonho para os centristas nos Açores. Mas esteve bem Passos Coelho em travar esta imagem de divisionismo interesseiro do CDS no Continente, pois uma coligação implica também uma corresponsabilização dos amargos da governação.


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Terça-feira, 28 de Agosto de 2012
por Carlos Faria

O PS assinou o protocolo com a troika e o PSD cumpre o que os socialistas prescreveram para o futuro de Portugal.

Alguém cumprir regras de austeridade com rigor sempre causou incómodo deste PS por não ser capaz de tal feito.

Portugal sempre foi criticado pelos gastos excessivos dos Governos e pela primeira vez em muitos anos o País reduziu significativamente nas despesas.

Os portugueses eram criticados por viverem acima das suas possibilidades e no último ano, apesar da crise e dos impostos, conseguiram e passaram a poupar mas dos que nos anos anteriores.

Dizia-se que o Governo de Portugal para equilibrar as contas públicas tinha de reduzir nas despesas e não aumentar nas receitas e quando a dívida aumenta por as receitas diminuirem mais que os esperado, mesmo tendo em conta a timidez dos bancos e a poupança dos cidadãos não estimular o consumo, critica-se a diminuição da arrecadação dos impostos.

Portugal era o segundo País do mundo há um ano com maior risco de bancarrota logo a seguir à Grécia, agora está em sétimo lugar em termos de perigo.

Os juros da dívida de Portugal estiveram sempre a subir até ao início deste ano e a partir de então com as contínuas avaliações positivas da troika, os juros começaram timidamente no início a descer e depois consistentemente a baixar de forma cada vez mais significativa.

Alguém ainda duvida por que têm o PS e o BE tanto medo das avaliações positivas da troika?


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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012
por Carlos Faria

O facto de em eleições legislativas não estar prevista na legislação a candidatura de grupos de cidadãos* e não se possibilitar círculos eleitorais uninominais* no País, apesar de o mais pequeno dos Açores, a ilha do Corvo, possuir menos de 500 habitantes elege dois candidatos, presentemente tem um deputado monárquico com grande visibilidade, o outro é socialista, levou à seguinte originalidade do PPM para as próximas eleições legislativas regionais dos Açores de 14 de outubro:

Na ilha do Corvo o PPM concorre como partido e conta com o apoio do PSD;

Nas restantes ilhas o PPM concorre coligado com o PND, mas curiosamente os candidatos correspondem na generalidade a um movimento de cidadãos designado por "Plataforma da Cidadania" com vida própria e que se apresentam à margem dos partidos, apenas com um acordo desta coligação.

Engenharia eleitoral pelo menos não falta nos Açores, que ainda possui um círculo de compensação para aproximar o percentagem de deputados eleitos por partidos face ao desvio resultante da existência de círculos eleitorais de ilhas com número de eleitores muito díspares, outra originalidade deste Arquípélago. 

 

 

* - é pública a minha opinião a favor de círculos uninominais e de abertura de candidaturas apartidárias em legislativas. 


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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
por jfd

"Há ainda quem pense que o regabofe pode voltar. Enganam-se"




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Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
por jfd

Se houver quem seja ainda indiferente a qualquer um destes partidos, desejo profundamente que tenha ouvido ou que venha a ouvir com atenção como ambos encararam o discurso deste 25 de Abril de 2012.

É clara a diferença de como se encara o passado e o que representa o presente no futuro.

Não vou enviesar qualquer opinião, mas que foi clara a clivagem, foi. Estou muito satisfeito.


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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
por Judite França

«Cortar Despesas» foi criado pelo PSD, em tempo de campanha, para recolher sugestões. Depois foi esquecido e um alemão decidiu comprar o domínio: agora o cortardespesas.com é um blogue em alemão. Irónico, não?


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Domingo, 25 de Março de 2012
por José Adelino Maltez

 

O sistema hierárquico dos nossos donos do poder, com níveis de concentracionarismo sucessivamente crescentes, revela o essencial do que se vai manifestando na designação dos órgãos dirigentes do PSD. Este filme sobre os meandros do efectivo poder da "Wall Street", onde as justificações ideológicas não não obsessivas e os jogos do acaso predominam, é o melhor explicador comparativo sobre os nossos níveis de decisão suprema. Who rules? Why? How? As três perguntas básicas na análise de um poder que actua nos bastidores da hierarquia e nunca aparece na montra. Para quem viu o filme, o problema principal está em sabermos onde vai ser enterrada a cadela.

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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
por Sérgio Azevedo

Perguntavam há dias a uma notável do nosso país se tinha orgulho em ser portuguesa. A resposta, peremptória, foi que não.

Talvez eu, como os da minha geração, que nunca assisti a grandes momentos de superação nacional, tivesse motivos para não ter orgulho em ser português. Quando mais não seja porque somos nós, talvez, os mais prejudicados e os mais impotentes face à crise estrutural que Portugal atravessa.

Dificilmente houve outro momento na história da nossa democracia em que a nossa soberania estivesse tanto em risco. Percebemos hoje, e da pior maneira, que o maior ataque à nossa soberania está no peso excessivo da dívida e que a única maneira de o combatermos é libertando a sociedade dos bloqueios ao exercício da cidadania e da livre iniciativa.

Defender a nossa soberania é, mais do que nunca, reformar o Estado e voltar a crescer sustentavelmente.

Só através de um pacto inter-geracional entre portugueses e com um imenso programa reformista seremos capazes de construir uma sociedade de liberdades.

Mas a questão da Reforma do Estado é complexa e dupla. Por um lado, apresenta o desafio de perceber com precisão quais as reformas prementes e cruciais para o seu sucesso e, por outro, mais político, o desafio de promover uma transformação radical na organização do sistema público e de toda uma organização burocrática sedimentada ao longo do tempo.

E, para isso, só com maiorias políticas estáveis e simultaneamente arrojadas capazes de assegurar a execução consistente da mudança.

Portugal tem hoje uma oportunidade única de vencer este desafio. Tem estabilidade política, mas acima de tudo tem a clarividência governativa suficiente para perceber que temos mesmo de mudar de vida.

São prova disso as reformas estruturais que o governo tem apresentado. Uma Reforma Administrativa profunda que reforce o municipalismo e a descentralização administrativa mas que traga ganhos de eficiência na gestão e afectação de recursos públicos, um novo mapa judiciário e uma justiça que simplifique a organização judiciária e que dê resposta eficaz às expectativas sociais e económicas, a promoção da concorrência com leis modernas que traduzam maturidade e capacidade de investimento, uma reforma laboral que permita mais competitividade aliada a uma concertação social que seja um verdadeiro pacto de confiança entre patrões e trabalhadores, constituem o compromisso deste governo com a modernidade e com o futuro.

Este é um compromisso imprescindível à mudança.

Vai ser difícil. Muito difícil. Mas vai valer a pena e talvez daqui por um tempo a entrevistada do outro dia recupere o orgulho nas suas gentes e no seu país.

Artigo de opinião publicado hoje no Jornal I.


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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida

 

A nova lei do tabaco não é simplesmente má, mas absolutamente idiota. Poderia agora, sem acrescentar muito ao debate, discorrer um longo e interminável discurso sobre a estupidez de dinheiro que o estado vai perder em impostos com a diminuição da venda de cigarros, ou ainda, referir que não me parece muito inteligente aumentarmos os impostos à restauração e ainda por cima penalizarmos os empresários que gastaram rios de dinheiro a equiparem os seus estabelecimentos com extractores de fumo.

 

Se quisesse ser mais dramático, poderia também falar dos postos de trabalho que se irão perder na Tabaqueira e por fim do número imenso de cidadãos como eu que simplesmente vão deixar de jantar fora ou ir beber um copo, para não serem perseguidos pelos púdicos ASAE's, todos eles condecorados com a Grã-Cruz da Sagrada Ordem Rosa Coutinho, certamente presidida pelo Supremo Juiz Grau 69 do Incentivo à Dieta, o inefável e inenarrável Francisco George.

 

Acontece que esta lei também não é apenas idiota, mas sim um grave atentado a dois direitos fundamentais da pessoa humana num estado democrático. O primeiro deles é o direito a fazermos aquilo que quisermos com a nossa saúde, sem termos que gramar com uma terrível perseguição legislativa por parte de um ridículo gnomo de barbicha, que por ausência de vida própria parece perder demasiado tempo a julgar a vida dos outros - e preparem-se, estes fundamentalistas da rúcula e do agrião começaram pelo tabaco, mas de hoje para amanhã vão estar a querer legislar sobre o número de alheiras e amêndoas doces de Portalegre que podemos ingerir, por causa da calamidade na saúde pública que é o colesterol em excesso. 

 

O segundo direito claramente atentado por esta cambada de puritanos, é o direito de iniciativa privada. Retirando o poder a cada empresário de decidir se no seu estabelecimento - o qual paga impostos para estar aberto - quer ter fumadores ou não. Mais uma vez, o estado paizinho de todos nós arroga-se do supremo direito de mandar no nosso negócio e se tal não bastasse, também no nosso corpo.

 

Por fim, resta-me dizer: não votei num governo de direita para isto. Ponham os olhos no nosso vizinho Rajoy e vejam as alterações que a lei do tabaco vai sofrer em Espanha. Como podem uns fanáticos como o Francisco George e o seu gangue, mandar mais que o Primeiro Ministro, o líder do CDS, o Ministro da Saúde e o Ministro da Economia juntos? É triste, muito triste meus amigos.

 

Só espero que os deputados do PSD e do CDS chumbem estas alterações à lei, próprias de regimes pouco democráticos e que nada têm haver com o liberalismo ideológico que pensava ver a primeira vez representado no espírito de uma maioria governamental.

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