Terça-feira, 19 de Março de 2013
por Carlos Faria

Deixo claro que não me agrada o governo iniciar um programa de rescisões amigáveis na função pública, mais ou menos forçadas de cima contra quem depende do seu emprego e independentemente da qualificação dos envolvidos.

Mas também sei que quem utiliza o argumento de o Governo atacar os que têm salário mais baixo, seriam os primeiros a falar caso fossem os mais qualificados os visados. Num caso o discurso mais populista, no outro dir-se-ia que era gente imprescindível à qualidade do serviços e uma forma de apontar  a emigração à geração que Portugal investiu na formação.

Sou funcionário público há mais de duas décadas, lembro-me que no início da carreira o número de técnicos superiores era pequeno perante uma maioria de administrativos. Estes davam entradas dos documentos, registavam, levavam às chefias para despacho, redistribuiam pelos técnicos para apreciação, recolhiam os pareceres emitidos, datilografavam, traziam o material à correção, redatilografavam o corrigido, levavam-no aos chefes que esquematizavam ofícios que eles datilografavam, levavam a rever, redatilografavam se necessário, davam saída, colocavam a resposta no envelope, os selos, punham o produto na pasta para o correio, organizavam o arquivo e ainda verificavam o fecho de portas e janelas, a limpeza, o material de apoio das instalações e estavam disponíveis sempre que solicitados.

Com o tempo vieram os computadores, os sindicatos impunham sempre mais limitações às tarefas que cada um deveria fazer e muitas das suas funções foram sendo: ora substituídas pelos técnicos superiores nos meios informáticos, ora executadas por estes quando ouviam que não era função administrativa tal trabalho, exceções também havia. Os administrativos em muitos Serviços ficaram nos quadros limitados às tarefas de entrada, de saída e a organizar os escasso papel no arquivo, pois a maioria tende para o digital.

A culpa não foi só deles, o mundo mudou e disto são vítimas, mas contaram com o conselho de intransigentes na conquista dos direitos e foram-se tornando mais prescindíveis. Apesar do referido, estou seguro que um dia se o Governo começar a procurar rescisões noutras carreiras também encontrará argumentos… apenas ficou aqui uma reflexão de que as boas intenções também têm os seus reversos.


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por Francisco Castelo Branco
A 7ª avaliação da troika trouxe uma importante novidade: a reforma da administração pública vai começar a ser feita. Finalmente!


Numa primeira fase o governo quer despedir administrativos, técnicos e auxiliares que abundam pela máquina do Estado e muitos deles estão sem fazer nada e a receber salários, subsídios e pensões sem justificação. É preciso fazer uma análise justa e antes de bater no governo perguntar quem é que meteu pessoas a mais na administração pública.


Na segunda fase serão os directores e presidentes que a ter guia de marcha. Normalmente um cargo destes exige responsabilidade e competência. Na maioria dos casos não há nem nenhuma destas duas qualidades necessárias para dirigir um serviço público. Viver e comer à custa do Estado não é uma qualidade, no entanto há muitos que desejam seguir este tipo de vida. 


Por fim, os institutos e associações públicas que não são necessárias têm de acabar, porque se os primeiros e segundos acima identificados têm "emprego" garantido para o resto da vida, é porque se permitiu durante anos a constituição de centros de emprego no sector do Estado. 


A razia que vai começar a ser feita é importante para colocar a casa na ordem. Que não se goste deste governo e lhe chamem de Neoliberal tudo bem, contudo não pode haver nenhum cidadão que concorde com o actual estado da nossa Administração Pública. 


Acabo com uma sugestão ao governo, para que estenda os horários dos serviços públicos em Portugal, a bem da produtividade do sector privado que tanto necessita de eficiência e organização da AP. 


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Segunda-feira, 30 de Julho de 2012
por Alexandre Poço

Seguro critica extinção de freguesias por 'uns míseros euros'

 

Há uns dias atrás, o inseguro mas ainda líder do PS, Seguro, voltou à carga com a retórica hipócrita sobre a extinção de freguesias, enquadrada na reforma do mapa administrativo do país. Hipócrita, porque António José Seguro conhece muito bem a realidade do poder local e talvez ainda melhor a relação entre partidos e órgãos de poder local. Faço uma declaração de interesses, penso que o governo - que ambiciona cortar cerca de 1000 freguesias - está a ser modesto nesta área. Poderia ir mais longe, quer em freguesias, quer em câmaras, através da fusão ou extinção de algumas dezenas de municípios. António José Seguro levanta questões que parecem ser de alguém com sensibilidade como o acesso a serviços públicos por parte dos cidadãos. Mas todos sabem qual é a verdadeira preocupação daqueles que se opõem a esta reforma (e também os há no PSD): a disputa e exercício de poder, tanto na câmara como nas secções locais dos partidos que vivem "concentradíssimas" na conquista do poder nos órgãos autárquicos. E este poder externo - público - influencia posteriormente o poder interno e Seguro sabe bem que os seus aparelhistas não podem ficar sem prato para comer, ainda por cima em tempo de crise. Estar contra esta reforma, para mim, e chamem-me radical ou o que for, é ser conivente com a partidocracia local. O país não pode - de uma vez por todas - continuar a ser gerido de acordo com os interesses partidários, sejam eles do PS ou do PSD. O PSD e o PS talvez necessitem de 308 municípios e de 4 mil e tal freguesias para ter poder para distribuir pelos militantes que se destacam em cada edilidade. O país e os portugueses, esses, é que não precisam de certeza. 


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Domingo, 27 de Maio de 2012
por jfd

Muito se escreveu sobre o Ministro Relvas. Foi chão que deu uvas pelas bandas de f. e companhia e outros sitios.

Foi chamariz de pasquim de fim-de-semana.

Muito se passou durante estas duas semanas, de importante, tendo ficado relevado para segundo plano.

Não fosse a persistência deste Ministro pela privatização da RTP e a sua mão forte na Reforma Autárquica e outras que tais, nada disto se passaria.

Além do que, um jornal com guerras internas tem de se decidir ao que vem e ao que está perante seus leitores.

Na espuma dos dias passa o importante e o ainda mais importante e aproveita-se para criar um caso onde não existe, como se de repente tivéssemos nós em Portugal jornalistas que não reportassem por si próprios, como assim se prova, felizmente no dia-a-dia.

Era o que faltava não poder dizer que se deixaria de se falar com esta ou aquela fonte. 

O jogo é de todos, não apenas de a quem o convém jogar. Certas indignações só me dão vontade de rir pela oportunidade e razão de ser!

Palhaçada. É o que digo.

E a revolta, centrada numa pessoa forte, não passa disso. Que siga o Ministro com a sua agenda. Como tenho vindo a dizer, é uma agenda de futuro com olhos no horizonte. Não se poderá distrair com aquilo que é acessório.

Afinal de contas, o primeiro Governo que de facto governa com convicção e ideologia desde a democracia, teria de ter casos, casinhos e coisinhas.

Aquilo que sempre foi é poderoso. Demais. Mas há-de cair a bem de todos nós. Que se danem!

Disse.


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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
por Fernando Moreira de Sá


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Sexta-feira, 13 de Abril de 2012
por CAA

Hoje, pelas 17h, estarei na sede da Ordem dos Engenheiros, a convite do Conselho Nacional das Ordens Profissionais, para falar sobre "Reforma Autárquica - do local para o global".


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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

O Carlos Abreu Amorim (CAA) vai estar na próxima Sexta-feira, 14 de Outubro, na Maia, a falar sobre A Reforma Administrativa (21h, Auditório da Junta de freguesia de Barca-Maia).

 

Estando a Maia colada ao Porto, é uma boa oportunidade para ele matar saudades da terra e aproveitar para disparar uns tiros ou umas flechas, conforme o gosto. Olhem, nem penso duas vezes, vou estar presente!


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