Terça-feira, 30 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

"Rui Moreira tenta descolar do CDS" era o título de uma peça da TVI24. Ao longo dos últimos dias, o candidato Rui Moreira, através de recados na comunicação social e uma ou outra intervenção (de forma sempre indirecta), aparenta um desconforto e quase vergonha pelo apoio que lhe foi dado pelo CDS. Não percebo.

O CDS, como qualquer outro partido, terá os seus defeitos e as suas virtudes. Como já fui seu militante posso testemunhar que, independentemente desta ou daquela divergência - e tive/tenho muitas - no CDS encontrei excelentes pessoas, gente muito capaz e dedicada. Alguns bons amigos continuam por lá e um ou outro até apoia o seu candidato ao Porto. Sendo certo que muitos outros apoiam Luís Filipe Menezes. Ora, fica a minha pergunta: Rui Moreira tem vergonha de quê? Existe algum mal em ser candidato do CDS? Será que acredita que ainda existem almoços grátis?

Hoje, Rui Moreira tem vergonha do apoio do CDS e de ser o seu candidato. Ora, ele que já afirmou que o Porto é muito pequeno para si, não me admirava que amanhã sinta o mesmo sobre o Porto. Quem sabe se no dia seguinte às eleições autárquicas não o vamos ver a afirmar ter vergonha do Porto...


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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Nos últimos dias, graças ao candidato Luís Filipe Menezes, regressou o tema da fusão entre as cidades do Porto e Gaia.

 

Nos últimos anos, Luís Filipe Menezes, Paulo Rangel e Rui Moreira foram os grandes animadores desta ideia. Infelizmente, um deles, por meros interesses paroquiais e por influência do politicamente correcto importado de Lisboa, mudou de opinião. Estou a falar de Rui Moreira.

Como eu gostei e partilhei este seu artigo:

A vantagem de juntar Porto e Gaia, ou Porto e Gaia e Matosinhos, ou mesmo Porto, Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar num único concelho seria óbvia, em termos de massa crítica, de políticas de urbanismo, de planeamento estratégico, de afirmação, de capacidade de reivindicação, de articulação de investimentos públicos, de promoção internacional. Nesse caso, sim, valeria a pena redefinir o mapa das freguesias, e reforçar os seus poderes. Teríamos pois uma autarquia com todas as competências estratégicas em que a massa crítica produz sinergias, e as pequenas autarquias (as freguesias com poderes acrescidas como os borroughs ingleses ou os arrondissements franceses) com competências que salvaguardassem os aspectos identitários, a proximidade e sensibilidade ao detalhe. Certamente, a interacção entre essas freguesias com poderes e competências reforçadas e o município resultaria em vantagens.

Quanto à questão de Gaia (tal como Matosinhos, Maia e Gondomar) ter descontinuidades e uma dualidade em termos de densidade (a Gaia Cidade e a Gaia suburbana e pouco densa), não me parece um problema. Pelo contrário. Se tomarmos como exemplo as cidades hanseáticas alemãs (caso de Bremen e principalmente de Hamburgo) veremos que se passa o mesmo, as cidades articulam-se em círculos concêntricos, num cone de densidades se assim preferirem, em que para quem parte do centro densificado encontra progressivamente uma menor densidade. Para que as cidades sejam viáveis, para que o ambiente e os aspectos ecológicos sejam preservados, para que o todo seja auto-sustentável, parece-me que só haveria vantagens em que o grande município tivesse esta geometria variável.

O escrito em causa, de Rui Moreira, viu a luz do dia no blogue “A Baixa do Porto“. O Rui Moreira de hoje, candidato dito independente, discorda do Rui Moreira de ontem, nessa altura verdadeiramente independente. É uma lástima.

O Porto sempre sofreu deste problema: o complexo de inferioridade das suas elites perante o poder central. Rui Moreira, ao escolher o caminho da servidão, perdeu parte substancial do seu poder.

 

Só entendo esta mudança de opinião por questões eleitorais, de conveniência e de oportunismo. Não tarda nada e será mais um a erguer a bandeira contra a regionalização. Mais uns dias em más companhias (politicamente falando, entenda-se) e ainda entrega o seu cartão de sócio do FC Porto.

Alguém convenceu Rui Moreira de que venceria as próximas eleições autárquicas. Só se esqueceu de o avisar para algo tão simples e básico: não se vence eleições vendendo a alma ao diabo. Sobretudo no Porto.


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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá
Mas gostava de ser?
Não sei. Não acredito muito em candidaturas independentes. Os partidos quando escolhem pessoas para as grandes câmaras, não escolhem independentes, e a escolherem-me poderiam impor nomes que eu não queria.

A fusão Porto-Gaia é viável?
Eu acho que o Porto (autarquia) se devia fundir com Matosinhos, que se devia fundir com Maia, Gondomar e Gaia.

Sabem quem disse isto em 16/10/2011??? Pois foi, ele mesmo, Rui Moreira...
Mais um que se diz "não político". Como costuma comentar sobre futebol, sempre se pode dizer que é da escola Pimenta Machado: "o que hoje é verdade, amanhã é mentira"...


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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

O Nuno Gouveia lembrou bem. O nome do Rui Moreira aparece sempre que uma qualquer instituição vai a votos. Sempre. No meu facebook, o Pedro Pereira da Silva lembrou mais uma possibilidade, citando: Tenho aqui uma Associação Recreativa em Campanhã que vai a eleições agora, se ele quiser acho que existe espaço para uma candidatura dele..


É o eterno candidato. Numa entrevista a um jornal até lhe perguntam se abre a varanda da câmara aos festejos do Porto campeão. Ao que responde que abre ao FCP como abre ao Benfica. Fica-lhe bem esta crítica ao Rui Rio. E agora compreendo este post do Dia de Clássico.


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