Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

Só para refrescar algumas memórias, o supostamente milagroso PEC 4 previa que atingíssemos no corrente ano de 2013 um défice orçamental de 2%, partindo daquilo que o Governo dizia ser uma base de 7,3% em 2010. Uma redução de cerca 5% do PIB em três anos, ou seja, um ritmo de austeridade igual ao que este governo acabou por fazer. Isto porque, o défice de partida em 2010 foi revisto para cerca de 10% porque os prejuízos das empresas públicas, os buracos no BPP e no BPN, as PPP e outras desorçamentações, obrigaram à revisão das contas nacionais de 2010 até 2007. Sobre estas pequenas "distrações" não ouvimos grande coisa do ex-ministro, nem do ex-primeiro-ministro, e isso é que teria sido instrutivo.


João Cotrim Figueiredo no Diário Económico


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Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
por Carlos Faria

Embora no mundo da televisão as receitas de hoje possam não ter o mesmo efeito amanhã, a verdade é que depois do estrondoso pico do número de telespetadores da primeira entrevista de Sócrates, os programas seguintes têm vindo paulatinamente a ter audiências modestas e, pior ainda, em decréscimo.

A verdade é que no regresso televisivo de Sócrates este, mais do que ódios ou admiração, despertava a curiosidade de se saber se era capaz de vestir o papel de comentador e despir o de ex-primeiro ministro derrotado no parlamento e no voto popular. Não foi capaz e serviu-se do espaço pago pelos meus impostos e destinado a serviço público para se vingar dos seus opositores e não fazer nenhum mea culpa dos seus maiores erros que levaram Portugal à bancarrota. Limitou-se a assumir a falha de pormenor de ter tentado governar em minoria, talvez a única coisa que as suas vítimas (todos nós) aceitávamos como uma atitude compreensível.

Hoje, à exceção dos sempre fieis da RTP, dos seus fã e de outros comentadores que veem todos os comentários políticos para preparar os seus, praticamente ninguém vê ou fala sobre o que ele disse e a sua mensagem quase só é replicada nos blogues que sempre foram incondicionais seus apoiantes e nunca aceitaram a derrota democraticamente sofrida em 2011.

Esta situação também mostra que mesmo com, justificado ou injustificado, descontentamento das políticas do atual governo, o Povo não voltou a acreditar naquele embuste, não se revê naquela via, nem considera o seu autor um salvador, o que seguramente deve deixar um travo amargo a quem desejava um regresso de tal modelo de governar Portugal... afinal o Povo talvez tenha aprendido com os erros de Sócrates, ele é que não.

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Quarta-feira, 27 de Março de 2013
por jfd

#narrativa #embuste #PR #pec4 #irmãoslimão


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Quinta-feira, 21 de Março de 2013
por José Meireles Graça

Nós, os que estamos sentados à cabeceira de Portugal, conhecemos bem o doente e julgamos saber interpretar os sintomas. Infelizmente, fazemos interpretações diferentes, donde decorrem diagnósticos também diferentes, e correlativamente as terapêuticas.

 

Sejamos claros: diagnósticos há seis (o do CDS, o do PSD, o do PS, o dos dois restantes partidos parlamentares, o do MRPP e o de Fernanda Câncio); terapêuticas igualmente seis, mas não exactamente as mesmas (os mesmos menos a Fernanda mais os anti-Euro); e prognósticos apenas um, que é o de que isto vai acabar mal.

 

Toda esta gente tem posições sobre a liberdade de expressão, e divide-se em dois, e apenas dois, grupos: a favor e contra. Sem ter isto presente, e sem entender este pano de fundo, não se consegue perceber nada. E, não percebendo nada, cometem-se erros de avaliação. Muitas pessoas da minha criação, e outras de famílias diferentes, espolinham-se hoje de indignação por causa de a "nossa" RTP ter contratado Sócrates para comentador político: que isto é abrir-lhe uma autoestrada para começar a campanha para herdar Belém; que é um palco para lavar um passado político que foi insuficientemente castigado, e um passado pessoal que apenas lhe deveria permitir entrevistas no parlatório do Tourel; que é uma jogada de Relvas para lançar a sizania no campo socialista, encravando Seguro, atrapalhando as contas de Costa, e de modo geral criando um clima favorável ao Governo, visto que os vitupérios de Sócrates, vindos de que vêm, funcionam como elogios para a maioria.

 

Será alguma coisa destas, uma mistura, ou ainda outra combinação qualquer: de teorias da conspiração vamos ter para cima de duas dúzias.

 

Sucede porém que, do ponto de vista dos interesses da RTP, o convite é uma boa jogada: Sócrates foi um dos melhores tribunos da plebe que a democracia engendrou; é um prodigioso vendedor de banha-de-cobra; seria perigoso se ainda não tivesse sido testado; e, por isto e se a lógica não for uma batata, o programa terá grandes audiências.

 

Não é isso que se espera de um canal bem gerido, que tenha grandes audiências? E  não podemos razoavelmente pensar que é também com iniciativas destas que os prejuízos que suportamos ano após ano podem ter algum alívio, mesmo que sem privatização seja ilusório pensar que a barca algum dia terá lucro?

 

Depois, ou se têm princípios ou não. Fossem as polícias, o Ministério Público e os tribunais mais eficientes e Sócrates estaria provavelmente na cadeia - é a minha convicção. Mas seja por falta de tradição, de meios ou porque o caminho está recheado de truques, minas e alçapões que o Poder Legislativo lá colocou, Sócrates não está acusado de nada. Ora, um cidadão que não está acusado de nada tem todo o direito de ser convidado para um programa de comentário político, assim como os responsáveis pelo programa devem ter a liberdade de convidar quem entendam.

 

Quem não gosta não vê. Eu, tal como, estou certo, os meus amigos, não gosto e verei. E espero ter ocasião de, da minha ignota tribuna, lhe desmontar as atoardas. Que é coisa muito diferente de lhe querer fechar a matraca.

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2013
por jfd





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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
por Alexandre Poço

Seguro anuncia recandidatura contra o “regresso ao passado”

 

Mais vale tarde do que nunca: bem-vindo a bordo, camarada!


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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá

 

Pensava eu que António Costa era mais "independente". Afinal, parece que não...


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Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Não sei se é por incompetência, defeito de ambos os líderes socialistas ou pelo facto do atual grupo parlamentar do PS ser proveniente maioritariamente da ala socrática, mas a verdade é que com o tempo cada vez mais José Seguro se assemelha a José Sócrates: um estilo inteletualóide e um tom  de arrogância crescente que dá lições ao dizer coisas ocas que demonstram um vazio de ideias e a falta de uma estratégia para o futuro de Portugal que me aterroriza.

Passos tem responsabilidades por ter deixado este PS libertar-se das culpas pelo que estamos a passar, permitindo assim que Seguro diga impunemente que tem uma via diferente com slogans gastos, mas que continuam a soar bem, embora sem terem condições técnicas de serem postos em prática num País sob o jugo da dívida.

O Governo está mesmo obrigado a cortar 4000 milhões de euros, através do número de Funcionários Públicos, no Estado Social, na redução de vencimentos ou outra via por descobrir. Assumo, nenhuma das referidas me agrada, mas uma coisa é certa, Seguro não sabe mesmo onde o Estado pode cortar esse montante e limita-se a dizer: Ali não! por ser popular e por saber que ninguém lhe ousa perguntar: Então... Onde? 


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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2012
por jfd


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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
por Alexandre Poço

Uma cortesia do 31 da Armada


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Terça-feira, 22 de Maio de 2012
por jfd

(...) Antigo administrador da empresa proprietária do Freeport de Alcochete, Alan Perkins, disse hoje que foram feitos pagamentos ilegais a José Sócrates e outro alto representante para obter a licença ambiental necessária para a construção do "outlet"(...)

 

(...) Alan Perkins referiu ainda que as verbas pagas rondavam os 200 mil ou 220 mil euros e que, ao longo do licenciamento, terá havido mais verbas pagas a outras pessoas. (...)

 

sinto-me:

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Segunda-feira, 30 de Abril de 2012
por José Meireles Graça

At his trial in 1945, Marshal Pétain told an unsympathetic court that he had begun every day by forcing himself to repeat the words 'we are defeated'. By the same token, every minister should begin the day by forcing himself to repeat the words 'we are indebted'.


É isso aí, Daniel - nem mais. E se substituíres a dupla Blair-Brown pelo one-man-show Sócrates, com uns acertos de datas, de números, e de histórias mal contadas, quase podias estar a falar de Portugal.

A propósito: Sabemos por onde anda Blair. E Brown? Não me digas que foi estudar Sciences Po para Paris, a expensas do pecúlio acumulado numa carreira de poupanças - já seriam coincidências a mais.


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Quinta-feira, 22 de Março de 2012
por José Meireles Graça

Mas com tudo isto, será que ninguém ninguém vai preso?

 

Esta pergunta é retórica, claro: O Tribunal de Contas é um leão sem dentes, a Procuradoria-Geral da Republica um aglomerado de vedetas supostamente justiceiras em auto-gestão e o Presidente da Republica um pobre guarda-livros sem rasgo, nem imaginação, nem determinação que se afaste muito das cercanias do próprio umbigo - não, ninguém vai preso.


Há os Partidos, que os nossos democratas superficiais e caseiros detestam, por imaginarem que podem existir sem promessas e vícios e por Salazar lhes ter formatado as cabeças muito para além do que supõem.


Dos Partidos não se pode esperar muito: o PCP e o BE têm a tensão alta por estes dias, entretidos com as greves, os protestos, as indignações e o putativo deslizar de Portugal, e da UE, para uma situação que desejam próxima da pré-Revolução; o grupo parlamentar do PS está minado por muitos responsáveis solidários do descalabro, e o partido no seu conjunto ainda se não viu ao espelho do buraco em que nos meteu.


Restam os outros: e talvez um, ou dois, ou três juristas - há por lá às resmas - pudessem estudar a legislação americana sobre impeachment, e adaptá-la à nossa situação, para curto-circuitar a Procuradoria, e os sindicatos das magistraturas, e as polícias, e o vozear da imprensa, e até mesmo as comissões parlamentares (que são lentas, não têm meios nem são adequadas para investigar criminalmente no terreno), e tomografar o ex-PM.


Bem sei: mais uma Lei e mais uma magistratura, mais despesa pública - tudo portuguesices.


Mas é que nós precisamos de um Kenneth Starr com poderes e orçamento de Kenneth Starr - e não para investigar charutos, devaneios e mentirinhas, que o nosso País não está entupido de puritanos obcecados com sexo.


Mas está entupido de corruptos mentirosos e impunes. Ou, quem sabe, talvez não; mas precisamos de ter a certeza, ao menos em relação ao maior deles.

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Sexta-feira, 16 de Março de 2012
por jfd

Vinha eu de pad na mão a ler o editorial do Sol e dei comigo a concordar (!) com tudo o que lia escrito pelas mãos de José António Saraiva. No seu espaço Política a Sério aborda o assunto prefácio e caracteriza Sócrates com uma sobriedade que me espantou. Preto no branco, está lá quem foi e quem é o ex Primeiro-Ministro.

«Não sei qual será o desfecho de todos os processos judiciais que envolvem José Sócrates. Mas sei que é o político mais obscuro, de formação mais discutível e de carácter mais duvidoso que passou pelo Palácio de S. Bento. E isto mostra uma coisa inquietante: a democracia está muito exposta a oportunistas, a vendedores de banha da cobra, a pessoa determinadas e bem-falantes mas sem grandes princípios. Que continuam a ser chorados, mesmo depois de estar à vista de todos a sua natureza

Até concordo com a crítica ao Governo. Este senhor acertou esta semana. Bullseye!


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Segunda-feira, 12 de Março de 2012
por jfd

Não comento Cavaco Silva neste momento. Não sei que dizer. Tenho de digerir. E as suas palavras, na integra, no site da Presidência vieram-me confundir mais.

Mas algo é mais que certo e viu-se neste fim-de-semana. Sócrates está vivo e continua a comandar com mão de ferro o seu fervoroso grupo de seguidores.


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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Simplificando um bocado, Papandreou é um Sócrates, id est, um socialista troca-tintas. Os gregos que façam o favor a eles mesmos e a todos nós europeus e encontrem lá depressa pelo menos um Passos Coelho. A demissão de Papandreou é tão necessária como foi por cá a de Sócrates.

 

Já não há paciência nenhuma para socialistas, nem aqui, nem na Espanha, nem na Grécia, nem em lado nenhum.


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Quinta-feira, 20 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Se o objectivo do Governo fosse reduzir a despesa observando a equidade fiscal, o correcto seria despedir funcionários públicos obsoletos, desnecessários e/ou pouco produtivos ao mesmo tempo que se mantinha o subsídio de Natal. Equidade significa pagar salários e benefícios a quem é produtivo, o que é diferente de reduzir os rendimentos drasticamente a toda a gente só para salvaguardar os interesses daqueles que mantêm o emprego apenas por favor do Estado e eleitoralismo dos sucessivos governos.

 

Significa também ajustar os rendimentos da função pública ao sector privado de modo a limitar a injusta redistribuição de riqueza do privado para o público. Por último, o corte de cinco por cento é pouco mais do que a anulação do populismo de Sócrates, que tinha aumentado os salários da função pública em 2009, precisamente a meio da crise e, ainda por cima, ano em que se registava inflação negativa, tornando aquele aumento ainda mais injustificado.

 

A redução activa do número de funcionários públicos, isto é, que não seja o resultado da mera passagem do tempo e causas naturais é a política mais difícil de tomar e aceitar seja por que partido for. Ainda veremos Cuba tornar-se uma democracia capitalista antes de testemunharmos em Portugal um governo que activamente reduza os números da função pública - e é preciso aqui um grande "se". E por muito que Pedro Passos Coelho seja apodado de neo-liberal e outras etiquetas igualmente ignorantes, nada sugere minimamente que será este o governo a encetar tal política.

 

O amedrontamento de todos os governos, partidos e políticos perante a função pública é o sintoma mais inconfundível da perversão de valores e objectivos do Estado social português, em que o colosso administrativo existe para se engordar a si mesmo, para isso exigindo o esforço de todos e sendo ainda recompensado pelos regulares populismos eleitoralistas. No meio de tal perversidade, só colateralmente é que o interesse público é servido e isto em quantidade e qualidade miseráveis.


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Terça-feira, 18 de Outubro de 2011
por Ricardo Vicente

Ao longo dos quinze meses em que escrevi no Blogue de Direita da Sábado (de Setembro de 2009 a Janeiro de 2011), o tema que mais me ocupou foi de longe o dos "amigalhaços da construção civil", isto é, os negócios entre os socialistas do PS e do Sócrates e os socialistas da Mota-Engil e do Jorge Coelho (por exemplo aqui). Abordei esse tópico várias vezes também no Albergue Espanhol.

 

Escrevi vezes sem conta que os tê gê vês e as novas auto-estradas e as novas pontes e os novos aeroportos tinham rentabilidades negativas para o Estado e que, portanto, só gerariam maior probreza (tal como, de resto, estava descrito nos estudos económicos e pareceres encomendados, bastava ir, por exemplo, ao site da RAVE). Tais obras públicas agravariam o endividamento português, contribuindo para acelerar o rumo em direcção à bancarrota. E previ que, à medida que se avançava nesse caminho, os políticos, para evitarem in extremis a falência do país, acabariam primeiro por cortar nas despesas sociais e nos apoios aos mais pobres em vez de cortar nos investimentos com rentabilidade negativa.

Escrevi também que políticas de obras públicas ruinosas não poderiam ser o resultado de uma ideologia (nem socialismo, nem keynesianismo, nem coisa nenhuma) nem poderiam ser causadas pela ignorância económica, pura incompetência ou a mais supina estupidez. A causa era esta: desonestidade. Desonestidade pura: dinheiro dos contribuintes oferecido de mão-beijada pelos socialistas do PS aos amigalhaços da contrução civil. Desonestidade que, muito possivelmente, foi praticada dentro da legalidade, observando todos os trâmites legais, mas desrespeitando do modo mais baixo a essência da lei: a vontade e o interesse geral.

Com as notícias recentes sobre Paulo Campos, Ascendi, Estradas de Portugal, aeroporto de Beja, PPPs, SCUTs, Parque Escolar (a minha antiga secundária parece um centro comercial de Tóquio, até plasmas tem por todo o lado) e tantas outras e observando o agravar da pobreza em Portugal - é mais do que evidente que acertei em todas as minhas previsões. E isso, desta vez, é muito triste.


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Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
por João Gomes de Almeida

 

Somos o espelho do nosso país: tentamos esquecer o passado e seguir em frente, com novas políticas, novos protagonistas e novos objectivos. A diferença, substancial por certo, é que nós acreditamos que é possível.

Sabemos que o caminho não é fácil, aliás nunca o foi, mas temos o ónus de cedo termos alertado para o facto de que um fraco líder faria fraca a forte gente. O velho líder fugiu para Paris e nós aqui ficámos, a defender a forte gente - aliás, nunca negámos  sermos o lado negro e sofredor da pátria. A diferença, por certo, é sermos verdadeiramente patriotas.

 

Obrigado por aqui estar e um abraço a todos os amigos. Aos Abrantes deixo um recado: vocês sabem que eu sei que nós sabemos que vocês sabem que o povo não se esquece que foram vocês que colocaram o país no charco. O povo é livre, não se esqueçam.

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