Quinta-feira, 1 de Agosto de 2013
por Pedro Correia

"Ao contrário das previsões, o Algarve está quase esgotado neste início de férias de Agosto. Nesta altura já é praticamente impossível encontrar alojamento. A taxa de ocupação em hotéis e empreendimentos turísticos aumentou porque milhares de portugueses decidiram fazer férias em Portugal por causa da crise."

Lançamento de notícia no Primeiro Jornal da SIC


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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
por Alexandre Poço

Esta notícia da SIC, Pedido de mais tempo para consolidar contas contraria o que Passos Coelho defendia, devia envergonhar a estação e o próprio jornalista que a faz. Provavelmente o jornalista não percebe nada de contas públicas, nem tem de saber, porque provalvelmente não será essa a sua formação. Mas se não percebe, não devia aceitar fazer notícias sobre as quais não entende o que está a ser tratado. Se foi por ingenuidade, então a SIC devia o mais rápido possível fazer um mea culpa por faltar à verdade, se foi de propósito, é apenas mais um caso de uma campanha já longa de desinformação. Há quem não perceba, ou não queira perceber, a diferença entre entre pedir "mais tempo" para o ajustamento (o que o governo tem recusado) e pedir "mais tempo" para pagar os empréstimos. São coisas diferentes.


A este propósito, Carlos Sá Carneiro publicou na sua página de facebook, o seguinte esclarecimento:


"Em Julho de 2011, o actual Governo negociou: 
(i) a aplicação de um principio de igualdade de tratamento relativamente às condições mais favoráveis concedidas a qualquer dos países sob assistência, 
(ii) uma redução muito significativa dos juros praticados no empréstimo a Portugal e 
(iii) o alargamento de sete anos e meio para onze anos da maturidade desse empréstimo (ou seja, do prazo para pagam...ent...o do empréstimo).
O novo alargamento do prazo de maturidade do empréstimo, concedido a Portugal e à Irlanda, insere-se nessa estratégia e não implica nem mais tempo nem mais dinheiro no programa de assistência (que, no caso português, continuará a terminar em 2014)."


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Sábado, 6 de Outubro de 2012
por Pedro Correia

 

A SIC está hoje de parabéns: há 20 anos, o panorama da televisão começou a mudar por completo graças ao aparecimento do primeiro canal privado, para escândalo dos defensores do monopólio estatal - os mesmos que também defendiam a imprensa estatizada e combateram a multiplicação das rádios enfim libertas da tutela do estado. A história da televisão portuguesa divide-se em dois grandes capítulos: antes e depois do aparecimento da SIC. E nada ilustra tão bem isto como um episódio há pouco recordado no Jornal da Noite especial evocativo deste 20º aniversário: a atrapalhação do candidato socialista António Guterres ao fazer uma promessa eleitoral nas legislativas de 1995.

Dizia Guterres: "Desejavelmente, nós deveríamos poder atingir, num prazo tão curto quanto possível, um nível da ordem dos 6% do Produto Interno Bruto em despesa de saúde."

Perguntou-lhe Ricardo Costa, repórter da SIC: "Isso é quanto, em dinheiro?"

De novo Guterres: "Eh... são... o Produto Interno Bruto são cerca de três mil milhões de contos... portanto, seis por cento... seis por cento de três mil milhões... eh... seis vezes três dezoito... eh... um milhão e... um milhão e... ou melhor... enfim, é fazer a conta."

Os tempos eram muito diferentes. Vários outros jornalistas registaram isto mas fizeram de conta que não tinham ouvido nada. "Acabámos por ter um exclusivo estranho, o exclusivo mais estranho da minha vida. Às oito da noite pusemos estas declarações no ar e mais ninguém pôs. Nenhuma televisão, nenhuma rádio. Acabámos por ter o exclusivo de uma coisa que toda a gente tinha gravado. Isto mudou de vez a relação entre os políticos e os jornalistas", recordou Ricardo Costa esta noite.

Muito mais revelador do que uma forma de fazer campanha política, com promessas que ficam por quantificar, este episódio é revelador da forma dominante de fazer jornalismo naquela época: por vezes, devido a um pacto de silêncio entre jornalistas, algumas das melhores histórias ficavam por contar.

A SIC acabou com isso.

A atrapalhação de Guterres ficou para a pequena história destes anos da política portuguesa. E a frase "É fazer a conta" também. Bom jornalismo é assim: às vezes basta uma simples pergunta para fazer a diferença.

Venham mais vinte anos. E mais vinte mil perguntas.

Também aqui


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Terça-feira, 2 de Outubro de 2012
por Alexandre Poço

Media bias. Conhecem a expressão? Traduzindo literalmente significa a “parcialidade da imprensa”. Ora, esta expressão – bastante discutida no campo do jornalismo – é a mais acertada para descrever um género de jornalismo que tem sido feito nos últimos tempos em Portugal, a partir do momento em que a contestação ao governo aumentou.

 

Não é apenas a questão do relato emocionado, quase histérico, das manifestações, é também, algumas agendas em curso com objectivos muito claros. Vou apenas deixar esta breve nota, pois para bom entendedor, meia palavra basta: SIC e TVI não querem a privatização da RTP. Fez-se luz? Se não, amanhã às 20h recomendo que assistam ao telejornal, especialmente o do canal que segue o dois e precede o quatro. Estou certo que chegaremos às mesmas conclusões.

 

Como não quero “acusar” sem mostrar provas, vou utilizar dois pequenos exemplos para que vos possa elucidar sobre o media bias actual. Em seguida, estão duas notícias da passada sexta-feira, dia 28 de Setembro (sim, do mesmo dia): “Défice externo diminui para um terço no primeiro semestre” e “Défice público foi de 6,8% na primeira metade do ano”. Fez-se alguma luz na cabeça, caro leitor?

 

Vamos desconstruir, então: Estamos perante duas notícias sobre défices (externo e público, respectivamente). A primeira notícia é uma boa notícia para o país e é positiva para o governo. A segunda notícia é uma má notícia para o país e é negativa para o governo, pois lembra que o ajuste do défice está a correr de forma mais lenta que o esperado pelo executivo. Até aqui estamos de acordo, certo?

 

Agora, vejamos a linguagem: a primeira notícia não diz o valor do défice externo no primeiro semestre do ano. Ao invés, através de uma rebuscada construção frásica, o jornalista optou, não pela exactidão e por transmitir a informação de forma clara, mas sim, por fazer um jogo de palavras, no qual o leitor médio não consegue aceder de forma directa à informação. Primeiro, o leitor precisa de pensar quanto é um terço e posteriormente, consegue saber que o défice está abaixo disso (não lhe é dado no título o valor exacto). Por que motivo terá o jornalista construído assim o título? Dá que pensar. Não seria mais fácil afirmar que o “défice externo foi de 2.2% do PIB no primeiro semestre” ou caso quisesse comparar com anos anteriores, afirmar que “o défice externo caiu 66% face a 2011”? Seria muito mais acessível para o leitor, não concordam?

 

Quanto à do défice público, a tal que vem “chatear” o governo, nada a acrescentar. Um título assertivo, conciso e que informa convenientemente o leitor, como deve ser sempre. Não é este título que me faz confusão, mas sim, o contraste tão grande entre um e outro, sem se perceber o motivo para que tal tenha sido feito. Bem, não me vou alongar mais. Media bias. Perceberam o conceito? Espero que sim.


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Sexta-feira, 28 de Setembro de 2012
por Maurício Barra

Supondo que a repetição intensiva que a SICN exibiu, e continua a exibir, sobre a perseguição que faz ao primeiro-ministro em qualquer lado a que ele vá, não tenha sido encomendada pelo BE ou pelo PC (mas parece), esta exibição histriónica revela muito do que é a política editorial de uma estação de televisão.

O ódio visceral que a SIC dedicou a este governo desde o primeiro dia, porque não queria ser incomodada pela privatização da RTP, é a demonstração da arrogância de quem se considera dono da informação em Portugal e não quer, também, ver perturbada a formatação ideológica da informação que quotidianamente “ fornece” aos portugueses. Aliás, a alternativa que propôs foi a eliminação da RTP e a constituição de um duopólio que se “encarregaria”, adicionalmente, da nova televisão que viesse a ser privatizada ou concessionada.

Assim, desvirtuar o conteúdo pela forma é, habitualmente, a cacha do dia. Não começou hoje nem vai acabar amanhã. Ter ou não ter honestidade intelectual não faz parte das preocupações de muitos ansiosos primários que fazem do jornalismo o megafone diário das suas agendas políticas. Não subsistirão enquanto discurso dominante e racional, mas são notórios porque em público exercem a que deveria ser a sua profissão.

Analisando friamente, muitos dos “transmissores de notícias” do nosso país não têm como objectivo ser jornalistas, mas sim ser paparazzi do quotidiano, procurando notoriedade efémera a qualquer custo, (en)cobertos pela falta de probidade de editores que, quando os mandam reportar, efectivamente os mandam ladrar e morder, para que a notícia não seja o que a pessoa diz, mas sim a marca da mordidela na canela.

 

Obsrv: suponho que não vos escapou o ataque em alcateia dos bobbies e tarecas de Sócrates (e de Marinho Pinto) à Ministra da Justiça, pelo simples facto de a senhora ter garantido que não prescrevia a investigação ao eventual dolo público das negociações de Governo de Sócrates com as PPP's.


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Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012
por jfd


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Sábado, 21 de Julho de 2012
por Rodrigo Saraiva

a SIC Notícias passou o dia a noticiar que Pires de Lima criticava o governo por ter falta de coordenação política.

Uma pessoa depois vê a entrevista que este deu à mesma SIC Notícias e ouve Pires de Lima afirmar que faz uma avaliação positiva do governo, de todos os membros do governo. Que todos os ministros deveriam ser reconduzidos. Diz também algo que considero muito pertinente, que talvez alguns ministérios sejam grandes (muitos pelouros) pelo que não viria mal ao mundo se o governo, em vez de ter apenas 11 ministros, tivesse 13 ou 14. Diz que o ministro Miguel Relvas tem reformas importantes e trabalhosas em mãos, o que lhe tira tempo para melhorar a coordenação. Mas a notícia foi a que foi.


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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012
por jfd

Ouvir Ricardo Costa na SIC comparar o que se passará em Portugal com o que se passa pelo Reino Unido. Tentando desmitificar o argumento da guerra empresarial socorrendo-se dos exemplos do The Guardian e da guerra com a News corp. Ainda por cima, todo revoltadinho e ressabiado, só me dá vontade de rir. Rir do que diz e cada vez mais ter pena do que faz com um Jornal com o qual, e como já disse, aprendi a conhecer Portugal, a sua política e economia.

Expressões como "toda a gente sabe" e "a verdade neste caso é" ou "essa guerra é pública" ficam-lhe muito mal. Parece conversa de um qualquer jfd que por aí bloga...

A impressa anda em guerra com a ongoing. Diz ele, e repete a SIC em todos os seus serviços noticiosos sem parar, desde que falou Ricardo Costa.

E depois fala da liberdade de qualquer cidadão?

"isto é brincar com as pessoas" ?

Vá atirar areia aos olhos de outro.

Vergonhoso. E não porque ataca o Governo, porque a isso já estamos habituados e isso toda a gente sabe. Vergonhosa é a utilização do espaço noticioso para a tal guerra que é [passou a ser verdadeiramente] pública, servindo os interesses dos accionistas do grupo impresa e não de informação do povo que vive em perigo eminente de falta de liberdade de expressão.

 

Nos EUA existe uma boa prática. Exemplifico: Houve um problema com um avião da Air Canada que levantou voo, rebentou um motor e logo voltou à pista. Caíram pedaços do motor em cima de carros. O Jornalista no Today Show na NBC reportou e ao indagar se os motores seriam GM, não deixou de referir que a NBC faz parte da GM.

Para bom entendedor...

 


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Domingo, 27 de Maio de 2012
por jfd

*factos;

a) a jornalista tem n tuites na net

b) a jornalista apagou apenas estes que referencio

c) não há razão para julgar que agiu de má fé

d) eu também não conheço bem o tuita

e) não falei com ela para lá do que é público, e publicamente ela se explicou.

f) fica aqui o meu dever de referir os pontos anteriores: não se brinca com a vida de ninguém!

g) o que está dito, dito está

 

A jornalista Joana Latino da SIC pediu-me o seguinte e também relativo a este post:

 

 

Eu como sou justo (ou tento ser);

a) deixo aqui o seu pedido

b) deixo aqui também a informação de que o tuita inicial desapareceu no éter

 

Não sei como é, mas o que parece...

Mas fico com pena que afinal me parece que os jornalistas já não se assumem!


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por jfd




Pode ser que os outros aprendam e também o filho da puta do Mussolini do Ministro.

Este é um país livre de opinião livre. Eu é que não tenho nenhuma carteira profissional com códigos e não sei quê que meio mundo anda a proclamar nas últimas duas semanas.

Enfim.


Agora já é sucesso no youtube! Parabéns senhora jornalista!!!





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