Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
por Pedro Correia

«A demissão de Paulo Portas vem acabar de uma vez por todas com a possibilidade de este Governo prosseguir.»

«Pedro Passos Coelho deve demitir-se de presidente do PSD pois não tem condições de liderar o partido nas próximas legislativas [que devem ser marcadas para o dia das autárquicas].»

António Capucho, TVI 24, 2 de Julho

 

«O Governo já estava moribundo. A demissão de Paulo Portas é a estocada final. O Presidente da República deve convocar eleições para a mesma data das autárquicas.»

António Capucho, SIC Notícias, 2 de Julho

 

«O Governo já estava moribundo. Agora está ferido de morte, com a estocada final. Ou o primeiro-ministro é completamente irresponsável ou não percebe, de facto, que não tem condições para governar.»

«Passos Coelho não pode permanecer na liderança do PSD: deve demitir-se e convocar um congresso eleitoral.»

António Capucho, RTP i, 2 de Julho

 

«O Governo está neste momento muito coeso e unido, e a respirar fundo com esta nova dinâmica, porque o PSD tem no Parlamento um conjunto de deputados escolhidos a dedo por Passos Coelho e que se comportam muito bem e disciplinadamente.»

António Capucho, SIC Notícias, 24 de Julho


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Segunda-feira, 22 de Julho de 2013
por Pedro Correia

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análise política (parte 1)

a política portuguesa está transformada num conjunto de declarações hipócritas e carregada de promessas vãs. os deputados dão diariamente um espectáculo deplorável ao país com divergências e incompatibilidades que não conduzem a lado nenhum. o governo está morto só falta fazerem-lhe o funeral e é bom que isso aconteça rapidamente porque já não se aguenta o mau cheiro. as sucessivas trapalhadas condenaram o executivo ao fracasso ao ponto de todos sentirmos muitas saudades do santana lopes. ninguém percebe por que motivo o primeiro-ministro ainda não se demitiu. os políticos não conseguem apresentar uma solução coerente aos cidadãos. o presidente da república é um incapaz. enterrou o governo mas já se percebeu que não tem nada para dizer. ninguém percebe por que motivo o presidente da república ainda não se demitiu. ele e os outros todos só são capazes de fazer jogos florais. todos os partidos chegaram a um estado de degradação lamentável. a oposição também é péssima. a política falhou. a classe política enlouqueceu. ninguém percebe por que motivo os líderes dos partidos da oposição ainda não se demitiram. não há soluções boas nem más. agora só há soluções péssimas. o país já foi ao fundo.

salve-se quem puder.

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análise política (parte 2)

os políticos não conseguem apresentar uma solução coerente aos cidadãos. o presidente da república é um incapaz. enterrou o governo mas já se percebeu que não tem nada para dizer. ninguém percebe por que motivo o presidente da república ainda não se demitiu. ele e os outros todos só são capazes de fazer jogos florais. todos os partidos chegaram a um estado de degradação lamentável. a oposição também é péssima. a política falhou. a classe política enlouqueceu. ninguém percebe por que motivo os líderes dos partidos da oposição ainda não se demitiram. não há soluções boas nem más. agora só há soluções péssimas. o país já foi ao fundo. a política portuguesa está transformada num conjunto de declarações hipócritas e carregada de promessas vãs. os deputados dão diariamente um espectáculo deplorável ao país com divergências e incompatibilidades que não conduzem a lado nenhum. o governo está morto só falta fazerem-lhe o funeral e é bom que isso aconteça rapidamente porque já não se aguenta o mau cheiro. ninguém percebe por que motivo o primeiro-ministro ainda não se demitiu. as sucessivas trapalhadas condenaram o executivo ao fracasso ao ponto de todos sentirmos muitas saudades do santana lopes.

salve-se quem puder.

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análise política (parte 3)

ninguém percebe por que motivo o primeiro-ministro ainda não se demitiu. as sucessivas trapalhadas condenaram o executivo ao fracasso ao ponto de todos sentirmos muitas saudades do santana lopes. os políticos não conseguem apresentar uma solução coerente aos cidadãos. o presidente da república é um incapaz. enterrou o governo mas já se percebeu que não tem nada para dizer. ninguém percebe por que motivo o presidente da república ainda não se demitiu. ele e os outros todos só são capazes de fazer jogos florais. todos os partidos chegaram a um estado de degradação lamentável. a oposição também é péssima. a política falhou. a classe política enlouqueceu. ninguém percebe por que motivo os líderes dos partidos da oposição ainda não se demitiram. não há soluções boas nem más. agora só há soluções péssimas. o país já foi ao fundo. a política portuguesa está transformada num conjunto de declarações hipócritas e carregada de promessas vãs. os deputados dão diariamente um espectáculo deplorável ao país com divergências e incompatibilidades que não conduzem a lado nenhum. o governo está morto só falta fazerem-lhe o funeral e é bom que isso aconteça rapidamente porque já não se aguenta o mau cheiro.

salve-se quem puder.


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Sexta-feira, 28 de Junho de 2013
por Pedro Correia

Um homem mata a mulher, de quem estava separado, e uma amiga dela, suicidando-se a seguir. Escassas semanas depois, a tragédia repete-se - com outro assassino e outras vítimas.

Aconteceu recentemente em Portugal.

Como já previa, não tardaram os depoimentos televisivos a desresponsabilizar os actos criminosos. Há sempre teses socialmente correctas para justificar os actos mais repugnantes.

Um canal generalista abordou o assunto, com a seguinte legenda em letras maiúsculas: "Crise e problemas financeiros explicam depressão social". Enquanto a voz da jornalista procurava configurar a situação desta forma: "Um futuro sem esperança para um presente em crise".

Os crimes concretos, com vítimas concretas, diluem-se nesta amálgama de frases destinadas a "explicar" a inadmissível violência homicida por factores sociais e até políticos. E nestas ocasiões nunca faltam psiquiatras a conferir um atestado de respeitável validade à tese implícita de que o gatilho é premido pela "sociedade" e não pelos assassinos.

"Numa sociedade deprimida há uma grande falta de esperança, as pessoas não têm perspectiva de futuro. Esta desesperança pode levar algumas pessoas a atentar contra si e contra outros", explicava um psi.

"As situações de crise, com desemprego e endividamento, são fundamentais na saúde mental dos portugueses", justificava outro.

A voz da jornalista insistia: "O consumo de antidepressivos aumentou, os casos de depressão também."

Pasmo com tudo isto - incluindo a sugestão de relação directa entre o consumo de antidepressivos e a morte de mulheres às mãos de maridos e companheiros. Pasmo com a pseudo-modernidade a pretender "contextualizar" os mais bárbaros atavismos com palavras de compreensiva condescendência. Pasmo com este cíclico jogo de passa-culpas dotado de um pretenso aval científico.

Como se os algozes fossem vítimas e estas, para merecerem um mínimo de respeito público, tivessem de ser assassinadas segunda vez.

 

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Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2013
por Diogo Agostinho

 

Não são os números do Banco de Portugal, não são os relatórios do FMI nem os estudos da OCDE. O que deixa este país de rastos desde ontem é a saudade que fica da Gabriela. 

 

E agora quem anima este povo? 

 

Jesus, Maria, José! 


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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2012
por Pedro Correia

Apetece perguntar quem é que escolhe, e com que critérios, os conteúdos que passam na grelha da TV pública.


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Quarta-feira, 26 de Setembro de 2012
por Pedro Correia

Ouço um debate televisivo. Com três participantes - todos aos berros. A tal ponto que acabo por cortar o som. Alguém supõe que lhe será concedida mais razão por aumentar o número de decibéis?


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Domingo, 19 de Agosto de 2012
por Diogo Agostinho

Os 3 canais generalistas de Portugal não se chegaram à frente no que diz respeito às transmissões de futebol da primeira liga. Aí está o serviço público a funcionar. É ver os cafés e restaurantes com Sportv, completamente cheios. Depois da subida do IVA no sector da restauração, chega a medida de apoio. Os restaurantes e Joaquim Oliveira agradecem.


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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012
por Judite França

É o meu novo vício. Ao fim de dois episódios apenas, as personagens têm densidade, são suficientemente complexas e completas para as querer acompanhar (hoje sai o 7.º episódio nos EUA).

Os diálogos são geniais, ou não fossem de Aron Sorkin («Homens do Presidente», «Studio 60 on the Sunset Strip»), e os atores entram na perfeição no papel. Os mais jovens, e menos conhecidos, provam que são uma excelente aposta.

 


E, claro, apesar de tudo - e o tudo quer dizer muita coisa sobre o jornalismo,    a política, as audiências, a diferença entre EUA e Portugal, o estado do cabo lá e cá, etc, etc -, o tema interessa-me, particularmente.


Claro que há outras séries imperdíveis, mas este é o vício mais recente. Ciclicamente há séries que me deixam agarrada ao ecrã. Já estava a precisar de uma.


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Quinta-feira, 12 de Julho de 2012
por Pedro Correia

Três socialistas que vale a pena ler na imprensa e ouvir na televisão: Francisco Assis, José Medeiros Ferreira e Manuel Maria Carrilho. Todos se distinguem da chilreada dominante.


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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

Por vezes somos levados a pensar que Portugal é um país de terceiro mundo. Que só aqui acontecem coisas inacreditáveis. É preciso estar com terceiros, com não portugueses e a nossa alma fica um pouco mais...alegre.

 

Um velho amigo de outras paragens esteve, por estes dias, de visita a Portugal. Entre algumas valentes patuscadas e a folia própria do S. João, contou-me uma história de bradar aos céus que lhe aconteceu no seu país.

 

Este meu amigo trabalha como Consultor de Comunicação. Nos finais da década de noventa, depois de muitos anos a virar frangos, criou uma empresa. Recentemente, um cliente seu, no final de uma palestra onde foi orador um importante administrador (ou director, não percebi bem) da televisão pública do seu país, virou-se para quem o convidou, o tal cliente do meu amigo, tecendo críticas ao facto da escolha de media partner ter recaído num concorrente privado de TV. Não satisfeito, atirou-lhe:

 

“Eu bem lhe disse para escolher outra empresa de consultoria, a que escolheu é uma merda. Devia ter escolhido a que lhe indiquei e sempre garantia um forte apoio da minha televisão”.

 

O inacreditável é que a tal empresa de comunicação a que se referia esse administrador (ou director) era...da mulher (ou amante, ainda ninguém percebeu bem).

 

O meu bom amigo estava “passado”. Fiquei sem palavras.

 

No final só tive tempo para lhe explicar que, em Portugal, era impossível um administrador/director da RTP fazer coisa semelhante. Impossível, repeti. Onde já se viu semelhante? Imaginem um Administrador/Director da RTP criticar a um organizador de um determinado evento por ele escolher a SIC em detrimento da RTP e logo a seguir aproveitar para tentar vender os serviços de consultoria da sua mulher (ou amante) garantindo, pelo caminho, os seus bons ofícios no canal que administra/dirige. Nem consigo imaginar.

 

Realmente, não lembra a ninguém, pois não? 


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Sábado, 16 de Junho de 2012
por jfd

 

Sim, leram bem. A série com que muitos de nós crescemos está de volta. De 1978 a 1991 esteve no ar. E depois, com milhares de horas de repetições, com certeza que vos tocou a todos.

Pouco tenho a dizer sobre a estreia de duas horas. Apenas que a vejam e que formem a vossa opinião. Há gostos para tudo. Um dos meus é a televisão. As séries e a forma como captam e transformam a vida em entretenimento. Umas vezes tendem para o exagero e o ridículo, outras para o extremamente minimalista e isto só falando do realismo. Vamos ver o que esta temporada renascida nos reserva e se terá pelo menos metade da esperança de vida da anterior incursão. Não sou adepto de spoilers nem de escrever sobre plots. Quem quiser que veja. Quem não quiser fica a saber que existe.

 


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Quarta-feira, 23 de Maio de 2012
por Francisca Almeida

O que era evidente tornou-se ostensivo: temos vindo a adoptar uma estratégia errada seguramente deste 1985, altura em que sabia de cor as melodias delico-doces do Festival da Canção.

O mais próximo que estivemos disto foi a brilhante actuação desses ícones do panorama artístico e musical que são os Homens da Luta. Mas isto supera tudo aquilo a que estamos habituados! As décadas passam e o festival da Eurovisão não deixa de surpreender!

 

http://expresso.sapo.pt/avozinhas-russas-sao-as-favoritas-do-festival-eurovisao=f728041


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Sábado, 7 de Abril de 2012
por José Meireles Graça

"A questão foi discutida com os operadores, que deram o seu aval: "Houve consenso quanto ao método e aos objectivos", contou ao PÚBLICO o presidente da ERC, Carlos Magno. Em meados do mês passado, as novas regras foram apresentadas aos grupos parlamentares que devem responder nos próximos dias."

 

Olha que bom: está tudo de acordo, público e privado. Temos então que a televisão que não devia ser pública, e a privada que não quer que a pública seja privada, por não desejar concorrência, não divergem - que surpresa.

 

Que bem os entendo: vamos aqui concorrer no quentinho, somos tão pluralistas que até vamos ter certificado de garantia, e não pagamos o certificado, nem o organismo que o emite, nem os prejuízos da televisão pública.


Quem paga tudo isso é o patego do costume. Mas, em troca, vê os pluralistas de sempre, a dizer as coisas de sempre, aqui adormeço de pasmaceira, além de tédio, e ninguém vai à falência que isso é uma grande contrariedade.


Vamos nós, que estamos cada vez mais liberais com a condição de ser a fingir.


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Sexta-feira, 23 de Março de 2012
por Rodrigo Saraiva

Imaginemos que de repente um sector da economia vê-se proibido por lei de anunciar e publicitar os seus produtos em vários meios, nomeadamente na televisão. Consequências? A comunicação social - em especial as televisões, já sufocadas com o decréscimo de investimentos publicitários - arrisca-se a ter uma brutal queda nessas receitas. As empresas desse sector, que com a crise e o crescimento das marcas brancas vêem as suas vendas a diminuir, deparam-se com uma ainda maior queda nas vendas e consequentemente têm de cancelar investimentos e avançar com despedimentos.

Conseguem imaginar estes cenários? Alguns podem achar que é algo difícil de acontecer. Eu diria que é algo bem exequível se certas demagogias e fundamentalismos não forem travados no parlamento.


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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
por João Gomes de Almeida

Nasceu a Almedina TV, a primeira televisão digital portuguesa dedicada exclusivamente ao mundo do livro.


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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
por Pedro Correia

 

É sempre muito estimulante escutar a voz do "povo" nas emissões televisivas. Hoje, particularmente, tornou-se incontornável -- como agora se diz -- saber o que a vox populi tuga tinha a perorar sobre a cimeira europeia.

O resultado não podia ser mais edificante. Como sempre sucede nestas circunstâncias, fiquei mais sábio ao fim de uma hora de emissão recheada de judiciosas opiniões de telespectadores na SIC Notícias -- o canal que esta tarde escolhi para o efeito.

Transcrevo, com a devida vénia, algumas das opiniões que me pareceram mais relevantes, deixando qualquer juízo suplementar naturalmente à consideração dos leitores deste blogue.

 

1. Agora é que as coisas vão piorar mesmo

«A cimeira não vai resolver nada. Se não resolveu nada até agora, também não vai resolver. Em Portugal as pessoas estão a viver muito mal. Agora é que as coisas vão piorar mesmo. Tem que haver uma mudança radical. Portugal tem de sair do euro, não há outra solução porque nós estamos a endividar-nos ainda mais.»

 

2. A solução é sairmos da União Europeia

«O grande erro de Portugal foi ter aderido à União Europeia. O dinheiro nunca foi aplicado como devia ter sido: metade foi para as empresas e a outra metade para comprar carros de luxo. Agora a solução é sair da UE. Isto o que vai dar é cada um olhar por si. A UE vai acabar porque é uma fantochada e só serve os interesses dos mais poderosos.»

 

3. Primeiro-ministro não prescinde do salário

«O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, prescindiu do salário. E em Portugal? O primeiro-ministro recebe cinco mil euros enquanto o funcionário público recebe só mil euros. O primeiro-ministro foi para Marselha e para Bruxelas, continua a viajar e não é responsabilizado por aquilo que ganha. E quem paga? Os funcionários públicos.»

 

4. Eixo Washington-Londres é o problema

«A cimeira não leva a nada. Só serviu para mostrar que há uma cisão entre a Inglaterra e o resto da Europa. O eixo Washington-Londres é o problema fundamental da crise mundial. O problema é como nós iremos resolver isto daqui para a frente. Sinceramente, não sei.»

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Terça-feira, 22 de Novembro de 2011
por Ricardo Vicente

Um dos atributos da esquerda portuguesa é as críticas à ciência económica, aos economistas, ao economicismo e ao economês. Um dos patriarcas da esquerda, Mário Soares, exibe até com orgulho a sua total ignorância daquela ciência e o seu desprezo pelos economistas. No caso da RTP e do "serviço público", essas críticas podem ter, porém, alguma razão. Não digo muita, mas alguma. É certo que a televisão é um serviço para o qual existe ou pode existir um ou vários mercados; ou seja, é um tema económico. Mas a televisão é antes de mais um assunto político e, até, ideológico.

A primeira questão quanto ao serviço público e à RTP é política e ideológica. A reestruturação, privatização, demolição ou expansão (?) da RTP deve ser pensada desta maneira: paternalismo versus liberdade.

 

As pessoas precisam que o Estado lhes forneça os meios para a sua educação política, desde os mais básicos (os factos e a informação) até aos mais elevados (as opiniões sobre opiniões sobre factos e et cetera)? É função do Estado não apenas financiar mas também produzir esse tipo de educação? É também (ou apenas) função do Estado fornecer entretenimento popular sob a forma televisiva? Se sim, então, televisão pública.

As pessoas têm iniciativa e interesse próprios e suficientes para procurar por si os meios da sua educação política, que são cada vez mais numerosos (a oferta na internet é, na prática, infinita) e cada vez mais baratos (a oferta na internet é, na sua grande maioria, gratuita) e, por outro lado, não estão interessadas em que o Estado, em nome do "interesse público", desperdice rios de dinheiro e ainda manipule os indivíduos tratados como massa? As pessoas têm gostos próprios e definidos e não precisam que o Estado as entretenha ainda mais para além das misérias e telenovelas da costumeira politiqueirice diária, com o seu permanente desfile de boçalidade, fracasso, quantas vezes mau português, ordinarice e, até, crimes e processos? Então, não à televisão pública.

No caso dos que são pelo sim, e no caso dos que são pelo não mas que, contrariados, têm de tolerar uma televisão pública, a segunda questão é então a financeira: quanta televisão estamos dispostos a pagar (isto é, quantos milhões) por ano, assumindo que ela é para manter e funcionar?

A televisão pública é pois e em boa verdade um tópico muito adequado para ser sujeito a referendo. Não trata de assuntos íntimos nem morais nem de filosofia difícil, antes pelo contrário: é uma questão política clara, uma divisão ideológica clássica e tem uma componente financeira acessível (pouco ou nada técnica).

Aqui fica a proposta: seja referendada a televisão pública e o seu orçamento.


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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011
por Pedro Correia


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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
por Carla Faria


 

Lá está mais uma conjugação imprevisível, mas aparentemente a malta gosta. 50% do tempo de antena é passado a fazer as celebridades, as pseudo celebridades, os "Onde é que eu já vi este gajo e as "Nunca vi esta tipa mais gorda" a inalar hélio. Ora, os entrevistados sugam o gás, e é vê-los a rir feitos loucos e a falar à Mickey Mouse.
As apresentadoras são cerca de 472... o suficiente para repovoar o interior do país, mais coisa, menos coisa. Insinuam-se para a câmara, fazem olhinhos, bamboleiam-se, fazem poses, esticam a perna, encolhem a perna, viram-se ora para a esquerda ora para a direita, sorriem, afastam o cabelo, cruzam as mãos à frente, atrás, de lado. É uma agitação que parecendo que não, cansa a vista. Usam vestidinhos micro, seja verão ou inverno, que deixam revelar a única razão porque trabalham no que trabalham. As pernas.

Com tanta pele à mostra, uma pessoa mal repara na falta de conteúdo.
No entanto, eu reconheço que estes programas fornecem um importante serviço público. Ajudam uma pessoa a adormecer no sofá depois dos almoços de domingo. Obrigada.


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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
por Carla Faria

A Teresa Guilherme nasceu, de facto, para apresentar reality shows. Apesar de pessoalmente não apreciar o género, há que admitir que aquela mulher é um falcão de gigantescos maxilares.

Falava ela ontem com uma lourinha (que eu muito orgulhosamente me gabo de não saber o nome) fazendo-lhe perguntas para trás e para a frente, com uma malícia maquiavélica e chega a um ponto da conversa em que a lourinha lhe responde: "E eu cheguei ao pé dele e perguntei-lhe ah e tal, e ele respondeu ah e tal, e eu perguntei ah e tal, e ele disse waka waka!". A Teresa percebeu imediatamente aquele intrincado jogo de palavras, mas eu confesso estar ainda  meio abananada, principalmente com o "waka waka".

Caramba Teresa, gabo-te o talento para lidar com acéfalos.


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Sábado, 1 de Outubro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

São cinco anos a mostrar um Portugal que não existe para os canais generalistas nacionais.

E que Portugal é esse? O Portugal de Trás-os-Montes e Alto Douro, do Minho e Douro Litoral, do eixo Aveiro-Viseu-Coimbra. Em suma, aquele Portugal que existe entre a A25 a sul e a Galiza a norte. Um país estranho para a agenda normal dos media - excepto quando o José Castelo Branco é actor de filmes para maiores de 18 rodados em Famalicão ou com personagens da zona. O mesmo país onde existem quatro Patrimónios da Humanidade (UNESCO) e uma intensa agenda cultural. O Portugal de empresas como a Unicer, a Sonae, o grupo Amorim ou a Sogrape e a Bial. O território que compreende a mais antiga Universidade portuguesa (Coimbra), a maior (Porto) e as duas mais dinâmicas da actualidade (Aveiro e Minho). Sem esquecer Guimarães e Braga (respectivamente Capital Europeia da Cultura e Capital Europeia da Juventude em 2012).

São cinco anos de verdadeiro serviço público e já premiado com audiências relevantes (consegue estar, praticamente todos os dias, no top 3 dos canais cabo no Norte). Cinco anos depois, valeu a pena. Agora, segundo o seu novo director, começa uma nova fase: mais delegações a juntar às actuais cinco; aposta no eixo da Aveiro-Viseu-Coimbra e em mais informação regional.

Estou, como já devem ter percebido, a falar do Porto Canal. Aproveitando para enviar os merecidos Parabéns a todos aqueles que, diariamente, fazem do Porto Canal uma referência na região Norte. 

 

(mera coincidência: escrevo isto no dia em que o Forte Apache "está" no Porto Canal através da presença do CAA, a falar sobre a actualidade política)


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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011
por Carla Faria

 

O problema das novelas portuguesas não é só o facto de existirem, mas principalmente o facto de que por cada uma que acaba, se iniciarem logo outras três ou quatro. É o milagre da multiplicação das novelas.

É a nossa triste sina, é o nosso triste fado.


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