Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

No governo, em 2011, o PS negociou e colocou no memorando de entendimento a privatização dos CTT (ponto 3.31 do memorando). Hoje, ao fim de dois anos, o governo aprovou, em Conselho de Ministros, o processo de privatização dos CTT. De imediato, o Partido Socialista manifestou-se contra a privatização, afirmando que esta "lesa os interesses nacionais". Se o discurso é inovador, parece vindo do PCP ou da CGTP, a atitude é coerente. Coerente com o comportamento que o PS adoptou nos últimos 2 anos nas relações com a troika - que chamou - e com o memorando - que negociou, assinou e ainda, propagandeou. 


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Terça-feira, 2 de Julho de 2013
por Pedro Correia

 

A expressão "Que se lixe a troika" - multiplicada nos espaços de intervenção pública, a começar nas redes sociais - inaugura, por via indirecta, um debate que vale a pena travar em Portugal. Funciona, desde logo, como um corolário do que poderíamos denominar "doutrina Pedro Nuno Santos", o deputado socialista que abriu caminho ao actual slogan quando proclamou sem rodeios "Estou-me marimbando [isto é, lixando] para os credores."

Confesso que não aprecio particularmente esta contaminação do discurso político pelos plebeísmos de linguagem que nos induzem a estar "lixando" para tudo, dos credores às eleições, passando pela inefável troika. Isto decorre do mesmo caldo de cultura que leva meio mundo a insultar a outra metade nos fóruns da Net e estimula as micromultidões de vaiadores de conselheiros de Estado e outros protagonistas da cena política nacional, com direito a longos directos televisivos e registo antecipado nas reportagens dos telejornais. Daí ao insulto mais desbragado como paupérrimo sucedâneo da argumentação racional vai um curto passo.

Mas desagrada-me ainda mais o alastramento do jargão tecnocrático ao discurso político. Ao menos o calão tem a vantagem de ser claramente perceptível pelo cidadão comum.

 

As palavras nunca são indiferentes ou neutras no debate político. Podemos dizer "Que se lixe o défice" ou "Que se lixe a dívida". Podemos - e devemos - gritar "Que se lixe o desemprego". Mas quando elejemos a expressão "Que se lixe a troika" temos a obrigação de saber onde esta palavra de ordem nos conduziria caso fosse seguida à letra. Rasgar o memorando com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, assumindo o incumprimento, levaria Portugal a ser expulso da zona euro.

E este é, portanto, o debate que vale a pena ser travado: devemos ou não permanecer no euro?

 

É um debate que urge travar, mesmo que algumas forças políticas que mandam "lixar a troika" o evitem. Essa foi uma clarificação que faltou à esquerda na última campanha legislativa grega e que explica porventura o desaire eleitoral do Syriza, contrariando o que diziam as sondagens: há uma contradição insanável entre a proclamada intenção de manter o euro como moeda enquanto se recusa o cumprimento das mais elementares obrigações impostas aos membros deste clube - à cabeça das quais está, naturalmente, o pagamento das dívidas.

Tal como o Luís Menezes Leitão, gostaria de ver esse debate travado em Portugal. Com argumentos sérios, não com slogans. Alguns economistas têm defendido sem rodeios a saída de Portugal do euro: são poucos, como João Ferreira do Amaral e Octávio Teixeira, mas os seus argumentos merecem ser escutados.

E é bom que não haja dúvidas sobre as consequências dessa opção. Mandar fora a troika seria mandar fora o euro mas sem que nos livrássemos da pressão dos credores. Porque, mesmo de regresso ao velho escudo, necessitaríamos de financiamento externo como de pão para a boca. Nenhum dos nossos actuais problemas terminava - e vários outros começariam. Resta saber que slogans iríamos gritar então.

 

Leitura complementar: Louçã antevê sacrifícios como os da II Guerra Mundial


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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
por Alexandre Poço

 

O ministro das Finanças que mais despesa pública cortou na história da democracia portuguesa: cerca de 13 mil milhões de euros em 2 anos. Obrigado Vitor Gaspar!


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por Alexandre Poço

Só para refrescar algumas memórias, o supostamente milagroso PEC 4 previa que atingíssemos no corrente ano de 2013 um défice orçamental de 2%, partindo daquilo que o Governo dizia ser uma base de 7,3% em 2010. Uma redução de cerca 5% do PIB em três anos, ou seja, um ritmo de austeridade igual ao que este governo acabou por fazer. Isto porque, o défice de partida em 2010 foi revisto para cerca de 10% porque os prejuízos das empresas públicas, os buracos no BPP e no BPN, as PPP e outras desorçamentações, obrigaram à revisão das contas nacionais de 2010 até 2007. Sobre estas pequenas "distrações" não ouvimos grande coisa do ex-ministro, nem do ex-primeiro-ministro, e isso é que teria sido instrutivo.


João Cotrim Figueiredo no Diário Económico


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Quinta-feira, 30 de Maio de 2013
por Alexandre Poço

O encontro promovido pelo Pai Fundador entre as esquerdas (aos 88 anos podia ter-lhe dado para outras coisas que não a tarefa de cupido) tem já algumas conclusões antecipadas:

 

- Precisamos de mais despesa, menos impostos, mais défice e menos dívida.

 

- O governo é mau porque é neoliberal (elaborar isto é complicado, pois teríamos de começar por explicar o que é o adjectivo que se imputa ao sujeito, o que é capaz de demorar). 

 

- O BCE, Hollande e o SPD vão ajudar-nos (esta passa com abstenções de braço no ar de elementos estalinistas e trotskistas. Miguel Tiago e Ana Drago saem da sala antes de se votar). 

 

- Vítor Gaspar é fanático. 

 

- O PSD não está com o governo, basta ouvir a Manuela Ferreira Leite para se perceber isto.

 

- O CDS não aguenta o barco por muito tempo. 

 

- Precisamos (as esquerdas individualmente) de fazer qualquer coisa, talvez um congresso ou outro encontro. 

 

- Jorge Jesus deve continuar porque o Benfica passou a disputar os títulos até Maio. 


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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Nos últimos dias muito se escreveu sobre o putativo cenário de eleições antecipadas (ou um governo de iniciativa presidencial). Pensando com a máxima frieza e o distanciamento possível, aqui ficam as minhas dúvidas.

 

Temos cinco partidos (PSD, PS, CDS, PCP e BE) com votos e "máquinas partidárias" suficientes para elegerem deputados. Cinco. Desses, três defendem o caminho imposto pelos credores, a troika. São eles o PSD, o PS e o CDS. Os outros dois, PCP e BE dizem defender o caminho oposto. Os primeiros, independentemente de uma ou outra nuance (mais estratégica que outra coisa qualquer), entendem que Portugal deve permanecer no euro, na União Europeia e cumprir os seus compromissos com os credores. Os segundos, defendem a imediata saída do euro, em matéria de UE são suficientemente vagos para não se ter certezas e quanto aos compromissos com os credores... bem, entre renegociar, um perdão e o mais radical "não pagar" vai um pulinho. Isto, da forma mais reduzida e simplista possível. Bloco e PCP representam, a acreditar nas sondagens, menos de 20% dos eleitores. Pelo menos, por agora.

 

A receita que a troika nos prescreveu, como se está a ver, não resultou. Na minha opinião, a solução apresentada pelo Bloco e pelo PCP seria um desastre. Assim sendo, seria natural, perante o actual estado da nossa economia, que existisse uma alternativa. E que qualquer um dos três restantes partidos, a solo ou em conjunto, fossem os primeiros a apresentar um caminho alternativo. Mas não. As suas agendas estão desfocadas da realidade. As deles e as nossas. Aqui nossas significa: comentadores, bloggers, jornalistas e outros que tais (pedindo desde já desculpa pela generalização, algo sempre injusto). Por estes dias, com os números da economia profundamente negros, com a tragédia do crescimento constante do desemprego e as notícias aterradoras vindas do Chipre, o "planeta mediático nacional" discute o renascimento do comentador Sócrates, as palavras do CDS sobre a remodelação e as inacreditáveis fugas de informação do Tribunal Constitucional. Ou seja, estamos a falar uns para os outros, em circuito fechado. No Portugal "profundo" a discussão é outra: os que ainda guardam algumas poupanças nos bancos, perguntam a quem sabe (ou a quem julgam que sabe) o que fazer ao dinheiro (tirar do banco e meter em casa? Abrir conta no estrangeiro?). Boa parte dos jovens discute com os pais se partem já para Angola, Brasil, Moçambique ou qualquer outro país. Os mais velhos procuram sobreviver e os empresários evitam fechar perante semelhante esbulho fiscal. A esperança, essa, fugiu para parte incerta e o Portugal mediático transformou-se numa caricatura.

 

Uma verdadeira encruzilhada...

 

 

Nota: Aqui ao lado, em Espanha, fruto de mais uma bronca com dinheiros públicos, os ERE - Expediente de Regulación de Empleo, envolvendo políticos, empresários e sindicalistas (UGT e CCOO) colocou na agenda a questão da transparência dos dinheiros dos sindicatos. A UGT e a CCOO (a CGTP espanhola) receberam mais de 30 milhões de euros de dinheiros públicos sem terem realizado nenhum trabalho. Os números são incríveis: o governo da Andaluzia entregou aos sindicatos (a troco de garantir a paz social) mais de mil milhões de euros entre 2001 e 2010. As duas centrais sindicais receberam, só em 2011 e 2012, mais de 220 milhões de euros de dinheiros públicos sem qualquer controlo. A prisão de um sindicalista nos últimos dias, fez acordar a sociedade  civil espanhola para esta realidade. É caso para perguntar: e em Portugal, tudo normal??? 


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Sábado, 23 de Março de 2013
por Carlos Faria

O PS teve o cuidado de salvaguardar-se perante a troika que esta moção de censura ao governo não quer dizer que o partido pretenda deixar de honrar os compromissos do Estado.

Como estamos mesmo comprometidos é com a governação imposta pela troika através do memorando e sabendo nós da abertura da troika a vias que não sejam de austeridade, estamos conversados sobre a alternativa de António José Seguro: Existe, mas é apenas para Português ver, não a troika!


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Terça-feira, 19 de Março de 2013
por Francisco Castelo Branco
A 7ª avaliação da troika trouxe uma importante novidade: a reforma da administração pública vai começar a ser feita. Finalmente!


Numa primeira fase o governo quer despedir administrativos, técnicos e auxiliares que abundam pela máquina do Estado e muitos deles estão sem fazer nada e a receber salários, subsídios e pensões sem justificação. É preciso fazer uma análise justa e antes de bater no governo perguntar quem é que meteu pessoas a mais na administração pública.


Na segunda fase serão os directores e presidentes que a ter guia de marcha. Normalmente um cargo destes exige responsabilidade e competência. Na maioria dos casos não há nem nenhuma destas duas qualidades necessárias para dirigir um serviço público. Viver e comer à custa do Estado não é uma qualidade, no entanto há muitos que desejam seguir este tipo de vida. 


Por fim, os institutos e associações públicas que não são necessárias têm de acabar, porque se os primeiros e segundos acima identificados têm "emprego" garantido para o resto da vida, é porque se permitiu durante anos a constituição de centros de emprego no sector do Estado. 


A razia que vai começar a ser feita é importante para colocar a casa na ordem. Que não se goste deste governo e lhe chamem de Neoliberal tudo bem, contudo não pode haver nenhum cidadão que concorde com o actual estado da nossa Administração Pública. 


Acabo com uma sugestão ao governo, para que estenda os horários dos serviços públicos em Portugal, a bem da produtividade do sector privado que tanto necessita de eficiência e organização da AP. 


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Domingo, 3 de Março de 2013
por Fernando Moreira de Sá

Ontem Portugal gritou.

 

Desta vez não foi um silêncio ensurdecedor.

Ontem, no Porto, em Braga, em Vila Real, em Coimbra, em Faro, Portimão, Castelo Branco, Évora, Lisboa e outras mais, os portugueses e as portuguesas desceram ruas e juntaram-se nas suas praças.

Para muitos comentadores e outros tantos desconhecedores da realidade em que Portugal e os portugueses mergulharam, foi uma manifestação contra a troika, o Governo e o Presidente da República.  Não foi tão redutor.

 

Os portugueses foram para a rua pelo desespero em que estão mergulhados. Vidas interrompidas. Os mais velhos por se verem espoliados de parte substancial da sua reforma a que tinham e continuam a ter direito. Os mais jovens por se terem apercebido de que não passou de uma miragem a oportunidade que lhes foi vendida pelo canudo obtido. A geração da minha irmã pela angústia de não saberem que futuro dar aos filhos e como sustentar o dia a dia. As crianças pelo desespero que sentem nos olhares dos seus progenitores. Os pequenos e médios empresários por estarem em pânico perante o esbulho fiscal que lhes retira qualquer esperança de recuperação. A minha geração por não saber, na realidade, se fica ou parte.

 

Todos estes portugueses, a esmagadora maioria dos portugueses, olha para a realidade quotidiana e ficam mudos de espanto: o ministro das finanças, na sua frieza imperturbável, não acerta numa previsão, num número que seja. Várias vozes o avisaram, publicamente, que quanto mais se sobe os impostos, mais diminuiu a receita. Nada. O resultado está à vista.  O completo desastre.

Gaspar faz-me recordar aqueles professores universitários, apelidados de génios deste mundo e do outro que, quando numa sala de aulas, falam para os alunos do alto da sua soberba e os estudantes, atónitos, não percebem palavra do que o homem diz. Metade desiste e a outra metade faz um enorme esforço. No final, a taxa de reprovação é esmagadora e a culpa, obviamente, não é do génio. São os alunos que não se esforçaram por aprender. O problema é que Portugal não é uma cadeira de uma qualquer licenciatura nem os portugueses uma mera turma de universitários.

 

Ao princípio pensei que o problema do Governo era a comunicação. Hoje, sinceramente e sem meias palavras, percebo o erro. A questão é outra. Temos um Governo, legitimamente eleito pela maioria dos portugueses que expressaram a sua vontade votando no PSD e no CDS, completamente refém de um ministro das finanças e sua “tropa de elite técnica” desfasados da realidade. Não conhecem o país, não conhecem os portugueses e do pouco que não ignoram, detestam profundamente. No fundo, no fundo, nós metemos-lhes asco. Para eles, somos nós que estamos mal, que estamos errados, que somos umas nulidades.

 

A maioria dos portugueses acreditou em Pedro Passos Coelho. Na suas ideias, na sua forma de estar e na esperança que transmitia. Foi nele que os portugueses votaram. Não foi em nenhum Gaspar. Foi nele que depositámos o nosso futuro. A esmagadora maioria dos portugueses sabia, perfeitamente, quem foram os culpados da situação em que Portugal se encontrava em 2010 e disso deram a devida nota nessas eleições. Os portugueses sabiam, que ninguém se iluda, que a situação que Pedro Passos Coelho iria encontrar seria bem pior do que aquilo que nos fora contado. Sabiam, não façam dos portugueses nem burros nem tolos. Até podem aparentar, fruto de cedo terem aprendido que, em relação a certas espécies, é conveniente alguma dose de manha. A Pedro Passos Coelho só se pedia seriedade e competência. Não era pouco. Era o necessário para salvar os dedos.

 

Por isso mesmo, a maioria dos portugueses que ontem foi para a rua, fizeram-no como um aviso. Um último aviso. A quem? À troika? Não, essa é menor nesta equação. Ao Governo? Não, esse não conta para este campeonato. Ao Presidente da República? Não, esse, para mal de todos nós, deixou de existir no dia em que se lamentou da sua reforma. Não, a maioria dos portugueses foi para a rua dar um último aviso a quem pode, ainda, resolver: Pedro Passos Coelho.

 

Os portugueses, a maioria, não quer eleições. Não acredita que Seguro seja solução e teme soluções radicais. Estamos mal, muito mal mas, felizmente, ainda estamos vivos.

 

Desta vez, foram pacificamente para a rua por ainda lhes restar um mínimo de esperança. A esperança de que Pedro Passos Coelho assuma que é ele o Primeiro-ministro de Portugal, que é ele que comanda a Nação e é dele a responsabilidade primeira. A ele cabe escolher ministros políticos para fazer política e técnicos competentes para auxiliar os políticos a executar as medidas necessárias para recuperar a economia e, com ela, a criação de postos de trabalho, de riqueza. Só dessa forma se pagam dívidas. E só dessa forma, quem nos emprestou volta a ter esperança de receber. O pior para os credores é o incumprimentos ou os perdões de dívida...

 

Caso contrário está tudo perdido. O Governo irá cair, Portugal mergulhará numa das piores crises políticas e económicas da sua história. Os portugueses não iriam perdoar nem ao PSD nem ao CDS e o castigo nas urnas, já em outubro, seria exemplar. Será o princípio do fim. Sem perdão.

 

 

 


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por Carlos Faria

Não vou discutir quantas pessoas estiveram ontem na rua a manifestar-se contra o governo de Passos Coelho, vou mesmo aceitar o valor mais elevado de um milhão e meio em todo País lançado pelos organizadores, mesmo esquecendo os que matematicamente dizem que nem de perto cabem tantas pessoas quanto as referidas para o Terreiro do Paço e os Aliados.

Há de facto uma coisa que me une certamente a algumas daquelas pessoas que estavam a manifestar-se: a desilusão pela falta de reformas e a opção de se insistir quase em exclusivo na aplicação de medidas de austeridade no atual governo.

Mas é estranho que no meio de tanta gente não vi imagens com cartazes e slogans de ideias alternativas para Portugal, apenas deitar fora as imposições da troika, quem até assegura a curto-prazo muitos dos pagamentos do Estado Social e vencimentos. Não havia cartazes vindos do povo a ordenar como fazia a reforma no Estado de uma forma sustentável e justa.

Por enquanto não sei se os outros oito milhões e meio de portugueses que não foram à rua estão à espera que o Governo seja capaz de reformar de forma justa e eficaz o Estado como alternativa à austeridade e aumento de impostos. Eu pelo menos ainda desejo isso, mesmo sabendo que essas reformas possam também não ser aceites por todos os que vociferam com alguma razão contra tanta austeridade e os impostos.


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Sábado, 2 de Março de 2013
por Fernando Moreira de Sá
.... que muitos dos meus amigos vão "para a rua contra a troika". Que tudo corra bem, sem violência. Em Liberdade. Sempre. Ainda não é desta que vou convosco. Um abraço.



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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Habituei-me a que este Governo quando dá uma notícia, fá-lo por norma com escassas informações de enquadramento que logo permitem alimentar todo o género de especulações contra a estratégia do Executivo. O Governo sempre disse que mais tempo representava mais dinheiro.

Assim, com a justificação de que Portugal sempre tem cumprido com os seus compromissos (isto inclui aguentar no tempo de Passos com as imposições do memorando assinado no tempo de Sócrates) será viável que este alargamento do prazo pedido por Vítor Gaspar para reembolso do dinheiro da troika seja sem mais juros?

Se implicar mais juros, Vítor Gaspar mantém o pedido ou este fica sem efeito?

É que num cenário de aumentar os prazos sem mais juros face ao que os Portugueses já passaram, é um argumento de que os sacrifícios têm valido a pena, pois aumentaram a nossa credibilidade e dão-nos agora a capacidade de negociar a nosso favor, se não for assim, é uma mera aproximação encapuçada ao discurso de Seguro e uma derrota parcial da estratégia do Governo.

Já agora, nesta oportunidade de pedido cabal esclarecimento, embora eu perceba a ideia de cortar definitivamente 4 mil milhões de euros de forma permanente nas despesas do Estado, aproveito para dizer que seria igualmente correto, em termos de estratégia comunicacional política, que o Governo deixasse bem claro de onde vem este montante e explicasse aos Portugueses as razões de tal redução, em vez de deixar campo aberto aos seus opositores para minarem a implementação deste objetivo.


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Domingo, 16 de Setembro de 2012
por Alexandre Poço

Lusa, 17 de Setembro de 2012

 

 

Ao fim de um ano e quatro meses, o Partido Socialista regressou ao governo. O Presidente da República acaba de dar posse a António José Seguro como novo  Primeiro-Ministro de Portugal, no XXII Governo Constitucional.

 

Rodeado da sua equipa governamental, onde se encontram caras como João Galamba (Ministro de Estado, das Finanças, do Plano e do Investimento), Carlos Zorrinho (Ministro da Energia Verde) ou Pedro Nuno Santos (Ministro da Economia), o chefe de governo elencou algumas das medidas que o executivo irá tomar nos próximos dias, de forma a “recuperar a confiança do povo no país e adoptar uma política de crescimento e emprego”, a saber:

 

- Devolução imediata do imposto extraordinário sobre o IRS cobrado no subsídio de Natal dos trabalhadores no ano de 2011;

- Devolução imediata e com carácter de urgência dos subsídios de férias relativos ao ano de 2012 a todos os funcionários públicos e pensionistas;

- Criação de uma linha de crédito pelo Ministério das Finanças na ordem os 5 mil milhões de euros para financiar as PME;

- Fim das previstas mexidas na Taxa Social Única e agravamento desta para as empresas em 3 pontos percentuais;

- Fim dos cortes previstos nas fundações;

- Elaboração do “Plano Energia Verde Sempre” que se destina a conceder apoios do Estado às chamadas energias limpas e que deve rondar os 800 milhões de euros, em 2013;

- Retorno ao modelo de SCUT nas auto-estradas em que o governo anterior colocou o modelo de pagador-utilizador;

- Nova tabela das taxas moderadoras: 2€ por consultas nas USF e 5€ nas Urgências hospitalares;

- Aumento das verbas para a Educação: Mais 700 milhões de euros em 2013;

- Retorno para 13% na taxa de IVA aplicada na restauração;

- Aumento das verbas para a Segurança Social destinadas à protecção social no desemprego e ao RSI em cerca de 600 milhões de euros;

- Novo concurso para colocação de professores que até à data ainda não tinham arranjado colocação;

- Criação do passe escolar “Estudex” que comparticipa em 80% o valor do passe para todos os estudantes com idade inferior a 25 anos;

- Construção de 5 auto-estradas e 2 aeroportos regionais como forma de dinamizar a nossa economia e apoiar o sector estratégico da construção. O Primeiro-Ministro não adiantou para já os locais das infraestruturas;

- Aumento do IRS para o último escalão, dos actuais 46.5% para os 55% e criação de novos escalões para rendimentos mais altos (valores a definir) de forma a alcançar uma “maior equidade fiscal e uma justa distribuição de sacríficios”;

- Aumento do salário mínimo dos actuais 485€ para os 600€, de forma a “iniciar um caminho de convergência com os nossos parceiros europeus”, salientou Seguro;

 

O Primeiro-Ministro (PM) afirmou que estas medidas são a tradução de uma “agenda progressista” e que coloca o país na rota do “crescimento e do emprego”. Quanto ao memorando de entendimento com a troika, o chefe de governo afirmou que o governo iniciará uma renegociação do acordo com o FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia para garantir “mais tempo, mais dinheiro e flexibilidade nas medidas”, pois segundo Seguro, “as pessoas estão primeiro”. O PM terminou reiterando que o seu principal objectivo é “devolver aos portugueses a sua vida de sempre”.


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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2012
por jfd

"Se não tivesse de ir ao Algarve iria à manifestação"

DN



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Terça-feira, 11 de Setembro de 2012
por Francisco Castelo Branco

A notícia é boa e em sentido contrário do anúncio feito por Passos Coelho há 5 dias. Eu não digo que o Ministro das Finanças só traz boas notícias?

Com esta folga, Portugal pode continuar o seu caminho. Para já, estamos livres de mais austeridade no OE para 2013, e este ano extra vai possibilitar reequilibrar as contas em termos fiscais. Isto é, vai ser possível angariar as receitas necessárias para equilibrar o défice. Ao perdoar o nosso défice, a troika está a dar um voto de confiança às politicas governamentais. 


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Domingo, 9 de Setembro de 2012
por Alexandre Poço

‎"O governo está espremido entre duas forças, os credores que não emprestam mais enquanto não tivermos juízo e esta gente – professores, médicos, etc. –, que quer proteger ao máximo os seus interesses, esteve a comer acima das suas posses durante 15 ou 20 anos, à custa da dívida externa. Em 2008 e 2009 o desemprego estava a subir e ninguém falava nisso, os reformados continuavam a receber o seu, os funcionários públicos até foram aumentados porque era ano de eleições…O ano de 2009 é extraordinário, a economia caiu 2,5% e os salários subiram 5% em termos reais, portanto é um ano de malucos. O mundo estava a desabar e nós estávamos a cantar porque havia três eleições."


João César das Neves


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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
por jfd

 


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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
por Judite França

1. O défice de 6,9% da UTAO não serve para discutir a derrapagem orçamental (são dados do primeiro semestre, que não levam em linha de conta, por exemplo, a poupança com subsídio de natal que funcionários públicos e pensionistas não vão receber). O valor estará próximo dos 6%; resta saber o que precisará o Governo de fazer para chegar aos «aliviados» 5,3%.

 

2. Ouvir a CGTP pedir à troika para revogar o código de Trabalho obriga-me a dizer duas coisas: ou Arménio Carlos está a ser irónico, ou não sabe que em Portugal a troika ainda não aprova ou revoga leis nacionais.

3. PS e PSD deveriam repetir as respetivas rentrées depois do dia 10 de setembro. Antes disso, os discursos do PM e líder de oposição têm necessariamente pouco interesse.


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por Francisco Castelo Branco

Depois dos discursos de reentré de ontem, todos aguardamos o que a troika tem para nos dizer após a 5ª avaliação do programa de assistência financeira. O défice de 6,9% deu uma pequena vitória a António José Seguro. É por isso de esperar que Pedro Passos Coelho esteja a fazer figas,   esperando boas notícias. Quem ri por último ri melhor.....

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Terça-feira, 28 de Agosto de 2012
por Luís Naves

Os comentadores da televisão e cronistas de jornal são praticamente unânimes: a situação está a patinar, as contas públicas derrapam e a estratégia do governo não funciona. Não o dizem com todas as letras, mas vão insinuando que assim não dá, que temos de bater o pé à troika e desistir quanto antes do actual rumo. Faltam provas para mostrar aos homens de negro? Pois, lá está a execução orçamental para demonstrar a tese. Usam sempre a ironia “desvio colossal”, tentando com isso dizer que Passos Coelho não é diferente de Sócrates, e a narrativa enganadora vai entrando nos ouvidos da opinião pública, já quase convencida de que os sacrifícios não valeram a pena.
A verdade é que a troika e os mercados olham para a tendência de redução do défice e o ritmo das reformas, muito mais do que para as metas em si. Em termos relativos, Portugal fez o maior ajustamento, entre os países em dificuldades, isto pelo segundo ano consecutivo. Os números são claros, mas o mito do fracasso já está tão cristalizado, que os leitores vão resistir às próximas linhas deste texto.

 

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por Carlos Faria

O PS assinou o protocolo com a troika e o PSD cumpre o que os socialistas prescreveram para o futuro de Portugal.

Alguém cumprir regras de austeridade com rigor sempre causou incómodo deste PS por não ser capaz de tal feito.

Portugal sempre foi criticado pelos gastos excessivos dos Governos e pela primeira vez em muitos anos o País reduziu significativamente nas despesas.

Os portugueses eram criticados por viverem acima das suas possibilidades e no último ano, apesar da crise e dos impostos, conseguiram e passaram a poupar mas dos que nos anos anteriores.

Dizia-se que o Governo de Portugal para equilibrar as contas públicas tinha de reduzir nas despesas e não aumentar nas receitas e quando a dívida aumenta por as receitas diminuirem mais que os esperado, mesmo tendo em conta a timidez dos bancos e a poupança dos cidadãos não estimular o consumo, critica-se a diminuição da arrecadação dos impostos.

Portugal era o segundo País do mundo há um ano com maior risco de bancarrota logo a seguir à Grécia, agora está em sétimo lugar em termos de perigo.

Os juros da dívida de Portugal estiveram sempre a subir até ao início deste ano e a partir de então com as contínuas avaliações positivas da troika, os juros começaram timidamente no início a descer e depois consistentemente a baixar de forma cada vez mais significativa.

Alguém ainda duvida por que têm o PS e o BE tanto medo das avaliações positivas da troika?


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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
por Alexandre Poço

Estado corta metade dos apoios a fundações

 

Uma notícia há muito esperada e muito bem-vinda. Este corte nas fundações é a concretização de uma proposta eleitoral dos partidos da coligação, que mais tarde passou para o programa de governo. É de relembrar que era igualmente uma exigência da troika. Mais sentido faz quando ficamos a saber que "entre 2008 e 2010, o Estado concedeu perto de 1 500 milhões de euros - pouco menos de 1% do PIB - em apoios públicos a estas entidades."


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Sábado, 26 de Maio de 2012
por Sérgio Azevedo

António José Seguro diz que "há duas formas de governar o país".

Não podia estar mais de acordo. Uma delas, que conhecemos bem e o PS mais gosta, é a gastar o que não se tem. Outra é a pagar pelo desvario dos outros.


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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
por Pedro Correia

Expliquem-me, por favor. O Mário Soares que, fez agora um ano, teve uma "discussão gravíssima" com José Sócrates ao ponto de levar o ex-primeiro-ministro a ceder "à evidência" de que Portugal necessitava de urgente ajuda externa será o mesmo que hoje instiga o PS a "romper com a troika" porque "entrou aqui como se Portugal fosse um protectorado"?

Razão tinha Jorge Coelho naquela frase que a SIC Notícias gosta tanto de exibir: "Há muita falta de memória na política e nos políticos".


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Terça-feira, 10 de Abril de 2012
por Sérgio Azevedo

Maria de Lurdes Rodrigues, ex-Ministra da Educação do Governo de Sócrates, acaba de afirmar na Comissão Parlamentar de Educação, a propósito do desvario da Parque Escolar, que foi "uma verdadeira festa para arquitectos e construtores". Pois foi. Mas com a Sra. Ex-Ministra sempre a assinar por baixo!


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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
por Sérgio Azevedo

Na terceira avaliação do programa de ajustamento a Portugal pode ler-se nas conclusões: "Overall, the programme is on track. The fiscal adjustment in 2011-2012 is remarkable by any standards. The necessary deleveraging of the financial sector is progressing in an orderly manner. Reforms in labour and product markets aimed at raising competitiveness, growth and job creation are advancing and framework conditions for doing business are being improved."

 

E então Tozé? Como vai ser?


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Sábado, 31 de Março de 2012
por Sérgio Azevedo

Julgo que é absolutamente aconselhável estarmos sempre atentos às opiniões do Dr. Vítor Constâncio. Só ele sabe o que fez e o que deixou que se fizesse na sua passagem pelo Banco de Portugal.


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por Mr. Brown

Mas ficaria bem ao CDS, tal como aconteceu noutras situações nesta legislatura, não impor consequências políticas a quem pensa pela sua própria cabeça. Cortinas de fumo à parte, no caso de Ribeiro e Castro não ficaria nada bem. Se esta alteração ao Código do Trabalho não é matéria de disciplina de voto, qual é que será? Resta o orçamento e pouco mais. Além disso, as alterações ao Código do Trabalho resultam do memorando de entendimento com a troika, o qual, pensava eu, comprometia todos os deputados do CDS. Se Ribeiro e Castro, furando a disciplina de voto, vota contra nesta matéria e isso não tem qualquer consequência, então a partir de agora, pelo menos no que ao ponto de vista do CDS diz respeito, todos os deputados do PS ganham liberdade para deixar de respeitar o memorando que o partido pelo qual foram eleitos também assinou. Um deputado do CDS arranjou um pretexto para votar contra, muitos outros pretextos não faltariam na bancada socialista.


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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
por jfd

O fim-de-semana deu-nos um Tó Zé pouco seguro do acordo assinado pelo anterior Governo; distanciou-se como um socialista foge da renúncia aos subsídios estatais. Mas tão somente para depois se saber que o iria honrar. Eu, pouco dado a relembrar passados tristonhos, cinzentos e de má memória, não vou de todo recordar o que dizia Tó Zé durante a discussão do tal acordo, nem que oposição fez ao seu antecessor nem sequer lembrar quem nele votou em massa desta volta. Ups...

Tão dados que eles andam em ler o Wall Street Journal e o FT nas suas mil e uma análises ao caso português, será que hoje tomaram nota do The Guardian e a sua análise à falta de identidade da esquerda portuguesa?

 

António José Seguro, the current PS leader, can't be a strong voice as opposition since PS subscribed to the troika's demands.

 


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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
por Mr. Brown

Gerou-se alguma celeuma no twitter por causa das declarações de Passos Coelho em que este garante que vai cumprir o acordado com a troika «custe o que custar». Para começar não é nada de novo em relação ao que foi o discurso de campanha que o levou ao poder: existem promessas não cumpridas, mas neste caso a honestidade foi total e ninguém votou ao engano. E depois vamos lá ver se nos entendemos: o que esperam que o primeiro-ministro diga, que não quer cumprir o que foi acordado? A partir do momento em que assinamos o memorando, assumindo que estávamos de boa fé - não sei se todos os que o assinaram estavam -, temos de demonstrar vontade de o cumprir. E o primeiro-ministro em público deve bater sempre nessa tecla: é nossa firme intenção cumprir o acordado. Mas será possível cumpri-lo, é realista, ainda para mais sabendo que as circunstâncias terão mudado? Talvez não. De igual forma, parece-me totalmente irrealista que Portugal tenha «o objectivo de voltar aos mercados em 2013» e ainda assim Passos Coelho não pode ter outro discurso. É que repito: devemos deixar evidente e absolutamente claro lá para fora que se por algum motivo o que estiver acordado falhar, nunca será por falta de vontade e empenho nosso.

Também por isso, se alguma correcção de rota for necessária, ela deve ser discutida à porta fechada, nas reuniões privadas com a troika, nunca na praça pública. Ou não foi possível chegar a entendimento com a troika sobre a questão da TSU? Foi, provando que nem o Governo, nem a troika, ignoram que alguns ajustamentos podem e devem ser necessários. Mas é bom recordar que quando se trata de renegociar as metas para o défice e os prazos estamos sempre a falar em ir pedir mais dinheiro. E o quê que tem acontecido aos gregos sempre que têm necessitado de mais dinheiro? Novas e mais pesadas condições, isto para não falar na ameaça de uma limitação, ainda maior, da sua soberania. Logo, nós até podemos acabar como os gregos, a precisar de novo empréstimo e de um "perdão" da dívida, mas não devemos passar lá para fora a ideia de que, tal como eles, nunca tivemos grande vontade em cumprir o acordado.

E chamo a atenção para isto, que tem passado algo despercebido: «se, por razões externas que não tenham que ver com o cumprimento do programa, Portugal ou a Irlanda, não estiverem em condições de regressar ao mercado na data que está fixada, o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia manterão a ajuda a estes dois países». Por isso, interessa lá que Passos diga que tem como objectivo voltar aos mercados em 2013 ou não. Se é isso que os alemães querem ouvir, é isso que Passos deve dizer. Entretanto, óptimo mesmo seria chegar a 2013 com a garantia de que lá fora dariam como certo que tínhamos cumprido o que acordamos. Até porque, repetindo uma ideia minha, o sucesso deste Governo não se medirá pela existência ou não de um segundo resgate, mas sim pelas condições que nos forem impostas aquando desse mesmo resgate. É bom que se perceba isso.


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