Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013
por Fernando Moreira de Sá
A promoção turística de e com futuro passa por este tipo de soluções. Por isso mesmo, este projecto (nado e criado no Norte de Portugal) é candidato a um dos prémios da Publituris na BTL 2013 que começa esta semana em Lisboa. Aqui fica:

Lojas Interativas TPNP from Nextpower Norte on Vimeo.


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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2012
por Fernando Moreira de Sá
 

 

Domingo, 13 horas, Ribeira do Porto, Setembro de 2012.

As ruas, as esplanadas e os restaurantes cheios de turistas. Eram franceses (muitos), ingleses (alguns) e espanhóis (vários). Um dia de sol fantástico que convida a um passeio por todo este Património da Humanidade e que nos enche de orgulho e satisfação ao ver semelhante mar de turistas.

 

Manda a prudência evitar almoços de domingo em zonas turísticas na época alta. Eu sei. Não resisti. Fomos ao Chez Lapin, mesmo no olho do furacão turístico. A longa espera, fruto de um serviço fraquinho, permitiu assistir à invasão de um grupo de franceses, logo seguido de um grupo de italianos reformados. Fico positivamente surpreendido ao verificar que o restaurante tinha empregados que dominavam o francês e o italiano – o facto de a sopa que nos serviram ter regressado ao ponto de partida por estar azeda não me tirou a boa disposição. São coisas que acontecem...

 

Com afinco, os empregados procuravam impingir o bacalhau. Alguns italianos resistiram. Entretanto chegaram os nossos pedidos. Só não seguiram o caminho da sopa por verdadeira desistência. Em bom português, uma merda. Os meus filetes de polvo com arroz de feijão resultaram nuns filetes muito maus e quanto ao arroz, ainda espero sentado. As carnes em “vinha de alhos” dos restantes comensais (três) vieram acompanhadas de quatro meias batatas assadas. Quanto ao sabor e qualidade da carne nem vale a pena perder tempo a explicar.

 

Ao meu lado, os italianos sofriam. Desde confusão na entrega dos pedidos, reclamação pacífica sobre os mesmos – imaginem o que lhes entregaram: o bacalhau que não queriam. A água fresca solicitada resultou em natural. Quando os empregados não estavam por perto e dada a proximidade entre as mesas não foi difícil perceber os seus comentários. No início só elogios à cidade, a meio abundavam as críticas à qualidade dos produtos servidos.

 

Finalmente, as sobremesas. O meu bolo de chocolate deve ter sido bom e fresco três dias antes. Desisti. Pedi a conta e fui-me embora. Para nunca mais. Nem fiquei triste ou mal disposto por mim e pelos que me acompanharam. O meu desalento é outro.

 

Estamos todos a fazer um enorme esforço para manter o Porto no mapa de destinos turísticos de excelência. Todos. Entidades públicas da Região, privados, operadores, etc. Excelentes hotéis, fantásticos hostels, restaurantes cada vez melhores, mais formação e muito mais informação. Só que alguns ainda não aprenderam e querem ganhar tudo de uma vez só a curto prazo. Quando assim é, todos ficamos a perder.

 

Escrevo estas linhas por um pormenor que é pormaior: estes franceses e italianos não escolheram o Chez Lapin como eu. Aterraram nele levados por guias contratados (e devidamente identificados como tal). Eu escolhi o restaurante e por isso o erro foi meu. A estes turistas foi impingido. Logo, foram duplamente enganados.

 

Um dia não são dias. Espero que tenha sido só um dia menos bom.

 


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Terça-feira, 31 de Julho de 2012
por Diogo Agostinho

Aqui este jovem, que vos escreve hoje, nasceu na região que é agora invadida pelos portugueses que chamam o Algarve de Marrocos. Poderia dizer: gostam pouco, não é? Eu sei que gostam.

 

De 300 mil habitantes ano, o Algarve nesta altura passa para o milhão e meio, dois milhões. É, de facto, uma região única. As condições, o sol, a praia, a temperatura da água (mas que raio de temperatura de água é essa da Costa?). Todo o encanto que o Algarve tem. Ora, vem isto a propósito de terem saído os números dos gastos dos turistas estrangeiros em Portugal. O número é entusiasmante: quase 500 milhões de euros.

 

Nesta fase que o País atravessa, o turismo é crucial para o nosso futuro. Bem sei das reclamações que muitos portugueses fazem do serviço no Algarve. Por isso lanço o apelo a quem está no sector, quer seja restaurante, hotel, loja, aluguer de toldo, aluguer de gaivota, que seja simpático quer com o camone, quer com o tuga. É que dinheiro não tem cor. E simpatia conquista. É o flanco a corrigir na minha região.

 

O turismo é fulcral para o Algarve.

 

Estive também este fim-de-semana por lá e felizmente a campanha nojenta de Guimarães, capital da cultura, não vingou! Eu não me esqueço do cartaz que fizeram:

 

 

 

Para se promoverem, não precisam de mandar abaixo! Toma lá morangos!


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Sexta-feira, 22 de Junho de 2012
por Fernando Moreira de Sá

O Norte já prepara as suas festas populares. Toda uma região que está de braços abertos à Vossa espera. Aqui fica o Porto e Norte em apenas cinco minutos, um vídeo promocional lançado ontem, na abertura da primeira Loja de Turismo Interactivo da Europa, no Aeroporto Internacional do Porto - Francisco Sá Carneiro:


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Domingo, 27 de Maio de 2012
por Fernando Moreira de Sá

Quem escreve assim...deixa-nos sem palavras. Mexe com o nosso orgulho tripeiro e nortenho. Mexe, juro que mexe. Agora foi a vez da Ana Díaz-Cano na CondéNast Traveler de Espanha. Assim como quem não quer a coisa, sem grande alarido, o Turismo do Porto e Norte de Portugal lá vai levando a água ao seu moinho.

 

E mais não escrevo. Façam o favor de ir ler: 

2012 es sin duda el año de Oporto. Candidata como Mejor Ciudad en los Design Awards de la revista Wallpaper, considerada como el cuarto mejor destino por la Lonely Planet, hasta el New York Times se ha rendido a los pies de la vieja ciudad del Duero para destacar con encendido entusiasmo su efervescencia cultural y los ritmos de una noche vibrante e inacabable.

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Quinta-feira, 12 de Abril de 2012
por Fernando Moreira de Sá

 

O que se passou, na Páscoa, no Algarve é surreal. Como também o é alguns comentários que ouvi, nomeadamente, de turistas espanhóis. Vamos por partes.

As antigas SCUT não foram pensadas para ter portagens. Literalmente. Caso contrário, teria sido salvaguardada essa hipótese em termos de infraestrutura. Da forma como foram construídas torna-se complicado qualquer sistema de cobrança diferente do tradicional. Por sua vez, a opção de cobrança utilizada é geradora de problemas, como se está a verificar.

Não me vou alongar sobre a questão das alternativas inexistentes pois seria repetir tudo aquilo que já escrevi sobre o tema. Nem vale a pena, por agora, voltar a sublinhar o óbvio – a receita que está a ser gerada é bem inferior ao prejuízo directo e indirecto que está a resultar para o Estado e para as populações.  E já desisti de questionar uma matéria sensível: os contratos de concessão...

Quando ouvi alguns turistas espanhóis criticar ferozmente as portagens, mesmo sabendo que entro na “A52 - Autovía das Rías Bajas” e ando 300km sem pagar um tusto e através dela sigo até à fronteira francesa e pago menos do que ir, na A1, do Porto a Lisboa, tal não significa que não existam portagens nas autoestradas espanholas e, sobretudo, nas suas zonas turísticas – algumas delas igualmente surreais.  Por exemplo, na zona de Burgos, existe uma autoestrada sem portagens e outra, quase paralela, com portagens. De repente, aparece uma placa com a bandeira portuguesa e a bandeira marroquina indicando como caminho para esses dois países a tal que é paga. Os turistas desses países que não saibam, seguem pela que é pagar quando podiam ir pela que não se paga (um pouco menos de quilómetros mas que não compensa). Ou seja, podem criticar, e com razão, o inacreditável método de pagamento e não a existência de portagens, por si só. O que existe em Espanha, ao contrário de Portugal, são verdadeiras alternativas. Algumas delas, equivalentes à autoestrada com portagens.

Sendo o Turismo tão importante para a economia nacional é, no mínimo, lamentável o que se passou no Algarve. Da mesma forma que é criminoso o que se passa no Norte de Portugal. A importância do turismo galego no Norte de Portugal é tremendo e as portagens na A28, uma vez mais por causa do método de pagamento, geraram uma onda mediática muito negativa em todos os OCS galegos que se está a reflectir nos resultados turísticos da Região. Uma vez mais, as receitas de cobrança de portagens, neste caso na A28, são bem menores que os prejuízos económicos causados na Região, em especial, no litoral. Não ver isto é de uma irresponsabilidade imperdoável. Paulo Campos, o pai desta vergonha, ainda não pediu desculpas...

 

(a fotografia que ilustra o post foi gentilmente palmada AQUI)


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Terça-feira, 6 de Setembro de 2011
por Fernando Moreira de Sá

Hoje a capa do Jornal de Notícias deixou-me satisfeito e orgulhoso: "Turistas nacionais preferem o Norte".

 

Segundo o estudo de uma consultora para o Turismo de Portugal, os portugueses preferem o Norte como destino turístico. Aliás, nos diferentes pontos do estudo, a região Norte ganha em quase todos (o único onde não ganha fica em segundo e quem vence é o Douro, igualmente no Norte). O trabalho realizado divide o Norte em três partes: Norte, Porto e Douro. Nos principais itens ficam os três no pódio. Uma enorme surpresa. Ou não.

 

O trabalho que está a ser feito no turismo da região (TPNP) começa a dar os seus frutos e os resultados deste estudo são animadores. O Minho e Trás-os-Montes precisam de ter uma maior visibilidade (Braga-Capital Europeia da Juventude 2012 e Guimarães 2012 serão essenciais para a dinamização de todo o Minho enquanto destino turístico) e um maior esforço financeiro por parte do Turismo de Portugal e da tutela. Por sua vez, não se justifica esta falsa divisão que foi criada por anteriores governos em “Turismo do Porto e Norte de Portugal” e “Turismo do Douro”. O Douro é parte integrante do Porto e Norte, estar separado é um erro e uma duplicação de custos. Nem o Douro cresce sem o Porto e Norte nem o Porto e Norte se podem afirmar sem o Douro. São uma e a mesma coisa.

 

A sua mais-valia é a diversidade gastronómica, paisagística e cultural. A natureza, o turismo religioso, o turismo aventura, o turismo de negócios, de gastronomia e vinhos ou de saúde e bem-estar sem esquecer os “city and short breaks” são as apostas a reforçar sem esquecer o náutico e o golfe. No Norte nada disto falta em quantidade e qualidade. O que falta? Uma mudança estratégica por parte da tutela e do Turismo de Portugal em termos de investimento. O Algarve, a Madeira e Lisboa já se solidificaram internacionalmente enquanto destinos turísticos. É chegada a hora de reforçar o investimento no turismo do Norte. É bom para Portugal.

 

Porém, não chega. Nós, no Norte, os poderes regionais/locais e empresariais devem começar a olhar a sério para esta nova realidade. Para os números crescentes de turistas que nos visitam. É fundamental que todos comecem rapidamente e em força a remar para o mesmo lado. Olhem para o trabalho do TPNP, olhem para o que está a ser feito por muitos pequenos empresários. Ouçam a voz de investidores como a proprietária da Douro Guest House – não a conheço de lado nenhum mas li com atenção o que disse hoje ao JN:

“É preciso mais e melhor publicidade e organizar o sistema, dar mais informação sobre o que se pode fazer. O Pinhão nem sequer tem um centro de turismo, quando todos os clientes que vão para o Douro, vão para o Pinhão”

Palavras sábias. O Douro, nessa matéria e noutras do género, é um desastre (sobre o Douro escreverei em breve aqui no Apache).

 

A notícia de hoje do Jornal de Notícias (que está a melhorar a olhos vistos nos últimos tempos e está a ter o devido retorno com o crescimento do número de leitores) é um enorme motivo de alegria e de motivação extra para todos aqueles que acreditam no futuro da região.

 

Mais do que reclamar contra Lisboa e o poder central (tenho moral para escrever isto) temos de ser nós, os diferentes actores da região, a puxar por ela. Um bom exemplo pode ser dado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) apressando a aprovação das inúmeras candidaturas pendentes – sublinho a demora na aprovação da candidatura da Capital Europeia da Juventude Braga 2012 que pode ter consequências graves para o evento. 

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