Quinta-feira, 1 de Agosto de 2013
por Dita Dura

@fvicentedasilva

Faz parte da política que vale a pena, a esquerda altruísta, assertiva e realista. O Francisco é sensível às questões sociais, verdadeiramente preocupado com os mais fracos e frágeis, defensor dos desprotegidos. Ao mesmo tempo, tem uma inteligência muito acima da média e um sentido de humor apurado. O resultado final é um Twitter forte, pragmático, sem medo e sem complexos, mas com muita piada.

 

@diogobeja

O Diogo Beja tem a paixão da rádio. Além de ser um dos comunicadores nacionais mais conhecidos, faz o programa da manhã da Antena 3 há largos anos. Trabalha na rádio desde sempre e aparece muitas vezes na televisão. Além de ser uma simpatia, tem um humor descomunalmente divertido. Impossível perder os seus tweets.

 

@luismiguelrocha

O Luís Miguel Rocha é um dos escritores portugueses mais lidos e vendidos em todo o mundo. Apesar de ser bem-sucedido e até alvo de inveja, nada disso se nota no seu Twitter. É sim uma pessoa simples com gostos perfeitamente humildes. Quem o segue e com ele interage, tem a impressão que é um de nós, sem vedetismos.

 

@pedroteich

O Pedro Teichgräber é uma das maiores promessas do jornalismo português. Mas é muito mais do que isso. O seu Twitter é apenas e só a melhor fonte de links sobre social media, notícias, artigos de interesse e vídeos. Na minha opinião pessoal, o melhor conjunto agregado em toda a internet.

 

@ruimalheiro

O futebol é um dos assuntos preferidos do Twitter. Toda a gente tem algo a dizer, todos apoiam a sua equipa quando o esférico rola na chuteira do craque, remata para o golo e a timeline vibra. O Rui Malheiro é um dos maiores entendidos do assunto, pelas análises detalhadas que faz, pelo conhecimento das táticas e dos jogadores, das equipas e dos campeonatos. De Portugal até ao Vietname, da primeira-divisão até aos regionais.

 

@paulanevesd

A Paula Neves é uma das mais conhecidas e talentosas atrizes portuguesas. No Twitter tem a simpatia e gentileza de uma verdadeira senhora. Partilha a sua vida e os seus amores de forma descontraída, como uma mulher comum. Sem vedetismos. E revela acima de tudo o excelente ser humano que é.

 

@nelsonrosado

Toda a gente sabe do talento do Nélson Rosado, mas nem todos conhecerão a sua extrema humildade e empatia. Partilha as suas viagens, os seus gostos, o dia-a-dia cheio de novidades. Muito boas fotografias não faltam e, claro, grande música.

 

@fcancio

Polémica e frontal, está quase sempre no centro das disputas acaloradas do Twitter. Mas concordemos ou não com as suas posições e opiniões, descobrimos na Fernanda Câncio uma das melhores jornalistas portuguesas, séria e isenta no exercício da sua profissão. No Twitter revela um humor extremamente cáustico e mordaz. E no meio ainda fala da inclinação musical e literária, que é exímia.

 

Tenho pena de não mencionar muita gente que merecia, sem sombra de dúvida. Alguns estou apenas agora a descobrir e talvez mencione no futuro. No Brasil também há muito boa gente e provavelmente com melhor qualidade. Isto sem falar nos americanos.  Em breve farei uma compilação para além do nosso pequeno rectângulo. Se entretanto quiserem completar esta lista, coloquem na caixa de comentários.


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Sexta-feira, 26 de Julho de 2013
por Dita Dura

Entrei na rede social Twitter há mais de três anos com o nome Dita Dura. Em pouco tempo comecei a ter algum sucesso e passados alguns meses já era uma das contas portuguesas com mais seguidores. Falando de tudo e de nada, misturando assuntos sérios com piadas sem sentido, desenvolvi um personagem assente num humor extremamente cáustico e assertivo. Tentei também provar que é possível ser crítico e concludente, sem fazer ataques pessoais ou insultos gratuitos. Penso que deixei a minha marca ao longo deste tempo e esta convicção deixa-me com o sentimento cumprido de ter divertido, entretido e suscitado reflexões.

 

Amanhã irei revelar a minha identidade, colocando no perfil o meu nome verdadeiro e fotografia. Sei que é um risco, porque acredito que grande parte do sucesso vem deste mistério, mas a verdade é que é um ciclo que se fecha. É uma marca que se foi esvaziando ao longo dos tempos e que não pode ser eterna. Até agora, nunca geri esta situação com planos elaborados e decisões pensadas, mas sim de forma intuitiva e rápida.

 

O meu objetivo foi sempre apenas o de provocar o riso, desviar a atenção dos problemas e sofrimentos da vida, parar um pouco para pensar de forma leve e espontânea. Durante esta viagem pude contar com a gentileza e simpatia dos elogios de uma quantidade infinita de pessoas, que foram a razão desta caminhada ter sido tão longa. A estrada não termina aqui, não conto mudar muita coisa, mas é muito provavelmente o princípio do fim.


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Segunda-feira, 1 de Abril de 2013
por Dita Dura

O Twitter é uma rede social ou um site de microblogging ou aquilo que lhe quisermos chamar. Seja o que for, é um lugar para onde converge cada vez mais gente de todos os lados do mundo. Se quisermos estabelecer uma comparação, o Facebook é a televisão e o Twitter a rádio: um é mais visual, outro com mais imediato; um mais passivo, outro mais comprometido; um mais rigoroso, outro mais próximo. Por isso mesmo, há cada vez mais casos de responsáveis mundiais, como qualquer presidente ou o próprio Papa, que o utilizam para comunicar de forma simples e directa, assertiva e eficaz. A principal razão do sucesso é ser uma ideia clara, com conceitos muito básicos e sem grandes regras. E no final acaba por ser quase viciante.

 

Não deixarei de ser humilde se disser que o meu caso é de sucesso: sou das pessoas em Portugal com maior notoriedade no Twitter, com vinte e cinco mil seguidores e, muito mais importante, com mais conectividade e replicações de mensagens. De nada serve ter dezenas de milhares de seguidores inativos, de proveniência duvidosa, ou a quem somos indiferentes. Por isso mesmo, a melhor forma de medir a grandeza da interatividade de um utilizador é através da combinação de vários factores, como os retweets, menções, listagens, mensagens diretas e nível de correlação com outros sites. Podemos dizer que esta medição não é importante para quem busca apenas o divertimento, como eu, mas gostaria de parar um pouco para reflectir sobre a eficácia da publicidade no Twitter. Sendo à primeira vista um site tão minimalista, será possível e conveniente uma empresa investir neste campo? A minha primeira resposta é que não é desejável que haja uma inundação de empresas e marcas a fazerem spam a torto e a direito. Mas o meu caso prova que se for feito de forma congruente, pode ser muito mais eficaz do que qualquer campanha na televisão e alcançar mais público do que um outdoor numa rua movimentada.

 

O que é a Dita Dura senão uma marca? Ninguém sabe quem eu sou, mas toda a gente que me segue fixa atentamente quando vê o “D” maiúsculo num noticiário na TV, ou uma referência na rádio ou num jornal. Qualquer marca pode conseguir o mesmo com uma estratégia bem delineada e, longe dos conceitos tradicionais de marketing, com um estímulo de emoções em perfeita sintonia com as necessidades de quem está do outro lado. E a primeira dificuldade de alguém que se assume como anónimo é conseguir um certo nível de empatia, mas isso é possível através de certas técnicas muito simples, que incluem a ideia de neutralidade perante todos os utilizadores e a amizade com cada um. Se não me posso aproximar fisicamente de ninguém e ninguém pode saber quem sou, a melhor forma é manter esse mistério e tentar que seja uma aura que sirva a todos. Também seria impossível, ou demasiado desgastante, responder a todas as menções e temas, por isso o melhor é dispersar ao máximo e efectuar uma limitação de assuntos e variações sobre o mesmo tema. No entanto, tenho preferências e opiniões, gosto de as discutir e ter medo delas apenas me tornaria distante e inacessível. A junção de todos estes elementos mostra claramente que é possível haver verdadeira empatia sem interação, não apenas uma ilusão de sensações.

 

Não pude deixar de tirar estes apontamentos, numa altura em que tanto se fala de social media, tantas vezes por pessoas que estão a milhas da realidade. O segredo está em conhecer do que se fala e tirar partido das particularidades e especificidades das redes sociais, ao mesmo tempo que se deve entender como as pessoas agem, sentem e são nestes sítios. No meu caso, a parte do processo criativo não é cansativa ou morosa, porque acontece em todo o lado: na rua, no semáforo, na casa de banho, numa fila de espera. Basta ter o telemóvel e, ao todo, não dura mais de quinze a vinte minutos por dia. É simples e, acima de tudo, muito divertido. O meu prazer é o mesmo de milhões de utilizadores de todo o mundo e o meu objectivo esgota-se nesse mesmo prazer.


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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2012
por Sérgio Azevedo

Não pondo em causa a dificílima tarefa de uma mãe(e de um pai também, se me permitem sei bem o que isso é!) em tão exigente família liderada por pequenos "terroristas" com muita pouca margem para qualquer tipo de negociação, ou o patriotismo luso que nos espreme o coração mas que, pelo andar das coisas, nem com 3 Nobel se almejava alteração deste fado mais chorado que cantado, o meu Prémio Nobel deste ano seria para as redes sociaisTwitter e Facebook.

 

A propagação do movimento "Primavera Árabe" para toda a região do Norte de África e Médio Oriente não teria sido possível nem, provavelmente, produziria os mesmo efeitos se não fossem estas duas ferramentas sociais. É esta aliás a conclusão de um estudo da Dubai School of Government onde indica a importância do Twitter e do Facebook na disseminação e no fortalecimento das manifestações populares que se espalharam pelo mundo.

 

Segundo este estudo nove em cada dez tunisianos e egípcios afirmaram ter usado o Facebook para organizar os protestos e aumentar a participação da população nas manifestações. Os resultados são conhecidos.

 

Sem estas ferramentas nunca teriamos ficado a saber que Mohamed Bouazizi, vendedor de verduras cometeu suicídio depois de revoltar-se com o tratamento dado pelo governo a ele e a toda a população tunisiana ou então que a jornalista egípcia Mona Eltahawy após participar nas manifestações da Praça Tahir havia sido detida e levada ao Ministério do Interior, onde ficou por 12 horas. Nesse tempo, a jornalista teve seu braço esquerdo e sua mão direita partidos tendo sofrido um brutal espancamento e abusos sexuais por parte da polícia.

 

"Estou livre. Além de baterem em mim, os 'cachorros da CSF' [Força de Segurança Central] me sujeitaram ao pior abuso sexual. Cinco ou seis me cercaram, apertaram meus seios, pegaram na minha área genital e eu perdi a conta de quantas mãos tentaram entrar nas minhas calças. Eles são cachorros e seus chefes são cachorros. F******, polícia egípcia", escreveu a jornalista.

Mas ainda que fossem apenas veículos de comunicação utilizados por coincidência neste momento importante na história da Humanidade, a reacção dos governos árabes de países em revolução em intensificarem o bloqueio e as restrições às ferramentas para evitarem que as revoltas se fortaleçam são sinonimo da sua extrema importância na divulgação mundial ao minuto das atrocidades cometidas contra os mais fracos. Veja-se o exemplo da Síria onde o presidente Bashar al Assad e o governo proíbe o uso das redes sociais e a entrada de jornalistas internacionais no pais.

 

A atribuição do Prémio Nobel da Paz ao Twitter e ao Facebook era também a atribuição do prémio a todos aqueles que por intermédio dos seus posts e dos seus tweets denunciam, expõem, opinam e lutam por um mundo melhor. Era um Prémio para as pessoas. Todas as pessoas.


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