Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
por Carlos Faria

Desde o início das suas funções de Ministro da Economia que muitos se aproveitaram do seu estilo diferente para o achincalhar e até alguns dos seus críticos abstratamente defendiam o seu modo de ser político: não influênciável, humilde, independente, simpático e com formação reconhecida.

Certo que era evidente que em parte se desabituara ao discurso político que se faz em Portugal, mas bastou ser substituído e imediatamente foi tratado como vítima, reconhecido o seu trabalho e até elogiado por alguns dos seus detratores...

Só tenho pena de me ter sentido tão só quando o defendia no tempo em que ele ainda era ministro e percebia a sua linguagem, deve ser da minha naturalidade Canadiana, mas nunca preferi os elogios póstumos a quem os merecia receber no seu tempo...

Mas é assim Portugal...

 

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Sexta-feira, 19 de Julho de 2013
por Carlos Faria

Não vou culpar o partido A ou B, nem o Presidente da República, nem o passado. O problema financeiro e económico que Portugal enfreta hoje, independentemente de quem nos colocou aqui, deveria ser resolvido pelos políticos de hoje, tivessem ou não cometido erros no passado.

Infelizmente tenho uma elevada certeza de que do desacordo hoje anunciado entre as partes envolvidas na busca de uma solução consensual para enfrentar a nossa quase bancarrota só vem piorar a situação atual de Portugal e vai ser sobre o Povo que cairão os espinhos e os azedumes que deste desentendimento irão resultar.

Tenho quase a certeza que vamos a caminho da Grécia e que ninguém nos dará a mão para nos aliviar do fardo de um novo resgate ou bancarrota e alguns dos que hoje se regozijam, mais tarde também se lamentarão. Temo pela qualidade de vida das próximas gerações que nem gozou e aproveitou o passado  nas condições de juventude e de grande parte da vida adulta da minha geração, nem terá acesso aos direitos adquiridos de alguns.

Oxalá esteja enganado... mas prevejo tempos bem piores para os Portugueses.

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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013
por Carlos Faria

A utopia dá-nos muitas vezes força para caminhar, mas a maioria das vezes leva à desilusão quando sentimos que os pés se cansam para uma meta inalcançável.

Cavaco pôs em primeiro lugar a necessidade de ética política para salvar a Nação de uma forma sustentável a longo-prazo: em resumo, considerou imprescindível que os líderes dos partidos nacionais que dizem acreditar no sistema democrático ocidental, integrado na União Europeia e com as condicionantes do atual sistema de economia globalizada devem colocar os interesses fundamentais para a sobrevivência do futuro de Portugal acima dos interesses pessoais e de grupo que presidem e para acabarem com os jogos tendentes a meras vitórias passageiras de fação que prejudicam o que é essencial no País.

No campo dos princípios estou de acordo com a ideia de Cavaco Silva, o primeiro problema é se for impossível reunir um número mínimo de líderes nacionais de partidos chamados à ordem que coloquem de facto em primeiro lugar o interesse de Portugal.

O segundo é que na impossibilidade de resolução pela via dos líderes partidários, eu não vejo como os mesmos viabilizarão em seguida uma solução presidencial que coloque os interesses de Portugal acima dos das fações que eles defendem.

 


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Terça-feira, 2 de Julho de 2013
por Carlos Faria

Confesso que após décadas a acompanhar a política nacional nunca assisti a um espetáculo de crise governativa tão degradante quanto ao que hoje se assisti.

Compreendo que numa coligação existam negociações na repartição de ministérios e cargos de ministros, até admito descontentamentos a determinados nomes de uma das partes face a outra e se ao Primeiro-ministro cabe a prerrogativa de aprovar o nome final, ao parceiro cabe o direito de assumir atempadamente veto na negociação.

Agora não compreendo que um descontentamento sem ameaça de veto ou de demissão durante a negociação se torne depois do nome ser tornado público e de ser constituído o gabinete pluripartidário do novo ministro, o parceiro apresente uma carta de demissão no dia seguinte publicamente.

Quando há um casamento, o representante legal ou da religião questiona na hora de se dar o nó se alguém conhece algum impedimento para o contrato que se vai celebrar, implícito que se não for nesse momento, quem se calou deve continuar calado se não surgir nada de novo. Hoje assisti a alguém desrespeitar todos os princípios de confiança numa negociação, rompendo depois de ter sido publicamente assumido o nó…

Na política não pode valer tudo...


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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
por Carlos Faria

Nada tenho contra OCS cuja linha editorial seja ideologicamente assumida, desde que não alterem números e factos reais para deturpar a verdade, é uma forma de transparência maior que títulos tendenciosos de alguns meios de comunicação ditos de referência e cujos seus jornalistas se apresentam como isentos.

Já sei que o tratamento de dados estatíticos pode ser tendencioso, mas sobrepôr aos dados oficiais de uma entidade supranacional, não dependente do governo e sem cariz ideológico, as previsões dos jornalistas ou as respetivas perspetivas como aconteceu hoje no Expresso não é um bom exemplo de ética jornalística.

 

Eis um bom exemplo de como um jornal faz um título com isenção relativo aos os mesmos dados, como veem não é difícil perceber a diferença.


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Quinta-feira, 27 de Junho de 2013
por Carlos Faria

Compreendo a irritação de quem adere a esta greve, solidarizo-me com aqueles que votaram na reforma do Estado para pôr fim ao aumento continuado dos impostos e na não desvalorização do trabalho e agora veem que tal não veio a acontecer. Mas tenho de reconhecer que estes motivos, que são a razão do meu principal descontentamento, só seriam compensados mediante propostas alternativas credíveis sustentáveis que me justificassem lutar por elas, se estas não estão em cima da mesa, aderir a uma greve apenas para protestar e sem ser por nenhuma solução em vista para mim é pouco.

Se não resolve a sério o que gostaria que ficasse resolvido: a sustentabilidade económica de Portugal feita de um modo minimamente justo…; não contem comigo!


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Terça-feira, 18 de Junho de 2013
por Carlos Faria

Na greve de professores, como em quase todas as greves, houve pessoas inocentes prejudicadas, neste caso estudantes. A injustiça não é ter havido alunos que não foram prejudicados, mas sim ter havido alguns prejudicados, mas não é ético que estes últimos prejudiquem colegas e ajam contra os primeiros.

Falta ética em muitos na classe política, é verdade infelizmente... tal como cada vez há menos ética nesta sociedade e eu por norma digo que os políticos em democracia são um espelho do seu povo. Insisto, jovens que prejudicam colegas também não agem com ética, mesmo assim, se vi quem agiu deste modo justificar-se nos OCS, não vi críticas a tal comportamento e isto espelha a nossa sociedade.

Este jovens são uma imagem do que será o futuro de Portugal: um País cada vez com menos ética, onde até a indignação e outros comportamentos serão feitos acriticamente sem ética, quiçá impunemente... depois não se admirem de monstruosidades que venham a surgir numa sociedade assim.


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Segunda-feira, 10 de Junho de 2013
por Carlos Faria

Por vezes olho à minha volta e sinto-me que remo contra a maré, este artigo talvez seja um deles.

Efetivamente nada tenho contra Dilma Rousseff, lembro-me que no passado se falava da necessidade de comprar dívida de Portugal para salvar o nosso Estado, parece que a Presidente do Brasil se escudou então na impossibilidade constitucional daquele País para implementar tal feito em favor dos lusitanos e não ouvi que tivesse movido qualquer cordelinho para alterar tal situação.

Após isso, tenho ouvido pontualmente algumas declarações de amizade da Presidente do Brasil em relação a Portugal, mas sobre passos concretos e efetivos na realidade não me recordo de ter dado algum.

Na atual visita mantiveram-se as cordiais saudações, cumprimentos e declarações de amizade, mas mesmo lendo este artigo nada de concreto ficou efetivamente feito para ajudar Portugal.

Mantenho a minha opinião: relativamente a Portugal Dilma Rousseff  parece um bluff, faz política diplomática para defender o seu Brasil, fala de nós com carinho, mas estender a mão é coisa que não parece fazer. Só o facto de ser de esquerda, falar contra a troika e haver outros interesses empresariais nacionais lhe permite dizer coisas ocas inconsequentes e não haver discursos críticos contra ela a partir das forças políticas lusitanas. Com amigos destes penso que nunca nos levantaríamos, uma videira só com parra e nenhuma uva para Portugal… Estarei errado?


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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
por Carlos Faria

O Governo de Passos Coelho não tem sido fértil em medidas de crescimento económico, aspeto que foi aproveitado pelo PS de Seguro para usar a bandeira do crescimento como estratégia política.

Infelizmente, Seguro parece usar esta bandeira apenas como objetivo eleitoral, pois logo que surge uma medida vinda do Governo para apoio à economia, o imediato comportamento do PS é desvalorizar o impacte dessa medida, como acontece mais uma vez com os benefícios fiscais ao investimento em Portugal anunciados ontem.

Se a injeção de dinheiro nos consumidores pode ser uma ferramenta para o crescimento, pelo que a austeridade tem efeitos recessivos, (diferente do Estado ter mesmo de cortar nas despesas apesar de os socialistas não querem falar disto) a esperança não é uma ferramenta menor, mas já se percebeu que se for necessáriao confiança dos investidores, credores e consumidores em Portugal nada pior que este PS, logo que surge uma medida ou um indicador positivo este só pensa em destruir os seus potenciais efeitos na economia sem se preocupar com o crescimento.

O PS age neste domínio contra o crescimento económico, esquecendo-se que em primeiro lugar deve estar o País e não a estratégia eleitoral do líder da oposição e nisto Passos Coelho já deu provas que é muito mais estadista que José Seguro.


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Terça-feira, 23 de Abril de 2013
por Carlos Faria

 

Desde o Dia Mundial do Livro de 2012, até este de 2013, várias dezenas de livros de diversos géneros foram lidos por mim, não vou listar os melhores da cada tipo, mas para dar a conhecer o que é nosso, ao nível de literatura nacional atual, no género de ficção, ou não tanto assim, num texto onde a ironia, a poesia e a prosa dão as mãos com a imaginação e abraçam alguns factos históricos, destaco "A Boneca de Kokoschka", de Afonso Cruz.

Pequeno, de fácil leitura, com bom humor e frases para reflexão num livro a não perder. O Prémio Europeu pode ser importante para a promoção da obra, mas foi merecido pelas características do livro.


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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
por Carlos Faria

Não me cabe a mim assumir se iremos cair numa situação catastrófica, mas tenho a obrigação de levar as pessoas a pensarem sobre o problema.

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Domingo, 21 de Abril de 2013
por Carlos Faria

Conheço pessoalmente Berta Cabral, tanto por questões profissionais, como no desempenho de atividade política, e tenho dela uma ideia de alguém pragmática, decidida e corajosa. Pela sua formação, tem obrigação de ser conhecedora entendedora dos problemas financeiros e de gestão que Portugal enfrenta.

Não é muito comum vermos uma mulher num lugar cimeiro no Ministério da Defesa, mas os aspetos que acima foquei e as dificuldades de gestão das forças armadas tendo em conta o momento em que o País se encontra praticamente sem dinheiro, podem levar a compreender a nomeação de Berta Cabral como Secretária de Estado da Defesa Nacional.

Contudo, onde penso que Berta Cabral poderá ser uma mais-valia e espero que aproveitada, é de levar ao Ministério da Defesa e às forças armadas a capacidade de compreenderem bem o papel a desempenhar pelo mar em Portugal e a necessidade de não só se proteger as águas nacionais, mas, sobretudo, de também de se olhar para o Atlântico como uma das áreas onde o País tem de investir, explorar os seus recursos e abrir-se ao mundo e aqui a Marinha Portuguesa é um braço fundamental.

Berta Cabral vem de uma Ilha e de uma Região arquipelágica onde área das águas da sua zona económica exclusiva é cerca de 400 vezes maior que a da sua zona terrestre emersa, um património que qualquer Açoriano tem obrigação de levar a que Portugal tome consciência para a sua real importância e este País só foi grande quando fez precisamente isso.


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Quinta-feira, 18 de Abril de 2013
por Carlos Faria

Embora no mundo da televisão as receitas de hoje possam não ter o mesmo efeito amanhã, a verdade é que depois do estrondoso pico do número de telespetadores da primeira entrevista de Sócrates, os programas seguintes têm vindo paulatinamente a ter audiências modestas e, pior ainda, em decréscimo.

A verdade é que no regresso televisivo de Sócrates este, mais do que ódios ou admiração, despertava a curiosidade de se saber se era capaz de vestir o papel de comentador e despir o de ex-primeiro ministro derrotado no parlamento e no voto popular. Não foi capaz e serviu-se do espaço pago pelos meus impostos e destinado a serviço público para se vingar dos seus opositores e não fazer nenhum mea culpa dos seus maiores erros que levaram Portugal à bancarrota. Limitou-se a assumir a falha de pormenor de ter tentado governar em minoria, talvez a única coisa que as suas vítimas (todos nós) aceitávamos como uma atitude compreensível.

Hoje, à exceção dos sempre fieis da RTP, dos seus fã e de outros comentadores que veem todos os comentários políticos para preparar os seus, praticamente ninguém vê ou fala sobre o que ele disse e a sua mensagem quase só é replicada nos blogues que sempre foram incondicionais seus apoiantes e nunca aceitaram a derrota democraticamente sofrida em 2011.

Esta situação também mostra que mesmo com, justificado ou injustificado, descontentamento das políticas do atual governo, o Povo não voltou a acreditar naquele embuste, não se revê naquela via, nem considera o seu autor um salvador, o que seguramente deve deixar um travo amargo a quem desejava um regresso de tal modelo de governar Portugal... afinal o Povo talvez tenha aprendido com os erros de Sócrates, ele é que não.

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Segunda-feira, 8 de Abril de 2013
por Carlos Faria

Que confiança merece um político que quer ser Primeiro-ministro num futuro mais ou menos próximo para resolver os problemas de Portugal se no presente diz "Quem criou o problema que o resolva", como se as vítimas deste problema não fossem o País e o Povo que ele pretende governar?

Que autoridade moral tem um político que diz "Quem criou o problema que o resolva", quando critica governos estrangeiros ao não serem solidários com os países resgatados como Portugal, eles que consideram que os Estados sujeitos à troika devem corrigir-se no presente e à sua custa dos erros do passado?

Que credibilidade merece um político que diz "Quem criou o problema que o resolva" e a seguir tem como solução alternativa renegociar um acordo assinado por um governo vindo do seu partido com instituições internacionais criando um problema de cumprimento ao País, enquanto a outra parte não dá sinais de pretender renegociar melhores condições (antes pelo contrário) nem criou o problema nacional?


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Sábado, 23 de Março de 2013
por Carlos Faria

O PS teve o cuidado de salvaguardar-se perante a troika que esta moção de censura ao governo não quer dizer que o partido pretenda deixar de honrar os compromissos do Estado.

Como estamos mesmo comprometidos é com a governação imposta pela troika através do memorando e sabendo nós da abertura da troika a vias que não sejam de austeridade, estamos conversados sobre a alternativa de António José Seguro: Existe, mas é apenas para Português ver, não a troika!


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Quarta-feira, 20 de Março de 2013
por Carlos Faria

Na bíblia o filho pródigo sai de casa, mas negoceia antes a herança do Pai para se dedicar aos seus vícios privados, quando se esgotou a fortuna, humildemente regressa à casa do Pai, pede perdão e acolhimento, e este abraça-o porque se arrependeu.

Na vida política, o político pródigo chegaria a ministro salvaguardaria e criaria condições que lhe permitissem ocupar um lugar na privada onde pudesse gerir os benefícios de concessões e adjudicações e outros dinheiros públicos que brotassem do Estado, esgotada a fortuna pública, regressaria arrogantemente à política, certo que serviçais vazios de ideias lhe estenderiam a passadeira pela sua esperteza...


PS: qualquer semelhança desta parábola com a realidade é mera coincidência.


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Terça-feira, 19 de Março de 2013
por Carlos Faria

Deixo claro que não me agrada o governo iniciar um programa de rescisões amigáveis na função pública, mais ou menos forçadas de cima contra quem depende do seu emprego e independentemente da qualificação dos envolvidos.

Mas também sei que quem utiliza o argumento de o Governo atacar os que têm salário mais baixo, seriam os primeiros a falar caso fossem os mais qualificados os visados. Num caso o discurso mais populista, no outro dir-se-ia que era gente imprescindível à qualidade do serviços e uma forma de apontar  a emigração à geração que Portugal investiu na formação.

Sou funcionário público há mais de duas décadas, lembro-me que no início da carreira o número de técnicos superiores era pequeno perante uma maioria de administrativos. Estes davam entradas dos documentos, registavam, levavam às chefias para despacho, redistribuiam pelos técnicos para apreciação, recolhiam os pareceres emitidos, datilografavam, traziam o material à correção, redatilografavam o corrigido, levavam-no aos chefes que esquematizavam ofícios que eles datilografavam, levavam a rever, redatilografavam se necessário, davam saída, colocavam a resposta no envelope, os selos, punham o produto na pasta para o correio, organizavam o arquivo e ainda verificavam o fecho de portas e janelas, a limpeza, o material de apoio das instalações e estavam disponíveis sempre que solicitados.

Com o tempo vieram os computadores, os sindicatos impunham sempre mais limitações às tarefas que cada um deveria fazer e muitas das suas funções foram sendo: ora substituídas pelos técnicos superiores nos meios informáticos, ora executadas por estes quando ouviam que não era função administrativa tal trabalho, exceções também havia. Os administrativos em muitos Serviços ficaram nos quadros limitados às tarefas de entrada, de saída e a organizar os escasso papel no arquivo, pois a maioria tende para o digital.

A culpa não foi só deles, o mundo mudou e disto são vítimas, mas contaram com o conselho de intransigentes na conquista dos direitos e foram-se tornando mais prescindíveis. Apesar do referido, estou seguro que um dia se o Governo começar a procurar rescisões noutras carreiras também encontrará argumentos… apenas ficou aqui uma reflexão de que as boas intenções também têm os seus reversos.


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Segunda-feira, 18 de Março de 2013
por Carlos Faria

A partir do que se propôs para o Chipre ficámos todos agora a saber que dentro da eurozona já não se "castiga" apenas aqueles que viverem acima daquilo que podiam, pois passou-se também a massacrar todos aqueles que em vez de se endividarem, viveram abaixo daquilo que podiam e pouparam.

Tudo passou a valer para estes dirigentes europeus, não há princípios de ética ou de moral que os trave, isto nem é neoliberalismo no seu pior é nojeira pura contra os povos fragilizados pela ganância de outros.

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Quinta-feira, 14 de Março de 2013
por Carlos Faria

A esquerda por norma tão tolerante com todos os comportamentos liberais dos cidadãos, tem uma intolerância arrogante com todas as gaffes ou ideias (que não subscrevo) xenófobas, sexistas, homofóbicas e afins vindas de líderes de direita cuja indignação se alastra de forma viral nas redes sociais e não só. Berlusconi, por culpa própria devido ao seu comportamento brejeiro enjoativo e princípios de ética demasiado duvidosos, foi o exemplo máximo dessa atitude vinda esquerda.

Como no melhor pano cai a  nódoa, eis que Nicolás Maduro, ainda não eleito presidente, já protagonizou demasiados casos que mostram que comportamentos infelizes e inaceitáveis também acontecem em pessoa de esquerda:

Já expressou a sua masculinidade como argumento político insinuando incertezas de virilidade do seu oponente, assumindo assim um culto homofóbico como trunfo político;

Já assumiu a idiotice de Chavez doente, moribundo e já falecido ter influenciado o conclave para a eleição do Papa Francisco;

Já promoveu o culto da personalidade do modo típico das ditaduras com a decisão de embalsamar Chavez e exposição do corpo em museu e teve de recuar devido a problemas de ordem técnica que deveria ter verificado antes de tornar pública essa opção;

Aceitou tomar posse do cargo de Presidente em condições duvidosas para a Constituição da República Bolivariana da Venezuela que terá jurado cumprir ao ser empossado e quando não tinha necessidade disso por ser candidato dentro de 30 dias com grande probabilidade de ser o vencedor; e

Tem o desplante de condicionar um debate político a questiúnculas de guerrilhas privadas entre o seu opositor e a família do seu antecessor.

Tudo isto em escassos dias, sem ainda ter sido eleito, mas já a demonstrar o seu vazio de inteligência política, a existência de preconceitos perigosos, o provável desrespeito pela Constituição do seu País e a admiração por ditadores, aspetos perigosos para o futuro da Venezuela, mas suspeito que veremos a esquerda tão liberal nos costumes, despreconceituosa, tão suscetível em se ofender, ignorar toda esta asneirada de Nicolás Maduro.


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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
por Carlos Faria

O desgaste do atual governo não só é ampliado devido ao modo deficiente como este comunica e explica as suas medidas, dos efeitos recessivos a curto-prazo que resultam da necessidade de correção da gestão do País incluindo das reformas que se impõem e deveriam substituir o aumento dos impostos, mas também da incapacidade em contrapor, publicamente e a bom som, os insucessos e contradições na prática da alternativa socialista.

Podemos mesmo esquecer a mais antiga, o facto de haver socialistas a repetirem até à exaustão que austeridade traz mais austeridade que ainda se atrevem com a falácia de abrir uma exceção para o PEC4 que, segundo eles, teria salvo o País.

Mas já não nos podemos esquecer que explicaram-nos em alta voz que veríamos como farol da Europa a via alternativa do crescimento que seria implementada por François Hollande em França, agora no poder aquele socialista cria uma austeridade de esquerda que equilibra contas e já não falam alto do modelo francês que evidencia a falácia do crescimento sem recursos para o sustentar.

Insistem que com o PS no poder as coisas seriam diferentes, mas a falácia cai por terra se compararmos os resultados entre o governo "entroikado" em Lisboa e o governo que garante que não traz a austeridade do Continente para os Açores e onde "O desemprego na Região cresceu em 2012 a um ritmo muito superior do que a nível nacional e os números da execução fiscal mostram que nos Açores a economia travou mais a fundo. As receitas do IVA (imposto sobre o valor acrescentado) caíram no ano passado 2% no país e 14,4 % nos Açores e as do IRC (imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas) decresceram 17,3% no país e 42,5% na Região" como denuncia Luís Garcia hoje no jornal Incentivo.

Contraditório também é preciso sobre os resultados práticos e alternativas socialista no presente.


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Domingo, 3 de Março de 2013
por Carlos Faria

Não vou discutir quantas pessoas estiveram ontem na rua a manifestar-se contra o governo de Passos Coelho, vou mesmo aceitar o valor mais elevado de um milhão e meio em todo País lançado pelos organizadores, mesmo esquecendo os que matematicamente dizem que nem de perto cabem tantas pessoas quanto as referidas para o Terreiro do Paço e os Aliados.

Há de facto uma coisa que me une certamente a algumas daquelas pessoas que estavam a manifestar-se: a desilusão pela falta de reformas e a opção de se insistir quase em exclusivo na aplicação de medidas de austeridade no atual governo.

Mas é estranho que no meio de tanta gente não vi imagens com cartazes e slogans de ideias alternativas para Portugal, apenas deitar fora as imposições da troika, quem até assegura a curto-prazo muitos dos pagamentos do Estado Social e vencimentos. Não havia cartazes vindos do povo a ordenar como fazia a reforma no Estado de uma forma sustentável e justa.

Por enquanto não sei se os outros oito milhões e meio de portugueses que não foram à rua estão à espera que o Governo seja capaz de reformar de forma justa e eficaz o Estado como alternativa à austeridade e aumento de impostos. Eu pelo menos ainda desejo isso, mesmo sabendo que essas reformas possam também não ser aceites por todos os que vociferam com alguma razão contra tanta austeridade e os impostos.


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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
por Carlos Faria

Alguns gostam de interrupções da democracia para pôr os países em ordem e depois retomá-la já de casa arrumada à sua maneira, nem que para isso tenham de manter  a fachada de democracia e impôr Primeiros-ministros não eleitos que sejam da sua confiança estratégica. Fantoches manobrados de políticas impostas.

Por vezes esses mesmos amantes da democracia condicionada têm a sorte de um Estado eleger democraticamente um Primeiro-ministro da sua confiança  e então corre-se o risco de até esse Governo pensar que tem legitimidade para governar apenas pela cartilha desses amantes de  democracia com interruptores, que ora ligam, ora desligam.

Em democracia pode-se governar com medidas impopulares bem fundamentadas e com uma equipa técnica e moralmente credível, pois estas por vezes são até necessárias, mas não se pode governar sempre contra o povo apenas em benefício de uma credibilidade externa. Tanto num caso, como no outro, a curto ou médio-prazo a democracia tende a rejeitar aqueles amados só pelos que não os elegeram e, por norma, com grande ruído apostam no oposto da via que se seguia. O Cinco estrelas na Itália de hoje e o Syriza na Grécia de ontem são exemplos disto e deixam esta Europa atordoada, só espero que esta perceba antes que seja demasiado tarde.

A democracia regressou à Itália e como em democracia a política é o espelho do povo, os italianos votaram romaticamente no caos, contra uns sisudos e rijamente arrumados que lhe interromperam a democracia, só espero que estes sejam capazes de se adaptar à realidade e diversidade da Europa e permitam soluções equilibradas para todos, para bem de toda uma União Europeia e de todo o Velho Continente.


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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2013
por Carlos Faria

Confesso que sempre nutri uma simpatia por movimentos de cidadania, cívicos e afins sobre a intervenção dos cidadãos na política. Sempre olhei para estes como uma forma das pessoas se organizarem para aprofundarem a democracia, melhorarem os modelos políticos e incentivarem a participação dos cidadãos na vida ativa do País.

Tal como sempre reconheci que a limitação de mandatos em democracia é um sinal de fraqueza no sistema democrático, é um instrumento que procura substituir-se ao voto popular (o fundamento da democracia), um reconhecimento de que o modelo político coletivo tem fragilidades perante determinados vícios individuais. Aceito a existência desta restrição, mas o objetivo seria caminhar para uma estrutura que não necessitasse desta condicionante legal

Aos movimentos cívicos e de cidadania o princípio seria reduzir os instrumentos de fraqueza, pelo caminho do aumento da transparência e da participação dos cidadãos.

Infelizmente, em autárquicas anteriores assisti a movimentos de cidadãos que mais não foram que ferramentas para permitir a candidatura de políticos a braços com problemas na justiça, não por problemas burocráticos da legislação, mas sim de desempenho de atividades eticamente reprováveis e por isso expurgados dos seus partidos.

A caminho das próximas autárquicas o que vejo são movimentos cívicos de cidadãos que em vez de contribuírem para melhorar os defeitos da democracia, se servem de ferramentas de redução dos direitos cívicos para não permitirem o voto das pessoas, impedindo políticos sem problemas com a justiça de participarem em atos eleitorais como cidadãos.

Nunca pensei que um dia poderia questionar-me se os partidos democráticos não são um maior garante da democracia do que os movimento cívicos de cidadãos... mas esse dia chegou.


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Sábado, 9 de Fevereiro de 2013
por Carlos Faria

O facto de António Borges referir que o corte de 4000 milhões de euros, com efeitos permanentes nos orçamentos das despesas do Estado, é acessório, considerando como importante o reformar efetivamente o Estado; pode indiciar que o Governo estima não atingir este montante de reduções, mas que vêm aí outras reformas duras na estrutura do Estado.

Ouço dizer frequentemente que este Governo está a destruir Portugal tal como o conhecíamos, a verdade que este Estado, tal como o temos conhecido após o 25 de Abril, nunca tirou o País da cepa-torta, nunca nos permitiu ser autossuficientes, nunca foi justo e levou-nos 3 vezes à bancarrota…

Só reformando o Estado para nos tornar autossuficientes e num País justo é que Portugal pode sair deste miserabilismo em que mergulhámos e nos manteve na cauda da Europa, mesmo com milhões de euros vindos de Bruxelas que mais não foram que um Plano Marshall desaproveitado.

Num Estado autossuficiente e justo, o Estado Social é equilibrado e sustentável por natureza do sistema, não por favor de uns ou medidas populistas de políticos.

Agora tornar este Portugal, tal como o conhecemos, num Estado justo e autossuficiente dói pela desintoxicação dos vícios instalados. Pode também provocar problemas durante a transição que importa minimizar, embora suspeite que têm faltado cautelas. Depois continuará a doer àqueles que se habituaram a tirar proveitos dos defeitos do modelo em que temos vivido e são estes os maiores opositores à reforma necessária do País, pois bem os vejo na comunicação social e a mobilizar tudo para que nada mude.


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Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Já me habituei que existe um tratamento diferencial na cobertura jornalística nacional dos problemas insulares face aos que se passem no território do Continente, tal como já me habituei a que os problemas no estado social, quando gerido por socialistas, merecem menor atenção do que quando geridos por governos sociais-democratas.

Imagine, que nuns Açores com um Serviço Regional de Saúde, onde o Executivo socialista chuta para as empresas públicas as dívidas da sua governação para se vangloriar perante Lisboa de ter um superavit nas suas contas públicas já houve 50 cirurgias canceladas só em Ponta Delgada, nomeadamente por dificuldades orçamentais.

Este hospital cobre uma população de menos de 150 mil pessoas, transponha a relatividade do problema para a dimensão de 9,5 milhões de habitantes do Continente e veja quantos cancelamentos o Serviço Nacional de Saúde teria efetuado e a dimensão do escândalo que seria.

É assim na prática, na terra do domínio quase absoluto do PS, que está defendido o serviço público... mas o perfume inebriante da rosa cala a desgraça.

 


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Domingo, 27 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Após o discurso populista de António Costa na abertura do Congresso do PS-Açores na Horta, que recebeu um elogio rasgado de Carlos César e uma grande ovação dos congressistas, eis que um Seguro, inseguro, agastado e desnorteado faz um triste discurso no encerramento do congresso, que, como mandam estas festas transmitidas em direto para a TV, lá teve os aplausos dos presentes no Teatro Faialense que se haviam comovido com Costa.

Seguro começou no seu novo tom de quem se sente injustiçado a tentar agarrar a máquina do partido nos Açores: elogiou José Contente (o tradicional homem do aparelho regional e seu anterior apoiante) como candidato à câmara de Ponta Delgada; o Vice-presidente do Governo (o homem das finanças do executivo açoriano), o ex-presidente César (que já dera o sinal para o apunhalarem na abertura) e o novo líder do PS-Açores e atual Presidente do Governo Regional.

Depois virou-se a atacar o Primeiro-ministro, sentiu-se pioneiro no pedido de alargamento do prazo de maturidade do empréstimo à troika, repetindo o erro de ter sido ele quem falara de mais tempo para consolidar as contas públicas, mostrando que nem ainda compreendeu o que Gaspar pediu.

Falou que teria reestruturado os fundos comunitários para apoio ao investimento, como se estes não tivessem sido definidos pelo PS no tempo de Sócrates e como se no final do QREN e com Portugal falido se conseguisse mudar rapidamente a rota iniciada e até propôs a repetição de uma receita rosa.

Assegurar o crescimento com a construção de via férrea para Madrid, mostrando persistência na veia das obras públicas para tirar Portugal da recessão como se não tivesse sido esse o caminho que nos levou à bancarrota.

Claro que ele teria dinheiro 5000 ME, vindos da ajuda e destinada à banca e outras coisas afins, só não está disponível para a reforma do Estado, pois para ele tal é só cortar no Estado Social...

Deu para compreender o desespero dos socialistas com este líder, mas foram eles que o escolheram e ainda não vi ideias de fundo alternativas vindas de quem o está a apunhalar internamente.


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Sábado, 26 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

No momento em que se previa que José Seguro apostava nas autárquicas que lhe pareciam favoráveis e seriam a sua salvação para potencialmente caminhar para Primeiro-ministro de Portugal, eis que muitos membros da máquina do seu partido logo lhe espetam facas nas costas, iniciando uma revolta interna, pedem eleições e lança-se um estratega como homem de confiança: António Costa, e este surge como que a liderar a traição.

A verdade é que esta revolta no PS surge de um núcleo que se comporta como traidores que esfaqueiam o seu líder inseguro quando pressentem que um desafio eleitoral lhe poderia dar segurança… e provavelmente são estes traidores, oportunistas que lhe querem roubar a liderança que amanhã assumirão o papel de alternativa salvadora de Portugal.

Contudo, como é que um grupo que ascende ao poder dum partido através de traições públicas aos seus camaradas e sem nenhuma estratégia política que os distinga, exceto faro oportunista, pode ser para o Povo um exemplo de pessoas de confiança?


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Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Esta semana o Governo de Passos Coelho teve duas boas notícias: a venda de dívida nos mercados a juros baixos (ou pelo menos bem inferiores à última antes da troika ainda no tempo de Sócrates) e o défice público de caixa inferior aos 5% acordados com a troika (muito inferior aos mais de 10% herdados do tempo de Sócrates e que nos aceleraram para a bancarrota).

Gosto de receber boas notícias e depois de uma série de más, sobretudo, de um conjunto de previsões pessimistas, marteladas pelos opositores até à exaustão e replicadas com toda a força pelos OCS, sabe bem respirar um pouco casos de sucesso.

Todavia nada de euforias!

Nunca escondi que sou mais defensor de reformas nas despesas do Estado do que pela austeridade, mas nunca exclui a necessidade desta última. Na minha opinião, o Governo não só se atrasou demasiado nas primeiras, como exagerou na segunda. Apesar de tudo, reformar o Estado vai merecer a mesma intensa oposição que mereceu a austeridade, vinda de interesses instalados, das sanguessugas do setor público, dos oportunistas políticos e das esquerdas mais radicais. Hoje viu-se como procuram, sem qualquer benefício para Portugal, retirar méritos ao Executivo, desvalorizar e desacreditar os sucessos desta semana, como se não precisássemos destes para conforto psicológico e, sobretudo, para criar um clima e perspetivas económicas favoráveis ao investimento. Eles que se diziam pelo crescimento, tudo têm feito para ver se desmoralizam a sociedade e, consequentemente, o investidor

O Governo agora tem dois casos de sucesso para argumentar que não está tão errado na sua estratégia quanto muitos diziam, espero que os saiba utilizar a favor do País, mas ainda acontecerão coisas menos boas, veremos mais previsões pessimistas e ainda há um risco de uma entidade a não aceitar determinados valores do défice por critérios estatísticos que não são saldos de caixa e o risco de falhanço não desapareceu.

Acendeu-se uma luz no fundo do túnel, mas ainda muitos vão tentar abater o teto deste para que não haja sucesso para Portugal, pois há, uns por ideologia e outros por interesses pessoais, quem queira mesmo que Portugal não se reforme neste sentido ou faça força para que tudo fique na mesma e o País não ultrapasse os problemas que está a atravessar.


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Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Ontem Seguro foi o único líder político a remar contra a maré. Inesperadamente, nem o BE, nem o PCP pareciam tão descontentes com o regresso de Portugal aos mercados como o PS.

Seguro ontem só tentou apagar a possibilidade de sucesso deste regresso aos mercados, como parece estar a acontecer no terreno neste momento, ao esforçar-se por transformar em derrota a estratégia do Governo com o pedido de alargamento do prazo de pagamentos à troika.

Sempre se soube que para Portugal superar os problemas da bancarrota a que nos levou o Governo de Sócrates a via não era fácil, mas Seguro, depois de uma contenção populista inicial, procurou cavalgar o descontentamento popular, não só aceitando os conselhos da via socrática do partido que nunca reconheceu os erros das suas opções políticas, mas também esperando uma rotura dentro da coligação e, sobretudo, apostando num falhanço deste governo ao nível das finanças.

É cedo para cantar vitória, até por que muitas coisas difíceis são ainda precisas de ser implementadas, mas já começaram a ser evidentes a todos os portugueses alguns sinais altamente promissores de que Passos e a sua equipa poderão ter mais sucesso do que previa Seguro.

Agora internamente no PS, com um António Costa que matreiramente não se pôs ao fogo da frente da luta política durante a crise, enquanto espreitava a estratégia do líder do PS a desmoronar-se na sua aposta externa, Seguro ontem só tinha motivos para se sentir infeliz e daí aquele tom de Calimero que adotou, mas não tem razões para dizer "è un'ingiustizia però".


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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013
por Carlos Faria

Habituei-me a que este Governo quando dá uma notícia, fá-lo por norma com escassas informações de enquadramento que logo permitem alimentar todo o género de especulações contra a estratégia do Executivo. O Governo sempre disse que mais tempo representava mais dinheiro.

Assim, com a justificação de que Portugal sempre tem cumprido com os seus compromissos (isto inclui aguentar no tempo de Passos com as imposições do memorando assinado no tempo de Sócrates) será viável que este alargamento do prazo pedido por Vítor Gaspar para reembolso do dinheiro da troika seja sem mais juros?

Se implicar mais juros, Vítor Gaspar mantém o pedido ou este fica sem efeito?

É que num cenário de aumentar os prazos sem mais juros face ao que os Portugueses já passaram, é um argumento de que os sacrifícios têm valido a pena, pois aumentaram a nossa credibilidade e dão-nos agora a capacidade de negociar a nosso favor, se não for assim, é uma mera aproximação encapuçada ao discurso de Seguro e uma derrota parcial da estratégia do Governo.

Já agora, nesta oportunidade de pedido cabal esclarecimento, embora eu perceba a ideia de cortar definitivamente 4 mil milhões de euros de forma permanente nas despesas do Estado, aproveito para dizer que seria igualmente correto, em termos de estratégia comunicacional política, que o Governo deixasse bem claro de onde vem este montante e explicasse aos Portugueses as razões de tal redução, em vez de deixar campo aberto aos seus opositores para minarem a implementação deste objetivo.


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